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É só encontrar a maneira de jogar…

Celso Roth: "O Vasco ainda procura a sua maneira de jogar"

Celso Roth: “O Vasco ainda procura sua maneira de jogar”

O Vasco está mal, muito mal, mal demais no Brasileirão?

Em 13 rodadas, venceu apenas dois jogos, perdeu oito, marcou cinco gols, levou 21?

Foi derrotado nos três últimos jogos, é vice-lanterna e vai enfrentar o vice-líder Fluminense no domingo, depois de receber amanhã o América de Natal em São Januário pela Copa do Brasil?

Não se preocupe, vascaíno.

O técnico Celso Roth sabe muito bem o que está acontecendo:

– A verdade é que o Vasco ainda procura a sua maneira de jogar. Ainda não conseguimos colocar tudo o que gostaríamos em campo.

É, pois, só uma questão de encontrar a maneira de jogar.

Quando?

 A gente fala disso depois.

De volta ao passado

Zico culpa publicamente Cristóvão Borges pelo mau futebol e péssimos resultados do Flamengo no Brasileirão.

Juninho Pernambucano bateu pesadamente no zagueiro Rodrigo porque ele andou afrontando a torcida do Vasco.

Parece que os ídolos, como os ex-maridos e as ex-mulheres, são para sempre.

O fracasso continental dos cartolas rubro-negros

Os dirigentes do Flamengo passaram a semana querendo transformar o jogo com o Corinthians, pela 13ª rodada do Brasileirão, no Clássico das Américas – portanto, no jogo mais atrativo para o público em todo o continente que, séculos atrás, um certo Cristóvão, de sobrenome Colombo, colocou no mapa mundi.

No domingo, o Maracanã recebeu 29.872 torcedores, dos quais apenas 26.209 pagaram ingresso.

Cinco horas antes, o Morumbi recebera 58.482 pagantes para ver São Paulo 3 x 0 Coritiba.

Às 18h30, 35.163 torcedores foram à Arena Pernambuco ver Sport 2 x 2 Palmeiras. Infelizmente, não se sabe ainda o número de ingressos vendidos, informação que sempre demora a sair nos jogos disputados no Recife.

E, no sábado à noite, Grêmio 2 x 0 Vasco tinha sido visto por 32.464 pagantes.

Com o time comandado por um certo Cristóvão, de sobrenome Borges, à beira do rebaixamento, os cartolas rubro-negros jogaram conversa fora.

E, depois de perder por 3 a 0 para o Corinthians, o Fla vai precisar muito que Guerrero e Sheik ajudem a reverter as expectativas e mobilizem a torcida para o jogo do sábado contra o Grêmio, novamente no Maracanã.

A torcida tem razões para andar ressabiada: em seis jogos como mandante no Brasileirão, o Fla venceu um, empatou um e perdeu quatro.

Foi assim que a bola rolou em 2014

Tendo rolado em campo um pouquinho mais de um terço do Brasileirão de 2015, vale a pena relembrar como estava desenhado o G-4 ao final da 13ª rodada na edição de 2014, com os percentuais de aproveitamento devidamente arredondados:

♦ Cruzeiro                 29 pontos – 74%

♦ Fluminense            25 pontos – 64%

♦ Internacional          25 pontos – 64%

♦ Corinthians            24 pontos – 62%

E como terminou o campeonato?

♦ Cruzeiro                  80 pontos – 70%

♦ São Paulo               70 pontos – 61%

♦ Internacional           69 pontos – 60%

♦ Corinthians              69 pontos – 60%

O São Paulo era o oitavo colocado na 13ª rodada, com 51.28% de aproveitamento. O Flu acabou em sexto lugar no campeonato, com 61 pontos, 53% de aproveitamento.

E como está desenhado o G-4 em 2015?

♦ Atlético Mineiro      29 pontos – 74%

♦ Fluminense            27 pontos – 69%

♦ Corinthians            26 pontos – 67%

♦ Grêmio                   26 pontos – 67%

Se a história se repetir, o Atlético Mineiro será o campeão e, além dos que lá estão, ainda podem sonhar em fechar 2015 no G-4 o São Paulo, o Sport e o Palmeiras.

Faltou pouco para o Palmeiras subir

Por um minutinho, o Palmeiras não saiu do Recife mais bem posto no Brasileirão, em quinto lugar, a um pontinho só do G-4.

O Sport largou em vantagem, com um gol de Matheus Ferraz aos 21 do primeiro tempo, mas Leandro Pereira empatou aos 43 e, já no segundo tempo, virou aos 13. Aos 44, porém, André fechou o placar em 2 a 2.

Assim, nada muda nas cercanias do G-4: o São Paulo é o quinto, o Sport é o sexto, o Palmeiras é o sétimo.

Lá embaixo, porém, para infelicidade santista, o Avaí venceu a Chapecoense por 2 a 1 e subiu para o 13º lugar. Com seus 13 pontos e pior saldo de gols do que o Goiás e o Flamengo, o Santos voltou para o Z-4.

Por enquanto, não há mais vagas no G-4

Elias e Fred comandam Corinthians e Flu no G-4

Elias e Fred comandam Corinthians e Fluminense no G-4

Sport e Palmeiras enfrentam-se daqui a pouco no Recife em esforço que pode valer aos pernambucanos encostar no G-4 e aos paulistas ficar ali por perto.

Vagas no grupo de elite não há mais, pois o Fluminense venceu o Atlético Paranaense em Curitiba por 2 a 1 e manteve a vice-liderança que havia conquistado na semana passada, e o Corinthians fez surpreendentes 3 a 0 no Flamengo em pleno Maracanã, subindo para o terceiro lugar, graças ao saldo de gols.

Elias fez um e comandou o Corinthians no Maracanã. Na Arena da Baixada, brilhou o artilheiro Fred, que também marcou o seu, já nos acréscimos, e liderou o Flu durante toda a partida.

O quarto colocado é o Grêmio. O líder, claro, é o Atlético Mineiro.

Com 23 pontos, o Sport pode até igualar-se a Grêmio e Corinthians, com 26, mas terá uma vitória a menos mesmo que derrote o Palmeiras na Arena Pernambuco. O Palmeiras, se vencer, chegará aos 24, como o São Paulo, e lhe roubará o quinto lugar, também pelo saldo de gols.

Lá embaixo, sim, a porta está aberta para mais um no clube dos desesperados.

Se o Avaí vencer a Chapecoense na Ressacada, sairá do Z-4, cedendo a vaga para o Santos, o pior do quarteto que, a esta altura do Brasileirão, se iguala nos 13 pontos. Coritiba, Vasco e Joinville de lá já não saem, nem mesmo na próxima rodada.

Pato dá vitória ao São Paulo e anima Brasileirão

Pato brilha na matinê: dois gols e uma assistência

Pato brilha na matinê: dois gols e uma assistência

O jogo das 16 horas na Arena da Baixada ganhou ainda mais importância depois da vitória do São Paulo sobre o Coritiba por 3 a 1 na matinê do Morumbi. Cada vez mais disposto a mostrar serviço, desmentindo a longa fase de apatia com a camisa tricolor, Alexandre Pato garantiu os três pontos com dois gols e uma assistência.

Por ora, o São Paulo está de volta ao G-4. Os jogos da tarde e da noite deste domingo, dia 12, vão definir se o retorno é alegria passageira ou valerá pelo menos até a próxima rodada do Brasileirão.

Em Curitiba, o Fluminense precisará bater o Atlético Paranaense para continuar na vice-liderança. O anfitrião, que venceu apenas uma vez nas seis últimas rodadas, tem de se reencontrar com a vitória para resgatar minimamente a esperança de voltar à briga por uma vaga no G-4. O problema é que o Flu não perde há cinco rodadas, tendo vencido seus compromissos em quatro.

Também às 16 horas, o Maracanã reserva muitas aflições para Sheik e Guerrero, que saíram há pouco do Corinthians e ainda estão engatinhando no Flamengo. Os corintianos entram em campo de olho no G-4 e os rubro-negros, sem poder contar com a dupla ilustre, precisam desesperadamente da vitória para não correr o risco de retrocesso aos limites do Z-4.

Se der Flu no Paraná e Corinthians no Rio, a permanência do São Paulo no G-4 não resistirá ao cair da tarde.

E ainda tem o jogo da noite no Recife: Sport x Palmeiras. Se Flu ou Corinthians não tiverem vencido à tarde, os pernambucanos voltarão ao G-4 caso ganhem os três pontos em casa. E até o Palmeiras, vencendo o jogo das 18h30 na Arena Pernambuco, tem chances de dormir no G-4.

Mais um domingo animado neste Brasileirão de futebol apenas mediano, mas bastante equilibrado.

Vale a pena ver

Confira no Globo.tv o vídeo que mostra a excessiva irritação de Paulo Henrique Ganso ao ser substituído por Boschilia aos 31 minutos do segundo tempo de São Paulo 3 x 1 Coritiba. Juan Carlos Osorio não deve ter gostado. A torcida não gostou de Ganso em campo, tanto que o vaiou na saída.

Levir Culpi disfarça, mas Atlético já se fez o favorito

Só Levir Culpi ainda insiste em tirar de sua rapaziada o peso do favoritismo, mas, a esta altura do Brasileirão, depois de emplacar em Campinas a sexta vitória consecutiva, o Atlético Mineiro não é apenas o líder, isolado por pelo menos mais uma semana, mas também o principal candidato ao título que só conquistou uma vez, em 1971!

Nem os gremistas, que cumpriram em casa a obrigação de bater o Vasco, por 2 a 0, e seguem a três pontos do Atlético, haverão de negar o favoritismo dos mineiros.

Para a Ponte Preta, pior do que perder para o líder por 2 a 0, é confirmar que está perdendo também o fôlego no campeonato e despedir-se de Renato Cajá, mais um brasileiro bom de bola que vai trabalhar nos Emirados Árabes.

E o Santos? Venceu por 3 a 0 o Figueirense, dorme fora do Z-4 e pode até continuar depois dos jogos de amanhã.

Atlético Mineiro é exceção na noite do sábado

Bastará um empate com a Ponte em Campinas para que o Atlético Mineiro mantenha a liderança do Brasileirão.

Ou alguém imagina que, além de vencer amanhã o Atlético Paranaense em Curitiba, o Fluminense seja capaz de descontar a diferença no saldo de gols, que hoje é de nove entre o líder e o vice?

Examinando mais de perto as últimas atuações dos adversários desta noite no Moisés Lucarelli – como mostra o quadro Como se saíram os times nas últimas cinco rodadas, logo abaixo –, vê-se que o resultado mais provável do jogo das 21 horas é uma nova vitória atleticana.

Aliás, de todos os seis times que estarão em campo no sábado, somente o Atlético venceu na rodada do meio de semana.

O time de Levir Culpi não sabe o que é perder desde que empatou com o Santos na sétima rodada, e a moçada de Guto Ferreira vem perdendo progressivamente o fôlego exibido no início da competição.

O Atlético Mineiro entrará em campo sabendo como se comportou o Grêmio, terceiro colocado no Brasileirão, contra o vice lanterna Vasco, embora o resultado em Porto Alegre seja ainda mais previsível do que o de Campinas.

O Grêmio de Roger Machado foi derrotado na última rodada pela Chapecoense depois de cinco vitórias consecutivas, mas está em ascensão e vai enfrentar um adversário que venceu apenas dois jogos, marcou cinco gols e levou 19 – tendo, portanto, o pior ataque e a pior defesa do Brasileirão.

Os vascaínos não podem esperar que São Januário faça a distância um milagre que não faz em casa. E, mesmo que tal milagre se faça, o time de Celso Roth não sairá da zona de rebaixamento.

No outro jogo das 18h30, Dorival Júnior (re)estreará no comando técnico do Santos com a obrigação de vencer o Figueirense na Vila Belmiro para abrir a porta de saída do Z-4.

Como se saíram os times nas últimas cinco rodadas

Grêmio VVVV x Vasco DVVDD

Santos VDDDD  x Figueirense EDVVD

Ponte Preta DVDDx Atlético Mineiro VVVVV

A situação é ruim? Pode piorar.

Preocupado com o presente, o torcedor vascaíno talvez nem se dê conta ainda do que o aguarda no futuro imediato: três dos quatro próximos adversários do time no Brasileirão estão no G-4.

Pela ordem:

♦ Dia 11, sábado, em Porto Alegre: Grêmio

♦ Dia 19, no Maracanã: Fluminense

♦ Dia 2 de agosto, no Itaquerão: Corinthians

Ainda em julho, no dia 26,  uma moleza em São Januário: o Palmeiras, que hoje é apenas o sexto colocado.

Entre tantas preocupações, o Vasco  tem mais dois compromissos pela Copa do Brasil, contra o América do Rio Grande do Norte – dia 15, no Rio, e 22, em Natal.

É por essas e outras que boa parte da redação do Benebol.com, seguindo o exemplo de Martinho da Vila, resolveu tirar férias do futebol.