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Fred, surpresa de Dunga, quer surpreender a torcida

Fred: na vaga de Neymar

Fred: na vaga de Neymar

O meia Fred, de 22 anos, é a grande novidade da Seleção que enfrentará o México no primeiro amistoso de preparação para a Copa América.

Mineiro de Belo Horizonte, o canhoto Frederico Rodrigues Santos começou nas divisões de base do Atlético como lateral, mas aos 16 anos já estava no Internacional, tendo estreado entre os titulares, com 19, no Gauchão de 2012.

O garoto Fred passou pelas seleções brasileiras de base e joga desde 2013 no Shakhtar Donetsk. Foi convocado pela primeira vez para a Seleção no fim do ano passado na vaga aberta pela contusão do volante Rômulo  e vai para a Copa América na vaga do volante Luiz Gustavo, também cortado por lesão.

Neste domingo, no Allianz Parque, entra no time na vaga de Neymar, que só amanhã se apresentará à Seleção. Já sabe, portanto, que o jogo contra o México é experiência passageira, pois a Seleção atual tem escalação mais do que conhecida: Neymar e mais dez.

Fred é uma aposta de Dunga para a seleção olímpica que vai tentar a inédita conquista do ouro na Rio-16. É um jogador que alia força e habilidade e chuta bem, principalmente de canhota.

Hoje, no meio de campo, à frente de Fernandinho e Elias e ao lado de Willian, deve dar mais liberdade a Philippe Coutinho para que ele trabalhe no ataque com Diego Tardelli.

Não deixa de ser uma surpresa sua escalação entre os titulares, mas, quem sabe, Fred nos surpreenda logo mais contra os mexicanos.

Um sábado inesquecível

Foi um sábado que deixará pelo menos dois registros importantes na história do esporte brasileiro, relativos ambos a eventos em campo e quadro da Europa:

  • Ao conquistar no Estádio Olímpico de Berlim o título de campeão europeu pelo Barcelona, Neymar não apenas realizou um sonho de criança, mas também consolidou a imagem de supercraque, capaz de se superar a cada temporada, batendo sucessivamente recordes pessoais. Aos 23 anos, com os títulos da Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa, artilheiro das duas competições, tendo feito gol nas finais de ambas, é o primeiro jogador a também marcar em todos os jogos das quartas, das semifinais e da final na era moderna da competição europeia.
  • Ao vencer, em parceria com o croata Ivan Dodig, os norte-americanos Bob e Mike Bryan por dois sets a 1 (parciais de 6/7, 7/6 e 7/5), Marcelo Melo se transformou no primeiro tenista brasileiro a conquistar o título de duplas do Torneio de Roland Garros, a quadra predileta do nosso Guga em seus bons tempos. Foi a primeira vez que Marcelo Melo, de 31 anos, ganhou um Grand Slam em sua longa carreira.

Também em campos do Brasil, o 6 de junho não foi um sábado qualquer:

  • No Morumbi, Rogério Ceni saudou a estreia do treinador Juan Carlos Osorio com mais um gol, ajudando o São Paulo a vencer o Grêmio por 2 a 0, e já é o décimo artilheiro da história tricolor, com 129 gols no total.
  • Em Santa Catarina, o Corinthians voltou a sentir o gosto da vitória, batendo o Joinville por 1 a 0, e a se aproximar do pelotão de frente no Brasileirão.
  • No Estádio Independência, finalmente o Cruzeiro quebrou um tabu de 11 jogos sem vencer seu grande rival e bateu o Atlético por 3 a 1. Parece ter se afastado definitivamente da zona de rebaixamento.
  • No Maracanã, o Flamengo conseguiu a primeira vitória neste Brasileirão: 1 a 0 na Chapecoense.
  • Na Vila Belmiro, o Santos mostrou mais uma vez que não é fácil a vida sem Robinho e empatou por 2 a 2 com a Ponte Preta, que continua no G4.
  • Na Arena da Baixada, nada de novo: o Vasco perdeu como sempre, agora por 2 a 0, e o Atlético Paranaense continua firme na liderança do Brasileirão, com 15 pontos, dois a mais do que o São Paulo, que pode perder o segundo ugar neste domingo se o Sport vencer o Fluminense no Rio.

Como já cantou o poetinha Vinicius de Moraes, com a sabedoria de bom botafoguense, “há um renovar-se de esperanças porque hoje é sábado”. Menos para os vascaínos, registre-se.

Barça, o campeão que todos esperavam

Gol de Suárez 66Suárez faz 2 a 1 para o Barça aos 23 do segundo tempo e garante o título europeu

Não foi o Barcelona esfuziante dos últimos tempos e ficou até a impressão de que Messi não entrou inteiro no jogo, mas o caneco da Liga dos Campeões da Europa ficou com que mais o mereceu.

Juventus deu rápida e passageira demonstração de coragem no início do jogo, partindo para cima da defesa espanhola como se quisesse surpreender Messi e companhia, muito mais acostumados a determinar o andamento da bola do que a se trancar na defensiva.

Aos 4 minutos, porém, o volante Rakitic desfez as ilusões, mandando para as redes de Buffon a bola que lhe foi tocada por Iniesta, que recebera de Neymar e passara por Alba após o lançamento precioso e preciso de Messi.

Daí em diante, o Barça tratou de tocar a bola como nos tempos de Pep Guardiola, abdicando um pouco da contundência que lhe imprimiu Luis Enrique para aproveitar o talento e entrosamento de Messi, Neymar e Suárez.

No segundo tempo, quando a torcida do Barça já ensaiava um coro de ‘olé’, o espanhol Morata empatou o jogo aos 9 minutos e a Juve voltou a passar a sensação de que poderia reverter o placar.

De novo, era pura ilusão. Aos 23, aproveitando o rebote do goleiraço Buffon num chute forte de Messi, o uruguaio Suárez garantiu o título.

Os 2 a 1 eram pouco, talvez não pelo jogo deste sábado,  certamente por toda a obra do Barça ao longo da competição, e Neymar tratou de ampliar a vantagem dois minutos depois, mas a arbitragem anulou o gol invocando um toque de mão na bola que mais pareceu um toque da bola na mão do brasileiro.

Não adiantou. Já aos 51, Neymar decretou em 3 a 1 o placar da vitória e, assim, se tornou, em companhia de Messi e de Cristiano Ronaldo, um dos artilheiros desta Liga dos Campeões da Europa, cada um deles com 10 gols.

Será este o trio que veremos na festa da Bola de Ouro de 2015?

Mesmo que não vá à festa como um dos destaques da temporada, Neymar entrou definitivamente para a história, como o segundo jogador a conquistar os títulos da Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa fazendo gol nas finais e o primeiro na era moderna da competição europeia a marcar em todos os jogos das quartas, das semifinais e da final.

Veja mais algumas imagens marcantes da final em Berlim

Liga dos Campeões 2015

   O jovem Pogba consola o veterano Pirlo + Os brasileiros Daniel Alves e Adriano exageram na comemoração + Messi é marcado com a severidade de sempre + Neymar se ajoeha para chorar + Piqué saboreia a glória de campeão

Antes que a gente esqueça

Corações e mentes ligados na final da Liga dos Campeões da Europa não podem esquecer que neste sábado, 6 de junho, começa também a sexta rodada do Campeonato Brasileiro, com os seguintes jogos:

  • Às 18:30: Santos x Ponte Preta, ou Lucas Lima x Renato Cajá; Flamengo x Chapecoense, o vice-lanterna contra o sétimo colocado, nesta ordem; e, como se não tivesse nenhuma importância, o clássico mineiro entre Atlético, em nítida ascensão, e o Cruzeiro, tentando retomar a aura de bicampeão.
  • Às 21 horas: Joinville x Corinthians, a chance de Tite voltar a dar uma entrevista falando sobre como é bom vencer um jogo.
  • Às 22 horas: Atlético Paranaense x Vasco, que vale a liderança para o time de Curitiba e a sobrevivência para o campeão carioca, e São Paulo x Grêmio, estreia do colombiano Juan Carlos Osorio no comando técnico são-paulino.

Mais cedo, em concorrência direta com Juventus x Barcelona, rolarão vários jogos da Série C e da Série B. Ninguém para o pujante futebol brasileiro dos nossos dias…

Pitacos de quem conhece os caminhos da bola

Alguns palpites sobre a final deste sábado de antigos campeões europeus ouvidos pelo site da Uefa: 

  • Zinédine Zidane: “Todos dizem que o Barcelona é favorito, mas nunca se deve subestimar uma equipe italiana.”
  • Marco van Basten: “Acho que se vai registar um empate por 2 a 2 após a prorrogação e depois a Juventus ganha nos pênaltis. E não digo isto apenas por me sentir meio italiano!”
  • Deco: “A Juventus não se importará de defender durante 90 minutos. O Barça precisa de ter a bola o máximo de tempo possível e estar atenta aos contra-ataques adversários. Se jogar como tem feito até agora, vai vencer por 2 a 0.”
  • Franz Beckenbauer: “Com Messi, o Barcelona tem vantagem. Prevejo um triunfo apertado do Barcelona.”
  • Cafu: “É muito difícil se aguentar na defesa, mas se pode esperar qualquer coisa por parte da Juventus. Acho que o Barcelona vai acabar por quebrar a sua resistência. O resultado vai ser 3 a 1 para o Barcelona.”

Por que vamos todos ver Juve x Barça hoje à tarde

Liga dos Campeões bola 66

O Barcelona entrará em campo hoje, no Estádio Olímpico de Berlim, com seis jogadores que disputaram a final de 2011 da Liga dos Campeões da Europa: Daniel Alves, Piqué, Iniesta, Mascherano, Busquets e Messi.

Entre os reservas, estarão Xavi e Pedro, que também jogaram aquela final.  E Adriano, que não saiu do banco em 2011, lá estará novamente.

Os outros cinco titulares são o goleiro Ter Stegen, de 23 anos, tirado do Borussia Mönchengladbach no ano passado; o lateral Alba, 26 anos, formado nas divisões de base do próprio Barça e trazido de volta em 2012 após um período no Valencia; o volante  Rakitić, 27 anos,  contratado ao Sevilla em 2014; os atacantes Neymar, cuja história a gente bem conhece, e Suárez, 28 anos, contratado ao Liverpool também no ano passado.

Por mais que a gente repita, e em parte seja verdade, o Barcelona não é somente Messi. É um time no sentido verdadeiro da palavra, provavelmente o que melhor alia em todo o mundo da bola o espírito coletivo à criatividade individual de suas fulgurantes estrelas.

Com menos brilho individual, a Juventus é igualmente um time, de sólida conformação coletiva, montado pacientemente ao longo dos últimos anos.

Buffon, o número 1, veste a camisa da Juve desde 2001. O volante Marchisio, prata da casa, vestiu a camisa de titular pela primeira vez em 2006, antes de passar uma temporada emprestado ao Empoli para retornar em 2008. O zagueiro Bonucci estreou em 2010 e seu parceiro Barzagli, em 2011, quando também entraram no time o lateral Lichtsteiner, o volante Pirlo e o meia Vidal. O meia Pogba chegou em 2012, o atacante Tévez em 2013. E, em 2014, o time se completou com a contratação do lateral Evra e do atacante Morata.

Agora, pegue a escalação do seu time aqui no Brasil e confira há quanto tempo os 11 estão juntos.

Ou relembre como o Cruzeiro desfez no começo de 2015 o time que Marcelo Oliveira pacientemente montou em 2013 e 2014. Se você é corintiano, preste atenção no desmonte que está em curso no circuito Parque São Jorge-Itaquera.

Essa é uma das principais razões por que o futebol brasileiro está tão mal e, cada vez mais, os brasileiros se interessam pelo Barcelona, pela Juventus… pelo futebol jogado em campos europeus.

De permanente por aqui só a cartolagem – enquanto o FBI não entra em campo, claro.

Oswaldo precisa rasgar a fantasia

Oswaldo: sem Robben e Ribéry...

Oswaldo: sem Robben e Ribéry…

Se o Palmeiras tem algo para comemorar nesta temporada, é a comunhão entre a torcida e o clube.

Desde que ganhou casa nova, a torcida palmeirense recobrou o sentimento de grandeza dos tempos da Academia do regente Ademir da Guia e mais recentemente das sucessivas levas de grandes times em redor de ídolos como Edmundo, Roberto Carlos, César Sampaio, Zinho, Evair, Rivaldo, Djalminha, Alex e Marcos, e lota o Allianz Parque na esperança de se reencontrar com as glórias perdidas.

Vã esperança, porém, pelo menos até agora. A comunhão entre torcida e clube não se reproduz entre torcida e time.

O time atual, ainda em formação, é muito inconstante e pouco confiável. Dá aos torcedores alegria em dose dupla, limando o Corinthians do Paulistão e depois o abatendo no Brasileirão, mas fraqueja ao decidir o título estadual com o Santos e faz um campanha medíocre na competição nacional, como bem retrata o empate em casa por 1 a 1 com um Internacional desfalcado de vários titulares.

A torcida novamente fez sua parte na noite da quinta-feira, 5 de junho: 36.199 pessoas pagaram mais de R$ 2.3 milhões na esperança de ver Robben e Ribéry estraçalhando o Inter meio reserva em ataques sucessivos pelas beirada do campo, como prometera o treinador Oswaldo de Oliveira, mas saíram frustradas com a inoperância ofensiva de Dudu e Kelvin.

Se a dupla Robben-Ribéry faz falta ao Bayern de Pep Guardiola, imagine-se ao Palmeiras de Oswaldo de Oliveira…

Oswaldo, que fez a bem humorada comparação ao anunciar a escalação para enfrentar o Inter, talvez não se dê conta de que está exacerbando os sonhos de grandeza dos palmeirenses e, não tão bem humorado depois do 1 a 1, jogou a frustração da torcida no colo dos analistas:

– Quando não conseguimos a vitória, sempre falta finalização, falta infiltração. Se tivesse terminado por 1 a 0, não faltaria nada. É por aí que se faz análise dos jogos…

O problema é que o Palmeiras não consegue vencer um jogo do Brasileirão no Allianz Parque desde o ano passado. Portanto, nunca venceu um jogo do Brasileirão no Allianz Parque.

Em 2014, fez dois jogos: ao inaugurar a nova casa, perdeu para o Sport por 2 a 0 na 35ª rodada; na rodada final do Brasileirão, empatou com o Atlético Paranaense por 1 a 1. Robben e Ribéry ainda nem tinham sido contratados.

Em 2015, já com os jovens Dudu e Kelvin no elenco e antes do 1 a 1 da quinta-feira com o Internacional, havia empatado com o Atlético Mineiro por 1 a 1 na primeira rodada e perdido para o Goiás por 1 a 0 na terceira.

Este blog ousa, então, repetir o conselho que deu no título de uma nota publicada no dia 9 de maio, após o jogo da primeira rodada: Palmeiras precisa trocar fantasia por mais trabalho.

Amanhã, a Copa de todos os mundos

Suárez, craque uruguaio do Barça, leva para Berlim a cuia de mate/Foto: Miguel Ruiz-FCB

Suárez, uruguaio do Barça, leva para Berlim a cuia de mate/Foto: Miguel Ruiz-FCB

Ao começar Juve x Barça em Berlim na noite deste sábado, a partir das 15:45 no Brasil, estarão nas tribunas estrelas e ‘autoridades’ do futebol de todos os continentes, menos aquelas que estão fugindo das polícias, mas é no gramado do Estádio Olímpico que se verá o verdadeiro mundo da bola.

Nada menos do que 11 países estão representados nos elencos dos dois finalistas da Liga dos Campeões da Europa.

A Juventus, com 22 jogadores inscritos na Liga dos Campeões, tem 12 italianos, três franceses (um deles nascido no Senegal), dois espanhóis, dois argentinos, um chileno, um suíço e um brasileiro.

O Barcelona, que inscreveu 26 jogadores na competição, tem 14 espanhois, quatro brasileiros, dois argentinos, um belga, um uruguaio, um croata, um alemão, um chileno e um francês.

Em campo, quando o árbitro turco Cüneyt Çakir mandar a bola rolar, cinco italianos, um suíço, um senegalês de nacionalidade francesa, um francês, um espanhol, um chileno e um argentino estarão vestindo a camisa da Juventus para enfrentar quatro espanhóis, dois argentinos, dois brasileiros, um uruguaio, um alemão e um croata nascido na Suíça vestidos com a camisa do Barcelona.

É a copa de todos os mundos.

Parece que o Flu venceu no Maracanã

Marcos Júnior 46Marcos Júnior: gol no jogo em que só não apareceram as marcas de Fluminense e Coritiba

Não deu pra ver direito: a camisa era verde e, na frente, tinha duas vezes a marca Guaraviton, outras duas a marca Frescatto, e ainda a marca Matteviton; atrás, mais duas vezes Guaraviton e, ampliada, Guaravita.

Nem sei como cabe tanto anúncio neste outdoor ambulante e mambembe.

Será algum time de fábrica em torneio de várzea?

Pela escalação, parece que não. O time fez 1 a 0, gol de Vinícius após receber uma bola açucarada de Fred.

Parece o Fluminense contra outro time também com a camisa carregada de anúncios, embora em menor quantidade.

No segundo tempo, o time de camisa verde, que o narrador insistia em identificar como tricolor carioca, fez mais um gol, assinado por Marcos Junior.

É, deve ser mesmo o Flu.

Fui conferir na tabela do Brasileirão e lá está: no Maracanã, Fluminense 2 x 0 Coritiba.

Muita gente foi ao jogo: 28.041, no total; 23.004 pagantes.

Se o jogo foi no Maracanã e juntou tantos pagantes e penetras, com certeza é o Flu, agora quinto colocado no Brasileirão, com os mesmos dez pontos de Atlético Mineiro, o terceiro, e São Paulo, o quarto, pelo menos até o Sport x Goiás de daqui a pouco.

Os grandes estão chegando, mas o Coritiba continua lá embaixo, no Z-4, à frente apenas de Vasco, Flamengo e Joinville.