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Empate é ruim para Atlético Paranaense e Sport

Ainda não foi desta vez que o Sport venceu pela primeira vez fora de casa no Brasileirão.

Marlone fez o 1 a 0 sobre o Atlético Paranaense logo aos 15 minutos, aproveitando com oportunismo a jogada que Diego Souza construiu com sucessivos dribles em seus marcadores na entrada da área, mas o zagueiro Vilches empatou, de cabeça, aos 52 do segundo tempo.

Justo empate. Até o gol de Marlone, o Atlético era melhor em campo, mas passou a ceder ao Sport as rédeas do jogo, bom jogo, com poucas faltas e muita movimentação. Foi assim no restante do primeiro tempo.

No segundo, os anfitriões retomaram o domínio, tiveram mais posse de bola, finalizaram mais, mas davam a impressão de que não conseguiriam vencer o bem organizado sistema defensivo dos visitantes e seu goleiro Danilo Fernandes. Vilches desfez a impressão quando a partida já estava terminando.

O 1 a 1 na Arena da Baixada pode derrubar o Sport para o sétimo lugar e o Atlético para o oitavo, dependendo do resultado de mais três jogos deste domingo: São Paulo x Corinthians e Cruzeiro x Palmeiras às 16 horas e o Gre-Nal das 18h30.

Noite feliz para Santos e Avaí no Brasileirão

O Santos cumpriu a obrigação na Vila Belmiro, derrotando o lanterninha Coritiba por 3 a 0, e foi do 15º para o 12º lugar, posição que ainda estará em xeque até a conclusão da rodada neste domingo, mas com folga suficiente para afastar os temores imediatos de  queda para o Z-4.

Foi o quinto jogo do time sob o comando de Dorival Júnior, com três vitórias, um empate e uma derrota, aproveitamento de 66,6% dos pontos em jogo, índice inferior apenas ao que têm o líder Atlético Mineiro e o vice-líder Corinthians ao longo deste Brasileirão.

O placar não foi o único motivo de festa para os 12.657 torcedores que pagaram ingresso na Vila. O meia Lucas Lima e o atacante Geuvânio se destacaram novamente em campo como artífices da vitória.

Geuvânio fez o primeiro gol, participou ativamente do segundo, forçando o lateral Ivan a enviar para a rede de Wilson a bola cruzada por Lucas Lima e fez a assistência para Ricardo Oliveira marcar o terceiro.

Lucas Lima desfilou pelo gramado como regente de todas as jogas ofensivas, determinando o ritmo da festa santista.  Na saída, avisou à concorrência:

  • Ainda estamos muito longe de onde queremos chegar.

Na Ressacada, abrindo a noitada da bola, Ronaldinho Gaúcho bem que tentou, mas não conseguiu vencer a marcação firme e organizada do Avaí para ajudar o Flu. Resultado: 1 a 0 para o Avaí.

A vitória deu ao time catarinense o fôlego que faltou ao veterano craque do Flu. O Avaí dorme neste sábado em 13º, logo atrás do Santos, ambos com 20 pontos, seis além do limite que define o rebaixamento a esta altura do campeonato.

Se amanhã Sport x Atlético Paranaense tiver um vencedor, o Palmeiras vencer o Cruzeiro no Mineirão, o São Paulo vencer o Corinthians no Morumbi e o Grêmio vencer em sua Arena o Internacional, terá custado muito caro a derrota para o Avaí na noite deste sábado: o Fluminense despencará do terceiro para o sétimo lugar no Brasileirão.

Mesmo que tantos resultados adversos não se concretizem, o risco de sair do G-4 é grande. Basta que ocorram dois deles no domingo.

Os embalos de sábado à noite na Vila e na Ressacada

Ronaldinho: primeira viagem pelo Flu - Foto: Alexandre Vidal/Ronaldinho10.net

Ronaldinho: primeira viagem – Foto: Alexandre Vidal/Ronaldinho10.net

Avaí x Fluminense e Santos x Coritiba, na noite deste sábado, são jogos decisivos para as pretensões e a sobrevivência dos quatro times no Brasileirão.

Pretensão, de verdade, tem o Flu, que, no mínimo, se manterá na terceira posição se vencer a partida das 18h30 na Ressacada. Pela segunda vez, a equipe terá Ronaldinho Gaúcho, mas não terá Fred nem Gerson, o garoto de 18 anos que vai jogar pela Roma em 2016 e está às voltas com problemas estomacais.

Os outros três times, começando pelo Avaí, lutarão à noite apenas para continuar sobrevivendo fora do Z-4.

Ao Avaí, bastará um empate para sair desta 17ª rodada à frente do quarteto que ocupa a zona de rebaixamento. O que lhe basta, porém, não tem sido fácil de conseguir: em oito jogos em casa, o time venceu dois, perdeu três e empatou três – e uma vitória e um empate foram contra times catarinenses (2 a 1 na Chapecoense e 1 a 1 com o Figueirense).

O mais provável é que, na primeira viagem de Ronaldinho neste Brasileirão, o Flu vença em Florianópolis, se consolide no G-4 e até possa encostar no Corinthians desde que dê São Paulo no clássico de amanhã no Morumbi. Se bobear, o Fluminense pode despedir-se do pelotão de frente, correndo o risco de não mais voltar.

Às 21 horas, na Vila Belmiro, o Santos também tentará fugir à vizinhança do Z-4, com a vantagem de enfrentar um adversário bem mais fraco – o lanterninha Coritiba, que perdeu dois e empatou cinco dos seus últimos jogos.

Uma vitória, obrigação santista, garantirá uma boa noite de sono ao técnico Dorival Júnior, pois o time saltará do 15º para o 19º lugar pelo menos até que se encerrem os jogos das 16 horas do domingo. Bastará um empate, porém, para que o Santos chegue à 18ª rodada fora do Z-4.

O Coritiba dificilmente dará a Ney Franco um sono tranquilo na noite deste sábado.

É dos trintões que Eurico gosta mais

Cada vez mais ameaçado pelo fantasma do rebaixamento, o Vasco finalmente contratou dois reforços capazes de contribuir tecnicamente para a salvação do time:

Nenê e Eurico: esbanjando confiança - Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Nenê e Eurico: autoconfiança – Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

O meia Nenê, como é conhecido o jundiaiense Anderson Luiz de Carvalho, que acaba de fazer 34 anos e passou os últimos 12 perambulando pelo mundo da bola, tendo jogado pelos espanhóis Mallorca, Alavés, Celta de Vigo e Espanyol, pelos franceses Monaco e PSG, pelo catariano Al-Gharafa e, não muito, pelo inglês West Ham.

Chegou ao clube inglês em fevereiro, entrou em campo oito vezes, tendo jogado menos de 130 minutos ao todo, saiu no final da temporada europeia e desembarcou em São Januário esbanjando autoconfiança em entrevista acompanhada com atenção pelo onipresente Eurico Miranda:

– Tenho habilidade, gosto de driblar, meu passe é bom e gosto de fazer gol também.

O último gol que Nenê marcou um foi em novembro de 2014, ainda pelo Al-Gharafa.

Eurico e Jorge Henrique: pesando em títulos - Foto: Carlos Gregório Jr./Vasco.com.br

Eurico e Jorge Henrique: título? – Foto: Carlos Gregório Jr./Vasco.com.br

Jorge Henrique, de sobrenome Souza, 33 anos, atacante por vocação, polivalente por necessidade, também cigano da bola, mas com circulação restrita aos campos brasileiros, tendo vestido em pouco mais de uma década as camisas de Náutico, Atlético Paranaense, Santo André, Ceará, Santa Cruz, Botafogo, Corinthians e Internacional.

Estava no Inter desde a metade de 2013 e, nesta temporada, participou de 22 jogos e marcou um gol. Menos personalista, prometeu acabar com a fama de indisciplinado e também mostrou confiança ao lado de Eurico:

– Conquistei títulos por onde passei e espero que não seja diferente no Vasco. A primeira missão é ajudar a tirar o time da situação incômoda no Brasileiro, mas um clube com a grandeza do Vasco tem de pensar sempre em títulos importantes.

Com a dupla Nenê e Jorge Henrique, o Vasco de Eurico completa uma dúzia de trintões em seu elenco. Experiência para encarar o sufoco não vai faltar. Fôlego, talvez.

PS: Em meio a tantos veteranos, o Vasco desistiu de abrir vaga no elenco para o jovem Antônio Wellington Batista da Silva, aquele cearense de 23 anos vindo do Gonçalense de quem falamos aqui em 25 de julho na nota É de Sabão que o Vasco está precisando?  Sabão foi dispensado na terça-feira e vai disputar a Série B do Brasileirão pelo Macaé. Melhor assim.

No finalzinho do turno, mudanças no G-4

Quando se encerrar o primeiro turno do Brasileirão, daqui a três rodadas, o líder Atlético Mineiro e o vice-líder Corinthians continuarão em suas posições, separados por uma distância ligeiramente menor, no entanto. O líder, que hoje tem 35 pontos, irá a 41; o vice-líder, atualmente com 33, chegará a 40.

Calma, o blogueiro não foi ao Além dar trato à bola com Mãe Dináh. Trata-se de uma simples, talvez simplista, conta de somar, levando em conta os pontos que os times fizeram nas últimas três rodadas.

Se os 20 times que disputam o Brasileirão somarem nas três rodadas que faltam para fechar o turno o número de pontos obtidos nas três anteriores, a tabela de classificação terá mudanças no G-4, mudará muito pouco no meio e apenas inverterá as posições de Joinville e Goiás no Z-4.

A única equipe com 100% de aproveitamento nas rodadas recentes é o Atlético Paranaense, que em casa venceu a Chapecoense por 1 a 0 e, fora, venceu o Avaí por 2 a 1 e o Palmeiras por 1 a 0.

Hoje, é assim a classificação do Campeonato Brasileiro:

        1          Atlético-MG                         35

2          Corinthians                         33

3          Fluminense                         30

4          Sport                                    29

5          Atlético Paranaense           28

6          Palmeiras                             28

7          São Paulo                             27

8          Grêmio                                  27

9          Chapecoense                       23

10        Internacional                       21

11        Flamengo                             20

12        Figueirense                         19

13        Ponte Preta                        19

14        Cruzeiro                               18

15        Santos                                  17

16        Avaí                                       17

17        Goiás                                     14

18        Joinville                                12

19        Vasco                                    12

20        Coritiba                                12

 Ao final da 19ª rodada, seria assim:

1          Atlético-MG                         41

2          Corinthians                          40

3          Atlético Paranaense          37

4          Palmeiras                              34

5          Sport                                      34

6          Fluminense                          33

7          São Paulo                              30

8          Grêmio                                   28

9          Chapecoense                        27

10        Flamengo                              27

11        Internacional                       26

12        Figueirense                           23

13        Santos                                    21

14        Ponte Preta                          21

15        Cruzeiro                                20

16        Avaí                                        18

17        Joinville                                 16

18        Goiás                                      15

19        Vasco                                     15

20        Coritiba                                 15

Para quem acredita que ‘futebol é momento’: se valesse apenas a campanha das 14ª, 15ª e 16ª rodadas, o campeão seria o Atlético Paranaense; e seriam rebaixados o Grêmio, a Ponte Preta e o Avaí,  em companhia do Goiás, que já está no Z-4.

Vasco e Goiás cobram muito por jogos que poucos vêem

Somente o Palmeiras e o Corinthians cobram mais caro pelo ingresso nos jogos do Brasileirão do que o Vasco e o Goiás.

Palmeirenses pagam em média R$ 67 por ingresso; corintianos, R$ 56; vascaínos e esmeraldinos, R$ 50.

O Corinthians é o vice-líder do campeonato, o Palmeiras está em sexto lugar, o Goiás em 17º e o Vasco em 19º.

O campeão de bilheteria é o Palmeiras, com 33.890 pagantes por jogo. O Corinthians é o terceiro, com média de 27.173 pagantes.

O torcedor não é bobo: o Vasco é o 15º colocado no ranking da bilheteria, com 8.699 pagantes por jogo, e o Goiás é o lanterninha, com 4.814 pagantes.

Inter justifica em dilmês a demissão de Aguirre

Diego Aguirre não é mais técnico do Internacional.

O presidente Vitorio Piffero justificou a demissão do treinador, às vésperas do Gre-Nal, no mais castiço dilmês:

– Resolvemos fazer antes do clássico para criar uma atmosfera para o clássico que possa nos ajudar. O fato de criar uma situação pré-Gre-Nal é porque estamos pensando no Gre-Nal. Talvez possamos ter outro rendimento no Gre-Nal.

Para que mexer no que está dando certo?

O que era simples tititi entre cartolas de alguns grandes clubes começa a circular nos corredores da CBF como ideia para aumentar o faturamento do Brasileirão: o retorno à fórmula do mata-mata.

A discussão na CBF se dá quando o campeonato por pontos corridos, em sua 13ª edição, alcança a média de 16.843 pagantes por jogo, 30.442 na 16ª rodada.

Nas 13 edições anteriores a 2003, o mata-mata só conseguiu média melhor em 1999, com 17.018 pagantes por jogo.

E quanta gente pagou até agora para ver a Copa do Brasil de 2015, disputada em regime de mata-mata? Em média, 4.730 pessoas em cada um dos 128 jogos das três primeiras fases da competição.

Média de ocupação dos estádios em 2015: 39% no Campeonato Brasileiro; 17% na Copa do Brasil.

É hora de discutir o calendário do futebol brasileiro, a criação da(s) Liga(s), a negociação dos direitos de transmissão e não de mexer no que está dando certo.

É matemático: o Vasco briga pelo título do Brasileirão

Já não sabia mais como aliviar as aflições dos muitos vascaínos que fazem este Benebol pois, simplesmente olhando a classificação do Campeonato Brasileiro, a coisa está feia, muito feia.

Imagine o seguinte:

Na 16ª rodada do Brasileirão de 2008, o Vasco estava em 12º lugar, com 19 pontos. Caiu para a Segundona.

Na 16ª rodada do Brasileirão de 2013, o Vasco estava em 11º lugar, com 20 pontos. Caiu para a Segundona.

Na 16ª rodada do Brasileirão de 2015, o Vasco está em 18º lugar, com 12 pontos.

O que posso dizer para tranquilizar a moçada se até eu, que não tenho nada com isso, já ando preocupado?

Salvou-nos o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais:  o Vasco, ainda pode até ser o campeão brasileiro de 2015 – tem exatamente 0,004% de chances.

É pura matemática. Ciência, portanto.

E o Atlético Mineiro que se cuide. O risco de cair para a Segundona em 2016 é matematicamente igual às chances de o Vasco ficar com o caneco em 2015.

Se você não acredita no que está lendo aqui, leia no site  dos catedráticos mineiros.

E ainda dizem que nada muda no futebol brasileiro

Guto Ferreira dançou na Ponte Preta, Diego Aguirre balança no Internacional.

A Ponte, 13ª colocada, é o 11º time a trocar de técnico neste Brasileirão.

Veja a lista completa das trocas, pela ordem de classificação dos times no campeonato:

  3º – Fluminense – Ricardo Drubscky, Enderson Moreira

  6º – Palmeiras – Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira

  8º – Grêmio – Luiz Felipe Scolari, Roger Machado

11º – Flamengo – Vanderlei Luxemburgo, Cristóvão Borges

14º – Cruzeiro – Marcelo Oliveira, Vanderlei Luxemburgo

15º – Santos – Marcelo Fernandes, Dorival Júnior

17º – Goiás – Hélio dos Anjos, Julinho Camargo

18º – Joinville – Hemerson Maria, Adilson Baptista, Paulo César Gusmão

19º – Vasco – Doriva, Celso Roth

20º – Coritiba – Marquinhos Santos, Ney Franco