Arquivo diário: 26 de setembro de 2015

Flu usa Pelé para vencer Goiás e se distanciar do Z-4

Léo Pelé: bom de bola, não quer ser chamado assim

Léo Pelé: bom de bola, não quer ser chamado assim

O Fluminense de Eduardo Baptista cometeu uma blasfêmia na escalação. Entrou em campo com um lateral esquerdo chamado Léo Pelé.

Pelé!

O moleque é bom de bola, mas Pelé? É demais, né? Nem ele quer ser chamado assim.

E não é que Léo cruzou aos 29 minutos a bola para Fred fazer 1 a 0?

Milagre! Milagre!

Fred não marcava um gol desde que o Fluminense vencera pela última vez, há mais de um mês, fazendo 2 a 1 no Figueirense em jogo da 19ª rodada, o primeiro em que ele fez dupla com Ronaldinho Gaúcho neste Brasileirão.

E a bola que hoje Léo cruzou para Fred lhe foi passada por Ronaldinho, rápida e esperta cobrança de falta.

Foi tudo que Ronaldinho fez em campo, tanto que nem voltou para o segundo tempo, substituído no intervalo por Marcos Junior.

Logo  aos 4 minutos, o garoto Gustavo Scarpa fez um golaço, com direito a lençol no zagueiro, fechando o placar em 2 a 0.

A vitória no Maracanã alivia a situação do Flu no campeonato, afastando-o da vizinhança da zona de rebaixamento

Como, no entanto, ensinava o apóstolo Armando Nogueira, “Deus castiga quem o craque fustiga”.

Talvez por isso o Flu do Léo que usa o nome d’Ele em vão tenha sido punido com seguidos cartões amarelos que tirarão Gustavo Scarpa, Fred e Cícero do jogo contra o Santos na Vila Belmiro, terra santa de Pelé, o verdadeiro.

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Alexis Sánchez já não preocupa os chilenos

Alexis Sánchez, convocado por Jorge Sampaoli para os jogos do Chile contra o Brasil, no dia 5 de outubro em Santiago, e o Peru, dia 13 em Lima, ambos pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018, deslanchou de vez e marcou todos os gols do Manchester United na vitória deste sábado sobre o Sunderland.

Os 3 a 0 dão a liderança do Campeonato Inglês ao Manchester e encerram as preocupações dos chilenos com a aparente má forma de seu principal atacante, que ainda não havia marcado nenhum gol nesta temporada.

Em campo, melhores do Brasileirão contra catarinenses

Arena Grêmio, 21 horas: o anfitrião defende folga na tabela

Arena Grêmio, 21 horas: o anfitrião defende folga na linha de frente

O futuro do Brasileirão rola em pés catarinenses neste fim de semana.

Três dos piores times do campeonato vão enfrentar os três melhores e, embora não tenham como mexer na ordem de classificação, podem encurtar a distância que separa o Corinthians, o Atlético Mineiro e o Grêmio na linha de frente.

O primeiro desafio cabe ao time catarinense em situação menos ruim no Brasileirão, único ainda fora da zona de rebaixamento, por um pontinho apenas:  o Avaí, que em Porto Alegre, às 21 horas deste sábado, enfrentará o Grêmio, terceiro colocado, quatro pontos atrás do vice-líder Atlético.

Para não correr o risco de ver muito encurtada nesta 28ª rodada a folga de quatro pontos à frente do Palmeiras, quarto colocado no campeonato, o Grêmio tem de vencer em casa, mesmo desfalcado de Marcelo Oliveira, Maicon e Douglas.

O problema é que o time, agora dividido entre o Brasileirão e a Copa do Brasil, perdeu a passada que, nos primeiros jogos sob o comando de Roger Machado, parecia levá-lo a disputar o título com o Corinthians e o Atlético Mineiro.

Nas seis últimas rodadas, o Grêmio fez apenas dez pontos, unzinho a mais do que o adversário desta noite, que também precisa da vitória, mas para escapar da proximidade com o Z-4. O Avaí venceu seus últimos três jogos.

O atacante Bobô resume o sentimento gremista:

– É um jogo perigoso, mas a Arena é nossa casa e temos de impor o nosso ritmo sempre.

Amanhã, o Corinthians, contra o Figueirense, e o Atlético, contra o lanterninha Joinville, não poderão invocar tal argumento. Ambos serão visitantes, com obrigação igual à do anfitrião Grêmio: vencer ou vencer.

Não era isso que alguns argentinos queriam?

Messi não jogará contra o Equador, no dia 8 de outubro, nem contra o Paraguai, no dia 13, os dois primeiros compromissos da seleção argentina nas Eliminatórias da Copa do Mundo, e muito provavelmente também não poderá enfrentar o Brasil em 12 de novembro.

Logo nos primeiros minutos de Barcelona 2 x 1 Las Palmas,  Messi se contundiu ao dividir uma bola com zagueiro Bigas, tendo rompido um dos ligamentos do joelho esquerdo e vai ficar um bom tempo afastado dos campos.

Assim, será feita a vontade de parte da torcida e da mídia argentinas que não quer Messi na seleção.

Vamos ver se o esdrúxulo desejo se manterá após os primeiros resultados da seleção argentina nas Eliminatórias.

Flu espera que Ronaldinho finalmente estreie

Ele já entrou em campo algumas vezes desde que foi apesentado nas Laranjeiras em 19 de julho, mas a torcida continua esperando que Ronaldinho Gaúcho estreie de verdade com a camisa do Fluminense. Pode ser hoje, no Maracanã, contra o Goiás, aposta o técnico Eduardo Baptista:

– Gostei de como ele entrou contra o Grêmio. Ele pode ser titular sim. É um jogador que conduz bem a bola, tem o drible.

Pode não ser:

– Não tomamos a decisão ainda, mas é uma opção muito forte.

Por que o novo treinador do Flu está em dúvida?

– O Marcos Junior me dá mais velocidade, mais penetração, e o Ronaldo me dá mais jogo. A dúvida é entre eles dois.

Como a situação tricolor é aflitiva, pois está em 12º lugar, a apenas três pontos da Z-4, Eduardo Baptista tende a apostar na experiência de Ronaldinho para o jogo das 18h30 contra um adversário também desesperado, pois é o 16º colocado, com os mesmos 31 pontos da Chapecoense, que abre o quarteto ameaçado pelo rebaixamento.

Ronaldinho, que hoje dribla mais os repórteres do que os marcadores dentro de campo, promete vagamente:

– Estou tentando chegar ao meu melhor.

O Flu está precisando de algo mais concreto: vencer, algo que não consegue há não vence há oito rodadas do Brasileirão. E, para finalmente vencer, o Flu precisa que Ronaldinho Gaúcho estreie.

O presidente acredita no técnico, mas o técnico…

Os sinais cada vez mais claros de que o técnico Juan Carlos Osorio prepara as malas para deixar o Morumbi e tocar vida nova no México são rebatidos pelo presidente Carlos Miguel Aidar com um argumento simples:

– Ele tem contrato conosco até 2016, é um homem de palavra e eu acredito na palavra dele.

Pelo que se tem ouvido em suas entrevistas recentes, parece que Osorio é que não acredita na palavra do presidente são-paulino.