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Benebol festeja Vasco mais perto do líder

A vasta porção vascaína deste Benebol fez festa no café da manhã.

Maria Antonieta, nossa copeira, trouxe até brioches de casa para incrementar o cardápio.

Tudo para comemorar o fato de que o Vasco chegou mais perto do líder no Brasileirão.

Agora, são 35 pontos de distância entre o Vasco e o Corinthians. Eram 37.

O resultado que 19 torcidas queriam

Renato Augusto: euforia com 1 a 1 que outras torcidas também festejaram

Renato Augusto: euforia com 1 a 1 que outras torcidas também festejaram

No Itaquerão, o Corinthians sofreu para segurar o Grêmio, que fez 1 a 0 com um gol de Bobô em mais uma jogada minuciosamente trabalhada de pé em pé no ataque, mas conseguiu o 1 a 1 poucos minutos depois graças a um cabeceio de Renato Augusto. Tudo isso entre os 13 e os 20 minutos do primeiro tempo.

Foi um jogo escassos em emoções fortes, mas de muita disposição e permanente aplicação tática das duas equipes, destaques deste Brasileirão desde as últimas rodadas do primeiro turno. Não é à toa que o líder Corinthians está invicto há 16 rodadas e o Grêmio não perde há oito e é o terceiro colocado, a três pontos do vice-líder Atlético Mineiro.

O empate em Itaquera era tudo o que queria o Atlético Mineiro depois de vencer o Avaí no Independência por 2 a 0. Agora a três pontos do Corinthians, que vai enfrentar em Belo Horizonte daqui a nove rodadas, o Atlético de Levir Culpi se coloca novamente como candidato ao título que ia pendendo para o time de Tite nos últimos tempos.

Nos outros jogos, uma única e enorme surpresa: o Vasco venceu a Ponte Preta em Campinas por 1 a 0. O resultado não altera a ordem das coisas no Brasileirão, mas agrava muito a situação da Ponte, cada vez mais próxima da zona de rebaixamento.

Na Vila Belmiro, surpreendente foi o tamanho da pancada desferida pelo Santos no São Paulo: 3 a 0. O time de Dorival Júnior não para de subir e vai dormir em sexto lugar, posição que pode perder nesta quinta se o Flamengo derrotar o Cruzeiro e se instalar no G-4. Qualquer que seja o resultado do jogo no Maracanã, porém, o Santos fechará a rodada a um ponto do quarto colocado.

Mais cedo, no Beira-Rio, o Internacional de Argel Fucks tinha vencido por 1 a 0, detonando o sonho palmeirense de encostar novamente no grupo que aspira pelo menos a uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Em Florianópolis, o 1 a 1 com o Figueirense também frustrou o Atlético Paranaense, que saiu na frente com um gol de Walter, mas deixou escapar a chance de voltar ao pelotão de elite.

A noite da quarta reanimou o campeonato ao frear um pouco o ritmo corintiano na corrida rumo ao título, como desejavam as outras 19 torcidas. Não mudou, porém, a aflição em que vivem o Flu, em queda vertiginosa no campeonato, e o Coritiba, que vem melhorando de rendimento, mas não sai da vizinhança do Z-4. O confronto entre os dois, em Curitiba, terminou num melancólico empate por 1 a 1.

Bem diferente do Corinthians 1 x 1 Grêmio que devolveu a graça ao Brasileirão.

Platini está cada vez mais perto da presidência da Fifa

Ali bin Al Hussein e MIchel Platini: agora, rivais

Ali bin Al Hussein e Michel Platini: agora, rivais 

O príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein, que deve ao apoio da UEFA boa parte dos 73 votos obtidos contra Joseph Blatter no primeiro turno das eleições da Fifa, anunciou hoje em Amã que será candidato contra Michel Platini nas eleições marcadas para fevereiro em Zurique.

O fair play não entrou na festa. Cercado de súditos jordanianos, o príncipe já tratou de abrir a campanha chutando as canelas do ex-aliado francês, favorito disparado à sucessão de Blatter:

– Outros me usaram para fazer uma pesquisa para eles mesmos. Não tiveram a valentia de se apresentar como candidatos, mas eu o fiz. Poucos dias depois da renúncia de Blatter, se apressaram para obter o cargo.

O irmão do rei Abdullah II não tem o apoio nem da Confederação Asiática de Futebol.

Seleção é campeã de audiência

Segundo muita gente que vive de dar palpite sobre o futebol e a vida nacional, a Seleção não desperta mais nenhum interesse do torcedor brasileiro.

Pois o programa de maior audiência em todas as emissoras abertas do País nesta terça-feira foi a transmissão do jogo Brasil 4 x 1 Estados Unidos – 24,1 pontos no Ibope.

O Corinthians tem de perder

A bola começa a rolar às 19h30:

♦ No Independência, para não correr o risco de perder o Corinthians de vista, o vice-líder Atlético Mineiro tem de vencer o Avaí, afundando-o mais ainda no Z-4, que pode até ser ocupado exclusivamente por equipes catarinenses e o Vasco, que já é sócio remido, quando esta 24ª se encerrar amanhã à noite.

♦ No Beira-Rio, o Palmeiras não pode perder se quiser continuar alimentando o sonho de voltar ao G-4 e o Internacional tem de vencer para sonhar com algum conforto no meião da tabela;

♦ No Moisés Lucarelli, a Ponte Preta tenta se afastar um pouco mais do Z-4 e o Vasco quer apenas se livrar de mais uma vergonha;

Em seguida, às 21 horas, no Orlando Scarpelli, para não retomar o caminho do Z-4, o Figueirense tem de interromper a caminhada do Atlético Paranaense rumo ao G-4.

Tite orienta Cássio para enfrentar o Grêmio - Foto: Agência Corinthians

Tite orienta Cássio para enfrentar o Grêmio – Foto: Agência Corinthians

É às 22 horas que o bicho vai pegar em várias frentes deste Brasileirão que ainda tem o Corinthians como o grande favorito e o Atlético Mineiro e o Grêmio como únicos adversários a ameaçar este favoritismo que se mede em cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder e 15 rodadas de invencibilidade.

Pois é no Itaquerão que se dará o mais importante confronto da 24ª rodada. Tendo vencido os últimos nove jogos lá disputados, o Corinthians de Tite vai receber o Grêmio de Roger Machado, invicto há sete rodadas.

Um empate em Itaquera faria a alegria do Atlético Mineiro, desde que tenha vencido o Avaí, e devolveria alguma graça ao pódio, que assim ficaria: Corinthians, com 51 pontos; Atlético Mineiro, com 48; Grêmio, com 45.

O horário das 22 horas ainda reserva dois espetáculos promissores, estrelados por coadjuvantes com algum destaque no Brasileirão:

♦ Na Vila Belmiro, onde até agora só foi derrotado pelo Grêmio, tenso vencido os seis jogos seguintes, o Santos de Dorival Júnior recebe o inconstante São Paulo de Juan Carlos Osorio, que precisa desesperadamente da vitória para se segurar no G-4.

♦ No Couto Pereira, é de outra ordem o desespero do Coritiba: colado ao Z-4, corre sério risco de para lá escorregar se não conseguir vencer o Fluminense, que entrou em queda livre depois de um bom começo de campeonato, perdeu os últimos quatro jogos e, depois de ter frequentado o G-4, pode ir para a metade inferior da tabela de classificação se mais uma vez for derrotado.

Feitas todas as contas, o Corinthians tem de perder para o Brasileirão ganhar de novo alguma graça. Não é impossível, mas não é provável.

Tudo muda quando Neymar entra no jogo

Neymar em EUA 1 x 4 BrasilNeymar brilha em Foxborough: dois gols em  apenas 45 minutos – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Era um joguinho chato. O Brasil começou bem, com participação muito animada do meia Willian, mas foi se acomodando, acomodando e, como esta seleção norte-americana não incomoda ninguém, tratou apenas de fazer o tempo passar depois que Hulk fez 1 a 0 aos 9 minutos. E assim foi levando até o fim do primeiro tempo.

No segundo tempo, Dunga mudou tudo. Na verdade, precisou de apenas duas mudanças para tudo mudar desde o recomeço do jogo. Firmino entrou no lugar de Hulk, o que não influiu muito no andamento da partida, e Neymar entrou no lugar de Willian. Neymar é Neymar. Com ele em campo, o Brasil é e será sempre outro.

Foi que se viu no segundo tempo e infelizmente não se poderá ver no dia 8 de outubro, quando o Brasil estreará, em Santiago, nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 enfrentando o anfitrião Chile.

No Gillette Stadium de Foxborough, logo aos 3 minutos do segundo tempo, Neymar sofreu pênalti e fez 2 a 0 para o Brasil. Aos 18, mal entrara em campo para substituir Douglas Costa, Rafinha Alcântara aproveitou uma jogada iniciada por Lucas, que substituíra Lucas Lima, e Neymar e fez 3 a 0.

Estava animado o joguinho que ficou tão chato na segunda metade do primeiro tempo.

E, animado como sempre, Neymar tratou de fazer 4 a 0 aos 21 minutos. Foi o seu 46º gol pela Seleção, dez a menos do que Romário, 20 a menos do que Zico, 21 a menos do que o fenômeno Ronaldo.

Não existe amistoso para Neymar, sabe bem o alemão Jürgen Klinsmann, goleador de outros tempos que hoje comanda competentemente a seleção norte-americana e ganhou um carinhoso abraço antes do garoto brasileiro entrar no jogo.

Neymar joga para a História.

Danny Williams ainda diminuiu o vexame norte-americano para 4 a 1, mas o gol de honra no último minuto do jogo não aliviou sequer a fisionomia fechada, quase carrancuda, do sempre afável Klinsmann desde que Neymar estragara sua noite.

Lá em Santiago do Chile, Jorge Sampaoli pode sorrir. Suspenso, por conta de problemas na Copa América, Neymar não poderá jogar contra os chilenos em outubro.

Um gol a cada 15 anos – e não é o Vasco…

Nem o Vasco andava tão mal no ataque: desde o empate por 1 a 1 com a Letônia em abril de 2001 pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, a seleção de São Marino não marcava um gol fora de casa.

O pesadelo acabou: hoje, em jogo disputado em Vilnius pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2016, San Marino foi derrotado pela Lituânia por 2 a 1, mas celebrou, como se tivesse conquistado um título, o gol do atacante Matteo Vitaioli, de 25 anos.

Será que Dunga viu os meninos do Brasil em ação?

Se treinar a rapaziada cara a cara está criando dúvidas na cuca sempre segura do nosso Dunga, imagine-se a aflição do treinador ao comandar por telepatia a molecadinha que o Brasil começa a formar para tentar o ouro na Rio-16.

Com visíveis problemas de entrosamento, os meninos do Brasil, comandados em Le Mans por Rogerio Micale, foram derrotados pelos franceses por 2 a 1.

Valeu, não pelo resultado, mas pelo que o time mostrou que pode fazer no futuro – ainda mais se ganhar o reforço de Neymar e mais dois marmanjos, como permite o regulamento do torneio olímpico.

Dunga, que é oficialmente o treinador da seleção olímpica, deve ter feito suas observações. De longe.

Em face dos últimos desacontecimentos

No Fluminense, ninguém sabe quando Ronaldinho Gaúcho voltará ao time.

Tudo indica, porém, que será antes de o Corinthians vender os naming rights de seu estádio em Itaquera.

Pode ser que, antes disso, Eurico Miranda esteja morando na Sibéria. Pelo menos, a passagem de ida, gentileza do humorista Bruno Mazzeo, já está à sua disposição.

Não existe dilema, Dunga: é vencer ou vencer

Dunga: obrigação de vencer nos EUA - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Dunga: obrigado a vencer – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

De maneira até surpreendente, na véspera do amistoso com os Estados Unidos que hoje encerra a fase de jogos preparatórios da Seleção para as Eliminatórias da Copa do Mundo, Dunga abriu o coração e escondeu a escalação do time que veremos à noite, a partir das 21h40, Gillette Stadium de Foxborough:

– A primeira observação vai ser depois do treinamento, de conversar com os jogadores para ver o desgaste de cada um. A segunda observação que teremos de fazer com a comissão é para jogar um time que vai para ganhar ou para treinar, para experimentar novos jogadores. A Seleção tem de ganhar. Falam em observar, ganhar, mas vão pontuar só em cima do resultado. É isso que vamos decidir.

Dunga abriu mais ainda o jogo:

– A minha ideia é aproveitar os jogadores. Alguns são convocados, e não há tempo de jogar. Isso faz com que eles não sejam observados, impede a verdade do campo, que é onde tudo se decide, onde um jogador pode mostrar se tem ou não condições de defender a Seleção. Só que isso perde a relevância à medida que existe muita pressão e cobrança por vitória. Perdeu? As mesmas pessoas que exigem experimentar jogadores, buscar alternativas, vão cair em cima com as críticas.

Dunga tem razão. Vencer é uma obsessão nacional, montar ou remontar a Seleção é consequência. Infelizmente.

Há mais de duas décadas, Paulo Roberto Falcão foi demitido do comando técnico da Seleção porque concentrou os esforços em renovar o time e perdeu a Copa América. Jogadores como Cafu, Márcio Santos e Mauro Silva, importantes na campanha do tetra nos EUA, foram levados por ele para a Seleção.

Carlos Alberto Parreira, técnico do tetra, sempre elogiou a herança que Falcão lhe deixou, mas, ao assumir o comando da Seleção em 1991, já tinha consciência clara das cobranças:

– O Brasil tem de ganhar sempre, até treino. O trabalho de montagem do time tem de ser feito simultaneamente aos bons resultados.

Duas décadas depois, Mano Menezes, também teve cortadas as pretensões de chegar à Copa do Mundo após fazer um bom trabalho de renovação da Seleção de 2010. Perdeu o posto para Luiz Felipe Scolari um ano e meio antes da Copa de 2014, pouco depois de uma derrota para a Argentina num amistoso apelidado de Superclássico das Américas.

Dunga, desde os tempos de jogador, conhece bem a história da Seleção. Sabe que o dilema levantado na entrevista coletiva antes do amistoso Estados Unidos x Brasil não existe. Ele tem de vencer. Sempre. É assim que rola a bola no futebol brasileiro.

Só os cartolas têm garantia no emprego. Infelizmente, repita-se.