Arquivo da categoria: Campeonato Brasileiro

Maria Antonieta cola a fé na parede do Benebol

Vasco e Palmeiras coincidências @@Maria Antonieta, nossa copeira mais vascaína do que a Camila Pitanga, perde a hora, mas não perde a esperança. Depois de chegar atrasada para o expediente do sábado na redação, ainda se demorou um pouco para pregar na parede pôster que montou com um meme que circula nas redes sociais sem que nem ela saiba a fonte. Se alguém souber e passar para a gente, o blog imediatamente dará o nome do autor. Maria Antonieta não quer nem saber:

– Só sei que o Vasco vai escapar – garante.

Minha porção vascaína, vasta porção, também está cada vez mais otimista, não pelas coincidências que tanto animaram nossa Maria Antonieta, mas por ter lido o palpite do Milton Neves em seu blog  no UOL:

Coritiba 1 x 0 Vasco. Impossível o Coxa não ganhar do Vasco no Couto Pereira! Pois é, Vascão na Série B em 2016…

O Milton não costuma acertar.

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Foi no primeiro turno que se decidiu (quase) tudo

Os seis times com pior campanha neste Brasileirão, quaisquer que sejam os resultados da última rodada, são exatamente os que fecharam o primeiro turno na rabeira. Só muda a ordem de classificação entre eles.

Hoje, o fundão está assim desenhado:

15° – Coritiba: 43 pontos, 11 vitórias

16° – Avaí: 41 pontos, 11vitórias

17º – Figueirense: 40 pontos, 10 vitórias

18º – Vasco: 40 pontos, 10 vitórias

19º – Goiás: 38 pontos, 10 vitórias

20º – Joinville: 31 pontos, 7 vitórias

O primeiro turno acabou assim:

15° – Figueirense: 20 pontos, 5 vitórias

16° – Avaí: 20 pontos, 5 vitórias

17º – Goiás: 19 pontos, 4 vitórias

18º – Coritiba: 18 pontos, 4 vitórias

19º – Joinville: 16 pontos, 4 vitórias

20º – Vasco: 13 pontos, 3 vitórias

Nem todos foram tão mal no returno, porém.  Contando apenas os seus 18 jogos, o Vasco é o oitavo colocado, com 27 pontos; o Coritiba é o 12º, com 25; e o Avaí é o 13º, com 21.

Antes que a bole role amanhã, os times de pior campanha no segundo turno são:

15° – Figueirense: 20 pontos, 5 vitórias

16º – Goiás: 19 pontos, 6 vitórias

17° – Palmeiras: 19 pontos, 5 vitórias

18º – Chapecoense: 19 pontos, 4 vitórias

19º – Joinville: 15 pontos, 3 vitórias

20º – Fluminense: 14 pontos, 4 vitórias

Duas observações:

♦ O Figueirense está fazendo uma campanha tão equilibrada quanto o campeão Corinthians – repetindo no returno o número de pontos e de vitórias que obteve no turno.

♦ O que salva o Fluminense do rebaixamento é a campanha no primeiro turno – com 33 pontos e dez vitórias, Fred e companhia estavam no G-4.

A felicidade verde vai custar caro ao Santos

Dorival e Marcelo: finalíssima da Copa do Brasil valeu mais do que o título

Dorival e Marcelo: final da Copa do Brasil valeu mais do que o título

O Palmeiras ganhou na madrugada desta quinta-feira mais do que o título de campeão da Copa do Brasil.

Provavelmente ganhou um grande técnico, pois, num futebol tão imediatista e apegado apenas aos resultados, não era de estranhar que o perdesse se não tivesse conquistado o caneco.

Sim, ele já está lá. É Marcelo Oliveira, campeão brasileiro em 2013 e 2014 com o Cruzeiro e agora campeão do Brasil com o Palmeiras.

Marcelo também ganhou mais do que o título que, em três oportunidades anteriores, deixara escapar na finalíssima. Ganhou a chance de fazer um Palmeiras mais ao seu feitio, que goste da bola aos pés e saiba variar o ritmo ao longo das partidas.

Chegou-se a vislumbrar um Palmeiras com tais características em alguns poucos jogos desta temporada, mas foi ilusão passageira que logo se desfez nas etapas mais duras do Brasileirão e da Copa do Brasil.

O jogo apressado, de bolas longas e muitos cruzamentos, ganhará variações na próxima temporada, pois certamente o Palmeiras se reforçará para disputar o título da Libertadores com jogadores capazes de dar mais estabilidade à defesa,  consciência ao meio de campo e opções ao técnico no banco.

Campeão da Copa do Brasil, com a perspectiva de faturar bem com os jogos da Libertadores e até – por que não? – de chegar ao Mundial de Clubes no final de 2016,  o Palmeiras ganhou fôlego para fazer novos investimentos.

Um Lucas Lima seria o suficiente para refigurar criativamente o time.

Não adianta, porém, sonhar o impossível. Marcelo Oliveira e Alexandre Mattos que tratem de encontrar soluções no campo do possível.

Ficou muito difícil até para o Santos segurar o craque no Brasil.

O Santos perdeu no Allianz Parque mais do que o título.

Disputar a Libertadores seria a chance de manter um mínimo de viabilidade econômica no próximo exercício. Muito provavelmente o clube vai ter de se desfazer de seu maior craque para salvar o caixa em 2016.

Parte do obrigatório voto de pobreza será debitando na conta de Dorival Júnior, que optou por poupar os titulares nas últimas rodadas do Brasileirão e concentrar todas as forças na decisão da Copa do Brasil.

É verdade que o Santos estaria no G-4 do Brasileirão se tivesse vencido os jogos contra o Coritiba e o Vasco que seus reservas perderam, mas ficou também claro na derrota para o Palmeiras que o time titular já não tinha força para dar conta dos compromissos nas duas frentes – tanto que David Braz,  Gabigol e Thiago Maia, sem condições físicas, não suportaram ficar em campo até o fim.

Talvez Dorival e sua comissão técnica devessem ter optado por mesclar titulares e reservas mais cedo no Brasileirão, como fizeram outras equipes, mas agora é fácil palpitar. O que faltou ao Santos nesta temporada foi um elenco mais numeroso.

Falta investimento no futebol profissional ao clube que toca com tanta competência as divisões de base.

É incrível como, graças a um trabalho persistente e bem feito, o clube tem facilidade para revelar talentos e enorme dificuldade para administrar o futebol como negócio, arrecada pouco na bilheteria, não amplia a base pagante de sócios torcedores e não motiva eventuais patrocinadores.

Por tudo isso, mais uma vez o Santos vai ser obrigado a desmontar uma equipe que em campo se mostrou capaz de fazer a felicidade de seus torcedores nos próximos tempos. Não será fácil o ano de 2016 para os santistas.

Hoje a felicidade é verde.

Uma vez Maria Antonieta, sempre Maria Antonieta

Maria Antonieta, nossa copeira mais vascaína do que a Fátima Bernardes, não gostou da nota Semana de aflição para Vasco, Figueirense e Avaí que este blogueiro aqui postou na segunda-feira e, depois de passar a terça fazendo e refazendo contas, se chegou hoje para reclamar:

– Qual é, chefinho? Que história é essa de que “o Coritiba está quase salvo” e “o Vasco não tem mais como alcançá-lo”? Você não faz as contas antes de escrever, não?

E, como se estivesse ensinando tabuada a uma criança da sua Cachoeira do Riacho do Sangue natal, tratou de me mostrar as contas que ela fez:

– Para a gente se salvar da Segundona, basta ganhar do Curitiba por oito gols de diferença e o Corinthians não perder para o Avaí. Sem essa de precisar do Fluminense… eles podem apanhar de quanto quiserem do Figueirense, não é problema nosso.

O otimismo ou, melhor, a fé desta gente vascaína comove o mais empedernido materialista e, nas rodadas recentes do Brasileirão, tem removido barreiras quase irremovíveis.

Dê uma espiadinha nas redes sociais e você verá que nossa Maria Antonieta não é uma crente solitária.

Ídolos, como Geovani, Edmundo e Mauro Galvão, e torcedores famosos, como Camila Pitanga, Fátima Bernardes e Bruno Mazzeo (que postou em sua conta no Twitter: #EuEscolhiAcreditar desesperadamente), estão tão crentes quanto a nossa Maria Antonieta de que o Vasco, sabe-se lá por que milagre, vai escapar da terceira descida à Segundona em menos de uma década.

Riascos: dieta de poucos gols alimenta esperança de Maria Antonieta

Riascos: jejum alimenta as esperanças de Maria Antonieta

Além da matemática muito otimista, nossa Maria Antonieta alega um motivo futebolístico para apostar no milagre:

– O Riascos está com fome de gol?

– O Riascos? Por quê?

– Até agora, ele ficou em jejum quase completo. Fez só quatro golzinhos no campeonato… com fome, claro.

Tão convencida está de que Riascos vai matar a própria fome e empanturrá-la de felicidade no domingo, Maria Antonieta já cuida dos ingredientes para preparar e enviar ao ‘artilheiro’ colombiano, na segunda-feira, uma fornada de brioches.

– E se o Riascos continuar de jejum no domingo? – quis saber um engraçadinho da minoria não vascaína da redação.

– Nunca mais eu faço um brioche na vida.

– E como é que a gente fica, Maria Antonieta?

– Não tem brioche? Comam pãozinho.

Uma vez Maria Antonieta, sempre Maria Antonieta.

Mano e Cruzeiro: um jogo de perdedores

Pelo que tem falado nos últimos dias, Mano Menezes está mais propenso a substituir Cuca no comando técnico do Shandong Luneng do que a honrar o contrato com o Cruzeiro na próxima temporada brasileira.

O clube chinês estaria disposto a pagar a multa contratual de R$ 7 milhões para tirar do Cruzeiro o treinador que o comandou o time nas últimas 15 rodadas do Brasileirão, levando-o a oito vitórias, seis empates e uma única derrota, o que representa um aproveitamento de 66,% dos 45 pontos disputados. Ou seja: uma campanha de vice-campeão.

A disposição que Mano vem mostrando para mudar de emprego, já devidamente comunicada à diretoria cruzeirense, comprova que romper contrato não é exclusividade dos clubes em nosso futebol.

Nem por isso o Cruzeiro tem moral para chiar. No Brasileirão que chegará ao fim neste domingo, demitiu Marcelo Oliveira, técnico do bi de 2013/2014, e Vanderlei Luxemburgo antes de acertar o rumo com Mano.

O Cruzeiro, que parecia pronto para começar bem a próxima temporada, vai perder muito se tiver de mudar de técnico.

E será que, além de um bom dinheiro, Mano Menezes tem algo a ganhar trocando o futebol brasileiro pelo futebol chinês?

Parece um jogo sem ganhadores.

Em busca de um goleador

O Grêmio procura desesperadamente um goleador para reforçar o time na próxima temporada.

Segundo o presidente Romildo Bolzan Júnior, é “a prioridade das prioridades”.

Foi o que lhe pediu o técnico Roger Machado.

Garantido na Libertadores, ainda sonhando com o vice-campeonato, o Grêmio tem hoje o sexto ataque mais positivo do Brasileirão, com 50 gols marcados em 37 jogos, menos do que o Corinthians (70), o Atlético Mineiro (62), o Santos (54), o São Paulo e o Sport, ambos com 52.

Falcão já trabalha o Sport de 2016

Falcão: aproveitamento de vice

Falcão: aproveitamento de vice

Ao vencer o Corinthians por 2 a 0 no domingo, o Sport completou 16 pontos ganhos dos 18 que disputou em casa sob o comando de Paulo Roberto Falcão.

No Recife, o time pernambucano venceu também o vice-líder Atlético Mineiro (por 4 a 1!) e o Grêmio, terceiro colocado, a Chapecoense e o Avaí, mas é o 0 a 0 com o Atlético Paranaense que não sai da cabeça de Falcão:

– Se os erros de arbitragem não nos tivessem tirado a vitória, estaríamos brigando pela vaga na Libertadores.

Melhor surpresa deste Brasileirão desde que era comandado por Eduardo Baptista, o Sport está hoje em sexto lugar, com 56 pontos, a três do São Paulo. Portanto, se tivesse vencido o Atlético Paranaense, iria visitar a Ponte Preta na última rodada com chance de fechar a competição no G-4.

É por isso que Falcão tanto lamenta aquele empate.

O sentimento de frustração não impede que o Sport tenha o que comemorar. A campanha de 2015 é a melhor de toda a era dos pontos corridos.

Até agora, a melhor marca do time tinha sido o 11º lugar nas edições de 2008 e de 2014, ambas com 52 pontos ganhos. No domingo, mesmo que perca em Campinas, o Sport será pelo menos o oitavo colocado.

Se conseguir a vitória sobre a Ponte em seu 11º jogo à frente do time, Falcão chegará a um aproveitamento de 66,6%. O campeão Corinthians tem 72,1%, o vice-líder Atlético tem 59,5%.

Melhor, só no ano que vem. É para isso que Falcão já está trabalhando.