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Mundial será jogado em Yokohama e Osaka

O Mundial de Clubes será disputado, de 10 a 20 de dezembro, em duas sedes, anunciou hoje a Fifa: Yokohama e Osaka.

O Estádio Osaka Nagai receberá dois jogos das quartas de final, a disputa pelo quinto lugar e uma das semifinais. Os demais jogos da competição serão disputados no Estádio Internacional de Yokohama.

O Mundial de Clubes reúne os campeões das cinco confederações continentais filiadas a Fifa e o campeão nacional do país-sede.

Já garantiram presença no Japão o neozelandês Auckland City, campeão da Oceania, e o mexicano América, campeão da Concacaf.

No dia 6 de junho, conheceremos o campeão europeu: Juventus ou Barcelona. O campeão sul-americano será definido no começo de agosto.

O que são R$ 2,5 milhões para a Lusa?

Você se lembra de um meia chamado Thiago Barcellos, que jogou na Portuguesa entre 2000 e 2003?

Sinceramente, nem eu.

Pois saiba que, por decisão da 59ª Vara da Justiça do Trabalho de São Paulo, o Estádio do Canindé pode ser leiloado para saldar uma dívida da Lusa com ele.

Os valor da dívida não parece preocupar o clube, como se pode depreender da informação do advogado José Eduardo Dias Yunes a Luciano Borges, reproduzida há pouco no Blog do Boleiro:

– Não passa de dois milhões e meio de reais.

E a Lusa é ré em mais de uma centena de ações trabalhistas que correm na Justiça de São Paulo, algumas movidas por nomes mais conhecidos no mundo do futebol, como o atacante Ricardo Oliveira, por exemplo.

Gol de Marquinhos dá vitória e vantagem ao Cruzeiro

Marquinhos 1 a 0Marquinhos vibra com gol que deixa o Cruzeiro mais perto das semifinais da Libertadores

Era tudo o que o Cruzeiro queria em Buenos Aires na noite desta quinta-feira, 21: aos 36 minutos do segundo tempo, o garoto Gabriel Xavier ganhou a bola de graça numa saída errada do River e tocou para o gol, Barovero salvou, mas  Marquinhos aproveitou o rebote e fez 1 a 0.

Estava garantida uma ótima vantagem para o jogo de volta no Mineirão, quarta-feira que vem, dia 27.

No primeiro tempo, embora o Cruzeiro tenha começado bem, o jogo pendeu um pouco mais para o River, menos nervoso e mais consciente. Fábio fez uma grande defesa numa bola enfiada para Teo Gutiérrez entrar livre na área. Foi a grande chance dos argentinos em todo o jogo.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou melhor, com os nervos dominados, chegou muito perto de abrir o placar aos 18 minutos na primeira boa jogada criada por Gabriel Xavier, que rolou a bola para Willian ajeitar à sua feição e tocar para o gol no contrapé de Barovero. Vangioni salvou o gol em cima da na linha.

Estava provado que o Cruzeiro poderia bater o River no Monumental de Nuñez e cuidar em casa de garantir a vaga nas semifinais das Libertadores.

Mais uma Marcelo Oliveira mostrou que sabe o que está fazendo. Ao trocar o garoto Arrascaeta, em noite muito apagada, pelo garoto Gabriel Xavier, abriu os caminhos para a vitória.

Segundo a Globo, o Cruzeiro só interessa aos mineiros

Duas vezes campeão da Libertadores, em 1976 e em 1997, quatro vezes campeão da Copa do Brasil, três vezes campeão brasileiro neste milênio, o Cruzeiro faz hoje um  jogo cheio de atrativos contra o River Plate em Buenos Aires, valendo vaga nas semifinais da mais importante competição de clubes das Américas, mas a Globo vai mostra-lo somente em Minas Gerais.

Parece que o atual campeão brasileiro é um time paroquial. O resto do Brasil não quer ver seu campeão em campo?

Ironicamente, nos bastidores, executivos importantes da Rede Globo agem incessantemente em defesa dos torneios eliminatórios, como se o mata-mata fosse a salvação do futebol brasileiro e não uma muleta para salvar no Ibope os pontinhos que andam perdendo em audiência.

Eles querem acabar com os pontos corridos até no Brasileirão, mas não estão nem aí para um jogo tão importante das fases de mata-mata da Libertadores!

É verdade que a Globo se transformou na maior fonte de receita dos grandes clubes brasileiros, mas o futebol pode faturar muito mais se profissionalizar a negociação dos direitos de transmissão de suas competições.

É hora de abrir o leque e formatar exigências.

Não se fala tanto, hoje em dia, em aprender com o futebol europeu? Eis uma boa matéria para as primeiras lições…

Cruzeiro joga em busca da solidez perdida

Leandro Damião: "Não podemos ficar recuados"

Leandro Damião: “Não podemos nos afobar”

Ao remontar o Cruzeiro em 2015, o técnico Marcelo Oliveira não foi ajudado pela sorte: depois de perder meio time para o mercado, ficou também sem Dedé, no estaleiro desde o fim do ano passado. O zagueiro poderia finalmente se firmar diante de sua desconfiada torcida e dar equilíbrio à defesa que ainda não foi vazada em casa nos jogos da Libertadores, mas nem sempre tem correspondido fora.

E é da defesa que o bicampeão brasileiro mais precisará no jogo desta noite, contra o River Plate. Se não levar gol em Buenos Aires, o Cruzeiro mandará em vantagem o jogo de volta, no Mineirão, daqui a uma semana. É verdade que a dupla Bruno Rodrigo e Manoel tem se saído bem melhor do que Léo e Paulo André, mas ainda não passa a devida confiança ao resto do time.

Em compensação, o goleiro Fábio está pegando tudo. Não se pode, porém, deixar apenas em suas mãos a responsabilidade por um bom resultado neste primeiro jogo entre argentinos e brasileiros na briga por uma das quatro vagas nas semifinais da Libertadores.

Como prega e exige o próprio Marcelo, a tarefa de defender é de todos. O Cruzeiro tem de voltar a se locomover mais agrupado em campo.

É o modelo que deu certo nas duas últimas temporadas, é uma exigência universal do futebol de nossos dias e é a receita para não deixar os zagueiros no confronto direto com os atacantes adversários e não isolar Leandro Damião na linha de frente.

Na verdade, é o que falta a este Cruzeiro para retomar a solidez mostrada pelos times de 2013 e 2015, mesmo que ainda seja cedo para compará-los em qualidade técnica. E é o que permitirá ao Cruzeiro Também procurar o ataque no Monumental de Nuñez, como bem lembrou Leandro Damião, já em Buenos Aires:

– Não devemos pensar só em defender. Quando tivermos a posse de bola, todo mundo também tem de atacar. O River Plate é um time muito tradicional na Libertadores. Temos de tentar jogar como fizemos contra o São Paulo, mas não podemos nos afobar. É preciso lembrar sempre que a vaga é decidida em dois jogos.

No futebol de alta rotividade, Enderson é o cara

Enderson em 2015: Flu, após Santos e Atlético

Enderson em 2015: Flu, após Santos e Atlético

Enderson Moreira, que comandou o Fluminense em 13 jogos de 2011, é o substituto de Ricardo Drubscky, demitido após oito jogos nesta temporada.

É o terceiro emprego de Enderson nestes primeiros cinco meses de 2015.

Começou o ano no Santos, mas foi demitido em março. Foi para o Atlético Paranaense e ficou apenas 34 dias, coincidentemente demitido após comandar o time em oito jogos.

O contrato do treinador com o Flu vale até dezembro.

Uma eternidade, né?

Inter decepciona em Bogotá

Qualquer que tenha sido o preço cobrado pelo ingresso, foi caro.

Durante uma hora, rolou em El Campín um joguinho sem graça, burocrático, de muito toquinho e pouca efetividade, nada de inspiração, zero de criatividade.

Na última meia hora, os colombianos forçaram um pouquinho o ritmo e criaram algumas chances um tanto atabalhoadas de gol, todas em continuidade a cobranças de falta ou escanteio.

Em contra-ataques, o Inter teve duas boas oportunidades, mas uma caiu nos pés de Lisandro López e a outra, um toque por cobertura de Nilmar, foi salva pelo goleiro Andres Castellanos.

Resultado: 1 a 0 para o Santa Fe, gol de Mosquera já nos descontos, aproveitando de cabeça o escanteio cobrado por Omar Pérez.

Castigo, não de todo imerecido, para o Internacional, que precisa voltar ao exercício do futebol daqui a uma semana, se quiser garantir no Beira-Rio a vaga nas semifinais da Libertadores.

Os colorados devem torcer para que Diego Aguirre volte a escalar o time com 11 jogadores, pois em Bogotá o Inter escalou dez e Lisandro López.

Ou seja: jogou com dez.

Aliás, não jogou.

O que faz Carlos Miguel Aidar em Medelin?

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Diálogo entre Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, e o jornalista Luciano Borges, publicado em seu Blog do Boleiro:

Luciano: Como vocês chegaram ao nome de Juan Carlos Osório?
Aidar: Como assim? Como chegamos ao nome?

Luciano: Quais as qualidades que ele tem e vocês se interessaram?
Aidar: Veja bem. Lá atrás, quando o Muricy saiu, nós elaboramos uma lista com vários nomes de treinadores estrangeiros. Ele é um destes nomes. É um treinador de ponta, como outros argentino, chilenos e até portugueses. Mas ainda não tem nada.

Luciano: Nada?
Aidar – Estamos avaliando nomes. E não estamos atrás de ninguém que tenha contrato vigente com um clube. Anote aí: Milton Cruz é o nome do técnico do São Paulo.

Luciano: Mas o Atlético Nacional de Medelin confirmou que o Osorio foi contatado pelo São Paulo. Vocês ou alguém em nome do São Paulo fizeram este contato?
Aidar: Isso eu não sei. Estou muito longe da Colômbia. É o que eu disse: estamos avaliando. Por enquanto, é só especulação. A imprensa, e você também está no meio, gosta de especular. Milton Cruz é o nome do treinador São Paulo.

Informação do jornalista Paulo Vinícius Coelho, postada em seu Blog do PVC  :

A direção do São Paulo já admite publicamente e negocia mesmo com o colombiano Juan Carlos Osorio, finalista da última Copa Sul-Americana pelo Atlético Nacional de Medellín. O presidente Carlos Miguel Aidar viajou para Medellín para se encontrar pessoalmente com o treinador e as primeiras informações dão conta de que Osorio gostou da ideia de trabalhar no Brasil.

Declaração de Victor Marulanda, diretor esportivo do Atlético Nacional, à Rádio Bandeirantes:

Temos conhecimento que se colocaram em contato, mas não vamos emitir nenhum comunicado até que falemos com nosso treinador. Temos um contrato vigente com ele. Um ano e meio mais.

 Será que Juan Carlos Osório sabe com quem está conversando?

Inter vai às alturas em busca de um golzinho

D'Alessandro treiina em El Campín - Foto: Alexandre Lops/Internacional

D’Alessandro treiina em El Campín – Foto: Alexandre Lops/Internacional

Desde que um gol do visitante passou a valer mais do que o do anfitrião, decidir em casa a vaga num mata-mata é uma vantagem muito relativa.

Quando o anfitrião do primeiro jogo entra em campo com uma vantagem objetiva, como são os 2.640 metros de altitude em Bogotá, as coisas ficam ainda mais complicadas para o time que mandará o jogo da volta.

É com estes problemas na cabeça que o Inter de D’Alessandro porá os pés em El Campín às 22 horas (de Brasília) desta quarta-feira para enfrentar o Santa Fe de Omar Pérez no primeiro confronto por uma vaga nas semifinais da Libertadores.

Evitar que os colombianos marquem em casa dará ao Inter uma boa vantagem aqui, mas melhor ainda será marcar um golzinho lá, mesmo que eles também façam o seu. É a lógica do regulamento: perder por 2 a 1 é melhor do que por 1 a 0.

O ideal para os colorados  é fazer um jogo de contra-ataque, aproveitando as brechas que o Santa Fé costuma deixar na defesa quando se manda à frente, mas terão os colorados fôlego suficiente nas alturas de El Campín para o troco em velocidade?

A altitude é sempre um problema para as equipes brasileiras. Não se esqueça, porém, que o Atlético Mineiro venceu o Santa Fe em Bogotá na primeira fase desta Libertadores.

O Inter pode perfeitamente repetir a façanha, até porque o adversário teve um compromisso difícil e frustrante no domingo, quando foi eliminado pelo Millonarios do Campeonato Colombiano.

O que o Inter não pode é perder a consciência de que um empate em Bogotá será o suficiente para tornar concreta a relativa vantagem de decidir a vaga no Beira-Rio. Com um golzinho, então…

Futebol paga mais do que todos os outros esportes

Os jogadores do Paris Saint-Germain são os atletas mais bem pagos em todo o mundo – mostra levantamento que a ESPN publica anualmente e você pode conferir aqui, em inglês. Em média, cada jogador do PSG fatura US$ 9,1 milhões ao ano.

Os números levantados pela ESPN abrangem 333 equipes de 17 grandes ligas profissionais espalhadas por 13 países e cobrem sete esportes. Os 9.371 atletas pesquisados recebem anualmente um total de US$ 17,94 bilhões.

Talvez seja uma grande surpresa para muita gente, mas oito das dez equipes com os maiores salários são do futebol.

Curiosamente, os dois finalistas da Liga dos Campeões da Europa não estão no pódio dos pagadores milionários: o Barcelona é o quarto colocado no ranking, com um salário médio de US$ 8,1 milhões por ano; e a Juventus, fica em 24º lugar, com média de US$ 4,9 milhões.

No pódio, além do PSG, estão Real Madrid e Manchester City, ambos com salários médios de US$ 8,6 milhões ao ano.