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Paulistão sem troca-troca deveria inspirar CBF

O Campeonato Paulista de 2016 terá uma novidade que deveria ser adotada pela CBF, começando pelo Brasileirão: nenhum técnico poderá trocar de clube durante a competição.

Quem pedir demissão ou for demitido deve ir procurar emprego em outra freguesia.

Se tal norma valesse no Brasileirão de 2015, Doriva não estaria no São Paulo nem teria treinado a Ponte Preta depois de sair do Vasco.

E mais: Marcelo Oliveira não teria assumido o comando do Palmeiras depois de ser demitido do Cruzeiro.

E muito mais:

♦ Vanderlei Luxemburgo não teria trabalhado no Flamengo e no Cruzeiro

♦ Oswaldo de Oliveira não teria ido para o Fla depois de perder o emprego no Palmeiras

♦ Cristóvão Borges não estaria trabalhando no Atlético Paranaense após ser despedido do Fla

♦ Guto Ferreira não estaria sofrendo na Chapecoense depois de ser dispensado pela Ponte Preta

♦ Argel Fucks não teria abandonado o Figueirense para comandar o Internacional

♦ Eduardo Baptista não teria trocado o Sport pelo Fluminense

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Troca-troca é a diversão dos cartolas

Cristóvao Borges @@@510

Se, tocado pelo título, você navegou até aqui pensando em outro tipo de sacanagem, contenha-se: estamos falando de gestão. Ou melhor, da falta de gestores responsáveis em nosso futebol.

Cristóvão Borges, que agora vai comandar o Atlético Paranaense, é o oitavo treinador que troca de camisa durante o Brasileirão, que ainda está a nove rodadas do final.

Trocar de técnico é a diversão preferencial dos cartolas, mesmo que o contratado de hoje seja o demitido de ontem, como fatalmente voltará a ser amanhã.

Dispensado do Cruzeiro após a quarta rodada, o bicampeão brasileiro Marcelo Oliveira foi pouco depois para o Palmeiras, substituindo Oswaldo de Oliveira, mandado embora na sexta.

Bem mais tarde, já na 20ª rodada, Oswaldo de Oliveira assumiu no Flamengo o posto de Cristóvão, que tinha substituído Vanderlei Luxemburgo, demitido na terceira.

Luxemburgo fora, então, para o lugar de Marcelo no Cruzeiro. E de lá também acabou sendo mandado embora na 20ª rodada.

Bem antes, ainda na oitava rodada, Doriva pediu demissão do Vasco. E voltou a trabalhar oito rodadas depois, na Ponte Preta, substituindo Guto Ferreira, que, na 26ª, assumiu a Chapecoense em lugar de Vinícius Eutrópio.

Na 19ª rodada, Argel Fucks, depois de se demitir do Figueirense, substituiu Diego Aguirre no Internacional.

Fechando o troca-troca entre técnicos da Série A, o Fluminense tirou Eduardo Baptista do Sport uma rodada depois de Enderson Moreira ser derrotado justamente pelo rival.

Nesta lista, não entrou René Simões, que estreou no Figueirense na 20ª rodada e foi mandado embora após cinco jogos sem vencer.

É que Renê vinha da Segundona, tendo comandado o Botafogo até a 13ª rodada, deixando-o na liderança. Foi demitido após a eliminação na terceira fase da Copa do Brasil diante do … Figueirense. Pois é.

O futebol é uma caixinha de certezas

Tão difícil quanto Marco Polo Del Nero viajar aos Estados Unidos com a Seleção Brasileira é Cristóvão Borges emplacar setembro no comando técnico do Flamengo.

Atualização

Cristóvão Borges já não é mais técnico do Flamengo. O clube encarregou um malabarista para redigir o comunicado de despedida:

O Clube de Regatas do Flamengo lamenta a saída de Cristóvão, embora reconheça que os resultados não tenham sido aqueles esperados, o que não pode ser atribuído exclusivamente a ele.

Flamengo e Santos jogam de graça para quase 10 mil

O Maracanã recebeu 61.421 pessoas para ver um animado 2 a 2 entre Flamengo e Santos, frustrante para os rubro-negros mais otimistas, que andavam até falando numa arrancada rumo ao título do Brasileirão após duas vitórias seguidas, mas reanimador para o Santos, que flerta perigosamente com a vizinhança do Z-4 e de lá mais se avizinharia se não tivesse descontado os 2 a 0 que levou no primeiro tempo.

Esqueça-se a bola.

O que mais impressionou no Maracanã foi o publico – e não pela animação dos flamenguistas em certos períodos do jogo nem pela cobrança generalizada ao treinador Cristóvão Borges após o apito final. Dos 61.421 presentes, somente 51.749 pagaram ingresso, gerando uma renda de R$ 2.450.700,00.

Portanto, 9.672 torcedores entraram de graça. O número é maior do que a média de público de sete dos 20 clubes que disputam o Brasileirão: Vasco, Santos, Avaí, Chapecoense, Figueirense, Ponte Preta e Goiás.

Chama-se isso de futebol profissional.

O que significa a volta de Ricardo Gomes

Auxiliar e depois substituto de Ricardo Gomes nas últimas temporadas em que o Vasco deu alegria aos seus torcedores, Cristóvão Borges define melhor do que ninguém o que significa a volta do antigo parceiro ao trabalho, agora no comando técnico do Botafogo:

– Nada melhor do que o retorno do Ricardo no momento em que tanto se fala da reestruturação do futebol brasileiro. Ele tem uma inteligência acima da média e uma visão diferenciada do esporte. Todos ganham com isso. É um presente ao futebol.

Você pode ler o depoimento do atual técnico do Flamengo ao repórter  Vinicius Castro, do UOL, clicando aqui.  Vale a pena.

De volta ao passado

Zico culpa publicamente Cristóvão Borges pelo mau futebol e péssimos resultados do Flamengo no Brasileirão.

Juninho Pernambucano bateu pesadamente no zagueiro Rodrigo porque ele andou afrontando a torcida do Vasco.

Parece que os ídolos, como os ex-maridos e as ex-mulheres, são para sempre.

O fracasso continental dos cartolas rubro-negros

Os dirigentes do Flamengo passaram a semana querendo transformar o jogo com o Corinthians, pela 13ª rodada do Brasileirão, no Clássico das Américas – portanto, no jogo mais atrativo para o público em todo o continente que, séculos atrás, um certo Cristóvão, de sobrenome Colombo, colocou no mapa mundi.

No domingo, o Maracanã recebeu 29.872 torcedores, dos quais apenas 26.209 pagaram ingresso.

Cinco horas antes, o Morumbi recebera 58.482 pagantes para ver São Paulo 3 x 0 Coritiba.

Às 18h30, 35.163 torcedores foram à Arena Pernambuco ver Sport 2 x 2 Palmeiras. Infelizmente, não se sabe ainda o número de ingressos vendidos, informação que sempre demora a sair nos jogos disputados no Recife.

E, no sábado à noite, Grêmio 2 x 0 Vasco tinha sido visto por 32.464 pagantes.

Com o time comandado por um certo Cristóvão, de sobrenome Borges, à beira do rebaixamento, os cartolas rubro-negros jogaram conversa fora.

E, depois de perder por 3 a 0 para o Corinthians, o Fla vai precisar muito que Guerrero e Sheik ajudem a reverter as expectativas e mobilizem a torcida para o jogo do sábado contra o Grêmio, novamente no Maracanã.

A torcida tem razões para andar ressabiada: em seis jogos como mandante no Brasileirão, o Fla venceu um, empatou um e perdeu quatro.