Arquivo diário: 13 de outubro de 2015

O problema do Brasil é a williandependência

Willian: destaque do Brasil nos 3 a 1 sobre a Venezuela

Willian: destaque do Brasil nos 3 a 1 sobre a Venezuela em Fortaleza

Willian acabou com qualquer veleidade venezuelana de vir a aprontar alguma graça no Castelão logo no primeiro minuto do jogo. Contou com a colaboração do goleiro Baroja, como estava no script. Baroja sempre colabora com os adversários.

O 1 a 0 deu tranquilidade à Seleção, mas não serviu para lhe dar um mínimo de fluência em campo. O Brasil foi melhor durante quase todo o primeiro tempo, mas mostrou um futebol de soluços, marcado por quatro ou cinco boas arrancadas, algumas tentativas frustradas de bola em profundidade, pouca troca de passes e muita pressa em se livrar da bola.

O que fez a diferença, além de mais uma boa atuação de Willian, foi a disparidade técnica entre os dois times.

Aos 41, Willian fez 2 a 0, desta vez com a colaboração efetiva do companheiro Oscar, que espertamente deixou passar a bola rolada da esquerda para o meio da área pelo lateral Filipe Luis. Willian dominou a bola e, com mais precisão do que força, colocou-a no canto direito de Baroja.

Willian 2 x 0 Venezuela. Parecia que a fatura estava liquidada, tanto que um venezuelano lhe foi pedir a camisa 19 antes que ele descesse para o vestiário no intervalo.

E o Brasil voltou um pouco mais elétrico. Aos 16, depois de uma tabela com Ricardo Oliveira, Oscar invadiu a área venezuelana pela meia esquerda e poderia ter feito 3 a 0 se não optasse por cortar para dentro a bola que deveria ter chutado de canhota.

O castigo veio, três minutos depois, no terceiro escanteio cobrado pelos venezuelanos com algum perigo para a defesa brasileira. O estreante Alisson já tinha feito uma boa defesa numa bola cabeceada por Seijas, mas, aos 19 minutos, também de cabeça, Christian Santos diminuiu a vantagem brasileira para 2 a 1.

Vaiado pela torcida, Oscar foi substituído por Lucas Lima. O Brasil ganhou novo ritmo, passou a mostrar a fluência ofensiva que não tinha e fez 3 a 1 aos 28 minutos – gol de Ricardo Oliveira, aproveitando cruzamento de Douglas Costa após receber boa bola de Lucas Lima.

Douglas Costa já estava marcado para sair. Saiu e entrou Kaká, pedido em coro pela animada gente cearense que não chegou a lotar o Castelão.

Não foi uma noite brilhante, mas a Seleção sai do Ceará de bem com a torcida.

Ou agora vão dizer que o problema do Brasil é a williandependência?

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Por incrível que pareça, é um jogo de Copa do Mundo

Equador x Bolívia @1310@ Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito: Equador e Bolívia sofrem entre poças d’água

Entre o sonho e o caneco, são 25 jogos.

É o caminho que tem de percorrer uma seleção sul-americana até a conquista do título mundial.

São 18 jogos nas Eliminatórias, se o time se classificar entre os quatro primeiros, e mais sete na fase final da Copa do Mundo.

Para chegar à Rússia em 2018, no entanto, algumas seleções vão penar em certos campos da América do Sul.

É que se está vendo agora no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, onde o Equador recebe a Bolívia em jogo pela segunda rodada das Eliminatórias .

Como se pode jogar futebol entre tantas poças espalhadas por todo o campo?

Maria Antonieta está indignada com Cinira e Aidar

Maria Antonieta, nossa diligente copeira, está uma fera desde que leu no Painel FC, coluna de Marcel Rizzo que hoje circulou apenas na versão digital  da Folha, uma informação sobre Cinira Maturana, namorada de Carlos Miguel Aidar:

Foi relatado que ela atuou diretamente na demissão de uma pessoa do departamento jurídico, outra da área de marketing e até de uma copeira.

– Não gostei deste “até de uma copeira”, mas o pior é a madame ter mandado embora minha colega. Se este casal aparecer aqui na redação, não sirvo nem cafezinho. Brioche, então, nem pensar!

Já disse mil vezes à nossa Mari Antonieta que o casal não tem o que fazer por aqui. A única vez que vi Carlos Miguel numa redação foi em 1994, no Estadão, para explicar uma notícia que a coleguinha Kássia Caldeira havia publicado em 9 de março sobre um  bom dinheiro movimentado pelo Esquema PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor:

Ontem, em Brasília, a CPI anunciou que vai pedir ao Ministério Público que investigue a ligação do ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, com o grupo IBF, que patrocinava o futebol do clube. O IBF depositou Cr$ 3.204.60,72 para Aidar e Cr$ 36.412.205,00 para o São Paulo dia 6 de fevereiro de 1992. Em 9 de março, Aidar recebeu Cr$ 4.011.906 43 e o clube recebeu Cr$ 44.774,195,00. Os depósitos foram feitos no Banco Excel, na agência da Rua Augusta.

Eu era o editor de Esportes do Estadão e, no dia seguinte à publicação da notícia, recebi Carlos Miguel Aidar para ouvir suas explicações, que estão na edição do dia 11: suas duas filhas, praticantes de jet ski, eram oficialmente patrocinadas pela IBF (Indústria Brasileira de Formulários, que então tinha exclusividade para imprimir os ingressos de jogos do São Paulo) e a família não tinha conhecimento dos caminhos percorridos pelo dinheiro até entrar na conta do pai.

Assim é o futebol: Holanda pede ajuda à Islândia

Gylfi Sigurdsson: carrasco ou salvador?

Gylfi Sigurdsson: carrasco ou salvador?

Muitos dos 17 milhões de holandeses se sentem islandeses desde criancinhas neste 13 de abril de 2015.

A pequena Islândia, de pouco mais de 300 mil habitantes, já está classificada para a Eurocopa de 2016 e pode decidir hoje, na cidade turca de Konya, a sorte da Holanda.

Para não perder definitivamente nesta terça-feira as chances de disputar o título europeu, a Holanda tem de vencer a República Checa em Amsterdã e torcer para que a Islândia vença a anfitriã Turquia Jogos (jogos às 15h45, no horário brasileiro).

Se a combinação de resultados lhe for benéfica, a Holanda ainda terá de passar por uma repescagem para se classificar entre as 32 seleções que disputarão o título na França em junho e julho de 2016.

Campeã da Eurocopa em 1988, três vezes vice-campeã do mundo, terceira colocada na Copa de 2014, a pátria do futebol total, da Laranja Mecânica, do mitológico treinador Rinus Michel e de craques como Johan Cruyff,  Johan Neeskens, Rob Rensenbrink, Ruud Krol, Marco van Basten, Frank Rijkaard, Ruud Gullit,  Ronald Koeman, Edwin van der Sar, Robin van Persie  e Arjen Robben está aos pés da Islândia.

Todos eles  estão na torcida por Gylfi Sigurdsson, o meia de 26 anos que joga o Campeonato Inglês pelo Swansea e, há exatamente um ano, marcou em Reykjavík os gols islandeses dos 2 a 0 sobre Holanda que ainda hoje lhes custam tão caro.

O carrasco 13 de abril de 2014 pode ser o salvador em 13 de abril de 2015.

Enquanto sofrem os holandeses, os islandeses querem vencer na Turquia para se garantir em primeiro lugar em seu grupo.

Atualização

Não adiantou a torcida dos holandeses: a Islândia foi derrotada pela Turquia em Konya por 1 a 0. E nem teria adiantado uma vitória islandesa: a Holanda também perdeu, em casa, para a República Checa por 3 a 2.

Robben, que está fora de combate, Sneijder,  Van Persie, Huntelaar e  companhia vão ver a Eurocopa 2016 pela televisão.