Arquivo diário: 16 de julho de 2015

Como não falar daquele 16 de julho?

Uma coisa que eu sempre achei muito chata na imprensa esportiva brasileira é o registro anual de que, em 16 de julho de 1950, aconteceu o tal Maracanaço, para desgraça do nosso Barbosa e companhia, ou Maracanazo, para alegria de Alcides Ghiggia, o uruguaio que nos tirou o título mundial e era até poucas horas atrás a única lembrança viva do que se passou em campo naqueles fatídicos 2 a 1.

Pois não é que hoje, 16 de julho, aos 88 anos, Alcides Ghiggia morreu em Montevidéu?

O Ministério do Esporte que bate continência

Charles Chibana: saudação militar no pódio do Pan

Charles Chibana: saudação militar no pódio do Pan

Não são poucos os atletas brasileiros que têm batido continência à bandeira e/ou ao hino nacionais ao subir ao pódio no Pan-Americano de Toronto.

O brigadeiro Carlos Amaral, diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa contou ao repórter Daniel Brito, do UOL, que quase foi às lágrimas quando viu um de seus atletas fazer o gesto pela primeira vez ao receber a medalha de ouro:

 – Continência é uma saudação militar. Não é uma obrigação prestar continência no Hino ou à Bandeira ali no pódio, mas não posso negar que fiquei muito emocionado quando vi o Charles Chibana batendo continência no pódio. De casa, eu bati continência para ele, foi emocionante, vibrante demais, um grande gesto patriótico.

O gesto, um tanto inusitado para os civis que acompanham as competições esportivas, tem uma explicação óbvia: não são poucos os atletas brasileiros treinados e financiados pelas Forças Armadas.

Em Toronto, dos 590 atletas que representam o Brasil, 123 são do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica.

Eles e elas competem em várias modalidades: Atletismo, Badminton, Ciclismo, Esgrima, Golfe, Judô, Lutas associadas, Natação, Pentatlo moderno, Taekwondo, Tiro com arco, Tiro esportivo e Triatlo.

Handebol, Levantamento de peso e Vela só têm representantes femininas.

Boxe, Hóquei sobre grama, Maratonas aquáticas e Vôlei de praia só têm representantes masculinos.

O Programa de Atletas de Alto Rendimento, do Ministério da Defesa,  garante a todos eles soldo, 13º salário, plano de saúde, atendimento médico, odontológico, fisioterápico e  alimentação, além de alojamento, local para treinamento e comissão técnica especializada.

A defesa nacional está, pois, assegurada, pelo menos em campos, quadras, pistas, piscinas, mares, ringues e tatames.

A noite dos garotos na Copa do Brasil

Jorge. do Fla, e Gabriel Jesus, do Palmeiras: gols históricos

Jorge. do Fla, e Gabriel Jesus, do Palmeiras: gols decisivos e históricos

Duas promessas da novíssima geração do futebol brasileira brilharam na noite desta quarta-feira e garantiram seus times nas oitavas de final da Copa do Brasil: no Recife, o lateral Jorge fez o primeiro gol do Flamengo nos 2 a 0 sobre o Náutico; em Londrina, o meia Gabriel Jesus marcou o gol  do Palmeiras no 1 a 0 sobre o Asa.

Além de decisivos, foram gols históricos – os primeiros de ambos como profissionais.

O carioca Jorge Marco de Oliveira Moraes, que fez 19 anos em março, e  o paulistano Gabriel Fernando de Jesus, que fez 18 em abril,  foram vice-campeões pela seleção Sub-20 do Mundial disputado em junho na Nova Zelândia.

Cada um marcou um gol na campanha que levou o Brasil à final contra a Sérvia.

Inter bobeia e leva para o México vantagem muito pequena

D'Alessandro: gol aos 4 minutos

D’Alessandro: gol logo aos 4 minutos

O desenho do jogo foi todo favorável ao Internacional: um gol logo aos 4 minutos, marcado por D’Alessandro, outro aos 9, de Valdívia, indicavam que a classificação para a final da Libertadores poderia se decidir na noite destaquarta, 15, no Beira-Rio.

E não era só o placar. O volume de jogo do Inter no ataque e o encolhimento do Tigres na defesa sugeriam uma vitória tranquila, talvez por goleada.

Falsa impressão. Feito o reconhecimento do terreno, apesar do prejuízo acumulado em tão poucos minutos, o Tigres foi se acertando e, num de seus primeiros ataques, conseguiu o gol de Ayala.

E mais teria conseguido nos minutos seguintes se não fosse o goleiro Alisson fazer dois milagres.

O jogo ficou difícil, mas o zagueiro Ayala tratou de facilitar a vida do Inter ao receber um segundo cartão amarelo logo aos 12 minutos do segundo tempo.

Nem com 11 contra 10 em campo, porém, os colorados tiveram competência para ampliar a vantagem.

A decisão da vaga na final ficou para a próxima quarta-feira, dia 22, no México. O Internacional precisa apenas de um empate. Ao Tigres, basta vencer por 1 a 0.

O Inter vai ter de mostrar em Monterrey muito mais do que mostrou nos 2 a 1 em Porto Alegre para ir à final contra o River Plate – ou você acredita que o Guaraní descontará em Assunção a derrota por 2 a 0 que sofreu na terça em Buenos Aires?