Brasileirão é aprovado por 50% dos torcedores

Este campeonato que está fazendo a alegria de corintianos, atleticanos e gremistas é considerado “ótimo” ou “bom” por apenas 50% dos brasileiros. Para 32%, o Brasileirão não é mais do que “regular”; para 16%, é “ruim” ou “péssimo”. E 2% não têm a mínima ideia do que rola em nossos campos.

Os dados são de uma pesquisa do Ibope, feita em 248 cidades, entre 17 a 22 de junho, por encomenda da CBF, que somente hoje a está divulgando em seu site . Foram ouvidas 1200 pessoas, por telefone:

♦ 69% querem que os jogos dos dias de semana comecem no máximo às 21h30.

♦ 50% são favoráveis aos jogos às 11 horas nas manhãs de domingo; 47% são contrárias. As mulheres (59%) são mais favoráveis do que os homens.

♦ 76% consideram “ótima” ou “boa” a qualidade dos estádios.

♦ 75% não se sentem seguras nos estádios.

♦ 56% dizem que “mais segurança nos estádios” levaria mais gente aos jogos; 24% acham que “ingressos mais baratos” seriam a principal medida para lotar os estádios.

Fla de Oswaldo terá noite de sonho ou de pesadelo

Não chega a ser uma moleza, mas também não será dureza instransponível para este Flamengo de alma nova desde a chegada de Oswaldo de Oliveira com seu jeito maneiro, quase maneiroso, para reverter o desempenho negativo sob o comando, igualmente sereno, de Cristóvão Borges.

O Fla é o favorito no confronto com o Cruzeiro às 21 horas desta quinta-feira no Maracanã e, se emplacar mesmo a quinta vitória consecutiva, vai coroar a fase de recuperação no Campeonato Brasileiro com o ingresso no G-4.

Será – ou seria – merecido.

Mesmo sem contar nas últimas três partidas com Guerrero, que se encontrava a serviço da seleção peruana e está se recuperando de uma lesão no tornozelo, O time reaprendeu a jogar ofensivamente, como é sua vocação.

E, por se distribuir melhor em campo, acabou se reequilibrando na defesa, tanto que marcou nove gols e sofreu apenas dois nas quatro vitórias sob o comando de Oswaldo.

É verdade que o Cruzeiro, agora comandado por Mano Menezes, também ensaia uma reação no campeonato, tendo vencido a Ponte Preta por 2 a 1 em Campinas e goleado o Figueirense por 5 a 1 em Belo Horizonte após uma sequência de quatro rodadas sem uma única vitória.

E é também verdade que os dois adversários recentemente batidos pelo Cruzeiro não têm no Brasileirão a força de Fluminense, Sport e São Paulo, três das quatro vítimas recentes do Fla.

O maior problema de Oswaldo de Oliveira serão os desfalques: ainda sem Guerrero e Ederson, contundidos, ele não terá Everton, expulso nos 3 a 1 sobre o Fluminense, e dificilmente poderá contar com Sheik, suspenso pelo STJD. O Flamengo ainda tenta uma manobra jurídica para escalá-lo hoje.

Tantos desfalques reduzem, é claro, o favoritismo do Fla no jogo que lhe pode valer o quarto lugar, posição que o time ocupou pela última vez na edição de 2011 do Brasileirão.

Se o Cruzeiro vencer no Maracanã, o Fla perderá mais do que o sonho de ingresso no G-4, pois continuará atrás de Santos, Atlético Paranaense e São Paulo e ainda correrá o risco de cair do sétimo para o oitavo lugar.

Basta que o Sport, que ainda não conseguiu vencer um jogo sequer fora de casa, derrote o Goiás no Serra Dourada.

Oswaldo de Oliveira pode ter, pois, uma noite de sonho ou de pesadelo.

Benebol festeja Vasco mais perto do líder

A vasta porção vascaína deste Benebol fez festa no café da manhã.

Maria Antonieta, nossa copeira, trouxe até brioches de casa para incrementar o cardápio.

Tudo para comemorar o fato de que o Vasco chegou mais perto do líder no Brasileirão.

Agora, são 35 pontos de distância entre o Vasco e o Corinthians. Eram 37.

O resultado que 19 torcidas queriam

Renato Augusto: euforia com 1 a 1 que outras torcidas também festejaram

Renato Augusto: euforia com 1 a 1 que outras torcidas também festejaram

No Itaquerão, o Corinthians sofreu para segurar o Grêmio, que fez 1 a 0 com um gol de Bobô em mais uma jogada minuciosamente trabalhada de pé em pé no ataque, mas conseguiu o 1 a 1 poucos minutos depois graças a um cabeceio de Renato Augusto. Tudo isso entre os 13 e os 20 minutos do primeiro tempo.

Foi um jogo escassos em emoções fortes, mas de muita disposição e permanente aplicação tática das duas equipes, destaques deste Brasileirão desde as últimas rodadas do primeiro turno. Não é à toa que o líder Corinthians está invicto há 16 rodadas e o Grêmio não perde há oito e é o terceiro colocado, a três pontos do vice-líder Atlético Mineiro.

O empate em Itaquera era tudo o que queria o Atlético Mineiro depois de vencer o Avaí no Independência por 2 a 0. Agora a três pontos do Corinthians, que vai enfrentar em Belo Horizonte daqui a nove rodadas, o Atlético de Levir Culpi se coloca novamente como candidato ao título que ia pendendo para o time de Tite nos últimos tempos.

Nos outros jogos, uma única e enorme surpresa: o Vasco venceu a Ponte Preta em Campinas por 1 a 0. O resultado não altera a ordem das coisas no Brasileirão, mas agrava muito a situação da Ponte, cada vez mais próxima da zona de rebaixamento.

Na Vila Belmiro, surpreendente foi o tamanho da pancada desferida pelo Santos no São Paulo: 3 a 0. O time de Dorival Júnior não para de subir e vai dormir em sexto lugar, posição que pode perder nesta quinta se o Flamengo derrotar o Cruzeiro e se instalar no G-4. Qualquer que seja o resultado do jogo no Maracanã, porém, o Santos fechará a rodada a um ponto do quarto colocado.

Mais cedo, no Beira-Rio, o Internacional de Argel Fucks tinha vencido por 1 a 0, detonando o sonho palmeirense de encostar novamente no grupo que aspira pelo menos a uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Em Florianópolis, o 1 a 1 com o Figueirense também frustrou o Atlético Paranaense, que saiu na frente com um gol de Walter, mas deixou escapar a chance de voltar ao pelotão de elite.

A noite da quarta reanimou o campeonato ao frear um pouco o ritmo corintiano na corrida rumo ao título, como desejavam as outras 19 torcidas. Não mudou, porém, a aflição em que vivem o Flu, em queda vertiginosa no campeonato, e o Coritiba, que vem melhorando de rendimento, mas não sai da vizinhança do Z-4. O confronto entre os dois, em Curitiba, terminou num melancólico empate por 1 a 1.

Bem diferente do Corinthians 1 x 1 Grêmio que devolveu a graça ao Brasileirão.

Platini está cada vez mais perto da presidência da Fifa

Ali bin Al Hussein e MIchel Platini: agora, rivais

Ali bin Al Hussein e Michel Platini: agora, rivais 

O príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein, que deve ao apoio da UEFA boa parte dos 73 votos obtidos contra Joseph Blatter no primeiro turno das eleições da Fifa, anunciou hoje em Amã que será candidato contra Michel Platini nas eleições marcadas para fevereiro em Zurique.

O fair play não entrou na festa. Cercado de súditos jordanianos, o príncipe já tratou de abrir a campanha chutando as canelas do ex-aliado francês, favorito disparado à sucessão de Blatter:

– Outros me usaram para fazer uma pesquisa para eles mesmos. Não tiveram a valentia de se apresentar como candidatos, mas eu o fiz. Poucos dias depois da renúncia de Blatter, se apressaram para obter o cargo.

O irmão do rei Abdullah II não tem o apoio nem da Confederação Asiática de Futebol.

Seleção é campeã de audiência

Segundo muita gente que vive de dar palpite sobre o futebol e a vida nacional, a Seleção não desperta mais nenhum interesse do torcedor brasileiro.

Pois o programa de maior audiência em todas as emissoras abertas do País nesta terça-feira foi a transmissão do jogo Brasil 4 x 1 Estados Unidos – 24,1 pontos no Ibope.

O Corinthians tem de perder

A bola começa a rolar às 19h30:

♦ No Independência, para não correr o risco de perder o Corinthians de vista, o vice-líder Atlético Mineiro tem de vencer o Avaí, afundando-o mais ainda no Z-4, que pode até ser ocupado exclusivamente por equipes catarinenses e o Vasco, que já é sócio remido, quando esta 24ª se encerrar amanhã à noite.

♦ No Beira-Rio, o Palmeiras não pode perder se quiser continuar alimentando o sonho de voltar ao G-4 e o Internacional tem de vencer para sonhar com algum conforto no meião da tabela;

♦ No Moisés Lucarelli, a Ponte Preta tenta se afastar um pouco mais do Z-4 e o Vasco quer apenas se livrar de mais uma vergonha;

Em seguida, às 21 horas, no Orlando Scarpelli, para não retomar o caminho do Z-4, o Figueirense tem de interromper a caminhada do Atlético Paranaense rumo ao G-4.

Tite orienta Cássio para enfrentar o Grêmio - Foto: Agência Corinthians

Tite orienta Cássio para enfrentar o Grêmio – Foto: Agência Corinthians

É às 22 horas que o bicho vai pegar em várias frentes deste Brasileirão que ainda tem o Corinthians como o grande favorito e o Atlético Mineiro e o Grêmio como únicos adversários a ameaçar este favoritismo que se mede em cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder e 15 rodadas de invencibilidade.

Pois é no Itaquerão que se dará o mais importante confronto da 24ª rodada. Tendo vencido os últimos nove jogos lá disputados, o Corinthians de Tite vai receber o Grêmio de Roger Machado, invicto há sete rodadas.

Um empate em Itaquera faria a alegria do Atlético Mineiro, desde que tenha vencido o Avaí, e devolveria alguma graça ao pódio, que assim ficaria: Corinthians, com 51 pontos; Atlético Mineiro, com 48; Grêmio, com 45.

O horário das 22 horas ainda reserva dois espetáculos promissores, estrelados por coadjuvantes com algum destaque no Brasileirão:

♦ Na Vila Belmiro, onde até agora só foi derrotado pelo Grêmio, tenso vencido os seis jogos seguintes, o Santos de Dorival Júnior recebe o inconstante São Paulo de Juan Carlos Osorio, que precisa desesperadamente da vitória para se segurar no G-4.

♦ No Couto Pereira, é de outra ordem o desespero do Coritiba: colado ao Z-4, corre sério risco de para lá escorregar se não conseguir vencer o Fluminense, que entrou em queda livre depois de um bom começo de campeonato, perdeu os últimos quatro jogos e, depois de ter frequentado o G-4, pode ir para a metade inferior da tabela de classificação se mais uma vez for derrotado.

Feitas todas as contas, o Corinthians tem de perder para o Brasileirão ganhar de novo alguma graça. Não é impossível, mas não é provável.

A transação que salvou o palmeirense Dudu

O palmeirense Dudu, que deveria ser julgado amanhã em última instância pelo tal Superior Tribunal de Justiça Desportiva por ter dado um empurrão no árbitro Guilherme Ceretta no jogo decisivo do Campeonato Paulista, já conhece a pena, que por decisão do TJD de São Paulo, era de 180 dias: suspensão por seis jogos, dos quais dois já foram cumpridos.

Como os TJDs e o STJD são um arremedo de justiça, antes do julgamento, os advogados do Palmeiras conseguiram um acordo com a procuradoria garantindo a redução da pena. Nos tapetões da vida, tal acordo é oficialmente chamado de transação.

Em termos jurídicos, entende-se por transação um acordo em que as partes fazem concessões recíprocas para acertar cláusulas e condições que evitem ou encerrem um conflito.

Miguel Angelo Cançado, auditor do STJD, informa em seu despacho que “homologa a transação ofertada pela Procuradoria aplicando ao atleta Eduardo Pereira Rodrigues  (Dudu), a pena de suspensão por 6 (seis) partidas, a ser cumprida no Campeonato Brasileiro da Série A do corrente ano, descontadas as duas partidas de suspensão já cumpridas, e ainda ao pagamento da doação no valor R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) ao programa ‘Médicos sem fronteira’, no prazo máximo de sete (7) dias”.

E assim, ofertada pela Procuradoria, a transação salvou o Palmeiras de ficar meio ano sem um de seus principais jogadores na campanha do Brasileirão.

Tudo muda quando Neymar entra no jogo

Neymar em EUA 1 x 4 BrasilNeymar brilha em Foxborough: dois gols em  apenas 45 minutos – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Era um joguinho chato. O Brasil começou bem, com participação muito animada do meia Willian, mas foi se acomodando, acomodando e, como esta seleção norte-americana não incomoda ninguém, tratou apenas de fazer o tempo passar depois que Hulk fez 1 a 0 aos 9 minutos. E assim foi levando até o fim do primeiro tempo.

No segundo tempo, Dunga mudou tudo. Na verdade, precisou de apenas duas mudanças para tudo mudar desde o recomeço do jogo. Firmino entrou no lugar de Hulk, o que não influiu muito no andamento da partida, e Neymar entrou no lugar de Willian. Neymar é Neymar. Com ele em campo, o Brasil é e será sempre outro.

Foi que se viu no segundo tempo e infelizmente não se poderá ver no dia 8 de outubro, quando o Brasil estreará, em Santiago, nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 enfrentando o anfitrião Chile.

No Gillette Stadium de Foxborough, logo aos 3 minutos do segundo tempo, Neymar sofreu pênalti e fez 2 a 0 para o Brasil. Aos 18, mal entrara em campo para substituir Douglas Costa, Rafinha Alcântara aproveitou uma jogada iniciada por Lucas, que substituíra Lucas Lima, e Neymar e fez 3 a 0.

Estava animado o joguinho que ficou tão chato na segunda metade do primeiro tempo.

E, animado como sempre, Neymar tratou de fazer 4 a 0 aos 21 minutos. Foi o seu 46º gol pela Seleção, dez a menos do que Romário, 20 a menos do que Zico, 21 a menos do que o fenômeno Ronaldo.

Não existe amistoso para Neymar, sabe bem o alemão Jürgen Klinsmann, goleador de outros tempos que hoje comanda competentemente a seleção norte-americana e ganhou um carinhoso abraço antes do garoto brasileiro entrar no jogo.

Neymar joga para a História.

Danny Williams ainda diminuiu o vexame norte-americano para 4 a 1, mas o gol de honra no último minuto do jogo não aliviou sequer a fisionomia fechada, quase carrancuda, do sempre afável Klinsmann desde que Neymar estragara sua noite.

Lá em Santiago do Chile, Jorge Sampaoli pode sorrir. Suspenso, por conta de problemas na Copa América, Neymar não poderá jogar contra os chilenos em outubro.