Arquivo diário: 4 de julho de 2015

Que Messi, que nada! Chi Chi Chi le le le!!!

Aléxis Sánchez campeão 047x            Após bater pênalti decisivo, Aléxis Sánchez festeja o título da Copa América

Aléxis Sánchez foi o cara da decisão.

Jogou bem os 90 minutos, quase garantiu o título de campeão no finzinho do primeiro tempo da prorrogação após uma furada estrondosa de Mascherano no meio do campo que lhe abriu o caminho até o chute por cima do gol argentino, e matou o goleiro Romero no pênalti decisivo ao rolar a bola de mansinho no canto oposto a que ele se jogou.

O primeiro título da seleção chilena em mais de um século de tentativas deve-se ao futebol coletivo e corajoso posto em prática pelo argentino Jorge Sampaoli, mas principalmente ao talento e à disposição de jogadores como Aléxis Sánchez, Vidal, Bravo, Isla, Aránguiz, Medel, Valdivia e  Vargas.

Cafu, Jairzinho, Zetti e Mauro Galvão tinham razão: o Chile é merecidamente o campeão da Copa América e Messi, que tudo já conquistou nos campos com a camisa do Barcelona, continuará em jejum com a camisa da Argentina.

Nem adianta a gente fingir que não gostou.

Um sábado para masoquistas no Brasileirão

Se você gosta de jogos equilibrados, não pode perder Coritiba x Joinville daqui a pouco, na abertura da 11ª rodada do Brasileirão.

O Coritiba é vice-lanterna, conseguiu sete dos 30 pontos que disputou até agora, perdeu sete vezes e tem um déficit de sete gols.

O Joinville, menos cabalístico, é o lanterna, tem apenas quatro pontos, perdeu oito vezes, fez quatro gols e levou 10.

Nas últimas cinco rodadas, o Coritiba perdeu três vezes, ganhou uma e empatou uma; o Joinville perdeu quatro e ganhou uma.

Pena que o jogo não é em campo neutro.

Se o nível técnico não satisfizer, você pode tentar Chapecoense x Vasco às 21 horas.

Globo tira a Copa América do ar

É ou não é inacreditável que a Globo, detentora dos direitos, não mostre a final da Copa América entre Chile e Argentina protagonizada por estrelas mundiais como Claudio Bravo, Vidal, Aléxis Sánchez, Mascherano,  Pastore, Agüero, Di Maria e um certo Lionel Messi?

E isso porque a emissora gosta tanto de um mata-mata quando José Maria Marín gostava de uma medalhinha…

Uma das coisas que Galvão Bueno mais tem criticado ultimamente é a desatualização do futebol brasileiro.

Que tal dar uma forcinha, lá na Globo, para que os brasileiros possam se atualizar vendo o futebol que a emissora paga para esconder?

E os craques brasileiros apostam no Chile

El Mercurio publica hoje, em duas páginas, uma ampla enquete com estrelas do futebol mundial que, em sua maioria, apontam a Argentina como favorita no confronto com o Chile pelo título da Copa América.

Há uma unânime exceção: os quatro brasileiros ouvidos pelo jornal chileno estão com o Chile.

Vamos aos palpites do ilustre quarteto:

♦ Cafu: “Está em casa, com sua torcida, e será muito difícil que perca a oportunidade de ganhar a Copa pela primeira vez”.

♦ Jairzinho: “Merece ser campeão pelo futebol que mostrou até agora. Não pode perder em casa esta oportunidade histórica”.

♦ Zetti: “É uma equipe muito coesa, bem posicionada no campo de ataque e joga em casa”.

♦ Mauro Galvão: “O time do Chile trabalha junto há mais tempo. O conjunto vai se dar melhor do que as individualidades argentinas”.

A unanimidade transparece mais torcida do que prognóstico.

Hoje é dia de todos os Messi

Messi colagem final CALionel Messi: o grande trunfo da Argentina para encerrar o  jejum de exatos  22 anos 

Se ainda estivesse em campo, o vascaíno Carlos Drummond de Andrade diria que hoje jogarão Messi.

A concordância poética traduz melhor do que o rigor gramatical a multiplicidade do craque que pode conquistar o título da Copa América no Estádio Nacional de Santiago e, assim, encerrar o jejum de mais de duas décadas anos vivido pela seleção argentina.

Lionel Messi era um garotinho de seis anos quando a seleção principal da Argentina conquistou um título pela última vez, coincidentemente num 4 de julho, derrotando o México por 2 a 1 na final da Copa América de 1993 em Guayaquil.

Outro torcedor ilustre e bom conhecedor dos caminhos e descaminhos do mundo da bola, o botafoguense Neném Prancha dizia, nunca se sabe o quanto copidescado por João Saldanha ou Sandro Moreyra: um craque é “que nem sorveteria, tem várias qualidades”.

Estava falando de Messi, é claro, embora tenha morrido no Rio 11 anos antes do nascimento do craque em Rosário.

Mais do que Mascherano, Pastore, Agüero e Di Maria, estrelas de primeira grandeza da trupe comandada por Tata Martino, é o múltiplo Messi que carregará, a partir das 17 horas, o peso de repetir o feito de Fernando Redondo, Diego Simeone e Gabriel Batistuta há exatos 22 anos.

O peso jamais encolhe o futebol do melhor jogador do mundo, uma cracaço que enxerga o jogo em 360 graus, povoa todas as faixas do campo de ataque, rouba a bola ao adversário com incrível precisão, alterna a arrancada irresistível e o toque refinado, distribui assistências como se estivesse chupando um chicabom do sorveteiro Nelson Rodrigues.

E faz gols, muitos gols, embora nesta Copa América tenha feito apenas um, e de pênalti, no 2 a 2 da estreia contra o Paraguai.

Os chilenos devem imaginar o risco que estarão correndo se ele resolver se reencarnar novamente em artilheiro logo hoje que a Argentina precisa tanto de gols.

E não vamos falar do Chile, anfitrião que jamais conquistou o título da Copa América e adversário da Argentina logo mais? Ora, o Chile não tem Messi.

Messi só existe um.