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A força da grana na final paulista

O número de pagantes foi praticamente o mesmo, como você pode verificar na nota Finais começam com muito público e poucos gols, um pouquinho abaixo, mas quanta diferença em matéria de grana!

Palmeiras 1 x 0 Santos, no Allianz Parque, rendeu R$ 4,18 milhões; Vasco 1 x 0 Botafogo, no Maracanã, menos da metade: R$ 1,94 milhões.

Finais começam com muito público e poucos gols

Leandro Pereira: gol do Palmeiras - Foto: Cesar Greco/Divulgação

Leandro Pereira: gol do Palmeiras – Foto: Cesar Greco/Divulgação

Rafael Silva: gol do Vasco - Imagem: Beneclick

Rafael Silva: gol do Vasco – Imagem: Beneclick

Dois golzinhos em 360 minutos de jogo! E a bola rolou muito neste domingo – de Belo Horizonte a Porto Alegre, com escalas no Rio e em São Paulo.

O Palmeiras fez 1 a 0, gol de Leandro Pereira, poderia ter feito 2 a 0 se Dudu não desperdiçasse um pênalti e vai à Vila Belmiro precisando apenas empatar com o Santos para conquistar o título paulista no próximo domingo.

Quando o juiz já estava levando o apito à boca para encerrar o jogo, o Vasco fez 1 a 0, gol de Rafael Silva, e será  campeão carioca de 2015 se também empatar com o Botafogo na finalíssima.

O Atlético não saiu do 0 a 0 com a Caldense e terá de vencer em Varginha se ainda estiver sonhando com o título mineiro.

Grêmio e Internacional também não saíram do 0 a 0 e quem vencer no Beira-Rio será campeão gaúcho. Empate com gols dará o título ao Grêmio. Um novo 0 a 0 levará a decisão para a cobrança em série de pênaltis.

A tão pouco se resume a primeira rodada das finais dos quatro campeonatos estaduais mais importantes do país do futebol.

E não foi por falta de apoio da torcida que os ataques mostraram tão pouco no primeiro domingo das finais.

O Mineirão recebeu 53.772 pagantes; a Arena do Grêmio, 43.681; o Allianz Parque, 39.479; o Maracanã, 39.379 (e, como sempre acontece em grandes jogos no Rio, mais de 6 mil entraram sem pagar).

Tudo é dúvida na final do Paulistão

Repete-se nas finais do Campeonato Paulista, que mostram hoje o primeiro capítulo no Allianz Parque, o fenômeno que os cariocas acompanharão no Maracanã: as terceira e quarta forças são as primeiras.

No Rio, antes que a bola começasse a rolar, apostava-se no Fla-Flu como final do campeonato; no Paulistão, palpiteiros de diferentes espécies cravavam Corinthians e São Paulo nas finais.

Como a bola cultiva segredos que escapam até aos boleiros, quanto mais aos palpiteiros, Santos e Palmeiras decidirão o título paulista, e Botafogo e Vasco, o carioca.

Convém, portanto, não apostar em favorito no Palmeiras x Santos de logo mais, até porque ninguém sabe sequer a escalação dos times.

Oswaldo de Oliveira está brincando de esconde-esconde com Valdivia, e seu antigo auxiliar, Marcelo Fernandes, repete a brincadeira com Robinho.

Importa lembrar, porém, que o Santos ainda não foi derrotado no Paulistão quando contou com Robinho, e o Palmeiras chegou até aqui contando com Valdivia apenas nos quatro últimos jogos, em nenhum deles durante todos os 90 minutos.

Aparentemente, Robinho faz mais falta ao Santos do que Valdivia ao Palmeiras remontado por Oswaldo.

Aparentemente, repita-se.

De verdade, se é que Robinho e Valdivia realmente não entrarão em campo, a gente só vai saber depois que a bola tiver rolado os 90 minutos no Parque.

O tempo paaaaassa… e as estrelas estão fora do clássico

O Palmeiras dificilmente terá Valdivia e muito provavelmente o Santos não terá Robinho no clássico que abrirá neste domingo as finais do Paulistão de 2015.

Na única vez que Santos e Palmeiras decidiram o título paulista, de 1959, numa melhor de quatro pontos disputada em janeiro de 1960, ainda jogavam Djalma Santos, Julinho Botelho, Zito, Coutinho e Pepe.

E como jogavam!

O Santos tinha também um tal de Pelé, que acabara de fazer 19 anos e já era campeão do mundo. Aliás, ele marcou o gol santista no primeiro jogo, 1 a 1, passou em branco no segundo, 2 a 2, e voltou a marcar no terceiro, 2 a 1 para o campeão Palmeiras.

A festa é dos torcedores no domingão das semifinais

Tite abraça Oswaldo no ItaquerãoFesta verde no Itaquerão: Owaldo Oliveira recebe o abraço de TiteImagem: Beneclick

No Mineirão, de virada, o Atlético venceu por 2 a 1 o Cruzeiro, que jogou metade do segundo tempo com dez, e vai decidir o título mineiro com o vencedor de Caldense x Tombense, que começa às 18h30.

No Beira-Rio, o Internacional despachou o Brasil de Pelotas sem muita dificuldade, chegou a abrir 3 a 0, mas fechou a conta em 3 a 1. Mais um Gre-Nal decidirá o Gauchão.

No Maracanã, graças a um pênalti marcado como rigor incomum pelo árbitro Rodrigo Nunes de Sá, o Vasco venceu o Flamengo por 1 a 0 e vai fazer com o Botafogo uma final que o Campeonato Carioca viveu pela última vez em 1997.

No Itaquerão, o Palmeiras fez 1 a 0, o Corinthians virou para 2 a 1, o Palmeiras chegou ao 2 a 2 e a decisão da primeira vaga nas finais do Paulistão foi para os pênaltis.

O Palmeiras venceu por 6 a 5, tirando das finais o único time invicto em todo o campeonato. O adversário será definido daqui a pouco na Vila Belmiro: Santos ou São Paulo.

A torcida fez a festa no domingão das semifinais: 48.221 pagantes no Maracanã, 40.362 no Mineirão, 38.457 no Itaquerão, 23.530 no Beira-Rio. A conta não inclui milhares de penetras, convidados especiais e profissionais em serviço.

ATUALIZAÇÃO

No Ronaldão, em Poços de Caldas, o Caldense venceu o Tombense por 2 a 0 e, como foi o time de melhor campanha na primeira fase do  Campeonato Mineiro, vai à final com o Atlético com a vantagem de jogar por dois empates e e fazer a finalíssima em casa. Público: 4.534 pagantes.

Na Vila Belmiro, diante de um público de 13.459 pagantes, o Santos aproveitou muito bem os enormes espaços dados pelo São Paulo, mandou no jogo em sucessivas arrancadas do seu campo de defesa até o gol de Rogério Ceni, chegou aos 2 a 0 e, só no finalzinho, permitiu o gol tricolor. Os 2 a 1 garantem aos santistas o mando de campo na finalíssima do Paulistão com o Palmeiras.

Depois de muita enrolação, um domingo de definições

A cabeça dos torcedores mais felizes está na Libertadores, que vai chegando ao momento de depuração em que sobreviverão apenas os mais fortes, mas palmeirenses, são-paulinos, santistas, flamenguistas e vascaínos têm os jogos das semifinais dos campeonatos estaduais para se divertir ou sofrer neste domingo.

E mesmo corintianos, atleticanos, cruzeirenses e colorados gostariam de ir em frente nas competições estaduais, mesmo que isso custe aos times uma dose extra de cansaço nas batalhas vindouras pela Libertadores da América.

Em Minas, rolou muito trololó antes de Cruzeiro x Atlético porque o Cruzeiro jogará terça pela Libertadores e queria antecipar o clássico do Mineirão para o sábado.

 O Cruzeiro tem razão de estrilar, mas estrilou muito tarde, como bem lembrou o capitão Fábio, tranquilo fora de campo como costuma ser debaixo do gol: “aceitamos a tabela no início do campeonato e agora não podemos reclamar”.

O jogo será hoje, às 16 horas, e o Cruzeiro precisa apenas do empate para decidir o título mineiro com Caldense ou Tombense, que se enfrentarão mais tarde.

No Rio Grande do Sul, um 0 a 0 com o Brasil de Pelotas classificará o Internacional para a final com o Grêmio, que ontem tirou o Juventude do caminho. Se der novo 1 a 1, a decisão vai para os pênaltis. Empate com mais de dois gols classifica o Brasil. Se alguém vencer, é óbvio que irá para a final.

No Rio, às 16 horas, o Vasco tem de vencer o Flamengo para fazer a final com o Botafogo, que ontem bateu o Flu nos pênaltis. O Vasco não venceu o Fla  em nenhum dos últimos 11 confrontos. Espera-se mais um grande público no Maracanã.

Em São Paulo, confronto duplo definirá os dois finalistas:

  • Às 16 horas, em Itaquera, o cansado Corinthians receberá o descansado Palmeiras. Vai em frente quem vencer. Em caso de empate, decisão nos pênaltis. O Itaquerão deve lotar.
  • Na Vila Belmiro, às 18h30, o Santos de Robinho receberá o São Paulo de Ganso. Vale na Vila o que vale no Itaquerão: quem vencer vai à final. Se der empate, a emoção vai para os pênaltis.

E assim, depois de muitas semanas de enrolação, com joguinhos inexpressivos em estádios vazios, vão chegando ao fim os campeonatos estaduais – e estamos falando apenas dos mais importantes do país do futebol. Nesta reta final, temos um domingo com algumas emoções. Ainda bem.

Números retratam os campeonatos estaduais

Foi uma tarde de poucos gols, pouco público e muitos cartões nos jogos disputados por seis grandes times grandes e dois pequenos em fases decisivas dos quatro principais campeonatos estaduais do País.

No Maracanã, Vasco 0 x 0 Flamengo: 21.289 pagantes, dez cartões amarelos. No próximo  domingo, dia 19, tem reprise, novamente no Maracanã.

Na Vila Belmiro, Santos 3 x 0 XV de Piracicaba: 11.260 pagantes, seis cartões amarelos. O Santos pega o São Paulo na semifinal do Paulistão,  Corinthians e Palmeiras fazem o outro jogo.

No Independência, Atlético 1 x 1 Cruzeiro: 16.153 pagantes, dez cartões amarelos, um vermelho. No dia 19, tem reprise no Mineirão.

Em Caxias, Juventude 0 x 1 Grêmio: nove cartões amarelos.  Público: ainda não foi divulgado. No sábado, 18, reprise na Arena do Grêmio.

O futebol brasileiro precisa ser amplamente debatido ou vai afundar no brejo. Para lá já está se dirigindo.

No Rio, vale caneco; em São Paulo, quase nada

A rodada desta quarta, 8 de março, do Campeonato Carioca vale o título da Taça Guanabara, que o Flamengo deve conquistar em visita pouco cordial ao Nova Iguaçu.

De resto, vale pouco, mas vale: Vasco, Madureira e Fluminense brigam pelas duas vagas ainda não preenchidas nas semifinais.

No Campeonato Paulista, a rodada vale menos ainda, mas também vale: XV de Piracicaba, que recebe o superlíder Corinthians, e Penapolense, que recebe o São Bento, brigam pelo direito de enfrentar o Santos nas quartas de final.

Equilíbrio em Itaquera, nova decepção tricolor em Ribeirão

FelipeFelipe festeja gol que vale líderança do Paulistão – Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Empate justo em Itaquera, prestigiado por 32.199 pagantes: o Corinthians fez 1 a 0 no primeiro tempo e merecia mais, o Santos chegou ao 1 a 1 no segundo e também fez por merecer mais.

O gol de Felipe bastou ao Corinthians para garantir, antecipadamente, a liderança geral da primeira fase do Campeonato Paulista.

Em Ribeirão Preto, o São Paulo aumentou a dívida com a torcida: perdeu por 2 a 0 para o Botafogo e jamais passou a impressão de que poderia conseguir algo melhor.

Já estão definidos dois dos quatro confrontos das quartas de final deste Paulistão:

  • São Paulo x Red Bull
  • Corinthians x Ponte Preta

É quase certo que o terceiro será Palmeiras x Botafogo.

O Palmeiras já se garantiu, o Botafogo só perderá a vaga se não conseguir pelo menos um ponto contra o Mogi na quarta-feira, dia 8, e o Linense vencer o São Bernardo daqui a pouco, o Red Bull também na quarta e ainda descontar o déficit de dez gols que o separa do time de Ribeirão.

O quarto confronto será entre o Santos e a Penapolense ou o XV de Piracicaba, que levarão a disputa pela vaga nas quartas até a rodada final desta primeira fase.

Atualização

No jogo das 18h30, pouco gentil com o anfitrião, goleou o Linense por 4 a 1 e definiu o terceiro confronto das quartas de final do Paulistão:

  • Palmeiras x Botafogo

O que vale o clássico Corinthians x Santos?

() SPOCorinthians de Tite:  liderança e bom futebol – Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Vale pouco o Corinthians x Santos das 16 horas deste domingo em Itaquera: a liderança geral da primeira fase do Campeonato Paulista e, consequentemente, uma pequena vantagem a partir das quartas de final.

Líder folgado do Grupo 2, com 35 pontos, o Corinthians já sabe que mandará em seu estádio a partida contra a Ponte Preta pelas quartas. O Santos, líder do Grupo 4 com 30 pontos, receberá na Vila Belmiro a Penapolense ou o XV de Piracicaba.

Para ultrapassar o Corinthians nesta primeira fase, a equipe do técnico Marcelo Fernandes terá de vencer o clássico e o Rio Claro na última rodada e torcer por mais um tropeço corintiano, diante do XV em Piracicaba.

A vantagem em jogo no clássico de hoje valerá nas semifinais e na final, que terão tanto o cruzamento de times como o mando de campo definidos por índice técnico.

Nas semifinais, a equipe com melhor aproveitamento enfrentará a quarta colocada, também em jogo único, e, evidentemente, a segunda receberá a terceira.

A final será disputada em jogos de ida e volta. O time de melhor campanha joga a segunda partida em casa.

Regulamento à parte, o jogo desta tarde dará aos santistas a oportunidade de se reencontrar com o ídolo Robinho, que não participou do frustrante 2 a 2 com o São Bento no meio de semana, e aos corintianos a possibilidade de conferir se a esfuziante atuação do time nos 4 a 0 sobre o Danubio pela Libertadores traduz o que será a nova era Tite ou se limitou a uma simples exibição de força diante de um adversário fraquinho, fraquinho.

Em resumo: o clássico vale pela chance de se ver um bom futebol. Não é pouco.