Arquivo da categoria: Campeonato Brasileiro

O que diria Nelson Rodrigues?

Vágner Love: dez gols em 25 jogos

Vágner Love: dez gols em 25 jogos

Lucas Pratto: 12 gols em 29 jogos

Lucas Pratto: 12 gols em 29 jogos

Bastou o argentino Lucas Pratto dizer há alguns dias que pensa em se naturalizar brasileiro para que se multiplicassem na mídia e nas redes sociais manifestações de comentaristas e internautas querendo-o na Seleção.

Na contramão, muitos dos querem o argentino vestindo a camisa de Romário e de Ronaldo gostariam que Vagner Love fosse desterrado para a Argentina ou, melhor ainda, para um destino mais longínquo.

É curioso. Em 29 jogos no Brasileirão, o atleticano Lucas Pratto marcou 12 gols, cinco em cobrança de pênaltis; em 25 jogos, o corintiano Vágner Love fez dez, nenhum de pênalti.

Nelson Rodrigues diria que é ululante o complexo de vira-latas.

Matemática em campo: Corinthians 94 x 5 Atlético Mineiro

Após a 30ª rodada, os cientistas do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais calculavam em 81.4% as chances de o Corinthians ser o campeão brasileiro de 2015. O Atlético Mineiro tinha 16.3%.

Os cálculos de hoje  dão 94.3% ao Corinthians e 5.5% ao Atlético.

Ainda não é hora de os gremistas desistirem. Sobram-lhe 0.24% de chance de ficar com o caneco.

Se…

Nas últimas três rodadas, o Vasco cedeu o empate ao Avaí aos 40 minutos do segundo tempo, à Chapecoense aos 39 e ao São Paulo aos 42.

Se tivesse vencido os três jogos, o Vasco estaria hoje com 35 pontos, em 15º lugar no Brasileirão, duas posições acima da linha de rebaixamento.

E Eurico Miranda não estaria tão indignado com a arbitragem.

Ficou difícil de acreditar

Digam o que disserem os atleticanos, ficou difícil de acreditar que as posições de frente venham a se inverter até o fim do Brasileirão.

Goleado por 4 a 1 pelo Sport, o Atlético Mineiro estacionou nos 59 pontos e está novamente a oito do líder Corinthians.

O Atlético já perdia por 1 a 0 desde os 6 minutos, gol de Matheus Ferraz, e perdeu qualquer chance de reagir quando Carlos foi expulso aos 18. Diego Souza fez 2 a 0 para o Sport um pouquinho depois, Élber ampliou para 3 a 0 aos 26.

No segundo tempo, Maikon Leite transformou a vitória folgada em goleada logo aos 8 minutos. Thiago Ribeiro, que substituiu Lucas Pratto, atenuou o vexame aos 38, com um gol de pênalti. Estava fechada a conta: Sport 4 x 1 Atlético Mineiro.

Veio do Sul a única boa notícia para os atleticanos: em Porto Alegre, depois de fazer 2 a 0 no primeiro tempo, o Grêmio permitiu que a Chapecoense virasse para 3 a 2 no segundo.

Se ficou mais longe do líder, o Atlético pelo menos continua quatro pontos à frente do terceiro colocado.

Não é nada, não é nada, é quase nada.

Uma festa depois da outra

Corinthians @@1810@@

O Corinthians não perdoa, os outros que corram atrás.

É uma festa depois da outra.

A de hoje foi em Curitiba, na Arena da Baixada: 4 a 1 no Atlético Paranaense em baile animado por Renato Augusto, com direito a dois do tão criticado Vagner Love, que não perde a confiança de Tite e dos companheiros de batalha e hoje nem gols perdeu.

Renato Augusto fez os outros dois.

Agora, o Corinthians tem 67 pontos.

Ainda com 59, o vice-líder Atlético Mineiro vai encarar o Sport na Ilha do Retiro, a partir das 18h30, com uma carga extra de responsabilidade, até porque o Grêmio, ainda no primeiro tempo, já fez 2 a 0 na Chapecoense e não sai de seus calcanhares.

Vasco empata e fica devendo a Dewson e a Doriva

Desta vez, o pênalti à brasileira castigou o São Paulo e beneficiou duplamente o Vasco no Morumbi. Aos 43 minutos do primeiro tempo, o árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva deu pênalti numa bola que bateu no braço de Matheus Reis e ainda expulsou o lateral tricolor. Nenê bateu e empatou o jogo que o São Paulo vencia desde os 50 segundos com um gol de Luís Fabiano.

No segundo tempo, com 11 contra 10 em campo, o Vasco dominou o jogo, virou para 2 a 1, com um gol de Rodrigo, que falhara escandalosamente no lance em que o São Paulo abriu o placar tão mal a bola rolou no Morumbi, e, ajudado por outros resultados da rodada,  poderia ficar a apenas dois pontos de sair do Z-4 se não tivesse desperdiçado muitas chances de fazer o terceiro até, aos 43, permitir que Rodrigo Caio  empatasse.

De qualquer jeito, o Vasco deve agradecer a Dewson Fernando Freitas da Silva e reconhecer a gratidão de Doriva, que deixou o comando técnico do time ao final da oitava rodada do Brasileirão com apenas três pontos, mas já lhe deu quatro de troco – três no Ponte 0 x 1 Vasco e um neste São Paulo 1 x 2 Vasco de hoje.

Ninguém segura a Macaca

Biro Biro: gol fecha os 3 a 0 no Coritiba

Biro Biro: gol fecha os 3 a 0 no Coritiba

O primeiro gol teve a ajuda da arbitragem, pois Alexandro mandou a bola para as redes com o braço, mas não se pode dizer que os 3 a 0 sobre o Coritiba foram injustos. Mesmo sem atuar bem no primeiro tempo, a Ponte Preta dominou todo o jogo e, com mais um gol de Alexandro e outro de Biro Biro, soube construir no segundo o placar que provisoriamente a coloca em quinto lugar no Brasileirão, com 47 pontos, a um do G-4.

Há sete rodadas sem perder, com um empate e seis vitórias no período, a Ponte torce à tarde por derrotas do Santos, contra o Goiás, e do São Paulo, contra o Vasco, e por um empate entre Flamengo e Internacional para continuar em quinto lugar na tabela de classificação, coladinha no Palmeiras.

Na próxima rodada,  terá uma pedreira difícil de encarar: o Atlético Mineiro, no Independência.

Os mineiros não que  esperem moleza, no entanto. A última derrota da Ponte como visitante aconteceu em 29 de agosto, contra o São Paulo, pela 21ª rodada.

De lá para cá, fora de casa, o time campineiro empatou com a Chapecoense e venceu o Goiás, o Atlético Paranaense e o Palmeiras.

A Macaca está com tudo.

Deve ser mera coincidência

Ricardo Marques Ribeiro apitou 15 jogos nas 30 rodadas até agora disputadas neste Brasileirão. Dos 15, cinco foram jogos da Chapecoense, três deles já no returno:

♦ 11ª rodada, em 4 de julho: Chapecoense 1 X 0 Vasco

♦ 17ª rodada, em 9 de agosto: Chapecoense 2 X 2 Figueirense

♦ 20ª rodada, em 23 de agosto: Coritiba 1 X 0 Chapecoense

♦ 28ª rodada, em 27 de setembro: Sport 3 X 0 Chapecoense

♦ 30ª rodada, em 15 de outubro: Vasco 1 X 1 Chapecoense

Outros três jogos apitados por Ricardo Marques Ribeiro envolveram mais dois times catarinenses, o Joinville e o Figueirense.

A escolha dos árbitros no Brasileirão, como se sabe, se dá em sorteio realizado pela CBF. É que na CBF frequentemente os raios caem no mesmo lugar. Fenômenos atmosféricos, né?

Justiça se faça a Ricardo Marques Ribeiro: a Chapecoense teve um aproveitamento de 33.3% nos cinco jogos que ele apitou, índice inferior aos 38.9% que tem em todo o Brasileirão.

Horário de Verão? A CBF não sabe o que é isso.

Ainda bem que a previsão é de baixa da temperatura no domingo, mas é um absurdo que a CBF não tenha se tocado do horário de verão e, mantida a tabela do Brasileirão, faça a bola rolar sob o sol das 15 horas no Maracanã (Flamengo x Inter), no Morumbi (São Paulo x Vasco) e na Arena da Baixada (Atlético Paranaense x Corinthians).

É o padrão CBF de planejamento!

Pelo menos se encerrarão antes do sol do meio dia os jogos da matinê, que começarão às 11 ou, de verdade, às 10: Ponte x Coritiba, no Moisés Lucarelli, e Cruzeiro x Fluminense, no Mineirão.

O Palmeiras precisa cada vez mais de sua torcida

Marcelo Oliveira: quatro meses de Palmeiras

Marcelo Oliveira: quatro meses de Palmeiras

Em outubro do ano passado, o torcedor do Palmeiras vivia o temor de cair mais uma vez para a Segundona – e por muito pouco isso não aconteceu em dezembro.  Tendo empatado em casa com o Atlético Paranaense na última rodada, o Palmeiras foi salvo pelo Santos, que, em lvador, venceu o Vitória.

Um ano e dois técnicos depois, com um elenco quase inteiramente renovado, o Palmeiras entra na segunda metade de outubro batalhando por uma vaga no G-4 do Brasileirão e, em duplo confronto com o Fluminense, pela classificação às finais da Copa do Brasil.

Nada mal para um time que Marcelo Oliveira vem modelando ao longo das duas campanhas, com apenas quatro meses de trabalho. Não é o que acha boa parte da torcida palmeirense, traumatizada com os insucessos acumulados nas últimas temporadas e cada vez mais impaciente com a inconstância do time atual.

É claro que o palmeirense tem todo o direito de sonhar com a volta aos tempos de glórias, mas é cedo demais para cobrar resultados grandiosos de um time que evidentemente ainda está em formação e precisa se reforçar para ser de novo um aspirante inequívoco aos grandes títulos.

O Palmeiras tem de pensar em 2016, em segurar o promissor Gabriel Jesus, em contratar um ou dois craques e em melhorar o nível médio do elenco de forma que Marcelo Oliveira possa sempre colocar em campo um time que não se descaracteriza quando perde dois ou três titulares.

As coisas estão bem encaminhadas fora do campo, com ampla ajuda da torcida nas bilheterias e apoio financeiro de patrocinadores e fornecedores do clube, e serão facilitadas, é claro, se o Palmeiras garantir em 2015 a classificação para a Libertadores de 2016.

Para tal, o time tem de continuar contando com a vibração de sua gente, pelo menos quando joga em casa, pois hoje vai ter de encarar na Ressacada uma torcida mobilizada para tirar o Avaí da vizinhança do Z-4. Era o que estavam fazendo os palmeirenses há um ano.