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Dunga chama quatro corintianos, há quem peça cinco

Dunga:

Dunga: “Na Seleção, os 23 são titulares”

Agora são quatro corintianos entre os 23 de Dunga, que fez questão de proclamar ao anunciar os convocados para os jogos contra a Argentina e o Peru, próximos adversários do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018:

– Na Seleção, os 23 são titulares.

Dunga talvez esteja certo ao juntar Cássio a Gil, Elias e Renato Augusto, chamados anteriormente por ele, mas corre o risco de engrossar o coro, crescente, dos que pedem mais um corintiano na Seleção – o técnico Tite.

Confira a lista completa de Dunga:

Goleiros:

Jefferson – Botafogo

Alisson – Internacional

Cássio – Corinthians

Laterais

Danilo – Real Madrid

Daniel Alves – Barcelona

Filipe Luís – Atético de Madrid

Marcelo – Real Madrid

Zagueiros

David Luiz – PSG

Miranda – Internazionale

Marquinhos – PSG

Gil – Corinthians

Volantes e meias

Luiz Gustavo – Wolfsburg

Fernandinho – Manchester City

Elias – Corinthians

Renato Augusto – Corinthians

Oscar – Chelsea

Lucas Lima – Santos

Willian – Chelsea

Kaká – Orlando City

Atacantes

Douglas Costa – Bayern de Munique

Neymar – Barcelona

Hulk – Zenith

Ricardo Oliveira – Santos

Brasil x Venezuela: parece moleza, mas não é bem assim

O jogo de amanhã, dia 13, no Castelão, é para tranquilizar o mais aflito dos torcedores brasileiros, mostra a história das Eliminatórias Sul-Americanas:

Em 14 confrontos com a Venezuela, o Brasil venceu 13 e empatou o outro.

A Venezuela nunca marcou um gol na Seleção em campos brasileiros.

Nos dez últimos jogos como visitante nas Eliminatórias, a Venezuela venceu apenas um – 2 a 0 sobre o Paraguai, em 11 de setembro de 2012, em Assunção.

A história recente não é tão tranquilizadora para os brasileiros:

O único empate conseguido por aqui pelos venezuelanos aconteceu há praticamente seis anos, em 14 de outubro de 2009, na última vez que as duas seleções se enfrentaram nas Eliminatórias. Sob o comando de Dunga, embora já tivesse derrotado a Venezuela em San Cristóbal por 4 a 0, o Brasil não saiu do 0 a 0 em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Nas duas últimas edições da Copa América, o Brasil empatou com a Venezuela em 2011, também por 0 a 0, e deu duro para vencer por 2 a 1 em 2015.

Quem vai fazer companhia a Neymar?

Chile x Brasil: Douglas Costa e Elias, titulares; Lucas Lima, reserva? - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Chile x Brasil: Douglas Costa e Elias, titulares; Lucas Lima, reserva? – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

É bem provável, embora seja difícil apostar, pois Dunga vem fazendo o que pode para esconder o jogo, que o Brasil enfrente o Chile em Santiago, na noite desta quinta, com Jefferson no gol, Daniel Alves, Miranda, David Luiz, Filipe Luís, Luiz Gustavo, Elias, Oscar, Willian, Douglas Costa e Hulk.

Os muito pessimistas e/ou debochados dirão que teremos no gramado do Estádio Nacional cinco motivos – ou sete, se Dunga escalar Fernandinho e não Elias, Marcelo e não Filipe Luís – para relembrar os 7 a 1 das semifinais da Copa do Mundo de 2014 há exatos 15 meses.

Certo é que a Seleção vai estrear nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 sem ter ainda uma cara definida, problema que se agrava enormemente com a ausência de Neymar.

Já deveríamos estar esboçando o time que pretende lutar pelo hexa, mas nem sequer temos ainda o time que precisa lutar por uma das 31 vagas na Rússia.

Nossos adversários, incluindo o Chile e talvez excluindo a Argentina, escalarão na rodada de abertura das Eliminatórias Sul-Americanos times muito parecidos com aqueles que pretendem desembarcar em campos russos.

Nós ainda não temos certeza no gol, nas duas laterais, na zaga, no meio de campo e no ataque.

Nós não temos certeza nenhuma? Exagero, mas se parece certo que David Luiz, Luiz Gustavo, Elias, Oscar, Willian e Douglas Costa estarão na Seleção até 2018, quantos continuarão titulares até lá?

Jogadores que estão na fila (como o zagueiro Gil, o lateral Marcelo, os meias Renato Augusto e Lucas Lima), saíram da fila (como o zagueiraço Thiago Silva) ou ainda não entraram na fila (como o volante/meia Danilo e o atacante Gabriel Jesus) podem e devem sonhar com a camisa titular na Rússia, mas precisam correr desde já para ajudar o Brasil a chegar lá.

Por enquanto, o jogo que vale é o das Eliminatórias. Serão 18 chances de mostrar que o Brasil, ao contrário do que proclamam alguns, ainda é o país do futebol. O desafio começa às 20h30 desta quinta-feira, 8 de outubro.

Seleção ainda está chegando

Kaká, na chegada: “Vamos encontrar um Chile supermotivado” - Foto: Leo Correa/Mowa Press

Kaká: “Vamos encontrar um Chile supermotivado” – Foto: Leo Correa/Mowa Press

Chamado por Dunga no domingo para ocupar a vaga aberta pela contusão de Philippe Coutinho, Kaká desembarcou na manhã desta terça-feira em Santiago e já vai participar do treino da tarde para a partida contra o Chile que abrirá, quinta, a participação do Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Sem saber se será escalado, e provavelmente não será, Kaká espera “um jogo muito difícil”:

– Vamos encontrar um Chile super motivado, campeão da Copa América, com uma seleção experiente, que joga junto há muito tempo. São jogadores maduros, um time muito perigoso e tarimbado.

Kaká nem se lembrou de que o Brasil não perde para o Chile há mais de 15 anos. São 14 jogos de invencibilidade desde os 3 a 0 em 15 de agosto de 2000, lá mesmo em Santiago, pelas Eliminatórias da Copa do Japão e da Coreia, que nos daria pela última vez o título mundial, o penta.

Hoje, a seleção chilena vive em melhor momento do que a brasileira e, para piorar a situação, só nesta terça Dunga terá todos os 23 convocados à sua disposição.

Além do ‘norte-americano’ Kaká, também chegaram hoje a Santiago do Chile os ‘franceses’ David Luiz, Marquinhos e Lucas. O ‘alemão’ Douglas Costa ainda é esperado por Dunga.

Seleção viaja em bandos para estreia nas Eliminatórias

Daqui a uma semana, exatamente no dia 8, o Brasil estreará nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 enfrentando em Santiago a seleção do Chile, campeã da América do Sul.

Dunga e companheiros da comissão técnica embarcarão para a capital chilena na tarde do domingo, dia 3.

Os goleiros Jefferson, que jogará amanhã pelo Botafogo no Maranhão, e Alison, que defenderá o Internacional no sábado contra o Sport em Porto Alegre, viajarão com a comissão técnica.

Os corintianos Gil, Elias e Renato Augusto, os santistas Lucas Lima e Ricardo Oliveira, o gremista Marcelo Grohe, que têm jogos pelo Brasileirão no domingo, e os 14 jogadores que atuam no futebol europeu vão chegar a Santiago durante a segunda-feira, de um em um ou em pequenos bandos.

Ainda suspenso pela Fifa & Conmebol, Neymar pode até aparecer, dependendo do que decida o Tribunal Arbitral de Esporte, talvez amanhã, e da boa vontade posterior do Barcelona. Se for  ao Chile, nem ele sabe quando.

Adivinhe quem não vai de jeito nenhum. É a única certeza da Seleção pentacampeã mundial às vésperas de começar a disputa por uma vaga na próxima Copa.

Ainda bem que Dunga não é mais aquele

Dunga 179@@O gaúcho Carlos Caetano Bledorn Verri foi um volante com recursos técnicos que muita gente não reconhece e é uma pessoa mais bem humorada no dia a dia do que muita gente acha. Nunca teve, porém, jogo de cintura – nem no campo nem na vida. Talvez por isso muitos confundam com dureza o que é apenas falta de malemolência.

De Dunga, como é conhecido o atual treinador da Seleção, não se esperem grandes surpresas, principalmente na escolha dos jogadores para uma competição oficial.

Era assim, mas parece que Dunga não é mais aquele. Que bom! Um certo jogo de cintura não faz mal a ninguém.

Dunga chamou Renato Augusto para a Seleção que vai enfrentar o Chile e a Venezuela nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Fez muito bem, pois o meia do Corinthians é um dos principais destaques do futebol brasileiro jogado em qualquer parte do vasto no mundo da bola.

O surpreendente, segundo o molde Dunga de ser e trabalhar, é que Renato Augusto tenha sido convocado diretamente para dois jogos oficiais de uma competição decisiva para o futuro do nosso futebol. Isso é coisa que Dunga não fazia. Tinha método em sua insistência: primeiro, o teste; mais tarde, a efetivação.

Com Renato Augusto e/ou Lucas Lima na Seleção, podemos acreditar que aquele meio de campo sem jogo de cintura e sem inspiração que nos levou ao fracasso na Copa do Mundo e na Copa América é coisa do tempo em que Dunga ainda era aquele e até lembrava um pouco o Felipão.

Agora que Dunga não é mais aquele, esperamos um time mais inspirado e criativo no mês que vem, contra o Chile no dia 5 e contra a Venezuela no dia 13.

Os 23 de Dunga

Goleiros

Jefferson – Botafogo

Marcelo Grohe – Grêmio

Alisson – Internacional

Zagueiros

David Luiz – Paris Saint Germain

Miranda – Inter de Milão

Marquinhos – Paris Saint Germain

Gil – Corinthians

Laterais

Fabinho – Monaco

Rafinha – Bayern de Munique

Filipe Luis – Atlético de Madrid

Marcelo – Real Madrid

Volantes e Meias

Luiz Gustavo – Wolfsburg

Fernandinho – Manchester City

Elias – Corinthians

Renato Augusto – Corinthians

Lucas Lima – Santos

Oscar – Chelsea

Willian – Chelsea

Philippe Coutinho – Liverpool

Atacantes 

Firmino – Liverpool

Hulk – Zenit

Lucas – Paris Saint Germain

Douglas Costa – Bayern de Munique

Será que Dunga viu os meninos do Brasil em ação?

Se treinar a rapaziada cara a cara está criando dúvidas na cuca sempre segura do nosso Dunga, imagine-se a aflição do treinador ao comandar por telepatia a molecadinha que o Brasil começa a formar para tentar o ouro na Rio-16.

Com visíveis problemas de entrosamento, os meninos do Brasil, comandados em Le Mans por Rogerio Micale, foram derrotados pelos franceses por 2 a 1.

Valeu, não pelo resultado, mas pelo que o time mostrou que pode fazer no futuro – ainda mais se ganhar o reforço de Neymar e mais dois marmanjos, como permite o regulamento do torneio olímpico.

Dunga, que é oficialmente o treinador da seleção olímpica, deve ter feito suas observações. De longe.

Não existe dilema, Dunga: é vencer ou vencer

Dunga: obrigação de vencer nos EUA - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Dunga: obrigado a vencer – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

De maneira até surpreendente, na véspera do amistoso com os Estados Unidos que hoje encerra a fase de jogos preparatórios da Seleção para as Eliminatórias da Copa do Mundo, Dunga abriu o coração e escondeu a escalação do time que veremos à noite, a partir das 21h40, Gillette Stadium de Foxborough:

– A primeira observação vai ser depois do treinamento, de conversar com os jogadores para ver o desgaste de cada um. A segunda observação que teremos de fazer com a comissão é para jogar um time que vai para ganhar ou para treinar, para experimentar novos jogadores. A Seleção tem de ganhar. Falam em observar, ganhar, mas vão pontuar só em cima do resultado. É isso que vamos decidir.

Dunga abriu mais ainda o jogo:

– A minha ideia é aproveitar os jogadores. Alguns são convocados, e não há tempo de jogar. Isso faz com que eles não sejam observados, impede a verdade do campo, que é onde tudo se decide, onde um jogador pode mostrar se tem ou não condições de defender a Seleção. Só que isso perde a relevância à medida que existe muita pressão e cobrança por vitória. Perdeu? As mesmas pessoas que exigem experimentar jogadores, buscar alternativas, vão cair em cima com as críticas.

Dunga tem razão. Vencer é uma obsessão nacional, montar ou remontar a Seleção é consequência. Infelizmente.

Há mais de duas décadas, Paulo Roberto Falcão foi demitido do comando técnico da Seleção porque concentrou os esforços em renovar o time e perdeu a Copa América. Jogadores como Cafu, Márcio Santos e Mauro Silva, importantes na campanha do tetra nos EUA, foram levados por ele para a Seleção.

Carlos Alberto Parreira, técnico do tetra, sempre elogiou a herança que Falcão lhe deixou, mas, ao assumir o comando da Seleção em 1991, já tinha consciência clara das cobranças:

– O Brasil tem de ganhar sempre, até treino. O trabalho de montagem do time tem de ser feito simultaneamente aos bons resultados.

Duas décadas depois, Mano Menezes, também teve cortadas as pretensões de chegar à Copa do Mundo após fazer um bom trabalho de renovação da Seleção de 2010. Perdeu o posto para Luiz Felipe Scolari um ano e meio antes da Copa de 2014, pouco depois de uma derrota para a Argentina num amistoso apelidado de Superclássico das Américas.

Dunga, desde os tempos de jogador, conhece bem a história da Seleção. Sabe que o dilema levantado na entrevista coletiva antes do amistoso Estados Unidos x Brasil não existe. Ele tem de vencer. Sempre. É assim que rola a bola no futebol brasileiro.

Só os cartolas têm garantia no emprego. Infelizmente, repita-se.

Chegou o dia de Lucas Lima na Seleção

Lucas Lima e Neymar       Lucas Lima e Neymar: treino da Seleção em Nova Jersey – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Antes da Copa América, Muricy Ramalho já dizia:

– O melhor camisa 10 é o Lucas Lima. Respeito o Dunga, mas ele tinha de estar na Seleção. É um jogador moderno, joga em direção ao gol toda hora. Vai na diagonal, entra na área, pensa o jogo, faz gol, vem no meio-campo. A quilometragem dele é altíssima. É o melhor número 10 do Brasil hoje.

Dunga é um técnico cauteloso, até mesmo conservador em muitos aspectos, mas não é burro nem sequer teimoso. Na primeira convocação após a pífia atuação brasileira em campos no Chile, incluiu o nome do meia que não se deixou tentar pelas ofertas do futebol europeu no meio do ano e preferiu continuar regendo em campo o bom time do Santos.

Dunga fez mais nestes dias de treinamento da Seleção nos Estados Unidos: escalou Lucas Lima no time titular e procurou lhe transmitir confiança, prometendo respeito às suas características. É o que vamos ver no amistoso com a Costa Rica, em Nova Jersey:

– Ele vai jogar como joga no Santos. Ele vai ter liberdade para fazer o que faz no seu clube, tem que estar mais perto possível do que ele faz lá, com a responsabilidade que todos têm na Seleção.

O jogo das 17 horas deste sábado, 5 de setembro, pode ser um novo marco na história da Seleção. Lucas Lima tem tudo para acrescentar clarividência ao nosso meio de campo, até agora marcado por muita movimentação e combatividade e pouca inspiração criativa entre as duas intermediárias.

Se jogar como joga no Santos, Lucas Lima ajudará a reinventar o futebol da Seleção. A novidade foi percebida nos treinos pelo volante Luiz Gustavo?

– Ele tem a característica do último passe para deixar os atacantes em condições fazer o gol. Eu e o Fernandinho, com um jogador de tanta qualidade na nossa frente,  temos simplesmente dar  respaldo a ele.

É uma pena que, à frente dele, Lucas Lima não possa também contar com o incomparável Neymar. Por enquanto.

A nova esperança de alemães e brasileiros

Douglas Costa: aposta de Guardiola e Dunga - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Douglas Costa: aposta de Guardiola e Dunga – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ele alegrou a torcida ao marcar, aos 46 minutos do segundo tempo, o gol da vitória brasileira por 2 a 1 sobre o Peru na estreia da Copa América. Tinha entrado aos 20, substituindo Tardelli.

Passou em branco na derrota para a Colômbia por 1 a 0. Jogou então, meio tempo, tempo substituído Willian.

Nas quartas de final, entrou aos 15 do segundo tempo, novamente substituindo Willian, viu de perto o Paraguai empatar o jogo aos 25 e, depois do 1 a 1 no tempo normal, perdeu um dos pênaltis que custaram a eliminação do Brasil.

Depois da Copa América, o gaúcho Douglas Costa de Souza, que vai fazer 25 anos daqui a um mês, trocou o Shakhtar Donetsk pelo Bayern de Munique numa transação de 30 milhões de euros, sinal claro de que os alemães viram nele algo além do que mostrou nos campos do Chile.

A torcida do Bayern o recebeu com certa desconfiança, a mesma que o cerca por aqui desde que foi chamado pela primeira vez para a Seleção por Mano Menezes em 2010, mas Pep Guardiola apostou nele para substituir Ribéry, ainda às voltas com as renitentes lesões dos últimos tempos, e abrir pelos lados os caminhos para os gols do tricampeão alemão.

Douglas Costa tem correspondido tão bem à confiança do técnico que, há poucos dias, Guardiola chegou a dizer que ele será em pouco tempo um dos melhores jogadores do mundo.

É tudo que Dunga espera, tanto que ontem o convocou novamente, desta vez para os ensaios que a Seleção fará nos Estados Unidos visando os primeiros jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

E hoje Douglas Costa mostrou mais uma vez que Guardiola pode estar certo: na abertura do Campeonato Alemão, foi um dos destaques do Bayern nos 5 a 0 sobre o Hamburgo, com direito a um gol e uma assistência.