Arquivo do autor:rpbenevides

O Corinthians é caso de polícia?

Cinco viaturas da PM paulista estão guardando a entrada Centro de Treinamento Joaquim Grava enquanto Tite e jogadores trabalham lá dentro.

Será o Corinthians um caso de policia?

E tem a policia paulista gente e equipamentos de sobra para cuidar da segurança de entidades privadas sem deixar em risco os cidadãos de Sampa?

Acabou-se a frustração de Verónica Boquete

Veronica Boquete 145aE se fez realidade, há pouquinho, o desejo da espanhola Verónica Boquete, registrado aqui em 19 de abril na nota Como é mesmo o nome dela?, de apagar em Berlim a frustração que vivera um ano antes com a camisa do sueco Tyresö ao ser derrotada,  em companhia da brasileira Marta,  na final da Liga das Campeãs da Europa de 2014 pelas alemãs do Wolfsburg:

 – Aquela final ainda dói por tudo que o Tyresö significava para mim. Sempre carregarei esta frustração, mas agora ela vai me servir de motivação e me dará um gás extra.

Defendendo o Frankfurt, Verónica Boquete acaba de conquistar  o título europeu com uma vitória por 2 a 1 sobre as meninas do Paris Saint-Germain.

Acabou-se a frustração.

Seleção da Uefa tem Marcelo e Neymar

Neymar, novamente, e Marcelo estão na seleção da semana publicada pelo site da Uefa  com a pretensão, bem contestável, de indicar os melhores dos dois jogos que definiram Barcelona e Juventus como finalistas da Liga dos Campeões da Europa.

Sem Messi e sem Suárez, a seleção dos ‘especialistas’ da Uefa: Gianluigi Buffon (Juventus), Patrice Evra (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Marcelo (Real Madrid), Thiago Alcántara (Bayern), Paul Pogba (Juventus), Bastian Schweinsteiger (Bayern), Álvaro Morata (Juventus), Robert Lewandowski (Bayern) e Neymar (FC Barcelona).

Governo esquece convite a Ana Moser

Elegante como sempre, sem um sinal sequer de desencanto, Ana Moser deixa claro, em texto publicado hoje no Blog do Juca Kfouri, que o propalado convite para que ela assumisse a presidência da Autoridade Pública Olímpica, uma espécie de consórcio administrativo formado pelos governos federal e estadual e pela prefeitura do Rio,  era mais marketing político do que efetiva ação  governamental.

Dois trechos mostram a verdade. O primeiro, logo na abertura:

  • “Há algumas semanas fui convidada pelo governo, através do Ministro da SECOM (Secretaria de Comunicação Social), para assumir a direção da APO com o foco no desenvolvimento de uma proposta de Legado Social e Esportivo para a Olimpíada.”

O segundo trecho pede uma explicação, pois se refere a um antigo e-mail enviado por ela aos delegados do COI que escolheram o Rio como sede das competições olímpicas em 2016. Ana Moser “entendia que, ao assumir a responsabilidade de organizar uma Olimpíada sem que tivéssemos uma ampla base de praticantes, o esporte para as pessoas comuns seria colocado num segundo plano e a concentração de recursos e poder em torno do esporte de elite seria muito maior.”

O e-mail foi usado como arma contra ela por muita gente incomodada com a escolha de uma das mais respeitadas figuras do esporte brasileiro para comandar a APO da Rio-16. Resultado, segundo o texto de Ana Moser:

  • “Esta polêmica criou um clima político adverso que fez com que o meu convite inicial para a APO não se concretizasse.”

É curioso: o governo que quer mudar o futebol por meio de uma Medida Provisória não tem autoridade para impor suas escolhas a um organismo público.

Ou será que a propalada escolha de Ana Moser era mero exercício de comunicação social?

Uma noite que os corintianos jamais esquecerão

Corinthians 135 GuaraníNo Itaquerão, depois de um primeiro tempo com claro e infrutífero domínio corintiano, Fábio Santos fez bobagem logo no comecinho do segundo, foi expulso e levou embora as chances do Corinthians chegar pelo menos aos 2 a 0 e, assim, decidir nos pênaltis a sorte na Libertadores.

No meio do segundo tempo, Jadson também foi expulso por mais uma boba agressão a um adversário.

Não há fé que supere tanta imaturidade num time considerado por muita gente, após dois ou três bons jogos no começo da temporada, a mais atual expressão do melhor futebol brasileiro e agora obrigado a reconhecer: ludopédio é um esporte que se pratica também com a cabeça.

O 0 a 0 já era uma desgraça, mas Fernando Fernández entrou no jogo aos 42 minutos e marcou para o Guaraní aos 47.

O 1 a 0 foi a segunda derrota do Corinthians em seu estádio. Esta quarta-feira, 13 de maio, jamais será esquecida pelos corintianos.

Agora, a fiel torcida vai exercitar sua fé no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

Inter mata o Galo no Beira-Rio

No Beira-Rio, o visitante Atlético costurou, costurou, costurou, o anfitrião Internacional pintou e bordou.

Dois golaços, ainda no primeiro tempo, definiram o jogo e a vaga nas quartas de final da Libertadores para o Inter. Merecidamente.

Não que o Galo tenha desistido ou mesmo desacreditado na possibilidade de reagir aos gols de Valdívia e D’Alessandro. Aos 13 minutos do segundo tempo, Lucas Pratto, sempre ele, diminuiu para 2 a 1.

E o Atlético Mineiro continuou tentando, tentando até que, aos 34, Lisandro López fechou a conta em 3 a 1.

Foi a noite dos gringos no Beira-Rio. Apesar do nome, Valdívia é exceção.

Nada mais justo do que o Internacional do uruguaio Diego Aguirre continuar representando o futebol brasileiro na Libertadores.

Difícil serão os próximos dias do Atlético Mineiro. Além da tristeza pela derrota, a torcida do Galo ainda vai ter de suportar a alegria dos cruzeirenses, também eles classificados para a próxima fase da Libertadores.

Cruzeiro espera adversário argentino: ou Boca ou River

Foi grande o sofrimento no Mineirão, torcedor cruzeirense?

Prepare-se para mais: amanhã, Boca e River definem na Bambonera o adversário do Cruzeiro nas quartas de final da Libertadores.

Qualquer que seja o adversário argentino, a ida das quartas para as semifinais será uma parada duríssima para este Cruzeiro aguerrido, veloz, mas ainda pouco criativo e nada contundente.

Hoje pelas oitavas, Cruzeiro e São Paulo fizeram um jogo pegado, de muita correria e poucas chances de gol, todas criadas pelo Cruzeiro.

O São Paulo foi a Belo Horizonte para empatar. Depois de levar o gol, marcado por Leandro Damião aos 9 minutos do segundo tempo, cuidou de não perder a chance de levar a decisão da vaga para os pênaltis.

E levou. Em vão. Deu Cruzeiro, após seis cobranças de cada time, por 6 a 4.

Depois dos dois 1 a 0 em 180 minutos de bola corrida, o tricolor Paulo Henrique Ganso já tinha o discurso ensaiado para se conformar com a desclassificação nos pênaltis:

– Faz parte do futebol…

Juve de Buffon fará final européia com Barça de Messi

Buffon 135Buffon, depois de brilhar contra o Real: “Não vamos fazer turismo em Berlim”

De certa maneira, o italiano Carlo Ancelotti chegou ao Santiago Bernabeu seguro de que o seu Real Madrid estaria em Berlim no dia 6 de junho, tanto que tinha declarado na entrevista coletiva que a Uefa organizou antes do jogo decisivo pelas semifinais da Liga dos Campeões da Europa:

– Estamos tão perto de disputar a segunda final consecutiva e de fazer história na competição!

E as coisas começaram bem para o Real, que procurava jogo enquanto a Juventus apenas negaceava, tentando desde muito cedo que o tempo passasse rapidamente como se os 2 a 1 de Turim fossem suficientes para leva-la à final.

Aos 23 minutos, cobrando um pênalti marcado com extremo rigor pelo sueco Jonas Eriksson, Cristiano Ronaldo fez 1 a 0.

A Juve tentou entrar no jogo, foi algumas vezes ao ataque, mas não fez mal nenhum a Casillas e, embora em ritmo menos intenso, o Real foi obrigando o eterno Gianluigi Buffon às boas defesas que o acabaram transformando no grande nome da Juve.

Por uma dessas maldades em que o futebol é pródigo, o garoto Morata, criado das divisões de base do Real, decretou a classificação da Juve ao marcar o gol de empate aos 11 minutos do segundo tempo.

Aproveitando uma jornada muito discreta de Tévez e a falta de ritmo de Pogba, o Real retomou o domínio da partida, insistiu no ataque, tentou o gol por todos os caminhos e de todas as formas, mas parou sempre em Buffon.

A italianíssima Juventus de Massimiliano Allegri tem um encontrado marcado com o Barcelona de Luis Henrique – e, sobretudo, de Messi, Neymar e Suárez – no dia 6 de junho.

Buffon já tratou de avisar:

– Não vamos fazer turismo em Berlim.

É disso que o corintiano gosta

Apreensão corintiana 135Torcida corintiana promete lotar Itaquerão:  sofrimento é motor das grandes conquistas

É bem complicada a missão que cabe à rapaziada comandada por Tite no jogo das 22 horas desta quarta-feira, 13 de maio, no Itaquerão: vencer por três gols de diferença o organizado e aguerrido, embora tecnicamente medíocre time do Guaraní e, assim, continuar sonhando com o título da Libertadores.

Mais difícil fica a tarefa de Guerrero e companhia quando se olha a escalação e não se encontra o nome de Márcio Passos de Albuquerque, bem mais conhecido como Emerson Sheik ou simplesmente Emerson ou Sheik, cidadão que dá bom andamento à bola pelo lado esquerdo do ataque corintiano, mas, a menos de quatro meses de fazer 37 anos, nem sempre mostra juízo dentro de campo.

Esqueça-se, no entanto, o jogador eficiente e insano e lembre-se outra espécie de insanidade que move a massa corintiana, tão acostumada ao sofrimento como motor das grandes conquistas que, ontem, deu no Itaquerão mais uma mostra de que não acredita em missão impossível. Assim parece a tarefa desta noite aos milhares que ontem foram ver o treino e hoje estarão jogando com o time: difícil, sim; dificílima, talvez; impossível, jamais.

Quem sobreviver terá visto.

Tamanha demonstração de fé já ganhou as bênçãos dos céus, que ontem se fecharam por quase 12 horas ao voo do avião fretado pelo Guaraní para decolar de Assunção a tempo de permitir que o time treinasse às 18h30 em Itaquera.

O avião decolou tarde da noite e aterrissou em São Paulo já na madrugada, às 3h30. Os paraguaios esqueceram o treino, claro, e foram dormir.

Esperam os fiéis corintianos que não estejam acordados no jogo de logo mais.

Inter, favorito, solta rojões antes da hora

Muito provavelmente o Atlético Mineiro terá Guilherme, garantia de criatividade no meio de campo, mas corre risco de encarar o Internacional no Beira-Rio sem o lateral Marcos Rocha, um dos destaques do time de Levir Culpi.

Diego Aguirre não contará com Nilmar, mas defenderá em casa a vantagem nada desprezível de ter empatado por 2 a 2 o jogo da semana passada em Minas.

O peso do gol na casa do adversário permite ao Inter jogar por um novo empate, às 22 horas, para se garantir nas quartas de final da Libertadores – desde que por 0 a 0 ou 1 a 1.

Nem por isso o time deve se aquietar. “Não acho que nossa vantagem seja tão grande”, diz o técnico uruguaio, dando a entender que pode repetir em casa o padrão ofensivo que por muito pouco não deu a vitória ao Inter no Independência.

Não apenas por ter a vantagem e por jogar em casa, mas principalmente por vir se mostrado nos últimos dias o mais ajustado entre os melhores times brasileiros, o Inter é o favorito neste confronto que definirá o adversário do colombiano Santa Fe na próxima fase da Libertadores.

Bem que a porção mais mal educada de sua torcida poderia ter guardado para comemorar a classificação os rojões que foi soltar durante a madrugada diante do hotel em que está hospedada a delegação do Atlético Mineiro.