Arquivo diário: 12 de setembro de 2015

Palmeiras e Inter continuam na luta

A torcida chegou a ensaiar uma vaia no fim do primeiro tempo, irritada com a ineficiência ofensiva do Palmeiras diante da boa marcação do Figueirense, mas Jackson não deixou o sentimento de frustração prosperar no segundo tempo. Já no primeiro minuto, fez 1 a 0.

Aos 41, Zé Roberto sofreu pênalti. Aos 42, Zé Roberto fez 2 a 0.

Ufa!

Depois de três jogos sem vitória, em que marcou apenas um ponto, os 2 a 0 no Parque Allianz podem não ser um grande feito, mas estancam a afastamento progressivo do G-4 e até devolvem uma tênue esperança de volta, não imediata, à briga por uma vaga na Libertadores de 2016, tudo o que o Palmeiras ainda pode querer neste Brasileirão.

No Couto Pereira, o Internacional também venceu – por 1 a 0. Foi a primeira vitória fora de casa desde que Argel Fucks substituiu Diego Aguirre no comando técnico. O Inter se mantém a uma distância minimamente cômoda do G4, mesmo que Santos, Atlético Paranaense, São Paulo e Flamengo vençam os jogos do domingo.

Graças ao gol suado de Vitinho, aproveitando boa jogada de Valdívia no finalzinho do primeiro tempo, serão no máximo quatro pontos de distância para a tropa de elite do Brasileirão quando esta 25ª rodada se encerrar amanhã à noite.

Os colorados também podem continuar sonhando com o G-4, de preferência com os olhos bem abertos, escancarados até.

Aguarde: Ronaldinho vem aí, garante o mano Assis

Ronaldinho Gaúcho 129         Ronaldinho treina no Rio, o Flu joga no Recife – Foto: Nelson Perez/Fluminense FC

Roberto Assis, irmão e agente de Ronaldinho Gaúcho, não parece nada satisfeito com as crescentes cobranças ao camisa 10 desde que ele chegou ao Fluminense:

– Nunca vi alguém ser cobrado tanto quanto ele. Chega a ser desumano, tem 35 anos, e a cobrança é de quando ele tinha 20.

Após a declaração aos repórteres Hector Werlang e Sofia Miranda, publicada no GloboEsporte.com,  mano Assis manera, embora em tom não muito delicado:

– Eu cago e ando para o que falam.

E promete que tudo vai mudar no futuro:

– É o começo. O contrato é de um ano e meio. No Brasil, é muito imediatismo. Tem de fazer avaliação a longo prazo. Nosso contrato é longo. O Ronaldo vai ajudar no Brasileiro, em um grupo jovem, com qualidade. Tem o ano que vem ainda. As pessoas esquecem.

Enquanto o irmão estrila, Ronaldinho Gaúcho treina no Rio e, sem ele, o Flu viaja para encarar o Sport amanhã no Recife.

O que pode mudar na noite deste sábado

Coritiba x Inter 129@

Palmeiras x Figueirense 129@Se o Internacional mantiver a toada dos cinco jogos mais recentes, ganhando um e perdendo outro, o sábado é dia de perder em Curitiba, até porque as três vitórias da série aconteceram em casa e as derrotas, fora.

Mantida a lógica colorada, o Coritiba estenderá para oito jogos a invencibilidade no Brasileirão e finalmente poderá sair da zona de rebaixamento, em que ainda se encontra atolado por conta do péssimo desempenho nas primeiras rodadas.

Se quebrar o paradigma recente e vencer o Coritiba às 18h30, o Inter pode subir mais uns dois degraus na ordem de classificação, dependendo do que o Palmeiras fizer diante do Figueirense no Allianz Parque logo em seguida e do que venha a fazer o Fluminense amanhã contra o Sport no Recife.

O Palmeiras precisa da vitória às 21 horas para não perder a esperança de voltar ao G-4 e continuar brigando por uma vaga na Libertadores de 2016. O Figueirense, na beiradinha do Z-4, é a chance de reabilitação palmeirense no campeonato.

Ficou baratinho, baratinho o que era caro para a CBF

É surpreendente que, para se livrar da pressão de alguns clubes prejudicados pela arbitragem em certos jogos, a CBF esteja pedindo em 2015 autorização à Fifa para escalar uma espécie de juiz virtual no Brasileirão de 2016.

Em 2014, a CBF simplesmente se recusou a manter os equipamentos tecnológicos deixados pela Fifa  nos estádios em que foi disputada a Copa do Mundo para definir se a bola atravessou totalmente a linha do gol, como exigem as regras do futebol, em lances que deixam em dúvida árbitros e auxiliares.

A CBF alegou, então, que seria muito caro manter tais equipamentos nos jogos do Brasileirão.

Agora, ficou baratinho, baratinho usar a tecnologia.