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De graça, Keirrison não joga

Com os salários atrasados, o atacante Keirrison, uma promessa que jamais vingou em nosso futebol, comunicou aos dirigentes do Coritiba na sexta-feira, depois de treinar a semana inteira, que não jogaria no sábado contra o Figueirense.

Se nos últimos anos não tem jogado nem quando é pago, imagine-se de graça…

Direito dele, já que o clube não tem cumprido o dever elementar de pagar em dia os salários de seus empregados.

O diretor Valdir Barbosa, no entanto, estrilou em entrevista  à Gazeta do Povo, depois do 1 a 1 no outo Pereira:

– Fizemos a quitação dos salários, mas ele deve ter ido verificar o saldo e ainda não tinha caído. Aí pediu para não concentrar, dizendo que não estaria pronto para o jogo.

Barbosa ainda se achou no direito de dar uma lição ao jogador:

– Não quer jogar, não vai jogar, mas ele tem um contrato para cumprir. Tinha que ter jogado, independentemente do salário estar em dia ou não, e depois ter procurado o que fazer.

Direitos trabalhistas não são a especialidade do diretor de futebol do Coritiba. Deveres do empregador, então, nem pensar…

Jadson é o cara

Jadson é o cara @0211@

O Corinthans deve diretamente a Jadson 24 dos 61 gols que marcou até agora no Brasileirão.

Jadson fez 12 e deu o passe para outros 12, incluindo dois nos 3 a 0 de ontem sobre o Atlético Mineiro que valeram como comemoração pelo seu centésimo jogo com a camisa corintiana.

Ricardo Oliveira, artilheiro do campeonato com 20 dos 54 gols santistas, fez uma assistência.

Lucas Pratto marcou 12 e fez o passe para outros três do Atlético Mineiro, segundo melhor ataque do Brasileirão, com 56 gols.

Vágner Love, o companheiro corintiano que também marcou tantos gols quanto Jádson, contabiliza duas assistências no campeonato.

Aos 32 anos, completados 5 de outubro, Jadson Rodrigues da Silva, paranaense de Londrina que já foi chamado de Magic Jadson, é o cara deste Brasileirão.

Para felicidade de todos os corintianos e, em especial, do técnico Tite, que sempre confiou nele, Jadson está cumprindo a promessa que fez ao desembarcar em Itaquera no ano passado, trocado temporariamente com o São Paulo por Alexandre Pato:

– Fico feliz por vestir a 10 do Corinthians, uma camisa de grande peso. Grandes jogadores já usaram o número, como Neto e Rivellino. A torcida pode ter certeza de que darei o meu melhor.

Até ele, sempre discreto e humilde, acha que o Corinthians fez bom negócio, como deixou claro em diálogo com a repórter Camila Mattoso publicado na Folha de domingo:

– Quem acha que se deu melhor na troca entre você e o Pato?

– Com certeza, foi o Corinthians. É a minha opinião.

Autor de dez gols e cinco assistências no Brasileirão, Alexandre Pato talvez concorde.

O Vasco está quase lá. De novo.

Edmundo, no Instagram: "Meu coração está assim"

Edmundo, no Instagram: “Meu coração está assim”

Para desespero de nossa copeira Maria Antonieta, que andava tirando onda de matemática nos últimos dias e nem sequer veio trabalhar hoje, embora estivesse na escala do feriadão, o glorioso Vasco de outras e antigas jornadas está praticamente garantido na Segundona em 2016, repetindo os feitos de 2009 e 20014.

Depois da 33ª rodada, em que o Goiás foi o único dos ameaçados a vencer o seu jogo, derrotando o Internacional de virada por 2 a 1 no Serra Dourada, ficaram assim os índices de risco de cada um dos seis candidatos a disputar a Segunda Divisão na próxima temporada, segundo os cálculos dos principais sites de previsão matemática que analisam, a cada rodada, o andamento do Campeonato Brasileiro:

Chance de gol 

Vasco – 98.7 %

Joinville – 94.1 %

Coritiba – 77.1 %

Goiás – 44.9 %

Avaí – 64.4 %

Figueirense – 19.3 %

Departamento de Matemática da UFMG 

Vasco – 96.8%

Joinville – 92.7%

Coritiba – 65.7%

Avaí – 58.1%

Goiás – 56.3%

Figueirense – 28.5%

Infobola

Vasco  – 96%

Joinville – 92%

Coritiba – 70%

Goiás – 58%

Avaí – 52%

Figueirense – 28%

Mais triste do que nossa Maria Antonieta nem Edmundo, que postou a desolação, devidamente ilustrada, em sua conta no Instagram:

Meu coração está assim !! Mas eu ainda acredito.

O Atlético que se cuide com o Grêmio

Perdido de vez o sonho do título, o Atlético Mineiro vai ter de concentrar as forças para não sair do segundo lugar até o fim deste Brasileirão que co-protagonizou com o Corinthians durante um bom tempo.

É que o Grêmio quer muito o vice-campeonato, como fez questão de martelar o técnico Roger Machado em todas as entrevistas depois dos 2 a 0 de ontem sobre o Flamengo.

Profissional ligado nos interesses do clube,  Roger relembrou, inclusive, que há uma boa diferença entre o prêmio financeiro reservado pela CBF ao vice-campeão (R$ 6,3 milhões) e ao terceiro colocado (R$ 4,1 milhões).

Não é só o dinheiro, porém, que motiva o jovem treinador gremista a cobrar do time:

– Além disso, faz parte das nossas obrigações buscar a melhor colocação possível nas competições. Se o título ficou longe, temos de brigar pela segunda colocação. É importante buscar o maior objetivo que podemos alcançar. Temos agora a menor diferença das últimas rodadas entre nós e o Atlético Mineiro Isso nos dá ânimo para seguir lutando.

Nem os corintianos esperavam tanto

Malcom: gol muda o jogo no Independência

Malcom: gol muda o jogo no Independência

Foi um jogão, sim, e decisivo: nem o mais desconfiado corintiano sai do Independência com um mínimo de dúvida sobre quem será o campeão brasileiro de 2015.

Como está escrito há algumas rodadas, o campeão é o Corinthians de Malcom, Vágner Love e Lucca, autores dos 3 a 0 sobre o Atlético Mineiro, e sobretudo de Jadson e Renato Augusto, que criaram todas as situações de gol hoje e sempre ao longo deste Brasileirão.

Levir Culpi vai ter trabalho para impedir que a derrota, surpreendente apenas pela amplidão do placar, desestabilize o Atlético nas próximas rodadas, deixando o Grêmio fechar o campeonato como vice-campeão. Durante a semana, ele já tinha avisado:

– Isso é um fato cultural no Brasil. Muitas vezes, um jogo modifica uma equipe.

Era a última chance de o Atlético ainda alimentar a ilusão de brigar mais um pouco pelo título. O placar não fez justiça ao bom futebol do time em todo o primeiro tempo e em boa parte do segundo, quase sempre ligeiramente superior ao Corinthians, mas o gol do garoto Malcom, aos 22 minutos, mudou o jogo e desestabilizou o Atlético.

Aos 29, com assistência de Jadson, Vágner Love fez 2 a 0, e agora tem 12 gols no campeonato, como o parceiro corintiano e o atleticano Lucas Pratto. Dez minutos depois, Lucca, que substituíra Malcom, fez 3 a 0, tocando para as redes de Victor a bola rolada por Renato Augusto.

Jadson, que fez também a assistência para o gol de Malcom, comemorou no fim:

– Fico feliz porque a equipe saiu vitoriosa. Mostramos superioridade. Temos mais três jogos em casa, não acabou, mas estamos com as duas mãos na taça.

O atleticano Luan já se satisfaz com menos:

– Agora, temos de buscar os pontos para não deixar ninguém passar a gente.

Pois é: o Grêmio venceu o Flamengo por 2 a 0 e ficou a apenas três pontos do Atlético. Os dois se enfrentarão em Porto Alegre na penúltima rodada.

Atlético x Corinthians: não é o título que está em jogo

Levir Culpi: "Nossa última chance" - Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Levir Culpi: “Nossa última chance” – Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Vai ser um jogão, mas só será realmente decisivo em caso de vitória corintiana. Ou alguém acredita que, mesmo vencendo daqui a pouco, o Atlético Mineiro ainda possa recuperar nas cinco rodadas restantes do Brasileirão os cinco pontos que o separarão do inabalável líder?

Inabalável?

Não é o que pensa, ainda bem, o treinador Levir Culpi, que tem analisado inteligentemente o desempenho dos dois times no campeonato e acha que tanto o seu Atlético quanto o Corinthians de Tite podem sentir nas rodadas finais o peso de um mau resultado neste domingo:

– Na verdade, os dois podem se desestabilizar. Isso é um fato cultural no Brasil. Muitas vezes, um jogo modifica uma equipe.

Pode ser, mas, até agora, o Atlético tem se mostrado muito mais suscetível às circunstâncias do que o Corinthians, que andou titubeando nos dias anteriores e seguintes à perda de Emerson Sheik e Paolo Guerrero, mas ganhou solidez de lá para cá sob o comando sereno e firme de seu treinador e não dá pinta de se desestabilizar com pouca coisa.

Embora tenha oferecido ao longo deste Brasileirão alguns dos seus melhores espetáculos, o Atlético não é tão estável. Oscila de um jogo para outro, às vezes no mesmo jogo, e receberá o Corinthians no Independência com uma dose talvez excessiva de  responsabilidade. O próprio Levir reforça:

– Estou vendo a partida como nossa última chance de fazer algo para mudar o campeonato.

Em contrapartida, o Atlético é um time valente, capaz de grandes reviravoltas, que não se rende às dificuldades e alimenta a energia de sua torcida com muita disposição em campo. Levir relembra:

– Nós já passamos por situações mais complicadas e revertemos a situação. Isso está no DNA do nosso elenco. Espero poder escrever mais um capítulo desses.

Pode ser que, mesmo sem o ótimo Jemerson na zaga, consiga se impor ao Corinthians sem lhe dar muitas oportunidades de contra-atacar.

Elias também fará fata aos corintianos, mas sua ausência não basta para fazer do virtual campeão brasileiro de 2015 um time fácil de ser batido e, menos ainda, de perder a estabilidade se for derrotado na casa do vice-líder.

Vai ser um jogão, repita-se, mas vale mais pela briga entre os centroavantes Lucas Pratto e Vágner Love pelo segundo lugar na lista de artilheiros, se é que o meia Jadson deixará a disputa se limitar aos dois, do que pelo título do Brasileirão.

O placar é: Santos 4 x 1 Palmeiras

Calma, gente: estamos falando do jogo deste sábado, disputado no CT Rei Pelé, pela terceira fase do Paulista Sub-20.

A molecadinha do Santos vai encarar na quarta fase o vencedor de Mogi Mirim x Red Bull Brasil.

O jogo do domingo, pelo Brasileirão, é outra história.

São Paulo bate Sport e volta à luta contra o Santos

Michel Bastos: em resposta às vaias, o gol

Michel Bastos: em resposta às vaias, o gol

O Palmeiras vai chorar até o final do Brasileirão os três pontos perdidos em casa para o Sport na rodada passada. Foi a única vitória do time pernambucano como visitante.

Neste sábado, no Morumbi, o Sport voltou à rotina de tombar fora de casa – desta vez, sem Diego Souza, por elásticos 3 a 0 diante do São Paulo.

Poucos foram os são-paulinos que se animaram a ver o jogo, alguns apenas para vaiar parte do time, que merecia tratamento mais carinhoso pois jogou o suficiente para merecer os 3 a 0, gols de Ganso e Luís Fabiano no primeiro tempo e de Michel Bastos, um dos vaiados, no segundo.

O São Paulo está momentaneamente no G-4, com 53 pontos, e, para de lá não sair nesta 33ª rodada, torce por uma vitória do Palmeiras sobre o Santos ou pelo menos um empate, amanhã na Vila Belmiro.

Afinal, o outro time que pode ultrapassá-lo é o Internacional, que para tal precisaria golear o Goiás por dez gols de diferença.

A bola está com o Santos dos artilheiros Ricardo Oliveira e Gabigol. Depois de tirar o São Paulo da Copa do Brasil, vai ter de enfrentá-lo, rodada a rodada, pela vaga no G-4 do Brasileirão.

Desde 2011, o Corinthians não vence com o juiz de amanhã

Há quatro anos, que se completarão na quinta-feira, dia 5, o Corinthians não vence um jogo apitado por Heber Roberto Lopes, escalado pela CBF para o jogão de amanhã no Independência.

Em dez jogos apitados pelo árbitro paranaense desde 2011, o Corinthians perdeu quatro e empatou seis – mostra detalhadamente Cosme Rímoli em seu blog  no portal R7.com.

É claro que o Atlético Mineiro gostou da indicação de Heber Roberto Lopes. Não se pergunte a opinião dos corintianos.

Se assim foi, assim será?

Jorginho e Zinho: rendimento para tirar Vasco do Z-4

Jorginho e Zinho: rendimento para tirar o Vasco do Z-4

O Fluminense não tem mais o que fazer neste Campeonato Brasileiro. Nem cai nem chega sequer ao G-4. O Vasco joga a vida no clássico do domingo e nas cinco rodadas seguintes. Tem chances, pequenas, de escapar ao rebaixamento e não pode mais marcar nenhuma bobeira até o jogo do dia 6 de dezembro com o Coritiba no Paraná.

Então, vai dar Vasco?

– Tem de dar Vasco – buzina em meu ouvido a nossa Maria Antonieta, que caprichou nos brioches servidos no café da manhã da redação.

Nem imagino como ela arranjou tempo para preparar a mesa e as comidinhas, tão envolvida anda com números e cálculos desde que o Vasco desandou a empatar nas última rodadas, desperdiçando chances preciosas de sair do Z-4.

E, junto com os brioches, ela me serviu números variados para provar por que vai dar Vasco amanhã no Engenhão e na reta final do campeonato. Maria Antonieta não pensa em outra coisa e, assim, vai acabar no departamento de estatística deste Benebol. Já estou com saudades dos brioches.

Para começar a nos convencer de que vai dar novamente Vasco na Série A em 2016, ela fez as contas do aproveitamento, nas seis rodadas anteriores, de cada um dos seis times que ainda correm risco de morrer no Z-4 e projetou o índice para as seis rodadas finais:

Vasco e Figueirense ganharam 55,5% dos 18 pontos em jogo da 27ª à 32ª rodada; Joinville, 38,8%; Avaí, 27,7%; Goiás e Coritiba, 16,6%.

Se repetirem tal rendimento da 33ª rodada, que começa hoje, até a 38ª, que será disputada em 6 de dezembro, os seis chegariam ao fim do Brasileirão nas seguintes posições:

15º – Figueirense – 45 pontos

16º – Vasco – 40 pontos

17º – Avaí – 39 pontos

18º – Joinville – 37 pontos

19º – Coritiba – 36 pontos

20º – Goiás – 34 pontos

Ufa! Pelas contas da nossa copeira, o Vasco escapou? E amanhã, contra o Flu, como se sairá?

Nem o PVC nem o Celso Unzelte têm tantos números na cabeça. Maria Antonieta não tem dúvida:

– Este está virando freguês. A última vez que perdemos para o Fluminense foi em 25 de agosto de 2012, aqueles 2 a 1 que fecharam o primeiro turno do  Brasileirão. Juninho Pernambucano ainda jogava bola. De lá para cá, foram mais dez jogos, ganhamos sete e empatamos três. Amanhã, vamos ganhar o oitavo. Jorginho e Zinho podem ir pensando no jogo contra o Palmeiras, domingo que vem, em São Paulo.

Maria Antonieta tem certeza:

– Se assim foi, assim será.