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Em casa, o campeão é o Sport

Se vencer o Cruzeiro domingo na Arena Pernambuco, o Sport não só garantirá a permanência no G-4, como será o time com mais vitórias em casa neste Brasileirão – oito ao todo, uma a mais do que Atlético Mineiro e Corinthians, que já fecharam a conta na 16ª rodada.

Em compensação, o Sport ainda não venceu fora de casa. Empatou seis jogos e perdeu um – para o líder Atlético.

Vascaínos se dividem entre a alegria e a preocupação

Alegria maior a torcida vascaína não tem desde a conquista do título carioca em 3 de maio: serão 11 dias sem perder nenhum jogo no Brasileirão, pois, depois da derrota desta quarta-feira para o Corinthians por 3 a 0, o time só voltará a campo no segundo domingo de agosto, dia 9, para enfrentar o Joinville no Maracanã.

Até lá, o Vasco vai ficar treinando, treinando, treinando, o que talvez deva preocupar os seus torcedores.

Treinar muito é para quem sabe, ensinava Neném Prancha, filósofo da bola que se dividia entre o Botafogo e o futebol de praia em Copacabana:

– Time ruim, quanto mais treina, pior fica.

No primeiro tempo, Atlético; no segundo, Corinthians

Lucas Pratto: três gols em 24 minutos

Lucas Pratto: três gols em 24 minutos liquidam o São Paulo

No Mineirão, o São Paulo poderia ter feito um ou dois gols até os 18 minutos e assim teria mudado a história do Brasileirão na noite desta quarta-feira, 29 de julho. Não fez. Lucas Pratto não perdoou. Fez 1 a 0 para o Atlético Mineiro aos 19, 2 a 0 aos 25 e 3 a 0 aos 43.

Estava decidido que o Atlético tiraria folga até o dia 9 de agosto na condição de líder isolado do Brasileirão, com 35 pontos.

É verdade que Pato ainda diminuiu para 3 a 1 no segundo tempo, mas já era tarde demais para mudar a história desta 16ª rodada que se vai completar no fim de semana.

No Itaquerão, o Corinthians poderia ter feito um ou dois gols no primeiro tempo. Não fez. A torcida já está acostumada a ver time dominar o adversário, como dominou o Vasco, e não transformar o domínio em gols. Espera com paciência a vitória.

Ela veio no segundo tempo. Tite ajudou, trocando Vágner Love pelo garoto Luciano. Os gols foram saindo com inédita naturalidade: logo no primeiro minuto, Renato Augusto fez 1 a 0; aos 15, Gil fez 2 a 0; aos 31, Elias fechou a conta em 3 a 0.

E o Corinthians vai curtir a folga até 9 de agosto isolado na vice-liderança do Brasileirão, a dois pontos do Atlético.

CBF antecipa Brasileirão para salvar audiência da Globo

Por solicitação da Globo, que para a CBF é uma ordem, teremos dois jogos do Brasileirão às 22 horas desta quarta-feira, antecipados da escala do fim de semana: Atlético x São Paulo, no Mineirão, e Vasco x Corinthians, em Itaquera. Às 22 horas, repita-se. E o pessoal que se vire para voltar para casa lá pela meia noite.

A grade global estava reservada para o primeiro jogo das finais da Libertadores, mas a ausência de um time brasileiro empurra a decisão da mais importante competição de clubes das Américas para a TV por assinatura. Diferentemente da Uefa, a Conmebol não negocia competentemente os direitos de transmissão de suas competições.

Quem compra os direitos da Liga dos Campeões da Europa é obrigado a mostrar a final. Quem compra os direitos da Copa América, da Libertadores não é obrigado a nada. Se obrigações existem, são negociadas por fora do contrato, como estão provando as investigações do FBI sobre cartolas e agentes que operam no futebol das Américas.

Clássicos como Atlético Mineiro x São Paulo e Vasco x Corinthians disputados  numa quarta-feira, terminando quase de madrugada, representam prejuízo econômico e, neste caso concreto, igualmente prejuízo técnico, como disseram ao repórter Rafael Valente, da Folha, o são-paulino Milton Cruz e o atleticano Eduardo Maluf.

O coordenador técnico do São Paulo lembrou que o time  jogou no domingo e, depois do clássico de hoje, só voltará a campo daqui a dez dias:

– Não achei boa a mudança. Sempre é melhor jogar uma vez por semana, com tempo de recuperação e preparação. Às vezes a tabela não permite, mas neste caso era possível.

O diretor do Alético Mineiro lamenta a maratona que terá pela frente após o descanso forçado:

– Isso sim é um prejuízo. Vamos ter dez dias sem partidas, mas depois virá uma sequência de jogos nas quartas e domingos, até o final de agosto. Vamos dar quatro dias de folgas aos jogadores após o jogo no Mineirão por causa dessa maratona.

Vagner Love culpa a China pela bolinha que anda jogando

Vagner Love: adaptação demorada

Vagner Love: adaptação demorada ao Corinthians

Explicação do atacante Vagner Love para não ter ainda se entendido com a bola desde que trocou o futebol chinês pelo Corinthians em fevereiro – há quase meio ano, portanto:

– Os chineses não têm isso de dividir, competir no treino. Lá, você tem espaço para dominar a bola, tomar um café, pensar, beber uma água e fazer o passe. Estou pagando esse preço. Se, de repente, eu tivesse vindo da Rússia para o Corinthians, a minha adaptação seria mais rápida, porque na Rússia é mais competitivo.

Depois de entrar em campo 29 vezes e marcar apenas cinco gols com a camisa do Corinthians, o atacante deu tal explicação no programa Bola da Vez que a ESPN Brasil vai exibir hoje às 21h30.

Em Senador Pompeu, aprazível estância sertaneja plantada às margens do rio Banabuiú, se diria que a cara de pau dessa gente é uma arte.

Matemática do Brasileirão: sete times brigam pelo título

Atletico e Corinthians: 60% de chances no Brasileirão

Atletico e Corinthians: 60% de chances no Brasileirão

A esta altura do Campeonato Brasileiro, segundo o matemático Tristão Garcia em seu blog Infobola, o líder Atlético Mineiro tem 35% de chances de conquistar o título e o vice-líder Corinthians tem 25%.

Sobram 12% para o Palmeiras, que tem 28 pontos até agora, e 6% para cada um do quarteto que o segue na ordem de classificação – Sport, último do G-4, atualmente com 28 pontos; São Paulo, Grêmio e Fluminense, todos eles com 27.

Explicação do matemático:

Para o cálculo das chances de classificação são considerados o mando de campo dos jogos e o retrospecto das equipes na competição. O sistema de cálculo permite comparar os clubes não apenas pela pontuação ou aproveitamento, mas também pela dificuldade dos jogos de cada equipe, avaliada em função dos adversários e do fator local.

Amanhã, 29 de julho, dois jogos fundamentais no caminho dos principais favoritos abrem, às 22 horas, a 16ª rodada: Atlético Mineiro x São Paulo, no Mineirão; Corinthians x Vasco, em Itaquera.

De amanhã até o dia 13 de agosto, rolarão as quatro rodadas decisivas do primeiro turno na mais equilibrada edição deste que o Brasileirão passou a ser disputado por pontos corridos em 2003. Será um bom ensaio para se conferir a concordância entre os campos e a calculadora do professor Tristão.

Veja a seguir, com os jogos em casa marcados em azul e os fora em vermelho, o que aguarda neste final de returno os sete aspirantes ao título de 2015 segundo os prognósticos do matemático:

♦ Atlético Mineiro: São Paulo, Goiás, Grêmio, Chapecoense

♦ Corinthians: Vasco, São Paulo, Sport, Avaí

♦ Palmeiras: Atlético Paranaense, Cruzeiro, Coritiba, Flamengo

♦ Sport: Cruzeiro, Atlético Paranaense, Corinthians, Ponte Preta

♦ São Paulo: Atlético Mineiro, Corinthians, Figueirense, Goiás

♦ Grêmio: Fluminense, Internacional, Atlético Mineiro, Joinville 

♦ Fluminense: Grêmio, Avaí, Internacional, Figueirense

Como você viu, Atlético e Corinthians, que puxam folgadamente a fila dos favoritos, são os únicos que não farão em casa o último jogo  do primeiro turno. Isso não basta para lhes tirar o favoritismo.

A debandada de meias e volantes

O Campeonato Brasileiro está cada vez mais pobre no meio de campo. E, ao que parece, continuará empobrecendo. Volantes e meias estão indo embora, raramente para jogar lá fora num time de qualidade.

Tudo indica que o chileno Aránguiz vai mesmo trocar o Internacional pelo Bayer Leverkusen.

Valdivia já trocou o Palmeiras pelo Al Wahda, dos Emirados Árabes.

Está claro que o Porto não vai desistir facilmente de tirar Lucas Lima do Santos.

O Santos já não tem Robinho, que foi para o Guangzhou Evergrande, da China, e Elano vai para o Chennaiyin, da Índia.

O São Paulo perdeu Denílson para o Wahda, dos Emirados Árabes, e Souza para o Fenerbahce, da Turquia.

Renato Cajá deixou a Ponte e foi jogar com Denílson no meio de campo do Al Wahda.

Como é que a bola vai rolar no Brasileirão?

Um homem de palavra

Quando contratou Adilson Batista para o comando técnico do Joinville há menos de dois meses, o presidente Nereu Martinelli garantiu:

– Ele está vindo para ficar o ano inteiro e o ano que vem se ele quiser. Podem tirar o presidente, mas eu não vou trocar de treinador.

Ontem, após a derrota por 2 a 0 para o Santos na Vila Belmiro, Martinelli mostrou o quanto vale a palavra de certos cartolas: demitiu o treinador.

Palmeiras passeia em São Januário como se fosse sua casa

Dudu 267                  Dudu festeja o segundo gol nos 4 a 1 que colocam o Palmeiras no G-4

Aos 10 minutos do segundo tempo, a torcida do Vasco começou a deixar São Januário.

Não se trata de indelicadeza com os visitantes. Os palmeirenses estavam em casa.

E não deram a menor bola aos anfitriões. Foram chegando e fazendo gols: Leandro Pereira, logo aos 3 minutos; Dudu, aos 17; Victor Ramos, aos 34.

Encerrou-se assim o primeiro tempo. Ao descer para o vestiário, Celso Roth foi saudado pela torcida:

– Burro, burro, burro.

Nove minutos depois que a bola voltou a rolar, Leandro Pereira fez 4 a 0. Foi aí que a torcida começou a ir embora.

Quando Riascos diminuiu o vexame para 4 a 1, na metade do segundo tempo, ficou a impressão de que já havia mais palmeirenses do que vascaínos em São Januário.

Nas últimas sete rodadas, o Palmeiras tem seis vitórias e um empate, campanha que o coloca em terceiro lugar no Brasileirão, com 28 pontos, quatro a menos do que o líder Atlético Mineiro.

E o Vasco? Continua afundado no Z-4 e de lá não sairá na 16ª rodada nem que consiga o milagre de derrotar o Corinthians em Itaquera. Perdeu cinco dos sete últimos jogos, tendo vencido apenas o Flamengo e o Fluminense. Deve ser por isso que é campeão carioca.

O Corinthians não pode viver de um golzinho por jogo

Felipe: gol no primeiro tempo

Felipe: gol aquieta Corinthians

Falar em avareza talvez seja demais, mas este Corinthians remontado por Tite com o Brasileirão em andamento não é mesmo  chegado a fazer gols. Parcimônia pode ser a palavra certa. Faz um e fica na moita, esperando que o adversário se arrisque e abra o campo de defesa. Contra-ataque, porém, só com um mínimo de segurança.

E lá ia o Corinthians tocando a bola no Couto Pereira, em ritmo morno e controlado, como vem fazendo para vencer um adversário depois do outro e, assim, seguir colocado ao líder Atlético Mineiro no Brasileirão.

É o que também pretendia  contra o Coritiba depois que o zagueiro Felipe fez 1 a 0 aos 40 minutos do primeiro tempo.

Desta vez, porém, a receita não deu certo, até porque Tite exagerou nos cuidados defensivos, trocando o atacante Vágner Love pelo meia Danilo e o meia Renato Augusto pelo cabeça de área Ralf a cinco minutos do final do jogo.

Logo no comecinho dos acréscimos, registrados no relógio do árbitro 46 minutos do segundo tempo, o Coritiba empatou, com um gol de Evandro.

O 1 a 1 retrata com mais justiça o que foi o jogo e é um prejuízo enorme para o Corinthians, que se descola do Atlético Mineiro nesta 15ª rodada do Brasileirão e, com 30 pontos, se isola na vice-liderança, seguido de muito perto pelo Sport, correndo o risco de daqui a pouco ter também o Palmeiras no encalço.

Pelo menos até que se encerre o jogo das 18h30 em São Januário, o quarto colocado no Brasileirão é o São Paulo, que venceu o Cruzeiro por 1 a 0 no Morumbi e chegou a 27 pontos graças a mais um gol de Pato, agora dividindo com o atleticano Thiago Ribeiro a segunda posição na lista de artilheiros.

O chamado Trio de Ferro paulista está chegando, mas o Corinthians, ainda em melhor situação do que os outros dois, precisa encontrar um mínimo de força ofensiva ou vai chorar até o final dos tempos a saída de Sheik e Guerrero enquanto a bola já rolava neste Brasileirão que se desenha em preto e branco, como a camisa do Atlético Mineiro.