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Antes que a gente esqueça

Corações e mentes ligados na final da Liga dos Campeões da Europa não podem esquecer que neste sábado, 6 de junho, começa também a sexta rodada do Campeonato Brasileiro, com os seguintes jogos:

  • Às 18:30: Santos x Ponte Preta, ou Lucas Lima x Renato Cajá; Flamengo x Chapecoense, o vice-lanterna contra o sétimo colocado, nesta ordem; e, como se não tivesse nenhuma importância, o clássico mineiro entre Atlético, em nítida ascensão, e o Cruzeiro, tentando retomar a aura de bicampeão.
  • Às 21 horas: Joinville x Corinthians, a chance de Tite voltar a dar uma entrevista falando sobre como é bom vencer um jogo.
  • Às 22 horas: Atlético Paranaense x Vasco, que vale a liderança para o time de Curitiba e a sobrevivência para o campeão carioca, e São Paulo x Grêmio, estreia do colombiano Juan Carlos Osorio no comando técnico são-paulino.

Mais cedo, em concorrência direta com Juventus x Barcelona, rolarão vários jogos da Série C e da Série B. Ninguém para o pujante futebol brasileiro dos nossos dias…

Oswaldo precisa rasgar a fantasia

Oswaldo: sem Robben e Ribéry...

Oswaldo: sem Robben e Ribéry…

Se o Palmeiras tem algo para comemorar nesta temporada, é a comunhão entre a torcida e o clube.

Desde que ganhou casa nova, a torcida palmeirense recobrou o sentimento de grandeza dos tempos da Academia do regente Ademir da Guia e mais recentemente das sucessivas levas de grandes times em redor de ídolos como Edmundo, Roberto Carlos, César Sampaio, Zinho, Evair, Rivaldo, Djalminha, Alex e Marcos, e lota o Allianz Parque na esperança de se reencontrar com as glórias perdidas.

Vã esperança, porém, pelo menos até agora. A comunhão entre torcida e clube não se reproduz entre torcida e time.

O time atual, ainda em formação, é muito inconstante e pouco confiável. Dá aos torcedores alegria em dose dupla, limando o Corinthians do Paulistão e depois o abatendo no Brasileirão, mas fraqueja ao decidir o título estadual com o Santos e faz um campanha medíocre na competição nacional, como bem retrata o empate em casa por 1 a 1 com um Internacional desfalcado de vários titulares.

A torcida novamente fez sua parte na noite da quinta-feira, 5 de junho: 36.199 pessoas pagaram mais de R$ 2.3 milhões na esperança de ver Robben e Ribéry estraçalhando o Inter meio reserva em ataques sucessivos pelas beirada do campo, como prometera o treinador Oswaldo de Oliveira, mas saíram frustradas com a inoperância ofensiva de Dudu e Kelvin.

Se a dupla Robben-Ribéry faz falta ao Bayern de Pep Guardiola, imagine-se ao Palmeiras de Oswaldo de Oliveira…

Oswaldo, que fez a bem humorada comparação ao anunciar a escalação para enfrentar o Inter, talvez não se dê conta de que está exacerbando os sonhos de grandeza dos palmeirenses e, não tão bem humorado depois do 1 a 1, jogou a frustração da torcida no colo dos analistas:

– Quando não conseguimos a vitória, sempre falta finalização, falta infiltração. Se tivesse terminado por 1 a 0, não faltaria nada. É por aí que se faz análise dos jogos…

O problema é que o Palmeiras não consegue vencer um jogo do Brasileirão no Allianz Parque desde o ano passado. Portanto, nunca venceu um jogo do Brasileirão no Allianz Parque.

Em 2014, fez dois jogos: ao inaugurar a nova casa, perdeu para o Sport por 2 a 0 na 35ª rodada; na rodada final do Brasileirão, empatou com o Atlético Paranaense por 1 a 1. Robben e Ribéry ainda nem tinham sido contratados.

Em 2015, já com os jovens Dudu e Kelvin no elenco e antes do 1 a 1 da quinta-feira com o Internacional, havia empatado com o Atlético Mineiro por 1 a 1 na primeira rodada e perdido para o Goiás por 1 a 0 na terceira.

Este blog ousa, então, repetir o conselho que deu no título de uma nota publicada no dia 9 de maio, após o jogo da primeira rodada: Palmeiras precisa trocar fantasia por mais trabalho.

Parece que o Flu venceu no Maracanã

Marcos Júnior 46Marcos Júnior: gol no jogo em que só não apareceram as marcas de Fluminense e Coritiba

Não deu pra ver direito: a camisa era verde e, na frente, tinha duas vezes a marca Guaraviton, outras duas a marca Frescatto, e ainda a marca Matteviton; atrás, mais duas vezes Guaraviton e, ampliada, Guaravita.

Nem sei como cabe tanto anúncio neste outdoor ambulante e mambembe.

Será algum time de fábrica em torneio de várzea?

Pela escalação, parece que não. O time fez 1 a 0, gol de Vinícius após receber uma bola açucarada de Fred.

Parece o Fluminense contra outro time também com a camisa carregada de anúncios, embora em menor quantidade.

No segundo tempo, o time de camisa verde, que o narrador insistia em identificar como tricolor carioca, fez mais um gol, assinado por Marcos Junior.

É, deve ser mesmo o Flu.

Fui conferir na tabela do Brasileirão e lá está: no Maracanã, Fluminense 2 x 0 Coritiba.

Muita gente foi ao jogo: 28.041, no total; 23.004 pagantes.

Se o jogo foi no Maracanã e juntou tantos pagantes e penetras, com certeza é o Flu, agora quinto colocado no Brasileirão, com os mesmos dez pontos de Atlético Mineiro, o terceiro, e São Paulo, o quarto, pelo menos até o Sport x Goiás de daqui a pouco.

Os grandes estão chegando, mas o Coritiba continua lá embaixo, no Z-4, à frente apenas de Vasco, Flamengo e Joinville.

Corinthians? Só no ano que vem

Tite: passo para trás

Tite: com o presidente, um passo para trás

Guerrero já se foi, Emerson Sheik está indo, Elias, Ralf e Danilo preparam-se para ir embora e Tite não esconde mais o jogo.

Depois de ser derrotado por 3 a 1 pelo Grêmio, ontem à noite, o treinador foi claro sobre o processo de desmanche que conta com sua colaboração:

– O presidente deu um passo para trás agora para dar dois à frente no ano que vem.

Está dada a dica: a torcida corintiana pode guardar seu dinheirinho para comprar ingressos no ano que vem.

  O Corinthians desistiu de 2015.

Luxemburgo estreia como queria: 1 a 0 no Fla

Era tudo o que Vanderlei Luxemburgo, alma rubro-negra à parte, queria em sua reestreia no comando técnico do Cruzeiro nesta quarta-feira, dia 3: 1 a 0 sobre o Fla.

O bicampeão brasileiro continua na zona de confusão, como diria seu novo/velho treinador, apenas um ponto acima da fronteira do rebaixamento, mas o Flamengo está bem pior, pior até que o Vasco, melhor só do que o Joinville.

É o que Luxemburgo queria, embora dificilmente confesse.

Tudo indica que Rogério vai ficar mais um pouquinho

Rogério Ceni 46Rogério Ceni: para o bem e para o mal, protagonista de São Paulo 3 x 2 Santos

São Paulo 3 x 2 Santos, apesar da fria noite paulistana desta quarta-feira, merecia um público maior do que os 13.847 torcedores que foram ao Morumbi e viram um jogo de reviravoltas e emoções, com um protagonista que se destacou para o bem e para o mal: Rogério Ceni.

O São Paulo dominou o primeiro tempo, fez 1 a 0 numa cobrança de falta graças a uma falha do goleiro Vladimir e acabou cedendo o empate no último minuto na sequência de um pênalti cobrado por Ricardo Oliveira e defendido parcialmente por Rogério Ceni. O próprio Ricardo aproveitou o rebote e decretou o 1 a 1.

 Antes do intervalo, Rogério ainda recebeu um cartão amarelo por reclamar do cartão amarelo que o árbitro Thiago Duarte Peixoto havia mostrado ao seu reserva Renan Ribeiro.

 O segundo tempo começou em toada diferente e logo no primeiro minuto Ricardo Oliveira fez 2 a 1 num chute enviesado e de longe que Rogério aceitou com demasiada facilidade.

Três minutos depois, aproveitando um escanteio, Paulo Miranda empatou.

Era o jogo das bolas paradas. E foi de pênalti que Rogério virou o placar aos 39 minutos, salvando-se das cobranças que certamente lhe fariam se o São Paulo não tivesse vencido. Foi seu 128º gol com a camisa tricolor, número igual ao de outro ídolo histórico, o meia Raí.

Na saída de campo, câmeras e microfones eram todos dele. E Rogério admitiu que pode estender o contrato até o fim do ano, adiando mais uma vez a data de aposentadoria, mas fez uma ressalva:

 – Eu quero ficar pelas minhas qualidades em campo. Não quero ficar por marketing. Quero ajudar o São Paulo Futebol Clube, entidade, mas o principal é que o treinador queira que eu fique dentro de campo.

De um camarote no Morumbi, o colombiano Juan Carlos Osorio acompanhou o jogo em que o São Paulo voltou ao G-4 em companhia do Atlético Mineiro, que goleou o Avaí por 4 a 1, e certamente viu que Rogério é um mito tricolor acima dos próprios erros.

Dificilmente Osório não desejará que ele fique em campo por mais um tempo. Afinal, o São Paulo começa a mostrar que é um dos candidatos ao título brasileiro, embora não pratique o futebol envolvente que vem jogando o Atlético Mineiro.

Alô, alô, torcida do Vasco: a aflição voltou

Fim de jogo em São Januário: Vasco 0 x 3 Ponte Preta.

O jogo nem tinha começado e a Ponte já vencia por 1 a 0. No cronômetro, menos de um minuto.

Gilberto: noite triste

Gilberto: noite deprimente

Aos 21, magnânimo com o anfitrião, o Héber Roberto Lopes lhe deu de presente um pênalti. Mal agradecido, Gilberto chutou a bola no meio do gol e o goleiro Marcelo Lomba simplesmente a rebateu com os pés.

Aos 28, Felipe Azevedo caminha livre pelo campo de defesa do Vasco, dribla Jordi fora da área e é derrubado por ele. Cartão vermelho, merecido, para o goleiro do Vasco.Dez minutos depois, Tiago Alves fez 2 a 0.

A Ponte continuou dando as ordens no segundo tempo, embora sempre com menos posse de bola do que o Vasco, e fez 3 a 0 aos 32.

Aos 44, Gilberto foi expulso por reclamar demais. E não era de sua atuação. Noite deprimente.

Como o Atlético Paranaense venceu o Figueirense por 1 a 0, continua na liderança do Brasileirão e de lá não mais pode ser tirado nesta quinta rodada.

A Ponte, com 11 pontos, um a menos do que o líder, está em segundo lugar, mas pode ser alcançada por Sport ou Goiás, que se enfrentarão amanhã.

A Chapecoense, para um mínimo de felicidade dos vascaínos, venceu por 2 a 0 o Joinville, que assim continua na lanterna.

E o Vasco? Afundado no Z-4, vai torcer por um empate entre Cruzeiro e Flamengo daqui a pouco para continuar com vizinhança ilustre e, melhorando um pouquinho o índice de aproveitamento das cinco primeiras rodadas, chegará ao final do Brasileirão com 23 pontos, tendo marcado oito gols.

A aflição voltou. E, pelo jeito, para ficar.

Rodada começa a definir quem é quem no Brasileirão

A liderança se resolve logo cedo, num dos três jogos das 19h30, bastando ao Atlético Paranaense, em casa, vencer o Figueirense, 15º colocado, para lá se manter ao final desta quinta rodada do Brasileirão, que se estenderá até amanhã e tem quatro confrontos entre grandes:

  • Hoje, às 21h: São Paulo x Santos
  • Hoje, às 22h: Grêmio x Corinthians e Cruzeiro x Flamengo
  • Amanhã, às 21h: Palmeiras x Internacional

São Paulo e Corinthians estarão empenhados em não se afastar da turma da frente, Palmeiras, Santos, Grêmio e Internacional jogarão para se afastar da turma de trás, Flamengo e Cruzeiro tentarão ganhar um mínimo de oxigênio no Z-4.

A rodada do meio de semana, com nada menos do que 14 jogadores de oito diferentes equipes sequestrados por várias seleções que se preparam para disputar a Copa América no Chile, pode começar a definir a vida de muita gente neste Brasileirão – e ameaçar o emprego de mais alguns treinadores.

Vasco, Flamengo, Cruzeiro e Figueirense, instalados no Z-4, tentarão a primeira vitória no campeonato.

Com certeza, será grande a torcida pelo Figueirense contra o Atlético Paranaense e não faltará quem torça amanhã por um empate entre Sport, vice líder, e Goiás, quarto colocado, ambos com oito pontos.

E nem a antipatia generalizada por Eurico Miranda impedirá o apoio nacional ao Vasco para que saia do fundão tirando a Ponte Preta do G-4.

Desemprego passageiro

Luxemburgo não serve para o Flamengo, mas serve para o Cruzeiro.

Cristóvão não serve para o Fluminense, mas serve para o Flamengo.

Enderson Moreira não serve para o Santos nem para o Atlético Paranaense, mas serve para o Fluminense.

Uma lição do futebol colombiano ao brasileiro

Quinta-feira, 28 de maio:

  • Contratado pelo São Paulo, o treinador Juan Carlos Osorio se despede do Atlético Nacional após conquistar seis títulos em três anos e apenas cinco dias depois de ser eliminado do Campeonato Colombiano. Cinco mil torcedores vão ao Estádio Atanasio Girardot para festejá-lo na despedida.

Terça-feira, 2 de junho:

  • A sede do Cruzeiro é pichada com ameaças – “acabou a paz” – e ofensas a dirigentes e ao técnico Marcelo Oliveira, tratado como ‘parasita’. O Cruzeiro tem resultados ruins na temporada: não chegou à final do Campeonato Mineiro, foi eliminado nas quartas de final da Libertadores e está em 19º lugar no Brasileirão. Que culpa tem o treinador? Nenhuma. Marcelo montou o time que é o atual bicampeão brasileiro e, desfeito pela diretoria, está sendo remontado em 2015.

Marcelo Oliveira deveria receber em Belo Horizonte as homenagens que Juan Carlos Osorio recebeu em Medellin.

Não é apenas dentro de campo e nos gabinetes da cartolagem que vai mal o futebol brasileiro.

Atualização

O Cruzeiro demitiu Marcelo Oliveira na tarde desta terça.

E assim se manifestou o clube no comunicado oficial da demissão: “Os números do ex-treinador Marcelo Oliveira são espetaculares.”

Sem comentários!

Leia mais sobre Marcelo Oliveira no Cruzeiro:

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