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O ‘soccer’ descobre o mundo

O Montreal Impact, sexto colocado entre os dez times da MLS  agrupados na Conferência Leste, anunciou hoje a contratação do marfinense Didier Drogba, que estava no Chelsea.

A contratação de Drogba, que conquistou pelo clube inglês o título da Liga de Campeões da Europa em 2012, é mais uma demonstração clara de que o soccer está em processo acelerado de desenvolvimento e mira o mercado internacional, o que é absoluta novidade no fortíssimo mercado esportivo norte-americano.

Drogba fará companhia a outros astros do futebol mundial, todos campeões europeus de clubes, que também desembarcaram no campeonato da MLS nesta temporada:

♦ Andrea Pirlo, David Villa e Frank Lampard, no New York City

♦ Kaká, no Orlando City

♦ Steven Gerrard, no LA Galaxy

A debandada de meias e volantes

O Campeonato Brasileiro está cada vez mais pobre no meio de campo. E, ao que parece, continuará empobrecendo. Volantes e meias estão indo embora, raramente para jogar lá fora num time de qualidade.

Tudo indica que o chileno Aránguiz vai mesmo trocar o Internacional pelo Bayer Leverkusen.

Valdivia já trocou o Palmeiras pelo Al Wahda, dos Emirados Árabes.

Está claro que o Porto não vai desistir facilmente de tirar Lucas Lima do Santos.

O Santos já não tem Robinho, que foi para o Guangzhou Evergrande, da China, e Elano vai para o Chennaiyin, da Índia.

O São Paulo perdeu Denílson para o Wahda, dos Emirados Árabes, e Souza para o Fenerbahce, da Turquia.

Renato Cajá deixou a Ponte e foi jogar com Denílson no meio de campo do Al Wahda.

Como é que a bola vai rolar no Brasileirão?

Um homem de palavra

Quando contratou Adilson Batista para o comando técnico do Joinville há menos de dois meses, o presidente Nereu Martinelli garantiu:

– Ele está vindo para ficar o ano inteiro e o ano que vem se ele quiser. Podem tirar o presidente, mas eu não vou trocar de treinador.

Ontem, após a derrota por 2 a 0 para o Santos na Vila Belmiro, Martinelli mostrou o quanto vale a palavra de certos cartolas: demitiu o treinador.

Palmeiras passeia em São Januário como se fosse sua casa

Dudu 267                  Dudu festeja o segundo gol nos 4 a 1 que colocam o Palmeiras no G-4

Aos 10 minutos do segundo tempo, a torcida do Vasco começou a deixar São Januário.

Não se trata de indelicadeza com os visitantes. Os palmeirenses estavam em casa.

E não deram a menor bola aos anfitriões. Foram chegando e fazendo gols: Leandro Pereira, logo aos 3 minutos; Dudu, aos 17; Victor Ramos, aos 34.

Encerrou-se assim o primeiro tempo. Ao descer para o vestiário, Celso Roth foi saudado pela torcida:

– Burro, burro, burro.

Nove minutos depois que a bola voltou a rolar, Leandro Pereira fez 4 a 0. Foi aí que a torcida começou a ir embora.

Quando Riascos diminuiu o vexame para 4 a 1, na metade do segundo tempo, ficou a impressão de que já havia mais palmeirenses do que vascaínos em São Januário.

Nas últimas sete rodadas, o Palmeiras tem seis vitórias e um empate, campanha que o coloca em terceiro lugar no Brasileirão, com 28 pontos, quatro a menos do que o líder Atlético Mineiro.

E o Vasco? Continua afundado no Z-4 e de lá não sairá na 16ª rodada nem que consiga o milagre de derrotar o Corinthians em Itaquera. Perdeu cinco dos sete últimos jogos, tendo vencido apenas o Flamengo e o Fluminense. Deve ser por isso que é campeão carioca.

O Corinthians não pode viver de um golzinho por jogo

Felipe: gol no primeiro tempo

Felipe: gol aquieta Corinthians

Falar em avareza talvez seja demais, mas este Corinthians remontado por Tite com o Brasileirão em andamento não é mesmo  chegado a fazer gols. Parcimônia pode ser a palavra certa. Faz um e fica na moita, esperando que o adversário se arrisque e abra o campo de defesa. Contra-ataque, porém, só com um mínimo de segurança.

E lá ia o Corinthians tocando a bola no Couto Pereira, em ritmo morno e controlado, como vem fazendo para vencer um adversário depois do outro e, assim, seguir colocado ao líder Atlético Mineiro no Brasileirão.

É o que também pretendia  contra o Coritiba depois que o zagueiro Felipe fez 1 a 0 aos 40 minutos do primeiro tempo.

Desta vez, porém, a receita não deu certo, até porque Tite exagerou nos cuidados defensivos, trocando o atacante Vágner Love pelo meia Danilo e o meia Renato Augusto pelo cabeça de área Ralf a cinco minutos do final do jogo.

Logo no comecinho dos acréscimos, registrados no relógio do árbitro 46 minutos do segundo tempo, o Coritiba empatou, com um gol de Evandro.

O 1 a 1 retrata com mais justiça o que foi o jogo e é um prejuízo enorme para o Corinthians, que se descola do Atlético Mineiro nesta 15ª rodada do Brasileirão e, com 30 pontos, se isola na vice-liderança, seguido de muito perto pelo Sport, correndo o risco de daqui a pouco ter também o Palmeiras no encalço.

Pelo menos até que se encerre o jogo das 18h30 em São Januário, o quarto colocado no Brasileirão é o São Paulo, que venceu o Cruzeiro por 1 a 0 no Morumbi e chegou a 27 pontos graças a mais um gol de Pato, agora dividindo com o atleticano Thiago Ribeiro a segunda posição na lista de artilheiros.

O chamado Trio de Ferro paulista está chegando, mas o Corinthians, ainda em melhor situação do que os outros dois, precisa encontrar um mínimo de força ofensiva ou vai chorar até o final dos tempos a saída de Sheik e Guerrero enquanto a bola já rolava neste Brasileirão que se desenha em preto e branco, como a camisa do Atlético Mineiro.

Isto é Romário em estado puro

Duas ou três coisas ditas por Romário ao repórter Rafael Andery, que você pode ler na revista Serafina que está nas bancas com a Folha de S.Paulo deste domingo, 26 de julho, ou simplesmente clicando aqui:

“Essa geração é uma merda. Tem o Neymar, o Neymar e o Neymar.”

“Tudo tem um limite. E o futebol brasileiro chegou ao seu.”

“Eu não tenho meia palavra, não levo três minutos pra falar uma coisa que pode ser falada em cinco segundos.”

Rafael Andery lhe lembra, a certa altura da conversa, que, como jogador, ele jamais tocaria a bola para um companheiro se tivesse 0,1% de chance de fazer um gol, e Romário não desconversa:

“Não daria o gol nem para a Ivy. Ela teria que esperar a próxima.”

Ivy, de 10 anos, é filha caçula e xodó de Romário, tem síndrome de Down e acompanhou a entrevista em Brasília.

Palmeiras, no Rio, e São Paulo, em casa, sonham com o G-4

Marcelo Oliveira: vitória vale G-4 - Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Marcelo: vitória vale G-4 – Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O Atlético Mineiro venceu o Figueirense por 1 a 0, ontem, no Independência, e é o líder do Brasileirão. Nenhum outro time mexerá em sua posição nesta 15ª rodada.

Nenhum?

Leve exagero: o Corinthians, se vencer o Coritiba no Couto Pereira, também chegará aos 32 pontos e, se golear por uma diferença de pelo menos nove gols, será o líder.

Como estamos falando do crível, esqueçamos hipóteses absurdas para desenhar o G-4 dentro da realidade.

Então, o Atlético é o líder, e o Corinthians, mesmo que perca em Curitiba, é o vice-líder, pois não há adversário que, neste domingo, possa chegar aos seus já garantidos 29 pontos.

O Fluminense perdeu por 2 a 1 para Chapecoense em Chapecó agora de manhã, Sport e Grêmio  tinham empatado por 1 a 1 ontem à noite em Porto Alegre e, assim, já fecharam as contas na rodada: pernambucanos com 28 pontos; gaúchos e cariocas, com 27.

Completa-se assim o G-4: em terceiro lugar, o Sport; em quarto, o Grêmio.

Também o Sport não mais sairá do pelotão de frente neste domingo. O que pode mudar após os jogos da tarde é seu lugar na classificação.

Se derrotar o Vasco, o Palmeiras de Marcelo Oliveira chegará a 28 pontos, com melhor saldo de gols do que o Sport de Eduardo Baptista, e será o novo inquilino do G-4, alojado em terceiro lugar. O Sport cairá, então, para quarto e o Grêmio sairá da elite.

Vale lembrar que,  sob o comando de Marcelo, o Palmeiras sofreu apenas uma derrota, venceu seis vezes e empatou uma. São 79% de aproveitamento em oito jogos do Brasileirão. O índice do líder Atlético em 15 rodadas é de 71%.

O São Paulo, se vencer o Cruzeiro no Morumbi, terá 27 pontos e também pode entrar no G-4, desalojando igualmente o Grêmio, mas precisará para tanto que o Palmeiras não vença o Vasco em São Januário.

Tudo começou com Formiga

Formiga: terceiro ouro em Pan

Formiga: terceiro ouro pan-americano

Miraildes Maciel Mota é uma baiana de 37 anos que o mundo da bola conhece como Formiga.

É a única jogadora em todo o mundo que participou de todas as cinco Olimpíadas em que o futebol foi incluído. Duas vezes conquistou a prata, em Atenas/2004 e em Pequim/2008. Certamente vai tentar o ouro em 2016. Afinal, Formiga é eterna.

Há pouquinho, acabou de conquistar o terceiro ouro em Jogos Pan-Americanos, tantos quantos tem o futebol feminino do Brasil.

Conquistou seu terceiro ouro pan-americano em festa de gala: o Brasil goleou por 4 a 0 a Colômbia numa noite irrepreensível de Formiga e  companheiras.

Foi ela que abriu a goleada, fazendo 1 a 0, de cabeça, logo aos 6 minutos. Nada mais justo. Não foi com ela que começou em Santo Domingo no ano de 2003 esta história que se converteu em tri na noite deste sábado de julho de 2015 em Toronto?

E justiça fará o Olimpo se lhe der a medalha de ouro quando ela se despedir da seleção brasileira no Rio/2016.

É de Sabão que o Vasco está precisando?

Não são poucos os torcedores que pedem há algum tempo uma boa limpeza no Vasco.

Parece que finalmente a diretoria resolveu agir e vai levar Sabão para São Januário.

Parece também que os cartolas não entenderam bem a ideia da torcida.

Sabão é o apelido de Antônio Wellington Batista da Silva, cearense de 23 anos que foi campeão em 2014 da Terceirona do Rio com a camisa do Gonçalense Futebol Clube, tendo marcado cinco gols nos 16 jogos de que participou – um no São Cristóvão, um no Audax, um na Portuguesa, dois no Olaria.

O Vasco quer contratá-lo. Sabão já está até treinando em São Januário.

Para quem tem Gilberto, para quê Sabão? A limpeza que a torcida pede não é o placar em branco.

Brasileirão: tudo é possível no Sul

É difícil imaginar uma zebra pastando hoje à noite no gramado do Independência, de modo que se pode dar de barato:  o Atlético Mineiro será ainda mais líder do Brasileirão ao final do jogo das 21 horas contra o Figueirense, que concentrará esforços na esperança de se afastar das cercanias do Z-4, muito provavelmente em vão.

Bem mais complicado é arriscar um palpite sobre o jogo anterior, das 19h30, em Porto Alegre.

O Grêmio precisa vencer para retornar ao G-4. Uma vitória gremista em casa não seria nenhuma surpresa se o time não viesse oscilando tanto em seus últimos compromissos e, sobretudo, se o adversário não fosse o consistente Sport que voltou para o G-4 na 14ª rodada de lá não quer sair.

Em seis jogos fora de casa, o Sport não venceu nenhum, foi derrotado uma vez e empatou cinco. Na Arena Grêmio, o empate pode lhe bastar para se manter no pelotão da frente, ainda em quarto lugar. Será preciso, porém, que amanhã o Palmeiras não vença o Vasco em São Januário.

Se fosse para apostar, eu cravaria palpite triplo em Grêmio x Sport. Como o dinheiro anda curto, talvez palpite duplo: Grêmio e empate.