Arquivo diário: 5 de setembro de 2015

Nada se compara ao Vasco neste Brasileirão

Pode acreditar: o Vasco fez um gol.

Parece pouco? Pois não se esqueça de que isso tinha acontecido pela última vez neste Brasileirão em 26 de julho, na derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, quando o Vasco ainda mandava seus jogos em São Januário.

Oito jogos se seguiram, o Vasco empatou um e perdeu sete, e foi neste sétimo, ao perder por 2 a 1 para o Atlético Mineiro no Maracanã, que o time marcou seu nono gol no Brasileirão. O jogo abriu a 23ª rodada.

O gol foi de pênalti, no mínimo discutível, cobrado por Nenê aos 28 do segundo tempo, quando o Atlético já vencia por 2 a 0, gols de Lucas Pratto, também em cobrança de pênalti, e de Dátolo, ambos no primeiro tempo.

Agora, o Atlético vai torcer para que o Palmeiras vença o Corinthians amanhã no Allianz Parque. Assim, ficará a apenas quatro pontos do líder.

No Morumbi, com gols do estreante Rogério e do experiente Michel Bastos, o São Paulo quase todo reserva venceu por 2 a 0 o Internacional, que havia goleado o Vasco por seis na rodada anterior.

Com 38 pontos, o São Paulo está de novo no G-4, não só pelo que fez em casa, mas também pelo que o Atlético Paranaense deixou de fazer em Curitiba, não saindo do 0 a 0 com o Joinville, que jogou com dez desde a expulsão do lateral Diego aos 28 minutos do primeiro tempo.

O Atlético Paranaense vai dormir em quinto lugar, com 37 pontos, mas cairá para o sexto se o Palmeiras vencer o Corinthians. O Joinville continuará na vice-lanterna, oito pontos à frente do Vasco.

Nada se compara ao Vasco.

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O Brasil treinou em Nova Jersey

Brasil 1 x 0 Costa Rica: gol de Hulk logo aos 9 minutos

Brasil 1 x 0 Costa Rica: gol de Hulk logo aos 9 minutos

O Brasil foi o senhor das ações, e não poderia ser diferente diante de um adversário insignificante como a Costa Rica, manteve a bola sob seu domínio por quase todo o tempo de jogo, movimentou-se com certa desenvoltura de uma área à outra, mas ficou devendo em vibração e em criatividade ofensiva.

Para encarar a Costa Rica, foi o bastante, mas ficou a impressão de que o tempo é curto para que a Seleção se mostre realmente capaz de encarar o Chile de igual para igual, o que já é um heresia histórica, no jogo de 5 de outubro que abrirá em Santiago a caminhada rumo à Copa do Mundo da Rússia.

O Chile é um time organizado, mas atrevido, que adora jogar com a bola e procura incessantemente roubá-la quando ela circula entre os pés adversários. O Chile de Jorge Sampaoli não dá esta folga que a Costa Rica do estreante Oscar Ramírez deu em Nova Jersey a Lucas Lima, Willian, Douglas Costa e Hulk.

E, sobretudo, o Chile não perdoa as defesas que lhe dão os espaços generosos que o Brasil muitas vezes cedeu aos costarriquenhos entre os volantes e os zagueiros.

O Brasil talvez tivesse forçado um pouquinho mais o ritmo se Hulk, com muito mais força do que habilidade, não fizesse 1 a 0 logo aos 9 minutos de jogo. É o que se espera que faça na terça-feira, dia 8, contra os Estados Unidos, em Foxborough, para que a gente se anime para as Eliminatórias.

O Brasil de hoje ficou devendo. Lucas Lima merecia um estreia mais vibrante, embora se deva dar o devido desconto ao enorme contingente europeu da Seleção que está saindo da pré-temporada e, portanto, ainda não entrou verdadeiramente em ritmo de jogo. O Brasil treinou em Nova Jersey.

Parece, mas não é o São Paulo

Rogério Ceni,  Breno, Lucão, Luiz Eduardo, Carlinhos, Rodrigo Caio, Thiago Mendes, Wesley, Alan Kardec, Luis Fabiano  e Pato.

Não, não é o São Paulo que entrará em campo às 19h30, no Morumbi, para enfrentar o Internacional.

É a lista de desfalques que atormenta o técnico Juan Carlos Osorio.

Chegou o dia de Lucas Lima na Seleção

Lucas Lima e Neymar       Lucas Lima e Neymar: treino da Seleção em Nova Jersey – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Antes da Copa América, Muricy Ramalho já dizia:

– O melhor camisa 10 é o Lucas Lima. Respeito o Dunga, mas ele tinha de estar na Seleção. É um jogador moderno, joga em direção ao gol toda hora. Vai na diagonal, entra na área, pensa o jogo, faz gol, vem no meio-campo. A quilometragem dele é altíssima. É o melhor número 10 do Brasil hoje.

Dunga é um técnico cauteloso, até mesmo conservador em muitos aspectos, mas não é burro nem sequer teimoso. Na primeira convocação após a pífia atuação brasileira em campos no Chile, incluiu o nome do meia que não se deixou tentar pelas ofertas do futebol europeu no meio do ano e preferiu continuar regendo em campo o bom time do Santos.

Dunga fez mais nestes dias de treinamento da Seleção nos Estados Unidos: escalou Lucas Lima no time titular e procurou lhe transmitir confiança, prometendo respeito às suas características. É o que vamos ver no amistoso com a Costa Rica, em Nova Jersey:

– Ele vai jogar como joga no Santos. Ele vai ter liberdade para fazer o que faz no seu clube, tem que estar mais perto possível do que ele faz lá, com a responsabilidade que todos têm na Seleção.

O jogo das 17 horas deste sábado, 5 de setembro, pode ser um novo marco na história da Seleção. Lucas Lima tem tudo para acrescentar clarividência ao nosso meio de campo, até agora marcado por muita movimentação e combatividade e pouca inspiração criativa entre as duas intermediárias.

Se jogar como joga no Santos, Lucas Lima ajudará a reinventar o futebol da Seleção. A novidade foi percebida nos treinos pelo volante Luiz Gustavo?

– Ele tem a característica do último passe para deixar os atacantes em condições fazer o gol. Eu e o Fernandinho, com um jogador de tanta qualidade na nossa frente,  temos simplesmente dar  respaldo a ele.

É uma pena que, à frente dele, Lucas Lima não possa também contar com o incomparável Neymar. Por enquanto.

Vice-líder Atlético defende invencibilidade contra cariocas

O Atlético Mineiro tem pela frente uma boa oportunidade de esquecer as arbitragens e dar prosseguimento à perseguição ao líder Corinthians: às 19h30, no Maracanã, vai encarar o Vasco, time que em 22 jogos deste Brasileirão só fez mal ao Avaí, ao Fluminense e ao Flamengo.

Além disso, o vice-líder do Brasileirão tem um retrospecto irretocável nos confrontos com times cariocas nesta temporada: venceu o próprio Vasco por 3 a 0 no Independência, o Flamengo por 2 a 0 no Maracanã e o Fluminense por 4 a 1 no Mané Garrincha e 2 a 1 no Maracanã.

O Vasco estava invicto, tendo empatado seus três jogos anteriores, quando foi massacrado pelo Atlético na quarta rodada, descendo pela primeira vez às profundezas do Z-4. E de lá hoje não sairá nem que consiga o milagre de vencer pela quarta vez neste Brasileirão.

O Atlético ainda tomava prumo no campeonato, tendo empatado antes com o Palmeiras por 2 a 2, goleado o Flu por 4 a 1 e perdido para o Atlético Paranaense por 1 a 0. Ao vencer o Vasco, chegou ao sexto lugar, com sete pontos, a um do G-4.

Vencendo novamente hoje, o Atlético Mineiro se manterá em segundo lugar no Brasileirão e vai torcer para que amanhã o Palmeiras derrote o Corinthians e encurte para quatro os sete pontos que hoje  separam vice e líder.

E nós todos estaremos livres de ouvir de Levir Culpi que “somos na essência um país desonesto”.