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Flu espera que Ronaldinho finalmente estreie

Ele já entrou em campo algumas vezes desde que foi apesentado nas Laranjeiras em 19 de julho, mas a torcida continua esperando que Ronaldinho Gaúcho estreie de verdade com a camisa do Fluminense. Pode ser hoje, no Maracanã, contra o Goiás, aposta o técnico Eduardo Baptista:

– Gostei de como ele entrou contra o Grêmio. Ele pode ser titular sim. É um jogador que conduz bem a bola, tem o drible.

Pode não ser:

– Não tomamos a decisão ainda, mas é uma opção muito forte.

Por que o novo treinador do Flu está em dúvida?

– O Marcos Junior me dá mais velocidade, mais penetração, e o Ronaldo me dá mais jogo. A dúvida é entre eles dois.

Como a situação tricolor é aflitiva, pois está em 12º lugar, a apenas três pontos da Z-4, Eduardo Baptista tende a apostar na experiência de Ronaldinho para o jogo das 18h30 contra um adversário também desesperado, pois é o 16º colocado, com os mesmos 31 pontos da Chapecoense, que abre o quarteto ameaçado pelo rebaixamento.

Ronaldinho, que hoje dribla mais os repórteres do que os marcadores dentro de campo, promete vagamente:

– Estou tentando chegar ao meu melhor.

O Flu está precisando de algo mais concreto: vencer, algo que não consegue há não vence há oito rodadas do Brasileirão. E, para finalmente vencer, o Flu precisa que Ronaldinho Gaúcho estreie.

O presidente acredita no técnico, mas o técnico…

Os sinais cada vez mais claros de que o técnico Juan Carlos Osorio prepara as malas para deixar o Morumbi e tocar vida nova no México são rebatidos pelo presidente Carlos Miguel Aidar com um argumento simples:

– Ele tem contrato conosco até 2016, é um homem de palavra e eu acredito na palavra dele.

Pelo que se tem ouvido em suas entrevistas recentes, parece que Osorio é que não acredita na palavra do presidente são-paulino.

Um colombiano dividido entre o São Paulo e o México

Juan Carlos Osorio: admiração e tolerância da torcida

Juan Carlos Osorio: admiração e tolerância da torcida

Já há são-paulino lamentando que Juan Carlos Osorio, na entrevista coletiva após a vitória sobre o Vasco pela Copa do Brasil, tenha confessado que pode aceitar o convite para comandar a seleção mexicana:

– Uma possibilidade de Copa do Mundo é algo diferente. Tenho objetivos como qualquer um. Meu coração e minha mente estão aqui, mas não posso falar o que vai acontecer amanhã.

Simpático, embora franco, carismático a seu modo, o treinador colombiano tem angariado fãs na torcida tricolor e na mídia brasileira em proporção que não se casa com o desempenho do time sob seu comando no Campeonato Brasileiro.

Em 22 jogos, o São Paulo de Osorio conquistou 32 pontos – 48,5% dos 66 disputados. Este percentual o colocaria atrás do Santos, que hoje é o oitavo colocado no Brasileirão com um rendimento de 49,4%.

Quando Osorio assumiu o comando técnico, na sexta rodada, o São Paulo já tinha vencido o Flamengo, o Joinville e o Santos, empatado com o Internacional e perdido para a Ponte Preta. Somava dez pontos – 66,6% dos 15 disputados. Tal aproveitamento lhe valeria hoje a vice-liderança do Brasileirão.

Em sua coluna na Folha desta quarta-feira (para assinantes do jornal ou do UOL), depois de analisar o trabalho de Osorio com a serena lucidez de sempre, o craque Tostão registra: “Há também uma excessiva tolerância com o técnico colombiano, por ser estrangeiro, como se todos fossem mais bem preparados e mais modernos, e também porque estamos carentes de um treinador diferente”.

A simpatia e a franqueza de Juan Carlos Osorio explicam a admiração mais ou menos generalizada por um trabalho de resultado apenas mediano. Se ganhar a Copa do Brasil, o colombiano será idolatrado no Morumbi. Se não conquistar o caneco, não haverá carente que o segure no emprego.

– Todos aqui sabem da realidade do futebol brasileiro: três ou quatro maus resultados, e eu seguramente não estarei aqui.

Osorio já sabe como a bola rola pelos campos de cá. Talvez seja diferente no México.

Ronaldinho Gaúcho foi um erro?

Ronaldinho Gaúcho: "uma oportunidade", diz o presidente do Flu

Ronaldinho: “uma oportunidade”, diz o presidente

Os repórteres Gian Amato e Tatiana Furtado, do jornal O Globo, desencadearam uma crise de nervos generalizada entre dirigentes e até jogadores tricolores com a reportagem Intriga e vaidade explicam a derrocada do Flu e isolamento de Mário Bittencourt, publicada na edição impressa desta terça-feira.

A boleirada foi às redes sociais para dizer que não é bem assim e coisa e tal, e o presidente Peter Siemsen acabou dando uma entrevista coletiva, em que adotou a terceira pessoa para falar de si, como fazem certos boleiros desde o Rei Pelé:

– Zero chance de haver conflito do Mário com Peter, do Peter com o Mário.

O trecho mais revelador da entrevista, no entanto, foi sobre um boleiro de verdade:

Ronaldinho Gaúcho foi um erro?

– Eu diria que foi uma oportunidade. É uma situação que, para nós, não é fácil. Queremos que ele esteja em forma física e técnica. Eu não acho que foi um erro, acho que foi uma oportunidade. Se acabar antes do final do contrato, podemos fazer uma avaliação melhor. Acho que as condições não foram as ideais para o desenvolvimento físico e a preparação dele.

Traduzindo: foi um erro, sim.

Agora, até o calendário favorece Corinthians e Atlético

De que serviria ao Corinthians e ao Atlético Mineiro o título de campeão da Copa do Brasil?

Perdê-lo antecipadamente, saindo fora da competição nas oitavas de final, significou ganhar tempo agora para a dedicação exclusiva ao Campeonato Brasileiro.

Esta semana é uma boa mostra do quanto é bem vinda para o líder e o vice-líder a folga no calendário. Em compensação, o terceiro e o quarto colocado não terão tempo sequer de repor as energias gastas na 27ª rodada do Brasileirão antes de mergulhar nas quartas de final da Copa do Brasil.

Amanhã, enquanto o Grêmio vai ao Rio enfrentar o Fluminense e o Palmeiras vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional, corintianos e atleticanos estarão se preparando para a rodada do fim de semana do Brasileirão.

É uma vantagem enorme para os dois times que ocupam posição extremamente vantajosa na corrida pelo título brasileiro, até porque a 28ª rodada reserva uma dose extra de maldade para o Grêmio, que jogará já no sábado, ainda bem que em casa, contra o Avaí, e para o Palmeiras, que, embora só volte a campo no domingo, vai encarar no Morumbi o São Paulo, seu mais direto perseguidor na luta pela vaga no G-4.

Longe dos dois, na tabela e nas agruras da semana, o Corinthians e o Atlético visitarão em Santa Catarina, somente na tarde do domingo, os adversários hoje instalados no Z-4.

O Figueirense, adversário do Corinthians, está em 18º lugar no campeonato; o Joinville, adversário do Atlético, é o lanterna.

Na semana que vem, corintianos e atleticanos continuarão treinando para os compromissos do sábado e domingo pelo Brasileirão enquanto Grêmio e Palmeiras farão os jogos de volta, ambos em casa, contra Flu e Inter pela Copa do Brasil.

O novo homem-gol do Corinthians

Artilheiro do Corinthians no Brasileirão, com 11 gols, o meia Jádson tem 11 jogos pela frente para superar a marca do centroavante Guerrero, que marcou 12 em 2014.

No Brasileirão de 2015, em dois jogos pelo Corinthians e sete pelo Flamengo, Guerrero marcou apenas três gols.

Dátolo confirma: o Atlético está na briga pelo caneco

Dátolo deixa rubro-negros para trás e marca quarto gol atleticano no Independência

Dátolo deixa rubro-negros para trás e marca quarto gol atleticano

É no Independência, onde paga aluguel ao América, que o Atlético Mineiro realmente joga em casa. Que o diga o Flamengo, que acaba de ser goleado por 4 a 1 em mais uma das ótimas partidas da equipe de Levir Culpi neste Brasileirão, desta vez com o argentino Dátolo como protagonista da companhia.

O placar é um tanto exagerado para um jogo marcado por relativo equilíbrio e que poderia ter resultado diferente se Alan Patrick não tivesse perdido um pênalti aos 9 minutos – aliás, o primeiro marcado a favor do Flamengo no campeonato.

Sete minutos depois, o zagueiro Marcelo mostraria que a tarde não era mesmo rubro-negra. Ao tentar cortar um cruzamento para Luan, cabeceou contra o goleiro Paulo Victor e fez 1 a 0 para o Atlético.

Aos 18, foi a vez Marcos Rocha retribuir, desviando o chute de Paulinho que Victor defenderia. O 1 a 1 refletia o que rolava em campo.

Dátolo começou, então, mandar no jogo. Aos 25, em cobrança de falta, colocou a bola na cabeça de Jemerson para que ele fizesse 2 a 1.

Já no segundo tempo, aos 9 minutos, cobrou um escanteio na cabeça de Jemerson. O zagueiro não perdoou: 3 a 1 para o Atlético.

E, para fechar a tarde de gala, Dátolo fez 4 a 1 aos 25. Um golaço: ele deixou dois ou três rubro-negros para trás, aplicou uma caneta em Pará e chutou forte e colocado para matar Paulo Victor.

O Atlético se mantém cinco pontos atrás do Corinthians e, a esta altura do Brasileirão, talvez seja o único adversário que ainda pode sonhar em lhe roubar o título. Afinal, sobram apenas 33 pontos em jogo até o fim do campeonato e o Grêmio, terceiro colocado, teria de descontar pelo menos nove de diferença para o líder para continuar sonhando com o caneco..

Quatro pontos atrás do Atlético, o Grêmio tem 48 e talvez deva se preocupar mais com a perseguição do Palmeiras, que o venceu ontem por 3 a 2, chegou aos 44 e voltou ao G-4.

E, mesmo após a derrota de hoje para o Avaí por 2 a 1, ainda não se pode eliminar o São Paulo desta briga por uma vaga na elite, com que sonham também o Flamengo e o Internacional, ambos com 41 pontos, e até o Atlético Paranaense, que, vencendo o Coritiba daqui a pouco, alcançará a mesma pontuação.

Está, pois, mais renhida a briga por duas vagas no G-4 do que pelo título brasileiro de 2015, que muito dificilmente não será de um alvinegro.

Quem dá bola é o Jádson

Jadson 209@                         Jádson: dois gols no finalzinho do jogo dão vitória ao Corinthians

O Corinthians martelou, martelou, mandou no jogo desde o começo, andou muito perto da vitória já no primeiro tempo, mas só  garantiu os três pontos nos últimos minutos do segundo, sob  o intenso calor no Itaquerão – Jádson, cobrando pênalti, fez 1 a 0 aos 40, e, em complemento ao contra-ataque puxado por Lucca, 2 a 0 aos 43.

O Santos deu a impressão de sofrer ainda mais com o sol quente. Foi um mero arremedo do Santos dos últimos tempos.

No primeiro tempo, o Corinthians teve mais posse de bola e mais chances de gol.

Vanderlei impediu o gol corintiano em lances cara a cara com Vagner Love e Jádson. Cássio fez uma grande defesa no último minuto em chute cruzado de Lucas Lima.

No segundo, o Corinthians continuou melhor, mas o ritmo de jogo caiu e a torcida já parecia não mais acreditar na vitória quando o lateral Zeca cometeu um pênalti grotesco em Vagner Love que o juiz Flávio Rodrigues Guerra, em cima do lance, não viu. Foi salvo pelo bandeirinha, que viu e avisou ao árbitro desatento.

Tão desatento que expulsou David Braz pelo pênalti que Zeca cometeu. Vamos conferir na súmula a historinha que Flávio Rodrigues Guerra contará.

A vitória do Corinthians foi justíssima, deixou nervoso o sempre calmo Tite, enlouqueceu a galera no Itaquerão e mantém o time com merecida folga na dianteira do Brasileirão.

O Santos já esteve bem mais perto do G-4. Com 40 pontos, vai almoçar em oitavo lugar, mas pode jantar em nono se o Atlético Paranaense derrotar o Coritiba às 18h30.

Atualização

A historinha montada na súmula pelo Flávio Rodrigues Guerra sobre a expulsão de David Braz, transcrita aqui sem nenhuma correção:

Expulso com cartão vermelho direto por, após a marcação de um penalti contra sua equipe, vir em minha direção gesticulando de forma acintosa e ofensiva proferindo as seguintes palavras: “você está louco”, “contra o corinthians é assim mesmo”, “vai se foder, não foi penalti”, “você vai ver, vocês vão ser punidos”, sendo que em ato contínuo gesticulou de forma acintosa em direção ao assistente número 1, proferindo as seguintes palavras: “vocês estão loucos, não foi penalti”.após ser expulso, ao sair do campo de jogo, e passar em frente à área tecnica do corinthians, desentendeu-se com o tecnico do corinthians, sr. adenor leonardo bachi, sendo contidos por integrantes das duas equipes.

Quem conferir as imagens verá que o árbitro mentiu na súmula, tanto que nada faz quando o zagueiro santista fala com ele e só lhe mostra o cartão vermelho após conversar com o bandeirinha Rogerio Pablos Zanardo na linha de fundo.