Arquivo da categoria: Liga dos Campeões

Nem só de gols vive o artilheiro

Lewandowski: "Quero sempre mais"

Lewandowski e o gol: “Quero sempre mais”

Depois de marcar gols em seis jogos seguidos, pelo Bayern e pela seleção polonesa, o artilheiro Robert  Lewandoski certamente não gostou de passar em branco no 1 a 0 do sábado sobre o Werder Bremen, pela nona rodada do Campeonato Alemão, pois se trata de fominha assumido, que já chegou a dizer:

– Não importa quantos gols marquei, quero sempre mais.

Pep Guardiola cobra menos de seu goleador, como reconhece o próprio Lewandowski em entrevista  ao site da Uefa na véspera do Arsenal x Bayern pela terceira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa:

– Sei que não tenho de marcar em todos os jogos para o treinador ficar satisfeito com o meu desempenho. Ele está satisfeito com os meus gols, mas também quer que eu pratique bom futebol e ajude os meus colegas. Às vezes, a movimentação em campo e a forma como exploro os espaços vazios são mais importantes para ele.

O artilheiro não se furta ao trabalho de equipe, mas parece mesmo ligar é em mandar a bola para as redes:

– Sei que sempre vão aparecer oportunidades de gol. É uma questão de tempo até começar a transformá-las em gols. Estou muito feliz com a fase atual e trabalho bastante para que ela continue.

O Arsenal, que perdeu os dois primeiros jogos e está na lanterna do Grupo F, corre perigo em Londres.   Lewandowski  não fez gol nos 3 a 0 sobre o  Olympiacos, mas marcou três nos 5 a 0 sobre o Dinamo Zagreb e quer a terceira vitória consecutiva na Liga dos Campeões para manter o Bayern na liderança isolada do grupo. Com gols seus, claro.

Anúncios

Lewandowski, o artilheiro dos artilheiros

Lewandowski, centroavante do Bayern e da Polônia: 15 gols em seis jogos

Lewandowski, centroavante do Bayern e da Polônia: 15 gols em seis jogos

Depois dos dois gols no empate por 2 a 2 com a Escócia em Glasgow há três dias, o  artilheiro Robert Lewandowski marcou há pouco, em Varsóvia, o gol que fechou a vitória por 2 a 1 sobre a Irlanda e classificou matematicamente a Polônia para a Eurocopa de 2016.

É o 15º gol marcado pelo atacante polonês nas últimas seis vezes que entrou em campo.

Os outros doze foram marcados com a camisa do Bayern – todos os cinco, em apenas nove minutos, na goleada por 5 a 1 sobre o Wolfsburg pela sexta rodada do Campeonato Alemão, mais dois nos 3 a 0 sobre o Mainz na sétima rodada e dois nos 5 a 1 sobre o Borussia na oitava.

Faltam três? Levou-os o Dinamo de Zagreb ao ser goleado por 5 a 0 em Munique na segunda rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

Aos 27 anos, completados em agosto, Robert Lewandowski é um exemplar muito vivo de uma espécie em extinção – o centroavante, dono absoluto da camisa 9, matador frio e implacável que apavora todos os goleiros.

Lewandowski fez nos últimos seis jogos apenas dois gols a menos do que Ricardo Oliveira em 29 rodadas do Brasileirão e mais do que todos os demais jogadores que brigam com o santista pela artilharia. Desde que voltou das férias, participou de 15 jogos e marcou 22 gols.

A grande experiência do fantástico José Mourinho

Mourinho em questão: fantástico ou fantástico?

Mourinho em questão: fantástico ou fantástico?

O Chelsea de José Mourinho é o terceiro colocado no Grupo G da Liga dos Campeões, atrás do Porto e do Dínamo de Kiev, e o 14º colocado no Campeonato Inglês, com oito pontos, duas vitórias, dois empates e três derrotas em sete rodadas,  o que levou o treinador português a uma confissão inusitada na entrevista coletiva que concedeu nesta sexta-feira, véspera do jogo contra o Southampton, que lhe é superior em um ponto e quatro posições na classificação:

– É o pior período da minha carreira. São os piores resultados. Nunca perdi tantas partidas. Isso é um fato.

Acontece que José Mourinho, aquele que proclamou há pouco ser “um técnico fantástico” quando não está vencendo e igualmente “um técnico fantástico” quando está vencendo, não se entrega com facilidade:

– É uma experiência fantástica, uma grande experiência negativa. Quero terminá-la amanhã.

Isto é Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo: 501 gols na carreira

Cristiano Ronaldo: 501 gols na carreira, 323 pelo Real

O goleador voltou.

Cristiano Ronaldo marcou há pouco os gols da vitória por 2 a 0 sobre o Malmö, confirmou o Real Madrid na liderança do Grupo A da Liga dos Campeões da Europa e quebrou mais algumas marcas pessoais.

Depois de duas semanas de seca, foi na Suécia que o craque português do Real finalmente marcou o 500º e o 501º gols da carreira.

Ninguém fez tantos gols quanto ele com a camisa do Real Madrid: são 323 gols, recorde que agora ele divide com Raúl. Diferença gritante: a partida em Malmö foi a 308ª de Cristiano Ronaldo; Raúl jogou 741 vezes pelo Real.

Ninguém fez tantos gols quanto ele na Liga dos Campeões da Europa: são 82 gols em 117 jogos, média de 0,70 por jogo, ainda inferior ao do rival Lionel Messi (77 gols em 100 jogos).

Desta vez, Cristiano Ronaldo reagiu aos próprios feitos com incomum humildade:

– Tenho de admitir que estou feliz por ter atingido mais essas marcas, ter-me tornado o maior goleador do Real Madrid, que é o maior clube da história. Estou muito orgulhoso e feliz, é um grande momento para mim, mas o mais importante foi a equipe ter vencido o jogo.

Neymar tem de jogar por ele e por Messi

Barça x Leverkusen: dia de Neymar jogar por Messi

Barça x Leverkusen: para Neymar mostrar que é o sucessor de Messi

Com a Receita Federal mordendo seus calcanhares, Neymar não está vivendo dias de alegria neste final de setembro, mas vai ter de esquecer preocupações e dissabores ao entrar às 15h45 (horário do Brasil) no Camp Nou para liderar tecnicamente o Barcelona que, sem Messi, enfrentará o Bayer Leverkusen pela segunda rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

Liderar, sim, pois chegou a hora de Neymar provar que é o sucessor natural de Lionel Messi como estrela maior do Barça, embora ainda pareça distante o momento em que se dará a efetiva troca de bastão.

Vai contar muitos pontos na campanha pelo troféu Fifa de melhor jogador de 2015 o desempenho do brasileiro durante a ausência de Messi, principalmente nos jogos da mais importante competição de clubes em todo o mundo da bola.

Depois do 1 a 1 com a Roma na primeira partida, o Barcelona precisa da vitória contra o Bayer – que estreou em casa goleando o BATE Borisov, da Bielorussia, por 4 a 1 – para assumir a liderança do Grupo E da Liga dos Campeões.

É hora de Neymar se multiplicar por dois, jogando por ele e por Messi.

O brasileiro de 23 anos parece talhado para substituir em campo o incomparável argentino de 28 – domina os fundamentos técnicos, enxerga bem o andamento do jogo, embora tenha menor senso coletivo, é menos sóbrio e mais abusado, talvez mais criativo, ainda não tão decisivo. Parece sempre que se diverte mais do que o colega dentro do campo.

Preocupações e dissabores não parecem contaminar o futebol de Neymar. É o que ele tem mais uma vez de comprovar no Camp Nou para se firmar como sucessor de Messi no Barça de Mascherano, Iniesta, Suárez e companhia igualmente ilustre.

Atualização

Neymar não jogou nem por ele. Dispersivo, inacreditavelmente de mal com a bola, quase nada criou. O resultado foi que o Barcelona sofreu muito para, de virada, vencer o Bayer Leverkusen por 2 a 1.

Suárez: bronca de Stegen e gol decisivo

Suárez: depois da bronca de Stegen, gol decisivo

Iniesta também saiu devendo e Suárez – depois de levar uma bronca do goleiro Ter Stegen pela má colocação na área quando Papadopoulos, aproveitando escanteio cobrado por Çalhanoglu, fez 1 a 0 para o Bayer na metade do primeiro tempo – acabou se salvando ao marcar, aos 37 do segundo, o gol da vitória do Barcelona, apenas 90 segundos depois de Sergi Roberto ter empatado a partida.

Em suma, o Barça é forte até joga mal. E, por isso, assumiu a liderança do Grupo E da Liga dos Campeões, com quatro pontos, um a mais do que o Bayer e o BATE Borisov, que em casa venceu a Roma por 3 a 2.

José Mourinho por José Mourinho

Mourinho & Mourinho: sempre fantástico?

Mourinho & Mourinho: perdendo ou ganhando, sempre fantástico?

De José Mourinho, comentando o 2 a 2 do seu Chelsea com o Newcastle neste sábado pelo Campeonato Inglês:

– Digo que tivemos atuações individuais terríveis. Quando isso acontece, é impossível um time ser um time.

De José Mourinho, há poucos dias, comentando os 4 a 0 do seu Chelsea sobre o Maccabi Tel Aviv na rodada de abertura da Liga dos Campeões da Europa:

– Eu sou um técnico fantástico quando não estou vencendo os jogos e sou um técnico fantástico quando estou vencendo.

Hoje, Cristiano Ronaldo. Amanhã, Messi?

Cristiano Ronaldo: 80 gols na Liga dos Campeões

Cristiano Ronaldo: 80 gols na Liga dos Campeões

Cinco gols no Real 6 x 0 Espanyol de sábado pelo Campeonato Espanhol, três gols no Real 4 x 0 Shakhtar Donetsk de hoje pela Liga dos Campeões da Europa.

Maior artilheiro da história da Liga, com 80 gols, três a mais do que Lionel Messi, está a apenas um gol do 500º em sua carreira e a dois de se igualar a Raúl como maior artilheiro da história do Real Madrid, com 323 gols.

Isso é Cristiano Ronaldo.

Rafa Benítez, o treinador do Real Madrid, festeja.

– Não há discussão. Ele é o melhor do mundo.

Não é o que acha Luis Enrique, treinador Barcelona, que fez questão de deixar  claro hoje, em entrevista coletiva na Itália:

– Não comparo Messi a nenhum outro jogador. Ele não é só o melhor do mundo, é o melhor jogador da história.

Melhor do mundo, certamente. Melhor da história, nem pensar.

Esqueça-se o papo dos treineiros de Real e Barça.

Quem tem com que se preocupar é o técnico Rudi Garcia, da Roma, que nesta quarta enfrentará em casa o craque argentino, certamente muito motivado para descontar a diferença de três gols que, depois do Real 4 x 0 Shakhtar, o separa do goleador português na lista de maiores artilheiros da Liga dos Campeões em toda a história.

Será o centésimo jogo de Lionel Messi na Liga dos Campeões.