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A nova esperança de alemães e brasileiros

Douglas Costa: aposta de Guardiola e Dunga - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Douglas Costa: aposta de Guardiola e Dunga – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ele alegrou a torcida ao marcar, aos 46 minutos do segundo tempo, o gol da vitória brasileira por 2 a 1 sobre o Peru na estreia da Copa América. Tinha entrado aos 20, substituindo Tardelli.

Passou em branco na derrota para a Colômbia por 1 a 0. Jogou então, meio tempo, tempo substituído Willian.

Nas quartas de final, entrou aos 15 do segundo tempo, novamente substituindo Willian, viu de perto o Paraguai empatar o jogo aos 25 e, depois do 1 a 1 no tempo normal, perdeu um dos pênaltis que custaram a eliminação do Brasil.

Depois da Copa América, o gaúcho Douglas Costa de Souza, que vai fazer 25 anos daqui a um mês, trocou o Shakhtar Donetsk pelo Bayern de Munique numa transação de 30 milhões de euros, sinal claro de que os alemães viram nele algo além do que mostrou nos campos do Chile.

A torcida do Bayern o recebeu com certa desconfiança, a mesma que o cerca por aqui desde que foi chamado pela primeira vez para a Seleção por Mano Menezes em 2010, mas Pep Guardiola apostou nele para substituir Ribéry, ainda às voltas com as renitentes lesões dos últimos tempos, e abrir pelos lados os caminhos para os gols do tricampeão alemão.

Douglas Costa tem correspondido tão bem à confiança do técnico que, há poucos dias, Guardiola chegou a dizer que ele será em pouco tempo um dos melhores jogadores do mundo.

É tudo que Dunga espera, tanto que ontem o convocou novamente, desta vez para os ensaios que a Seleção fará nos Estados Unidos visando os primeiros jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

E hoje Douglas Costa mostrou mais uma vez que Guardiola pode estar certo: na abertura do Campeonato Alemão, foi um dos destaques do Bayern nos 5 a 0 sobre o Hamburgo, com direito a um gol e uma assistência.

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Oswaldo precisa rasgar a fantasia

Oswaldo: sem Robben e Ribéry...

Oswaldo: sem Robben e Ribéry…

Se o Palmeiras tem algo para comemorar nesta temporada, é a comunhão entre a torcida e o clube.

Desde que ganhou casa nova, a torcida palmeirense recobrou o sentimento de grandeza dos tempos da Academia do regente Ademir da Guia e mais recentemente das sucessivas levas de grandes times em redor de ídolos como Edmundo, Roberto Carlos, César Sampaio, Zinho, Evair, Rivaldo, Djalminha, Alex e Marcos, e lota o Allianz Parque na esperança de se reencontrar com as glórias perdidas.

Vã esperança, porém, pelo menos até agora. A comunhão entre torcida e clube não se reproduz entre torcida e time.

O time atual, ainda em formação, é muito inconstante e pouco confiável. Dá aos torcedores alegria em dose dupla, limando o Corinthians do Paulistão e depois o abatendo no Brasileirão, mas fraqueja ao decidir o título estadual com o Santos e faz um campanha medíocre na competição nacional, como bem retrata o empate em casa por 1 a 1 com um Internacional desfalcado de vários titulares.

A torcida novamente fez sua parte na noite da quinta-feira, 5 de junho: 36.199 pessoas pagaram mais de R$ 2.3 milhões na esperança de ver Robben e Ribéry estraçalhando o Inter meio reserva em ataques sucessivos pelas beirada do campo, como prometera o treinador Oswaldo de Oliveira, mas saíram frustradas com a inoperância ofensiva de Dudu e Kelvin.

Se a dupla Robben-Ribéry faz falta ao Bayern de Pep Guardiola, imagine-se ao Palmeiras de Oswaldo de Oliveira…

Oswaldo, que fez a bem humorada comparação ao anunciar a escalação para enfrentar o Inter, talvez não se dê conta de que está exacerbando os sonhos de grandeza dos palmeirenses e, não tão bem humorado depois do 1 a 1, jogou a frustração da torcida no colo dos analistas:

– Quando não conseguimos a vitória, sempre falta finalização, falta infiltração. Se tivesse terminado por 1 a 0, não faltaria nada. É por aí que se faz análise dos jogos…

O problema é que o Palmeiras não consegue vencer um jogo do Brasileirão no Allianz Parque desde o ano passado. Portanto, nunca venceu um jogo do Brasileirão no Allianz Parque.

Em 2014, fez dois jogos: ao inaugurar a nova casa, perdeu para o Sport por 2 a 0 na 35ª rodada; na rodada final do Brasileirão, empatou com o Atlético Paranaense por 1 a 1. Robben e Ribéry ainda nem tinham sido contratados.

Em 2015, já com os jovens Dudu e Kelvin no elenco e antes do 1 a 1 da quinta-feira com o Internacional, havia empatado com o Atlético Mineiro por 1 a 1 na primeira rodada e perdido para o Goiás por 1 a 0 na terceira.

Este blog ousa, então, repetir o conselho que deu no título de uma nota publicada no dia 9 de maio, após o jogo da primeira rodada: Palmeiras precisa trocar fantasia por mais trabalho.

Guardiola que se cuide

Pelo menos uma alegria Pep Guardiola terá na quarta-feira ao retornar ao Camp Nou: o telão do estádio vai exibir um vídeo em homenagem ao seu passado de ídolo como jogador e treinador do Barcelona.

Em seguida, o Barça de Messi, Neymar e Suárez entrará em campo com disposição de trucidar o Bayern, que hoje é comandado por Guardiola e tem boas razões para se preocupar com o resultado de seu primeiro jogo nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa.

Suárez vai a Córdoba: três gols nos 8 a 0 - Foto: fcbarcelona.com/

Suárez vai a Córdoba: três gols nos 8 a 0 – Foto: fcbarcelona.com/

Problemas não faltam nestes dias que antecedem a partida contra o Barcelona. Robben, Ribéry, Badstuber e David Alaba continuam fora de combate, Lewandowski também pode desfalcar o time alemão.

É verdade que, nas quartas de final, Guardiola também teve se se virar sem quase todos eles, contando apenas com Lewandowski para massacrar o Porto por 6 a 1 no jogo que garantiu o Bayern na semifinal.

A ninguém ocorrerá, no entanto, comparar o bom time português ao Barcelona cada vez mais infernal que acaba de aplicar a segunda goleada consecutiva na campanha rumo ao título espanhol, enfiando 8 a 0 no lanterninha Córdoba após os 6 a 0 da terça-feira no Getafe. No jogo deste sábado, em Córdoba, Neymar andou longe de brilhar, fez apenas um, em cobrança de pênalti, mas Messi fez dois e Luis Suárez, que anda em fase iluminada, fez três.

Pep Guardiola corre o sério risco de voltar para Munique na quarta com uma única lembrança agradável: a homenagem que o Barcelona lhe prestará no telão do Camp Nou.

Barça quer tudo, mas tem de poupar energia

Neymar poupa energiaNem Neymar reclamará se Luis Enrique voltar a fazer rodízio no BarçaImagem: Beneclick

Messi, Neymar e Suárez estão sobrando na linha de frente e, embora se critique pelas atuações nem sempre brilhantes ao longo da temporada, Iniesta está voltando a jogar tudo o que sabe. O momento do Barcelona é tão bom que o técnico Luis Enrique fala sem falsa modéstia:

– Creio que o melhor ainda está para vir. Os jogadores trabalharam arduamente durante esta temporada para estarem na luta por todos os títulos. Seria um objetivo pouco ambicioso chegar apenas às semifinais da Liga dos Campeões. Nossa ambição, tendo em conta todo o trabalho árduo e os jogadores que temos, é ir além.

Ou seja: o Barça de Luis Enrique aposta numa vitória sobre o Bayern de Pep Guardiola para decidir o título europeu em Berlim com o Real Madrid, atual campeão, ou a Juventus. E quer mais. Quer vencer também as outras competições que ainda está disputando – o Campeonato Espanhol, que lidera, e a Copa do Rei, que decidirá contra o Bilbao no dia 30 de maio.

Para tão grande ambição são igualmente grandes os riscos. Nos próximos 19 dias, começando nesta terça, 28, o Barça enfrentará o Getafe, o Córdoba, a Real Sociedad e o Atlético de Madrid na defesa de seus dois pontos de vantagem sobre o Real no Campeonato Espanhol e duas vezes o Bayern na disputa da vaga na final da Liga dos Campeões.

Nem Neymar vai reclamar se Luis Enrique mais uma vez resolver fazer um rodízio na escalação.

Afinal, se o Real Madrid também tem uma agenda apertada pela frente, os outros dois semifinalistas da Liga dos campeões já garantiram tranquilidade no front interno: o Bayern ganhou o caneco alemão ontem, e a Juve lidera o Campeonato Italiano, 14 pontos à frente da vice-líder Lazio, faltando apenas seis rodadas para a festa em Turim.

É verdade, em triste compensação, que o Bayern só agora está voltando a contar com Schweinsteiger e ainda não sabe quando terá Robben e Ribéry. E o Juventus programa o retorno de Pogba somente para o segundo jogo contra o Real.

Para lutar “por todos os títulos”, como exige Luis Enrique, o Barça terá de poupar energia pois, na bola, está sobrando.