Arquivo diário: 5 de outubro de 2015

O Tricolor vai à luta

O São Paulo está planejando inscrever uma equipe própria no UFC.

Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro devem representar o clube nas primeiras lutas.

Já estão em pleno treinamento.

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Troca-troca é a diversão dos cartolas

Cristóvao Borges @@@510

Se, tocado pelo título, você navegou até aqui pensando em outro tipo de sacanagem, contenha-se: estamos falando de gestão. Ou melhor, da falta de gestores responsáveis em nosso futebol.

Cristóvão Borges, que agora vai comandar o Atlético Paranaense, é o oitavo treinador que troca de camisa durante o Brasileirão, que ainda está a nove rodadas do final.

Trocar de técnico é a diversão preferencial dos cartolas, mesmo que o contratado de hoje seja o demitido de ontem, como fatalmente voltará a ser amanhã.

Dispensado do Cruzeiro após a quarta rodada, o bicampeão brasileiro Marcelo Oliveira foi pouco depois para o Palmeiras, substituindo Oswaldo de Oliveira, mandado embora na sexta.

Bem mais tarde, já na 20ª rodada, Oswaldo de Oliveira assumiu no Flamengo o posto de Cristóvão, que tinha substituído Vanderlei Luxemburgo, demitido na terceira.

Luxemburgo fora, então, para o lugar de Marcelo no Cruzeiro. E de lá também acabou sendo mandado embora na 20ª rodada.

Bem antes, ainda na oitava rodada, Doriva pediu demissão do Vasco. E voltou a trabalhar oito rodadas depois, na Ponte Preta, substituindo Guto Ferreira, que, na 26ª, assumiu a Chapecoense em lugar de Vinícius Eutrópio.

Na 19ª rodada, Argel Fucks, depois de se demitir do Figueirense, substituiu Diego Aguirre no Internacional.

Fechando o troca-troca entre técnicos da Série A, o Fluminense tirou Eduardo Baptista do Sport uma rodada depois de Enderson Moreira ser derrotado justamente pelo rival.

Nesta lista, não entrou René Simões, que estreou no Figueirense na 20ª rodada e foi mandado embora após cinco jogos sem vencer.

É que Renê vinha da Segundona, tendo comandado o Botafogo até a 13ª rodada, deixando-o na liderança. Foi demitido após a eliminação na terceira fase da Copa do Brasil diante do … Figueirense. Pois é.

Um vascaíno derruba o Vasco. E não é o Eurico.

Você sabia que André Lima, autor do gol do Avaí aos 40 minutos do segundo tempo no 1 a 1 deste domingo, é vascaíno desde criança e já  jogou no Vasco?

PVC é quem conta em seu blog no UOL.

Se não fosse o gol de André Lima, que entrara em campo sete minutos antes, o Vasco estaria a quatro pontos de escapar da zona de rebaixamento. Está a seis, com 85% de risco de cair para a Segundona, segundo o Infobola, ou 86.8%, segundo o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais.

Nada disso abala a confiança de muitos vascaínos. Uma enquete no site Netvasco, postada em 1º de outubro, quer saber:

Você acredita que o Vasco vá escapar do rebaixamento no Brasileiro?

Até esta segunda-feira, 7.862 torcedores já responderam:

Sim  –  6.762 votos (86,01%)
Não – 1.100 votos  (13,99%)

O problema é que a gente fica enxergando coisas

Veja só o que o árbitro Jailson Macedo Freitas escreveu no item Ocorrências/Observações da súmula de Chapecoense 5 x 1 Palmeiras:

Nada houve de anormal.

E ainda acrescentou:

Motivo de atraso no início e/ou reinício, e de acréscimos: Acréscimos devido as substituições, paralisações e entrada da maca.

No item Observações Eventuais, repetiu, usando maiúsculas:

NADA HOUVE DE ANORMAL.

O relatório do assistente é mais sucinto:

Nada houve.

Você viu, como eu, o lateral Egídio ser expulso por uma falta que não cometeu e, cinco minutos depois, ser chamado de volta a participar do jogo por sugestão do quarto árbitro?

Viu demais. Puro delírio. Nada houve de anormal. NADA HOUVE DE ANORMAL.