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Um slogan para o Vasco: ‘o desrespeito continua’

Umbro veste a camisa de Eurico

Umbro veste  camisa de Eurico

Tem loja oficial do Vasco vendendo, por R$ 199,90, uma camisa produzida pela Umbro, fornecedora de material esportivo do clube, com o slogan usado por Eurico Miranda desde a campanha para voltar à presidência: “o respeito voltou”.

Parece brincadeira.

E é: o Conselho Deliberativo do Vasco muito provavelmente anulará hoje uma dívida de Eurico Miranda que, em seu mandato anterior, gastou R$ 1,3 milhão do clube para pagar a indenização numa ação movida contra ele, pessoa física, pelo Tribunal de Justiça do Rio. Condenado, Eurico quis fazer de conta que o problema era do Vasco.

Na gestão de Roberto Dinamite, o Vasco moveu uma ação por perdas e danos contra Eurico, pedindo o ressarcimento do dinheiro – cerca de R$ 3 milhões em valores atuais.

É o que os amiguinhos de Eurico querem anular.

O desrespeito continua.

Atualização

O Conselho Deliberativo do Vasco não se deu ao respeito e decidiu que Eurico Miranda não deve mais ao Vasco.

Como deve!

Corinthians perde jovem talento para o Palermo

Matheus Cassini: de saída - Foto: Twitter/@CassiniFc

Matheus Cassini: de saída – Foto: Twitter/@CassiniFc

No começo de 2013, o Corinthians negociou com a Roma a transferência do zagueiro Marquinhos, que também dá bom trato à bola como lateral, e recebeu pouco mais de 8 milhões de reais.

Seis meses depois, o Paris Saint-Germain gastou mais de 30 milhões de euros para tirar Marquinhos da Roma e fechar com ele um contrato de cinco anos.

Marcos Aoás Corrêa, que chegou aos 21 anos há cinco dias, foi convocado pela primeira vez para a Seleção por Luiz Felipe Scolari no final daquele ano e, daqui a um mês, estará disputando a Copa América sob o comando de Dunga.

Não se pode dizer que o Corinthians fez um bom negócio em 2013, mas seus dirigentes não parecem ter aprendido a lição.

Agora mesmo, enquanto negociam demoradamente a renovação milionária dos contratos de dois trintões, Guerrero e Emerson Sheik, estão fechando com o Palermo a transferência de outro garoto promissor, o meia Matheus Cassini, que fez 19 anos em fevereiro e nem sequer chegou a jogar no time titular, por 1,5 milhão de euros – pouco mais de R$ 5 milhões de reais no total, dos quais o Corinthians receberá uns 3,5 milhões.

A informação é de Dassler Marques, raro repórter brasileiro que acompanha com atenção e competência o nosso fubebol de base, e pode ser lida no UOL.

O Palermo, como todo mundo sabe, é uma potência do futebol italiano, que, como ninguém desconhece, está em alta no futebol europeu. Já o Corinthians…

Gerente avisa que o Corinthians está no mercado

Edu Gaspar, gerente de futebol, reconhece: os telefones têm tocado bastante, com empresários e dirigentes de outros clubes querendo saber se têm chances de tirar alguns jogadores do Corinthians.

E, sem citar nomes, escancara a porteira:

– O Corinthians está no mercado.

 Tradução: tem gente que logo, logo estará vestindo outra camisa.

O presidente viajou à toa: Robinho está livre

Foto de Robinho: Ricardo Saibun/Santos FC

                                    Foto de Robinho: Ricardo Saibun/Santos FC

O presidente Modesto Roma poderia ter poupado o dinheiro da viagem à  Itália, com o propósito declarado de negociar com o Milan a liberação de Robinho, pois o jogador e o clube italiano “já assinaram a rescisão” do contrato que venceria no meio do ano que vem – informou, hoje cedo, sua advogada e representante, Marisa Alija, ao ESPN.com.br.

O problema é que agora as despesas com Robinho ficam totalmente por conta do Santos, que não lhe paga há algum tempo. Parte do salário do jogador ainda era paga pelo Milan.

Será que Robinho, agora livre para assinar com quem quiser, continuará no Santos?

A resposta interessa muito ao Flamengo e ao Cruzeiro.

E agora, dona Fifa?

Na Espanha, o governo baixou um decreto que altera a negociação entre clubes e emissoras de televisão dos direitos de transmissão, a Federação Espanhola de Futebol resolveu retrucar com a suspensão duas últimas rodadas do campeonato nacional e a Liga Nacional de Futebol Profissional entrou na Justiça para garantir a continuidade da competição.

O que dirá a Fifa, tão acostumada a punir as federações de países em que o governo se intromete no futebol e as questões vão parar na Justiça?

O que vale para Camarões e Nigéria valerá para a poderosa Espanha?

Escolha neste benebol.com uma das alternativas como resposta:

·         Não

·         Não

·         Não

·         Todas as anteriores

 

Veja a nova casa do Milan

Milan:  novo estadio - Imagem: Divulgação

Milan: novo estadio – Imagem: Divulgação

Décimo colocado no Campeonato Italiano, com 30 pontos de distância para a líder Juventus e a 19 da zona de rebaixamento, o poderoso Milan de outras temporadas passa por “uma fase delicada”, segundo Marina Berlusconi, e pode ser vendido para investidores asiáticos, mas continua pensando grande.

É o que mostra o grandioso projeto para a construção de um novo estádio, apresentado ontem aos atuais acionistas num vídeo que você pode conferir aqui. Vale a pena.

A força da grana na final paulista

O número de pagantes foi praticamente o mesmo, como você pode verificar na nota Finais começam com muito público e poucos gols, um pouquinho abaixo, mas quanta diferença em matéria de grana!

Palmeiras 1 x 0 Santos, no Allianz Parque, rendeu R$ 4,18 milhões; Vasco 1 x 0 Botafogo, no Maracanã, menos da metade: R$ 1,94 milhões.

É hora da torcida entrar em campo

Imagem: Beneclick/Foto original: Tânia Rêgo/ABr

Imagem: Beneclick/Foto original: Tânia Rêgo/ABr

Que o futebol brasileiro tem jeito fora de campo, e assim se reajeitará naturalmente do lado de dentro, comprova, um pouco abaixo, a nota Um balanço duplamente revelador (que os muito preguiçosos podem ler simplesmente clicando aqui).

Que está difícil dar um jeito no futebol brasileiro comprova a situação aflitiva de quase todos os nossos times na Libertadores. E o que estamos acompanhando em 2015 parece até reprise do que vimos em 2014, com a esperança agora de que as coisas não desandem tanto como então desandaram.

Em 2014, o Cruzeiro caiu nas quartas, o Atlético e o Grêmio ficaram nas oitavas, o Flamengo e o Botafogo nem saíram da fase de grupos.

Em 2015, a esta altura da Libertadores, o Corinthians é exceção no quinteto brasileiro que disputa vaga nas oitavas de final: quer vencer hoje o campeão San Lorenzo no Itaquerão com a esperança, um tanto remota, de ainda fechar a primeira fase como o melhor time da competição. De quebra, a vitória corintiana ajudará o São Paulo.

O Cruzeiro, o Atlético Mineiro e o São Paulo vão ter de suar até o último minuto da última rodada da primeira fase para ir às oitavas. O Internacional, embora irregular até agora, depende das próprias forças para fechar a fase em primeiro lugar no Grupo 4. Basta vencer hoje a Universidade de Chile em Santiago e, no dia 22, The Strongest em Porto Alegre.

O futebol brasileiro não caiu tanto tecnicamente a ponto de justificar situação tão aflitiva de algumas de suas melhores equipes em duas Libertadores consecutivas. Uma explicação óbvia para este mau início, embora não única, é o calendário do nosso futebol. Mal começa a temporada, após pouco tempo de preparação, os times entram nos campeonatos estaduais e na principal competição continental.

O futebol tem de ser administrado com a competência que o Flamengo mostrou no ano passado no trato às contas por receber e a pagar. O calendário é igualmente um problema de gestão, para o qual se espera especial atenção da diretoria que, nesta quinta-feira, está assumindo o poder na CBF.

Marco Polo Del Nero, o novo presidente, tem a oportunidade de oxigenar o debate para recolher da sociedade ideias, sugestões e propostas que revigorem nestas primeiras décadas dos anos 2000 o país do futebol que ela construiu durante boa parte dos 120 anos que hoje nos separam do dia em que Charles Miller pôs a bola para rolar num campinho do Brás.

Sobram problemas, mas não faltarão soluções se a imensa torcida brasileira entrar novamente em campo.

Um balanço duplamente revelador

O balanço do exercício de 2014 divulgado pelo Flamengo é uma demonstração clara de que o futebol brasileiro é administrável.

O clube carioca faturou pouco mais de R$ 334 milhões e obteve um lucro ligeiramente superior a R$ 64 milhões.

O balanço revela ainda um dado perturbador da economia brasileira – e não apenas do futebol: as despesas financeiras do Fla passaram dos R$ 40 milhões em 2014.

O futebol também trabalha para os bancos!