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Robinho pode voltar contra a Ponte

O meia Robinho voltou a treinar neste sábado e talvez esteja à disposição de Marcelo Oliveira para o jogo contra a Ponte Preta na quarta-feira.

Os palmeirenses devem comemorar: como mostrou a goleada que lhes foi imposta pela Chapecoense na 29ª rodada e já se tinha notado em outros fracassos do time neste Brasileirão, Robinho faz tanta falta nas ações ofensivas quanto o cabeça de área Gabriel continua fazendo quando o Palmeiras precisa se defender.

Massa vai ficando para trás

Sem ter marcado pontos em Cingapura e no Japão, o que o derrubou do quarto para o sexto lugar  no Mundial de Pilotos, o brasileiro Felipe Massa corre o risco de piorar ainda mais de posição no GP da Rússia de amanhã

No treino de classificação desta manhã no circuito de Sochi, ficou em 15º lugar, três posições atrás do compatriota Felipe Nasr, da Sauber, e 13 do companheiro de Williams, Valtteri Botas, que é o quinto colocado no campeonato e vai largar na segunda fila neste domingo. Na primeira, Nico Rosberg e Lewis Hamilton, a dupla quase imbatível da Mercedes.

Massa, sexto colocado na atual temporada da Fórmula 1, estacionou nos 97 pontos, 14 a menos do que Bottas, 24 à frente de Daniel Ricciardo, da RBR, sétimo colocado.

Cada vez mais reclamão, como se estivesse reencarnando Rubinho Barrichello também nas entrevistas, Massa chiou depois do treino, com desculpa em dose dupla: “eu peguei trânsito”, “meus pneus traseiros estavam já completamente sem aderência”.

explicado.

EUA e México decidem vaga na Copa das Confederações

Klinsmann:

Klinsmann: “É hora de dar tudo”

As seleções dos Estados Unidos, campeã da Copa Ouro em 2013, e do México, campeã em 2015, disputarão hoje, no Rose Bowl, estádio em que o Brasil ganhou o tetra mundial, a vaga de representante da Concacaf na Copa das Confederações.

O jogo é encarado com otimismo pelo alemão Jurgen Klinsmann, treinador da seleção norte-americana, que disse ao site da Fifa (leia a entrevista em espanhol  ou em inglês) :

– Trabalhamos durante toda a semana para que o grupo de jogadores esteja em sintonia e compreenda como é importante esta chance de conquistar um troféu diante de 90 mil torcedores contra um grande rival. É hora de dar tudo. Se fizermos isso, estou certo de que venceremos.

O sérvio Bora Milutinovic, que comandou o México na Copa do Mundo de 1986 e os Estados Unidos em 1994 e conhece muito bem o futebol internacional, não acha que a força de vontade dos norte-americanos possa decidir o jogo desta noite em Los Angeles:

– Todos conhecemos a  mentalidade norte-americana. Eles sempre querem ser os melhores do mundo e trabalham para isso. Acontece que o futebol mexicano tem mais talentos e isso equilibra a balança.

Na entrevista ao site da Fifa (em espanhol  ou em inglês), Milutinovic aposta no México “por uma razão muito clara”:

– Neste momento, o México tem mais qualidade em suas fileiras. O time dos  Estados Unidos não é mais aquele de anos passados. E o que ganha um jogo é a qualidade dos jogadores. A história não joga, a camisa não joga. Se um time tem mais qualidade e sabe disso, forçosamente é o favorito.

A conferir, a partir das 22 horas (do Brasil).

O vencedor será o quinto time garantido na Copa das Confederações de 2017, juntando-se a Rússia, anfitriã, Alemanha, campeã mundial, Chile, campeão da Copa América, e Austrália, campeã da Copa da Ásia.

Os mexicanos terão um ilustre torcedor no Rose Bowl: recém contratado para levar sua seleção à Copa do Mundo de 2018, o colombiano Juan Carlos Osorio estará dando força ao interino Tuca Ferretti.

Atualização

Já na madrugada brasileira do domingo, 11 de outubro, depois do 1 a 1 nos 90 minutos, a prorrogação de 30 minutos no Rose Bowl se encerra com a vitória mexicana por 3 a 2.

O México, que será então comandado por Juan Carlos Osorio, vai à Copa das Confederações de 2017.

Fique de olho na molecada

Sub20 Promessas 910@@@               Kenedy, Luan, Gabriel Jesus, Valdívia e Gabigol: na luta pelo ouro olímpico

A molecadinha do Brasil, basicamente o time sub-20, vai pegar gente grande pela frente, hoje à noite, na Arena Amazônia, em Manaus.

Gente grande, de futebol pequeno, porém: o adversário da garotada brasileira que se prepara para brigar pelo inédito ouro olímpico em 2016 será a seleção principal da República Dominicana, 119ª colocada na última edição do ranking da Fifa.

O amistoso das 21 horas será uma chance de ver em ação jogadores como Kenedy, que o Fluminense deixou ir para o Chelsea no meio do ano; Luan, destaque do Grêmio; e Gabriel Jesus, o mais novo de todos, com apenas 18 anos, em fase de ascensão no Palmeiras.

É provável que Rogério Micale, dublê de Dunga, escale os três como titulares, mas pelo menos mais dois jogadores podem sair do banco para fazer a alegria dos torcedores: o colorado Valdívia, meia de muita movimentação e criatividade que gosta de fazer gols, e o santista Gabigol, que está finalmente aprendendo também a se movimentar por todos os setores do ataque.

Podem sair deste quinteto, além do ouro na Rio-2016, mais um ou dois parceiros para Neymar nos campos da Rússia em 2018.

Vale a pena ficar de olho nesta molecada.

Atualização

Molecadinha do Brasil 6 x 0 República Dominicana, com gols de Gabriel Jesus, Maicon, Luan, Valdívia, Fred e Gabigol.

É difícil acreditar que, como registra o ranking da Fifa em outubro, existam 89 seleções piores do que a dominicana no mundo da bola.

“… quando você me ofereceu repartir a comissão”

Trecho de e-mail enviado há dois dias por Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol, a Carlos Miguel Aidar, ainda presidente do São Paulo:

… quando você me ofereceu repartir a comissão na contratação do Gustavo da Portuguesa, primeiro a sós e depois na frente da Cinira, vi que vocês dois estavam realmente lesando os interesses do clube. 

Chocante?

Tem muito mais. Leia todo o e-mail, publicado há pouco, com exclusividade,  por Cosme Rímoli em seu blog  no portal R7.com.

Cinira Maturana da Silva, citada no e-mail de Ataíde Gil Guerreiro, é namorada de Carlos Miguel Aidar e negociava contratos de patrocínio do São Paulo.

Tite não tem como treinar o Corinthians

Tite: com quem treinar? - Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Tite: treinar? – Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

O intervalo de 11 dias entre a 29ª e a 30ª rodada será muito menos útil ao líder Corinthians do que pretendia o técnico Tite n reta final do Brasileirão.

Gil, Elias e Renato Augusto estão na Seleção, Rildo e Luciano recuperam-se de cirurgias, Cristian e Bruno Henrique fazem fisioterapia para se recuperar de lesões.

É verdade que Fagner, Uendel e Guilherme Arana talvez estejam à disposição do técnico para o jogo do dia 15 contra o Goiás, mas ainda têm de pegar leve nos treinamentos.

Aliás, treinar o time tem sido algo quase impossível para Tite.

A folga no calendário ajudou o trabalho de médicos e fisioterapeutas, deu um pouco de descanso a alguns jogadores, mas de pouco tem servido para a preparação técnica e tática do time ainda tem mais nove rodadas pela frente, incluindo o duelo direto com o vice-líder Atlético Mineiro, para se confirmar em campo como o grande favorito ao titulo de campeão brasileiro de 2015.

CBF descuida da Seleção fora de campo

O Brasil estreou ontem nas Eliminatórias da Copa de 2018 perdendo para o Chile em Santiago sob um frio de 10 graus, treina hoje de manhã por lá em temperatura um pouco mais baixa, pega um voo às 14 horas rumo a Fortaleza, onde desembarcará por volta das 20 horas, encarando um calorzinho de pelo menos 26 graus.

Amanhã, quando o time fizer o primeiro treino, às 16 horas, o calor estará por volta dos 30 graus.

A distância entre Santiago e Fortaleza é de quase 6 mil quilômetros.

Se o jogo do dia 13 contra a Venezuela tivesse sido marcado para Porto Alegre, Dunga e sua rapaziada encurtariam a viagem em cerca de dois terços e sofreriam menos com a mudança de temperatura, de mais ou menos 18º na manhã desta sexta-feira na capital gaúcha.

Logística não é o forte da CBF.

Semaninha cruel para as grandes seleções

A quarta-feira, 8 de outubro, derrubou três dos quatro finalistas da última Copa do Mundo:

♦ Em Dublin, a Alemanha, campeã do mundo, foi derrotada por 1 a 0 pela Irlanda em jogo da fase de qualificação para a Eurocopa 2016.

♦ Em Buenos Aires, a Argentina, vice-campeão do mundo, perdeu por 2 a 0 para o Equador na rodada de abertura das Eliminatórias Sul-Americanas da próxima Copa.

♦ Em Santiago, o Brasil, quarto colocado na Copa do Mundo de 2014, foi batido pelo Chile por 2 a 0 em seu primeiro jogo nas Eliminatórias para 2018.

Terceira colocada na Copa do Mundo de 2014, a Holanda não jogou, mas vai ter de visitar o Cazaquistão no sábado precisando desesperadamente da vitória para não perder de todo a a escassa esperança de ir à Eurocopa na França.

Brasil esquece no segundo tempo o que fez no primeiro

Dunga: "o jogo foi muito parelho”

Dunga, após Chile 2 x 0 Brasil: “o jogo foi muito parelho”

É difícil entender por que o Brasil desistiu de fazer no segundo tempo a marcação mais à frente que lhe dera maior posse de bola e obrigara tantas vezes o Chile a se encolher em seu campo para procurar o ataque quase sempre em bolas esticadas para a direita nos espaços  abertos pelos avanços do lateral Marcelo.

Foi até surpreendente ver o Brasil de Dunga bem agrupado, sem espaços vazios entre as linhas de defesa e ataque, insistindo  em tocar a bola de pé em pé, só muito raramente apelando para os chutões dos zagueiros.

É verdade que por muito pouco o Chile não fez 1 a 0 num chute venenoso de Alexis Sánchez que desviou no poste direito de Jeferson, mas o Brasil atacou bastante, sempre liderado tecnicamente por Willian, e maior sucesso poderia ter alcançado se Oscar, fazendo o papel que é de Neymar, não estivesse tão acanhado em campo.

No segundo tempo, curiosamente, Oscar se soltou mais, mas o Brasil resolveu se prender na defesa e apostar nos contra-ataques. Jorge Sampaoli, ainda no primeiro tempo, tinha substituído por Mark González e o Chile passou a atacar também pelo setor de Daniel Alves.

Como tantas vezes vimos nos amistosos depois da Copa do Mundo e nos jogos da Copa América, a Seleção foi se dividindo em setores estanques e cedendo espaços entre suas linhas para a livre e insinuante movimentação do bom time chileno.

A impressão, desde que a bola voltou a rolar no Estádio Nacional, era de que o gol chileno poderia sair a qualquer momento. E saiu aos 27 minutos com um toque de primeira do esperto Vargas em bola esticada na cobrança de uma falta lá do Pacífico.

Os 2 a 0, aos 44 minutos, com assinatura de Aléxis Sanchez após uma após uma tabelinha com Vidal entre brasileiros mais ou menos atarantados à frente da área foi mera consequência do que se viu durante todo o segundo tempo.

A Seleção desistiu de jogar, achando que o 0 a 0 seria bom negócio, o Chile resolveu se impor.

Vamos torcer para que os 45 minutos iniciais do Brasil em Santiago não tenham sido ilusão passageira.

O problema é que Dunga achou que “o jogo foi muito parelho”:

– O gol mudou tudo – disse, na entrevista coletiva.

Parece que não viu o segundo tempo. O jogo mudou e, por isso, o Chile chegou ao gol – aos gols, aliás.