Arquivo diário: 3 de outubro de 2015

Atlético Mineiro sonha com vitória da Ponte

Lucas Pratto: presença nos três gols

Lucas Pratto: presença nos três gols

O Coritiba deu um pouco de trabalho nos primeiros minutos, mas logo deixou o Atlético Mineiro tomar conta do jogo e, já fim do primeiro tempo, fazer 1 a 0, com gol contra do lateral Leandro Silva ao cortar cruzamento de Lucas Pratto para Thiago Ribeiro, a quem o árbitro poderia muito bem ter atribuído o gol.

O vice-líder do Brasileirão ainda não retomou o ritmo envolvente e o futebol insinuante de boa parte do primeiro turno, mas fez no Couto Pereira o suficiente para chegar a 2 a 0 aos 20 minutos do segundo tempo, com gol de Giovanni Augusto, novamente aproveitando jogada de Lucas Pratto.

Aos 39, após ser derrubado na área, o próprio Lucas Pratto cobrou o pênalti e fechou o placar. O Atlético de 51 gols em 29 rodadas vai dormir a quatro pontos da liderança, sonhando para que neste domingo o Corinthians perca contra a Ponte Preta, em Campinas, parte da folga que vem ganhando nas últimas rodadas.

É o que ainda poderia dar alguma graça à disputa do título brasileiro de 2015. O problema do Atlético – e da Ponte – é que o Corinthians de Tite não é dado a graças.

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Nada abala o ego de José Mourinho

A situação era ruim, “o pior período” de sua carreira, “os piores resultados”, mas ficou ainda mais grave há pouco: o Chelsea de José Mourinho perdeu pela quarta vez neste Campeonato Inglês ao abrir a oitava rodada contra o Southampton.

E o que tinha a dizer o treinador português após a derrota, em casa, por 3 a 1?

A resposta veio num longo monólogo diante dos jornalistas, de que vale a pena pinçar algumas frases reveladoras do estilo Mourinho:

Há jogadores que estão a jogar muito mal individualmente, e eu não posso chegar aqui e nomeá-los, não é o meu trabalho, mas me parece claro.

É claro que estamos sendo penalizados por demasiados erros individuais.

Eu assumo as minhas responsabilidades, os jogadores devem assumir as suas responsabilidades.

Os árbitros têm medo de decidir a favor do Chelsea.

Se o clube me despedir, despede o melhor treinador que teve.

José Mourinho não perdeu a lucidez, tanto que fez questão de lembrar aos jornalistas:

– Vocês sabem que eu tenho uma grande autoestima e um grande ego. Eu me considero o melhor.

Ninguém pensou em discordar.

Leia mais neste blog sobre a má fase de José Mourinho:

A grande experiência do fantástico José Mourinho

♦ José Mourinho por José Mourinho

Uma semana para Neymar esquecer

A bola não tem lhe sido fiel nos últimos dias, a Receita Federal não larga do seu pé, o Tribunal Arbitral do Esporte o tirou em definitivo dos dois primeiros jogos da Seleção pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

Para piorar, depois da atuação apagada nos 2 a 1 sobre o Bayer Leverkusen na terça feira, acaba de ser derrotado pelo Sevilla por 2 a 1 em seu centésimo jogo com a camisa do Barcelona.

Mesmo tendo voltado a jogar bem e marcado, em cobrança de pênalti, o gol do Barça em Sevilha, são dias para Neymar riscar de sua biografia.

Fim de semana decisivo para o quinteto que briga pelo G-4

Pode até vir a ser uma luta vã, pois o quarto colocado no campeonato só terá direito a uma vaga na Libertadores de 2016 se o campeão da Copa Sul-Americana não for um time brasileiro, Atlético Paranaense ou Chapecoense, mas cinco jogos deste fim de semana serão fundamentais para a definição do G-4 do Brasileirão:

♦ Internacional x Sport, hoje, às 18h30, no Beira-Rio

♦ São Paulo x Atlético Paranaense, hoje, às 21h, no Morumbi

♦ Flamengo x Joinville, amanhã, às 11h, no Maracanã

♦ Santos x Fluminense, amanhã, às 16h, no Maracanã

♦ Chapecoense x Palmeiras, amanhã, às 18h30, na Arena Condá

O Palmeiras, com 45 pontos, lidera o bloco dos pretendentes ao G-4, seguido pelo Santos e pelo São Paulo, ambos com 43, e, mais atrás, pelo Flamengo e pelo Internacional, que têm 41 pontos e podem sair da briga se forem derrotados nesta 29ª rodada.

Em vantagem na disputa, o trio paulista precisa vencer seus jogos antes da parada de 11 dias que lhes dará algum fôlego para, da 31ª rodada em diante, se dividirem entre o Brasileirão e as semifinais da Copa do Brasil.

De 17 de outubro a 1º de novembro, a vida será puxada para o Palmeiras, o Santos e o São Paulo, com dois jogos por semana, no mínimo. E os times que chegarem à final da Copa do Brasil ainda terão dois jogos pela frente até 8 de novembro.

Continuar na Copa do Brasil tem sua recompensa, que não é pequena – o campeão disputará a Libertadores no ano que vem.

O acúmulo de jogos, no entanto, é um grande risco para os times que precisarão garantir, pelo menos, o quarto lugar no Brasileirão e torcer para que Atlético Paranaense e Chapecoense se deem mal na Copa Sul-Americana.

Esqueça os 7 a 1, o problema é outro

De longe, tendo acompanhado a Copa do Mundo apenas pela tevê, Sir Alex Ferguson, o treinador que comandou o Manchester United por mais tempo do que Neymar tem de vida e Rogério Ceni tem de bola,  enxerga melhor o verdadeiro problema do futebol brasileiro dentro de campo do que muita gente por aqui.

Em entrevista a Alex Sabino, publicada hoje na edição impressa da Folha, Ferguson mata a charada em dois parágrafos ao falar de Alemanha 7 x 1 Brasil na semifinal de 2014:

Os alemães criaram uma escola, uma identidade de jogo, o que todas as seleções deveriam buscar e um dia foi a marca do Brasil.

Se me pergunta sobre o Brasil, eu acho que a preocupação deveria ser com isso, não com a derrota. Aquilo foi um acidente, um grande acidente.

Ibrahimovic, 34, conecta o futebol de hoje ao século 20

Ibrahimovic, 34 @310@Ibrahimovic: outubro é o mês dos craques Foto: Official Zlatan Ibrahimovic/Instagram

É verdade que ele mal entrou em campo na Copa do Mundo de 2002, decepcionou em 2006 e nem sequer conseguiu classificar a sua Suécia em 2010 e 2014, mas Zlatan Ibrahimovic não se abate facilmente.

Quando perdeu para a seleção portuguesa de Cristiano Ronaldo, que ele costuma tratar com superior indiferença, a chance de vir ao Brasil, que ele tanto admira, para disputar a Copa de 2014, fez questão de proclamar, mais marrento do que o rival lusitano:

– Uma coisa é certa: uma Copa do Mundo sem mim não vale a pena ser vista.

Tanto valia que ele mesmo apareceu por aqui para ver alguns jogos.

O craque boquirroto, companheiro dos brasileiros Thiago Silva, David Luiz, Marquinhos, Maxwell, Thiago Motta e Lucas Moura no Paris Saint-Germain, festeja seus 34 anos neste sábado, na véspera de defender a liderança do Campeonato Francês no Parque dos Príncipes contra o Olympique de Marselha.

Um dos mais criativos e surpreendentes atacantes do século 21, fã declarado do fenômeno Ronaldo e do futebol brasileiro, o grandalhão Ibrahimovic, filho de um bósnio mulçumano e de uma croata católica, nascido e criado num bairro pobre de Malmö, ídolo do Ajax, da Juventus, da Internazionale, do Milan, do Barcelona, como agora é do PSG, nos conecta neste sábado com o século 20 para relembrar um dos mais deliciosos mistérios do futebol: outubro é o mês dos craques.

Foi em outubro que nasceram supercraques como Pelé (dia 23), Garrincha (28) e Maradona (30) e craques como os brasileiros Didi (8), Falcão (16) e Careca (5), os uruguaios José Leandro Andrade (1º) e Darío Pereyra (20), o argentino Omar Sívori (2), o alemão Fritz Walter (31), o russo Lev Yashin (22), o inglês Bobby Charlton (11), o francês Raymond Kopa (13), o espanhol Francisco Gento (21), o holandês Marco Van Basten (31), o liberiano George Weah (1º) e o croata Zvonimir Boban (8).

E não tão craques assim, mas jogadores importantíssimos para suas seleções, também nasceram em outubro Niels Liedholm (8), compatriota de Ibrahimovic, vice-campeão do mundo, autor do primeiro gol contra o Brasil na final da Copa de 1958 e, anos mais tarde, treinador de Paulo Roberto Falcão e Toninho Cerezo na Roma; e Carlos Caetano Bledorn Verri, o nosso Dunga (31), destaque e capitão da Seleção que ganhou em 1994 o tetra mundial e a admiração do aniversariante de hoje pelo futebol brasileiro.