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Simeone x Ancelotti: mais um duelo na Liga dos Campeões

Simeone e Ancelotti 1Não faltam atrações em campos da América do Sul e da Europa nesta terça-feira, 14 de março, mas as atenções de todo o mundo estarão voltadas para o clássico de Madri que reprisará, na abertura das quartas de final, a decisão da Liga dos Campeões da Europa no ano passado: Atlético x Real.

O jogão das 15h45 (de Brasília) pode parecer a muitos mais um passo do bilionário Real Madrid rumo ao título, mas não se deve apostar em tão franco favoritismo – e não apenas porque o confronto se dará no estádio Vicente Calderon, casa do Atlético de Madrid.

Que o Real é superior tecnicamente ao Atlético ninguém há de negar, mas você sabia que, nas seis vezes em que os dois se enfrentaram após a final da última Liga dos Campeões, a equipe de Diego Simeone venceu quatro e empatou duas?

Carlo Ancelotti sabe, tanto que disse ontem aos jornalistas que acompanham o dia a dia do Real:

– O Simeone é um grande treinador, já provou isso. Gosto muito dele e é um dos melhores do mundo. Para mim, é uma honra competir com ele, mas também é um problema. O Atlético é um adversário muito complicado, porque tem uma organização defensiva fantástica. Temos o máximo respeito por eles. Lutam do primeiro ao último minuto. É o que eu também espero de minha equipe.

O italiano está certíssimo ao esperar um jogo duro e difícil, mas o argentino também sabe que não terá moleza pela frente:

– Eles têm mais talento individual do que nós em várias posições. Têm jogadores extraordinários e respeitamos o talento de todos eles, mas não podemos escolher os nossos adversários. É um motivo de orgulho poder enfrentar os melhores e Carlo é um deles. Precisamos nos concentrar apenas neste desafio, pois temos chances de vencer.

O Real já deve ter aprendido que não basta o talento, mesmo extraordinário, para dobrar este adversário levado por seu treinador a “viver cada minuto como se fosse o último”.

Falta pouco, muito pouco, para o Cruzeiro na Libertadores

O Corinthians está praticamente lá, mas o Cruzeiro pode ser o primeiro dos cinco times brasileiros a garantir classificação a classificação matemática para as oitavas de final da Libertadores.

Basta-lhe um empate em Buenos Aires com o Huracán.

Coincidentemente, o Huracán empatou os quatro jogos que disputou até aqui na fase de grupos da competição.

O dia em que Charles Miller inventou um país

Domínio Público

Charles Miller em 1983 na cidade de Southampton – Domínio Público

O país do futebol é invenção de um brasileiro de ascendência escocesa, por parte de pai, e inglesa, por parte de mãe, que voltou de uma temporada de estudos na Inglaterra com duas bolas, uma bomba de ar, alguns uniformes e um livro de regras, e improvisou uma pelada num campo de várzea do Brás paulistano no dia 14 de abril de 1894.

Sob os auspícios e a liderança de Charles Miller, enfrentaram-se funcionários de duas empresas inglesas instaladas em São Paulo: a São Paulo Railway e a  Gas Company of São Paulo. Como ainda acontece em muitas peladas pelo Brasil afora, o São Paulo Railway, time do dono da bola, venceu por 4 a 2.

Estava dada a saída. A bola tomou conta do Brasil, espalhou-se por todas as regiões, é o mais universal dos nossos ícones culturais, mas anda murchando ultimamente.

Será que continuaremos sendo reconhecidos em todo o vasto mundo da bola como o país do futebol por mais 120 anos?

Valdivia: preocupação em dobro para o Palmeiras

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

A comissão técnica do Palmeiras tem uma preocupação nesta semana: colocar Valdivia em condições de jogar os 90 minutos contra o Corinthians, domingo, valendo vaga na final do Campeonato Paulista.

É o que a torcida espera.

Os dirigentes e executivos do futebol palmeirense têm uma preocupação que muito provavelmente se arrastará por mais algumas semanas: renovar o contrato de Valdivia.

É o que a torcida exige.

Números retratam os campeonatos estaduais

Foi uma tarde de poucos gols, pouco público e muitos cartões nos jogos disputados por seis grandes times grandes e dois pequenos em fases decisivas dos quatro principais campeonatos estaduais do País.

No Maracanã, Vasco 0 x 0 Flamengo: 21.289 pagantes, dez cartões amarelos. No próximo  domingo, dia 19, tem reprise, novamente no Maracanã.

Na Vila Belmiro, Santos 3 x 0 XV de Piracicaba: 11.260 pagantes, seis cartões amarelos. O Santos pega o São Paulo na semifinal do Paulistão,  Corinthians e Palmeiras fazem o outro jogo.

No Independência, Atlético 1 x 1 Cruzeiro: 16.153 pagantes, dez cartões amarelos, um vermelho. No dia 19, tem reprise no Mineirão.

Em Caxias, Juventude 0 x 1 Grêmio: nove cartões amarelos.  Público: ainda não foi divulgado. No sábado, 18, reprise na Arena do Grêmio.

O futebol brasileiro precisa ser amplamente debatido ou vai afundar no brejo. Para lá já está se dirigindo.

E o padrão global de qualidade?

Como a Globo está transmitindo Vasco x Flamengo para quase todo o Brasil, mas preferiu programar para São Paulo o filme “O Espetacular Homem Aranha”, resolveu também castigar os assinantes paulista do pay per view.

A transmissão do clássico do Maracanã, fora dos dois canais em HD reservados ao pay per view, é tão indigente que deveria valer indenização aos assinantes.

Valdivia garante Palmeiras na semifinal do Paulistão

Gol de Leandro 2Gol de Valdivia 1Palmeiras 1 x 0 Botafogo: gol de Leandro começa em jogada de ValdiviaImagem: Beneclick

O Palmeiras dominou o jogo do começo ao fim, mas precisou de Valdivia para decidi-lo.

Desde o começo, Botafogo marcou com dureza, muitas vezes com violência, e já começava a alimentar a ilusão de uma vitória nos contra-ataques que o Palmeiras certamente lhe cederia se o 0 a 0 permanecesse no placar do Allianz Parque.

Aos 17 minutos do segundo tempo, porém, o jogo ganhou em magia: saiu Gabriel, entrou Valdivia.

Com disposição para se movimentar por todo o lado esquerdo, da defesa ao ataque, o meia chileno combateu, dividiu, apanhou, driblou, arrancou com a bola, arriscou chutes a gol, enfiou bolas açucaradas para os companheiros antes e depois dos 26, quando decidiu o jogo.

Aparentemente, o gol foi de Leandro Pereira. Na verdade, será sempre lembrado como uma obra de arte assinada por Jorge Luis Valdivia Toro, que tirou meia defesa do Botafogo com um corte seco na intermediária e abriu a bola na medida para o cruzamento do lateral Lucas e o gol de Leandro.

Bastou meia hora em campo para Valdivia levar o Palmeiras às semifinais do Paulistão.

Estrelas brilham no Morumbi e no Maracanã

Fred 1Na noite das estrelas tricolores, Fred fez os dois gols do Flu – Imagem: Beneclick

No Morumbi, o São Paulo fez 3 a 0 no Red Bull, gols de Rogério Ceni, Pato e Ganso.

O São Paulo já faz companhia ao Corinthians nas semifinais do Paulistão.

No Maracanã, embora tenha jogado melhor e procurado mais a vitória, o Botafogo perdeu por 2 a 1 para o Fluminense, gols de Fred, o 300º e o 301º na carreira de goleador, 150 deles com a camisa tricolor.

Para chegar à final do Campeonato Carioca, o Botafogo precisa vencer o Flu no segundo jogo das semifinais por um golzinho de diferença. O Flu joga pelo empate.

Lá e cá, a noite teve a assinatura das estrelas em todos os gols tricolores.

O juiz ajudou, Renato Augusto decidiu

Corinthians 1 x 0 Ponte PretaCercado por pontepretanos, Renato Augusto recebe de Love e faz 1 a 0Imagem: Beneclick

Como se esperava, embora o jogo não tenha confirmado a expectativa, o placar do Itaquerão registra: Corinthians 1 x 0 Ponte Preta.

Graças ao gol de Renato Augusto, aos 10 minutos do segundo tempo, o Corinthians de Tite é o primeiro time classificado para as semifinais do Paulistão.

No primeiro tempo, a Ponte de Guto Ferreira foi bem superior ao Corinthians, mas parou diante da zaga formada por Vicente Romano Neto, bandeirinha, e Flavio Rodrigues de Souza, juiz, que, afinada, anulou o gol legítimo marcado por Renato Cajá aos 30.

O Corinthians voltou melhor no segundo tempo, mereceu o 1 a 0 logo no início e mandou no jogo pelo menos até os 30 minutos.

“Voltamos com sono”, lamentou Cajá no final. Realmente, a Ponte acordou tarde.