Arquivo diário: 26 de julho de 2015

Palmeiras passeia em São Januário como se fosse sua casa

Dudu 267                  Dudu festeja o segundo gol nos 4 a 1 que colocam o Palmeiras no G-4

Aos 10 minutos do segundo tempo, a torcida do Vasco começou a deixar São Januário.

Não se trata de indelicadeza com os visitantes. Os palmeirenses estavam em casa.

E não deram a menor bola aos anfitriões. Foram chegando e fazendo gols: Leandro Pereira, logo aos 3 minutos; Dudu, aos 17; Victor Ramos, aos 34.

Encerrou-se assim o primeiro tempo. Ao descer para o vestiário, Celso Roth foi saudado pela torcida:

– Burro, burro, burro.

Nove minutos depois que a bola voltou a rolar, Leandro Pereira fez 4 a 0. Foi aí que a torcida começou a ir embora.

Quando Riascos diminuiu o vexame para 4 a 1, na metade do segundo tempo, ficou a impressão de que já havia mais palmeirenses do que vascaínos em São Januário.

Nas últimas sete rodadas, o Palmeiras tem seis vitórias e um empate, campanha que o coloca em terceiro lugar no Brasileirão, com 28 pontos, quatro a menos do que o líder Atlético Mineiro.

E o Vasco? Continua afundado no Z-4 e de lá não sairá na 16ª rodada nem que consiga o milagre de derrotar o Corinthians em Itaquera. Perdeu cinco dos sete últimos jogos, tendo vencido apenas o Flamengo e o Fluminense. Deve ser por isso que é campeão carioca.

Os melhores do Pan: sai Cuba, entra o Canadá

Decidido o vôlei masculino, com ouro para a Argentina e prata para o Brasil, fecha-se conta das medalhas no Pan-Americano de Toronto. No  grande pódio:

  • EUA: 103 ouros, 81 pratas, 81 bronzes – 265 medalhas
  • Canadá: 78 ouros, 69 pratas, 70 bronzes – 217 medalhas
  • Brasil: 41 ouros, 40 pratas, 60 bronzes – 141 medalhas

Em 2011, no Pan de Guadalajara, tinha sido assim:

  • EUA: 92 ouros, 79 pratas, 66 bronzes – 237 medalhas
  • Cuba: 58 ouros, 35 pratas, 43 bronzes – 136 medalhas
  • Brasil: 48 ouros, 35 pratas, 58 bronzes – 141 medalhas

O Corinthians não pode viver de um golzinho por jogo

Felipe: gol no primeiro tempo

Felipe: gol aquieta Corinthians

Falar em avareza talvez seja demais, mas este Corinthians remontado por Tite com o Brasileirão em andamento não é mesmo  chegado a fazer gols. Parcimônia pode ser a palavra certa. Faz um e fica na moita, esperando que o adversário se arrisque e abra o campo de defesa. Contra-ataque, porém, só com um mínimo de segurança.

E lá ia o Corinthians tocando a bola no Couto Pereira, em ritmo morno e controlado, como vem fazendo para vencer um adversário depois do outro e, assim, seguir colocado ao líder Atlético Mineiro no Brasileirão.

É o que também pretendia  contra o Coritiba depois que o zagueiro Felipe fez 1 a 0 aos 40 minutos do primeiro tempo.

Desta vez, porém, a receita não deu certo, até porque Tite exagerou nos cuidados defensivos, trocando o atacante Vágner Love pelo meia Danilo e o meia Renato Augusto pelo cabeça de área Ralf a cinco minutos do final do jogo.

Logo no comecinho dos acréscimos, registrados no relógio do árbitro 46 minutos do segundo tempo, o Coritiba empatou, com um gol de Evandro.

O 1 a 1 retrata com mais justiça o que foi o jogo e é um prejuízo enorme para o Corinthians, que se descola do Atlético Mineiro nesta 15ª rodada do Brasileirão e, com 30 pontos, se isola na vice-liderança, seguido de muito perto pelo Sport, correndo o risco de daqui a pouco ter também o Palmeiras no encalço.

Pelo menos até que se encerre o jogo das 18h30 em São Januário, o quarto colocado no Brasileirão é o São Paulo, que venceu o Cruzeiro por 1 a 0 no Morumbi e chegou a 27 pontos graças a mais um gol de Pato, agora dividindo com o atleticano Thiago Ribeiro a segunda posição na lista de artilheiros.

O chamado Trio de Ferro paulista está chegando, mas o Corinthians, ainda em melhor situação do que os outros dois, precisa encontrar um mínimo de força ofensiva ou vai chorar até o final dos tempos a saída de Sheik e Guerrero enquanto a bola já rolava neste Brasileirão que se desenha em preto e branco, como a camisa do Atlético Mineiro.

Excesso de bagagem não é problema para eles

Dez dos 41 países que disputaram o Pan-Americano despedem-se de Toronto sem uma medalha sequer.

Outros oito levarão apenas uma medalhinha na bagagem – a única de ouro foi conquistada pela atleta Lavern Spencer, de Santa Lúcia, no salto em altura com a marca 1,94m.

Isto é Romário em estado puro

Duas ou três coisas ditas por Romário ao repórter Rafael Andery, que você pode ler na revista Serafina que está nas bancas com a Folha de S.Paulo deste domingo, 26 de julho, ou simplesmente clicando aqui:

“Essa geração é uma merda. Tem o Neymar, o Neymar e o Neymar.”

“Tudo tem um limite. E o futebol brasileiro chegou ao seu.”

“Eu não tenho meia palavra, não levo três minutos pra falar uma coisa que pode ser falada em cinco segundos.”

Rafael Andery lhe lembra, a certa altura da conversa, que, como jogador, ele jamais tocaria a bola para um companheiro se tivesse 0,1% de chance de fazer um gol, e Romário não desconversa:

“Não daria o gol nem para a Ivy. Ela teria que esperar a próxima.”

Ivy, de 10 anos, é filha caçula e xodó de Romário, tem síndrome de Down e acompanhou a entrevista em Brasília.

Palmeiras, no Rio, e São Paulo, em casa, sonham com o G-4

Marcelo Oliveira: vitória vale G-4 - Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Marcelo: vitória vale G-4 – Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O Atlético Mineiro venceu o Figueirense por 1 a 0, ontem, no Independência, e é o líder do Brasileirão. Nenhum outro time mexerá em sua posição nesta 15ª rodada.

Nenhum?

Leve exagero: o Corinthians, se vencer o Coritiba no Couto Pereira, também chegará aos 32 pontos e, se golear por uma diferença de pelo menos nove gols, será o líder.

Como estamos falando do crível, esqueçamos hipóteses absurdas para desenhar o G-4 dentro da realidade.

Então, o Atlético é o líder, e o Corinthians, mesmo que perca em Curitiba, é o vice-líder, pois não há adversário que, neste domingo, possa chegar aos seus já garantidos 29 pontos.

O Fluminense perdeu por 2 a 1 para Chapecoense em Chapecó agora de manhã, Sport e Grêmio  tinham empatado por 1 a 1 ontem à noite em Porto Alegre e, assim, já fecharam as contas na rodada: pernambucanos com 28 pontos; gaúchos e cariocas, com 27.

Completa-se assim o G-4: em terceiro lugar, o Sport; em quarto, o Grêmio.

Também o Sport não mais sairá do pelotão de frente neste domingo. O que pode mudar após os jogos da tarde é seu lugar na classificação.

Se derrotar o Vasco, o Palmeiras de Marcelo Oliveira chegará a 28 pontos, com melhor saldo de gols do que o Sport de Eduardo Baptista, e será o novo inquilino do G-4, alojado em terceiro lugar. O Sport cairá, então, para quarto e o Grêmio sairá da elite.

Vale lembrar que,  sob o comando de Marcelo, o Palmeiras sofreu apenas uma derrota, venceu seis vezes e empatou uma. São 79% de aproveitamento em oito jogos do Brasileirão. O índice do líder Atlético em 15 rodadas é de 71%.

O São Paulo, se vencer o Cruzeiro no Morumbi, terá 27 pontos e também pode entrar no G-4, desalojando igualmente o Grêmio, mas precisará para tanto que o Palmeiras não vença o Vasco em São Januário.