O torcedor corintiano pode imaginar que vai pagar no final de julho os salários de Sheik e Guerrero para que eles joguem pelo Flamengo?
Pois é o que vai acontecer – se o Corinthians não atrasar o pagamento, claro.
O torcedor corintiano pode imaginar que vai pagar no final de julho os salários de Sheik e Guerrero para que eles joguem pelo Flamengo?
Pois é o que vai acontecer – se o Corinthians não atrasar o pagamento, claro.
Novidades no G-4, agora dominado geograficamente pelo Sudeste: saem Sport e Palmeiras, entram o Fluminense, que acaba de vencer o Cruzeiro por 1 a 0 no Maracanã e vai para o segundo lugar com 24 pontos, e o Corinthians que um pouco antes derrotou o Atlético Paranaense em Itaquera por 2 a 0 e é o quarto colocado do Brasileirão, com 23 pontos.
Entre o líder Atlético, que não sairá do G-4 mesmo que perca no sábado em Campinas para a Ponte, e o Corinthians, estão o Flu e o Grêmio, mas chama atenção a recuperação dos times paulistas a esta altura do Brasileirão. Logo abaixo do Sport, que agora é o quinto colocado, com os mesmos 23 pontos que gremistas e corintianos, estão Palmeiras e São Paulo, ambos com 21.
Parece que o chamado Trio de Ferro entrou na briga pelo título brasileiro.
Depois de não querer ficar com Emerson Sheik nem com Paolo Guerrero, o presidente Roberto de Andrade garante que também não quer mais o atacante colombiano Teo Gutiérrez no Corinthians.
Assim falou o cartola corintiano ao programa Seleção SporTV nesta quinta-feira:
– Fizemos uma proposta por escrito ao River, faz mais de uma semana, e o River nem respondeu que aceita ou que não aceita. Eu estou entendendo a falta de respostas como um não. Tenho lido que seu agente tem dito que ele vai para o Sporting. Então, se alguém estiver nos assistindo, em primeira mão: independentemente da resposta do River, quem não quer mais o jogador é o Corinthians. Ponto final na negociação.
Dorival Júnior é o novo técnico do Santos.
Novo é um jeito de dizer. É a segunda vez que ele comandará a equipe santista.
Do ano 2000 até agora, sem contar os interinos, o Santos teve os seguintes treinadores: Carlos Alberto Silva, Giba, Carlos Alberto Parreira, Geninho, Serginho, Cabralzinho, Celso Roth, Emerson Leão, Márcio Fernandes, Vanderlei Luxemburgo, Oswaldo de Oliveira, Alexandre Gallo, Nelsinho Baptista, Vanderlei Luxemburgo de novo, Emerson Leão novamente, Cuca, Márcio Fernandes outra vez, Vágner Mancini, mais uma vez Vanderlei Luxemburgo, Dorival Júnior, Adilson Batista, Muricy Ramalho, novamente Oswaldo de Oliveira, Enderson Moreira e Marcelo Fernandes.
Incluindo Modesto Roma Júnior, o atual, são quatro os presidentes no mesmo período.
O que têm em comum o Goiás, o Internacional, o Santos, o Vasco e o Joinville nesta temporada?
São todos campeões estaduais e estão todos afundados entre o 14º lugar e a lanterna no Brasileirão.
E ainda há quem leve a sério os longos campeonatos estaduais que abrem a temporada.
Caiu na noite desta quarta-feira, 8, o último invicto do Campeonato Brasileiro. No Mineirão, o Atlético Mineiro, com gols de Lucas Pratto e Giovanni Augusto, derrotou por 2 a 1 o Sport e se isolou na liderança do campeonato, com 26 pontos.
Em seguida, com 23, vêm o Grêmio, que perdeu para a Chapecoense por 1 a 0, e o próprio Sport, que não perdia um jogo do Brasileirão desde a 31ª rodada da edição de 2014.
Fecha o G-4, por enquanto, o Palmeiras reanimado por Marcelo Oliveira, que chegou aos 21 pontos ao abater o Avaí por 3 a 0 no Allianz Parque e leva a vantagem no saldo de gols contra o São Paulo, que em Brasília triturou o Vasco por 4 a 0.
A quarta foi perfeita para os atleticanos tanto quanto desastrosa para vascaínos e santistas, que se vão habituando ao Z-4. Goleado por 4 a 1, o Santos não somente se afundou um pouco mais como deu uma folguinha ao Goiás na trilha rumo ao rebaixamento.
Quem também está na fronteira vermelha é o Internacional, que perdeu em casa por 2 a 1 para o Flamengo, com direito a levar o primeiro gol de Paolo Guerrero com a camisa rubro-negra.
Nesta quinta, os palmeirenses vão torcer por um empate entre Corinthians e Atlético Paranaense no Itaquerão e uma vitória do Cruzeiro sobre o Fluminense no Maracanã. Só assim não sairão da posição em que se instalaram no G-4.
Aflições de intensidade variada vão rolar na noite desta quarta-feira, 8 de julho, mas dois jogos em distintas faixas da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro têm especial importância:
Atlético Mineiro x Sport – Vale a liderança. Vencendo no Mineirão, o Atlético continua lá. Perdendo, a liderança ficará entre Sport e Grêmio, que vai encarar a Chapecoense em Santa Catarina.
Goiás x Santos – Quem perder no Serra Dourada, fica no Z-4 e, dependendo de outros resultados, pode ir para a vizinhança do lanterna Joinville.
Palmeiras, contra o Avaí no Allianz Parque lotado, e São Paulo, contra o Vasco em Brasília, também fazem jogos decisivos para suas pretensões de pelo menos encostar no G-4, mas para tal precisam, além das próprias forças, contar com a fraqueza de outros.
A noite promete não apenas aflições, mas também muitas emoções.
Quem paga mais caro para ver os jogos do seu time no Brasileirão de 2015 é o torcedor palmeirense. O custo médio do ingresso no Allianz Parque é de 63 reais.
Quem paga menos é o torcedor da Chapecoense – 14 reais, em média.
Pois o Palmeiras é o líder das bilheterias, com 31.745 ingressos vendidos por jogo.
E a Chapecoense está em antepenúltimo lugar no ranking de público no Brasileirão, com média de 6.831 ingressos vendidos nos jogos em casa.
Afundado no Z-4 do Brasileirão, o Vasco não sabe quanto poderá contar novamente com o goleiro Martín Silva, contundido “durante sua permanência na seleção do Uruguai”, segundo o vice-presidente médico do clube, Egas Manoel Batista dos Santos Fonseca, informa em nota oficial.
O médico explica a contusão: “lesão parcial sindesmose e do ligamento do talofibular anterior do tornozelo esquerdo”.
Está explicado.
Nem todos os citados na nota Em busca da salvação, CBF reconvoca demitidos, a terceira abaixo, compareceram à primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Estratégico do Futebol Brasileiro na CBF, mas a ausência de Mano Menezes, Emerson Leão e Vanderlei Luxemburgo certamente foi compensada pela presença ilustre de Ernesto Paulo.
Não sabe quem é? Na última década, foi técnico do Ameriquinha, da Cabofriense, da seleção olímpica da Arábia Saudita, do Campo Grande, do Juventus (de Santa Catarina), do Veranópolis e do União da Madeira (da terceira divisão de Portugal).
Mais do que o currículo tão variado desses anos, sua presença na reunião de hoje valeu pela enorme bagagem que acumulou como treinador da Seleção Brasileira. Foi ele que, entre os mandatos de Paulo Roberto Falcão e Carlos Alberto Parreira, comandou a Seleção no amistoso de 11 de setembro de 1991 com o País de Gales em Cardiff.
Resultado: País de Gales 1 x 0 Brasil. E aquele Brasil tinha Taffarel, Jorginho, Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva e Bebeto, que viriam a ser campeões do mundo em 1994 sob o comando de Parreira.
A presença de Ernesto Paulo na reunião desta segunda-feira na CBF garante o “desenvolvimento estratégico do futebol brasileiro”.