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Cruzeiro tenta, mas dificilmente levará santistas

Lucas Lima: sonho do Cruzeiro

Lucas Lima: sonho do Cruzeiro

O Cruzeiro ainda não desistiu totalmente de se reforçar para a Libertadores com o meia Lucas Lima, mas é muito difícil que convença o Santos a fazer negócio ainda hoje.

O Cruzeiro tem de inscrever seus jogadores na Conmebol até as 22 horas desta segunda-feira, dia 4, ou seja, 48 horas antes do primeiro confronto com o São Paulo pelas oitavas de final da competição.

Mais difícil ainda, beirando o impossível em prazo tão curto, será a contratação de Robinho, emprestado ao Santos pelo Milan.

Corinthians só terá dureza nas semifinais da Libertadores

Não é só nas oitavas de final, quando pegará o Guaraní, que o Corinthians tem pela frente um caminho relativamente fácil até as semifinais da Libertadores.

Detonando o time paraguaio, os corintianos enfrentarão Wanderers ou Racing nas quartas.

Chegando às semifinais, sim, os corintianos enfrentarão uma parada dura: ou Boca ou River ou São Paulo ou Cruzeiro.

Uma noite decisiva para três brasileiros na Libertadores

Atlético Mineiro escudo     Internacional escudoSão Paulo escudo

Antes mesmo do Cruzeiro, que se classificou ontem, o Corinthians garantiu a presença nas oitavas de final da Libertadores e, portanto, com a única preocupação de se mostrar preparado para as batalhas rumo ao título,  enfrenta hoje um rival que precisa da vitória para garantir a sobrevivência sem depender dos resultados alheios.

Enquanto espera por Alejandro Sabella dizer se vem ou não vem, o São Paulo decide em casa o próprio futuro. Será o terceiro embate o Corinthians nesta temporada. O São Paulo perdeu os outros dois – pelo Paulistão e pela Libertadores. Teremos um fim de noite dramático no Morumbi, com início às 22 horas.

Um pouco antes, em jogo que começa às 19h45, o Atlético Mineiro terá decidido sua sorte diante do Colo Colo. Último time brasileiro a conquistar o título da Libertadores, em 2013, o Galo tem de vencer por dois gols de diferença, no mínimo, para ir às oitavas. Os atleticanos confiam, mas também viverão uma noite de drama no Independência.

Vida mansa terá apenas o Internacional, se não der moleza a The Strongest no Beira-Rio no jogo das 17h30, é claro. Para se classificar em primeiro lugar no seu grupo, basta aos colorados um empate com os bolivianos que, até agora, venceram os três jogos que disputaram na altitude de La Paz e perderam os dois que fizeram na casa dos adversários.

Para o bem do futebol brasileiro, tão abalado pelo insucesso de seus times e da Seleção na temporada passada, seria importante que Inter, Atlético e São Paulo continuem em frente na Libertadores de 2015 e continuem formando com Corinthians e Cruzeiro um quinteto capaz de brigar até o fim pelo caneco que foi nosso de 2010 até 2013 e hoje é do argentino San Lorenzo, justamente o adversário que  pode roubar aos são-paulinos a vaga que resta no grupo 2.

Cruzeiro vai brigar pelo título da Libertadores

Ufa! O Cruzeiro venceu o cansaço e bateu por 2 a 0 o Universitário Sucre no Mineirão, garantindo o primeiro do Grupo 3 e a classificação para as oitavas de final da Libertadores.

Como o futebol é o reino das surpresas, o Mineros de Guayana, que tinha conseguido um único ponto nos cinco jogos anteriores, venceu o Huracán por 3 a 0 e salvou o Universitário Sucre, que também vai para as oitavas.

Ou seja: mesmo que tivesse perdido nesta terça, 21, o Cruzeiro estaria nas oitavas.

Agora, fora das finais do Campeonato Mineiro, Marcelo Oliveira terá tempo para treinar o time e prepará-lo devidamente para as fases mais duras da Libertadores. O Cruzeiro entra na briga pelo título da Libertadores.

Libertadores: o bestial Marcelo pode virar uma besta

Marcelo: Cruzeiro tem de ganhar - Imagem: Beneclick

Marcelo: Cruzeiro tem de ganhar – Imagem: Beneclick

Bobo ele não é, tanto que caiu fora do Vasco ligeirinho em 2012, bem antes de se tornar irreversível o rebaixamento para a Segundona, e foi dar forma ao Cruzeiro bicampeão brasileiro que hoje joga, pela sobrevivência na Libertadores, contra o Universitario Sucre, o líder do Grupo 3.

Neste 21 de abril, data historicamente importante para todos os brasileiros, mais significativa ainda para os mineiros, o mineiríssimo Marcelo Oliveira corre um sério risco, formulado há décadas pelo Brasileiro Otto Glória em uma de suas passagens pelo futebol português: “Quando o time ganha,  o técnico é bestial. Quando o time perde, o técnico é uma besta.”

Os 90 minutos de bola em movimento no Mineirão, no começo da noite, podem encerrar a admiração da torcida cruzeirense e transformar seu bestial treinador numa besta de passado e DNA atleticanos. Faz parte do torcedor essa absurda intolerância ante os resultados negativos.

Não é só por isso que Marcelo Oliveira se sente obrigado a vencer o jogo das 20h30 e fechar em primeiro lugar a briga no Grupo 3 por duas vagas nas oitavas de final da Libertadores. Uma derrota ou até mesmo um empate põem em risco a classificação, pois o Huracán, um ponto atrás do Cruzeiro, jogará no mesmo horário contra o fraquinho Mineros de Guayana.

Marcelo sabe muito bem os riscos que corre 48 horas depois de perder para o Atlético a vaga nas finais do Campeonato Mineiro:

– Falei com os jogadores que agora é uma questão de honra fazer um jogo forte aqui. Esse absurdo de jogar domingo e na terça vai recair sobre a comissão técnica e o técnico. Então, é questão de honra, de briga, poder fazer uma boa partida.

Mais do que fazer uma boa partida, porém, o Cruzeiro tem de vencer.

Olha a Libertadores aí, gente

Cinco times brasileiros, os melhores da temporada passada, não terão tempo para festa nem para luto nesta segunda-feira, 20, que se segue ao domingão que definiu as finais dos mais importantes campeonatos estaduais do país da bola.

Estarão todos envolvidos, alguns correndo risco de vida, em jogos decisivos da Libertadores.

Começa daqui a pouco para o Cruzeiro a batalha que fecha a fase de grupos da competição. Cansado de guerra, derrotado pelo rival Atlético, o campeão brasileiro abre a rodada de vida ou morte já amanhã.

São os seguintes os jogos do meio de semana:

Terça-feira, 21

Cruzeiro x Universitario Sucre – às 20h30, no Mineirão

Quarta-feira, 22

Internacional x The St rongest – às 17H30, no Beira-Rio

Atlético Mineiro x Colo-Colo – às 19h45, no Independência

São Paulo x Corintians – às 22 horas, no Morumbi

A festa é dos torcedores no domingão das semifinais

Tite abraça Oswaldo no ItaquerãoFesta verde no Itaquerão: Owaldo Oliveira recebe o abraço de TiteImagem: Beneclick

No Mineirão, de virada, o Atlético venceu por 2 a 1 o Cruzeiro, que jogou metade do segundo tempo com dez, e vai decidir o título mineiro com o vencedor de Caldense x Tombense, que começa às 18h30.

No Beira-Rio, o Internacional despachou o Brasil de Pelotas sem muita dificuldade, chegou a abrir 3 a 0, mas fechou a conta em 3 a 1. Mais um Gre-Nal decidirá o Gauchão.

No Maracanã, graças a um pênalti marcado como rigor incomum pelo árbitro Rodrigo Nunes de Sá, o Vasco venceu o Flamengo por 1 a 0 e vai fazer com o Botafogo uma final que o Campeonato Carioca viveu pela última vez em 1997.

No Itaquerão, o Palmeiras fez 1 a 0, o Corinthians virou para 2 a 1, o Palmeiras chegou ao 2 a 2 e a decisão da primeira vaga nas finais do Paulistão foi para os pênaltis.

O Palmeiras venceu por 6 a 5, tirando das finais o único time invicto em todo o campeonato. O adversário será definido daqui a pouco na Vila Belmiro: Santos ou São Paulo.

A torcida fez a festa no domingão das semifinais: 48.221 pagantes no Maracanã, 40.362 no Mineirão, 38.457 no Itaquerão, 23.530 no Beira-Rio. A conta não inclui milhares de penetras, convidados especiais e profissionais em serviço.

ATUALIZAÇÃO

No Ronaldão, em Poços de Caldas, o Caldense venceu o Tombense por 2 a 0 e, como foi o time de melhor campanha na primeira fase do  Campeonato Mineiro, vai à final com o Atlético com a vantagem de jogar por dois empates e e fazer a finalíssima em casa. Público: 4.534 pagantes.

Na Vila Belmiro, diante de um público de 13.459 pagantes, o Santos aproveitou muito bem os enormes espaços dados pelo São Paulo, mandou no jogo em sucessivas arrancadas do seu campo de defesa até o gol de Rogério Ceni, chegou aos 2 a 0 e, só no finalzinho, permitiu o gol tricolor. Os 2 a 1 garantem aos santistas o mando de campo na finalíssima do Paulistão com o Palmeiras.

Depois de muita enrolação, um domingo de definições

A cabeça dos torcedores mais felizes está na Libertadores, que vai chegando ao momento de depuração em que sobreviverão apenas os mais fortes, mas palmeirenses, são-paulinos, santistas, flamenguistas e vascaínos têm os jogos das semifinais dos campeonatos estaduais para se divertir ou sofrer neste domingo.

E mesmo corintianos, atleticanos, cruzeirenses e colorados gostariam de ir em frente nas competições estaduais, mesmo que isso custe aos times uma dose extra de cansaço nas batalhas vindouras pela Libertadores da América.

Em Minas, rolou muito trololó antes de Cruzeiro x Atlético porque o Cruzeiro jogará terça pela Libertadores e queria antecipar o clássico do Mineirão para o sábado.

 O Cruzeiro tem razão de estrilar, mas estrilou muito tarde, como bem lembrou o capitão Fábio, tranquilo fora de campo como costuma ser debaixo do gol: “aceitamos a tabela no início do campeonato e agora não podemos reclamar”.

O jogo será hoje, às 16 horas, e o Cruzeiro precisa apenas do empate para decidir o título mineiro com Caldense ou Tombense, que se enfrentarão mais tarde.

No Rio Grande do Sul, um 0 a 0 com o Brasil de Pelotas classificará o Internacional para a final com o Grêmio, que ontem tirou o Juventude do caminho. Se der novo 1 a 1, a decisão vai para os pênaltis. Empate com mais de dois gols classifica o Brasil. Se alguém vencer, é óbvio que irá para a final.

No Rio, às 16 horas, o Vasco tem de vencer o Flamengo para fazer a final com o Botafogo, que ontem bateu o Flu nos pênaltis. O Vasco não venceu o Fla  em nenhum dos últimos 11 confrontos. Espera-se mais um grande público no Maracanã.

Em São Paulo, confronto duplo definirá os dois finalistas:

  • Às 16 horas, em Itaquera, o cansado Corinthians receberá o descansado Palmeiras. Vai em frente quem vencer. Em caso de empate, decisão nos pênaltis. O Itaquerão deve lotar.
  • Na Vila Belmiro, às 18h30, o Santos de Robinho receberá o São Paulo de Ganso. Vale na Vila o que vale no Itaquerão: quem vencer vai à final. Se der empate, a emoção vai para os pênaltis.

E assim, depois de muitas semanas de enrolação, com joguinhos inexpressivos em estádios vazios, vão chegando ao fim os campeonatos estaduais – e estamos falando apenas dos mais importantes do país do futebol. Nesta reta final, temos um domingo com algumas emoções. Ainda bem.

O futebol do Rio está sumindo do mapa

Esqueça-se o Corinthians, que vendeu 115.092 ingressos em três jogos da Libertadores no Itaquerão, e lidera com folga a lista dos clubes brasileiros que mais arrecadaram na bilheteria em  2015 – R$ 25.082.953 no total.

Vamos, então, ao segundo da lista: o Palmeiras que faturou R$ 19.144.660 e, como o Flamengo, está disputando o campeonato estadual e a Copa do Brasil. O terceiro é o próprio Fla, que faturou nas bilheterias, até agora, R$ 6.835.717.

Os dados levantados por Rodolfo Rodrigues em seu blog Futebol em Números, publicado no UOL, escancaram a distância econômica entre São Paulo e Rio.

A média de público é menos desigual: Corinthians – 31.335 por jogo; Palmeiras,  27.739;  Flamengo, 18.103.

Não se esqueça também: o futebol paulista terá sete dos 40 times que disputarão a  segunda fase da Copa do Brasil e o Rio será representado apenas por Flamengo, Botafogo e Vasco. O Fluminense, graças ao sexto lugar no Brasileirão de 2014, entrará diretamente nas oitavas de final.

E tem mais: Corinthians e São Paulo estão na Libertadores com os mineiros Atlético e Cruzeiro e o gaúcho Internacional. Os times que foram eliminados até entrarão com o Flu nas oitavas da Copa do Brasil.

O futebol do Rio que se cuide!

É hora da torcida entrar em campo

Imagem: Beneclick/Foto original: Tânia Rêgo/ABr

Imagem: Beneclick/Foto original: Tânia Rêgo/ABr

Que o futebol brasileiro tem jeito fora de campo, e assim se reajeitará naturalmente do lado de dentro, comprova, um pouco abaixo, a nota Um balanço duplamente revelador (que os muito preguiçosos podem ler simplesmente clicando aqui).

Que está difícil dar um jeito no futebol brasileiro comprova a situação aflitiva de quase todos os nossos times na Libertadores. E o que estamos acompanhando em 2015 parece até reprise do que vimos em 2014, com a esperança agora de que as coisas não desandem tanto como então desandaram.

Em 2014, o Cruzeiro caiu nas quartas, o Atlético e o Grêmio ficaram nas oitavas, o Flamengo e o Botafogo nem saíram da fase de grupos.

Em 2015, a esta altura da Libertadores, o Corinthians é exceção no quinteto brasileiro que disputa vaga nas oitavas de final: quer vencer hoje o campeão San Lorenzo no Itaquerão com a esperança, um tanto remota, de ainda fechar a primeira fase como o melhor time da competição. De quebra, a vitória corintiana ajudará o São Paulo.

O Cruzeiro, o Atlético Mineiro e o São Paulo vão ter de suar até o último minuto da última rodada da primeira fase para ir às oitavas. O Internacional, embora irregular até agora, depende das próprias forças para fechar a fase em primeiro lugar no Grupo 4. Basta vencer hoje a Universidade de Chile em Santiago e, no dia 22, The Strongest em Porto Alegre.

O futebol brasileiro não caiu tanto tecnicamente a ponto de justificar situação tão aflitiva de algumas de suas melhores equipes em duas Libertadores consecutivas. Uma explicação óbvia para este mau início, embora não única, é o calendário do nosso futebol. Mal começa a temporada, após pouco tempo de preparação, os times entram nos campeonatos estaduais e na principal competição continental.

O futebol tem de ser administrado com a competência que o Flamengo mostrou no ano passado no trato às contas por receber e a pagar. O calendário é igualmente um problema de gestão, para o qual se espera especial atenção da diretoria que, nesta quinta-feira, está assumindo o poder na CBF.

Marco Polo Del Nero, o novo presidente, tem a oportunidade de oxigenar o debate para recolher da sociedade ideias, sugestões e propostas que revigorem nestas primeiras décadas dos anos 2000 o país do futebol que ela construiu durante boa parte dos 120 anos que hoje nos separam do dia em que Charles Miller pôs a bola para rolar num campinho do Brás.

Sobram problemas, mas não faltarão soluções se a imensa torcida brasileira entrar novamente em campo.