Arquivo diário: 16 de setembro de 2015

Presidente diz que não larga CBF, mas há quem duvide

Informa a CBF em “nota de esclarecimento”  postada há alguns minutos em seu site site:

– O presidente Marco Polo Del Nero esclarece que jamais cogitou ou externou a quem quer que seja a possibilidade de se licenciar do exercício da presidência da Confederação Brasileira de Futebol.

E diz mais a nota:

– O dirigente reitera que cumprirá integralmente o mandato de quatro anos para o qual foi democraticamente eleito por federações e clubes.

Sobre esta segunda parte, existem dúvidas entre dirigentes de clubes e de federações, jornalistas que acompanham as investigações na Fifa e até altos funcionários do FBI.

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É na Vila que rolará o grande jogo desta rodada

Duelo de artilheiros na Vila: Lucas Pratto visita Ricardo Oliveira

Duelo de artilheiros na Vila Belmiro: Lucas Pratto visita Ricardo Oliveira

Invicto há 17 rodadas, o Corinthians é o líder absoluto e indiscutível deste Brasileirão:  tem mais pontos (54) e mais vitórias (16), marcou mais gols (42, como o Atlético Mineiro), levou menos gols (19), ganhou mais jogos em casa (11), perdeu só uma vez em casa (1, como o Grêmio, o São Paulo, o Atlético Paranaense, o Santos e o Sport), e venceu  cinco vezes fora de casa (menos apenas do que o Flamengo e o Atlético Mineiro).

Antes que a bola comece a rolar às 22 horas, no entanto, não se pode apostar em vida fácil para o Corinthians em Porto Alegre.

O Internacional vem se reorganizando e se reanimando sob o comando de Argel Fucks, reaprendeu a ganhar e precisa da vitória nesta quarta-feira para manter as chances mínimas que ainda tem de chegar ao G-4.

Sendo bom para ambas as partes, deve-se esperar um jogo difícil e pegado no Beira-Rio, de difícil prognóstico, embora um pouco mais favorável aos corintianos.

É na Vila Belmiro, porém, que veremos as maiores emoções e o mais promissor jogo da noite.

Depois da arrancada no Brasileirão após a chegada de Dorival Júnior e da derrota para a Ponte Preta por 3 a 1, ambas surpreendentes, o Santos corre o risco de perder valiosas posições na ordem de classificação se não vencer o vice-líder Atlético Mineiro na Vila.

Os mineiros precisam da vitória para se manter na briga pelo título com o Corinthians – ou, dependendo do resultado do Beira-Rio, até mesmo encostar um pouco mais no líder.

O momento é mais favorável ao Santos.

Nos últimos dez jogos, o Atlético venceu cinco, perdeu três e empatou dois, com um aproveitamento de cerca de 57%; o Santos venceu seis, empatou três e perdeu apenas um, com aproveitamento de 70%.

Mais ainda: o Santos só foi derrotado na Vila pelo Grêmio, em 5 de julho, e de lá para cá venceu os sete jogos que lá disputou, tendo marcado 20 gols e sofrido apenas três.

E o Atlético do vice-artilheiro Lucas Pratto adianta muito as suas linhas para marcar o adversário praticamente a partir do meio do campo, o que abre espaços generosos espaços a contra-ataques.

Isso é coisa que o Santos do artilheiro Ricardo Oliveira não costuma perdoar.

São Paulo adota rodízio à moda Aidar

Carlos Miguel Aidar parece querer imitar na administração do São Paulo o modelo adotado pelo treinador Juan Carlos Osorio na escalação do time: rodízio de nomes.

A diferença é que o cartola tem predileção notória pela fritura. Já foram para a frigideira em fogo alto Gustavo Vieira de Oliveira, demitido em maio do cargo de gerente executivo de futebol, e Alexandre Bourgeois, o CEO indicado por Abílio Diniz há menos de três meses e dispensado há menos de uma semana.

Paulo Ricardo de Oliveira, presidente da Penalty, entrou no rodízio logo em seguida.

É o sucessor de Bourgeois desde sexta-feira. Ainda não teve tempo de conhecer a frigideira que Aidar manipula no Morumbi. Terá.

Palmeiras e Vasco enfrentam tabus históricos

Depois de perder para o Inter, o Goiás, o Atlético Mineiro, o Coritiba e o Cruzeiro os últimos cinco jogos que disputou fora de casa, o Palmeiras visita hoje o Fluminense no Maracanã, às 19h30, obrigado a vencer para não sair da vizinhança do G-4.

A história do confronto também não favorece as pretensões palmeirenses. Na última vez que venceu o Fluminense pelo Brasileirão no Rio, o Palmeiras ainda tinha Edmundo no ataque. Foi em 2007.

É verdade, em compensação, que o retrospecto recente do Flu encoraja qualquer adversário: são cinco derrotas, duas em casa, e um empate.

Tem um cheirinho de empate no ar.

No Mineirão, depois de vencer os dois últimos jogos, o Vasco tentará um feito inédito a partir das 22 horas: emplacar a terceira vitória consecutiva neste Brasileirão.

O adversário é o Cruzeiro, que também faz uma campanha ruim e, se for derrotado hoje, pode até fechar a 26ª rodada no Z-4, dependendo dos resultados de Goiás, Figueirense e Coritiba. A esperança do atual bicampeão brasileiro é reeditar os bons momentos vividos em alguns jogos recentes, já sob o comando de Mano Menezes.

A história também joga contra o Vasco. A última vitória vascaína sobre o Cruzeiro no Mineirão aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2000 – 3 a 1, com direito a gol do atual senador Romário de Souza Faria.

O jogo foi pelas semifinais do Brasileirão, pois ainda não tinha sido adotada a fórmula dos pontos corridos; Jorginho, o técnico atual, era o lateral direito e o Vasco encerrou a temporada como campeão brasileiro.

Eram outros tempos.