Arquivo diário: 2 de junho de 2015

É o que a CBF tem a dizer

Comunicado oficial da CBF sobre os fatos do dia:

– A CBF recebeu o anúncio da renúncia do presidente Joseph Blatter com surpresa. É uma decisão de caráter pessoal e que merece a nossa profunda compreensão.

Anúncios

Desemprego passageiro

Luxemburgo não serve para o Flamengo, mas serve para o Cruzeiro.

Cristóvão não serve para o Fluminense, mas serve para o Flamengo.

Enderson Moreira não serve para o Santos nem para o Atlético Paranaense, mas serve para o Fluminense.

Platini contra o príncipe

O nome de Ali Bin Al Hussein, príncipe da Jordânia que foi derrotado por Joseph Blatter na votação da última sexta-feira, está bombando nas casas de apostas da Inglaterra como favorito para sucedê-lo nas novas eleições convocadas pelo ex-presidente, mas eu apostaria minhas fichas no francês Michel Platini, que preside a Uefa e sonha com a Fifa há muitos e muitos anos.

Bate-boca esclarecedor: o Botafogo é ruim ou muito ruim?

O apresentador André Rizek fez a avaliação no programa Redação SporTV:

– O time do Botafogo é ruim, mas raçudo.

O treinador Renê Simões pediu direito de resposta:

– O time do Botafogo não é ruim, nem muito ruim. É um ótimo time para a Série B.

Ou seja: o time do Botafogo é de segunda, com a gloriosa exceção do goleiro Jefferson.

Muito pouco para uma equipe que em encarnações passadas teve Nilton Santos, Didi, Garrincha e Zagallo e chegou a reencarnar em Jairzinho e Paulo César Caju.

Blatter renuncia e condena o Rei à solidão

Pelé e Blatter 26                             Rei Pelé e o (ex)presidente da Fifa, Joseph Blater: enfim, sós

Desta vez, Pelé perdeu uma boa oportunidade de, pelo menos, ficar calado.

Menos de 24 horas depois de receber o apoio do Rei e apenas quatro dias depois de ser eleito, Joseph Blatter acaba de renunciar à presidência da Fifa e convocar nova eleição para escolher o sucessor.

O cartola suíço foi curto e objetivo ao justificar a renúncia:

– Meu mandato parece que não é mais apoiado por ninguém.

 Mal sabia que o Rei estava com ele. Sozinho.

Uma lição do futebol colombiano ao brasileiro

Quinta-feira, 28 de maio:

  • Contratado pelo São Paulo, o treinador Juan Carlos Osorio se despede do Atlético Nacional após conquistar seis títulos em três anos e apenas cinco dias depois de ser eliminado do Campeonato Colombiano. Cinco mil torcedores vão ao Estádio Atanasio Girardot para festejá-lo na despedida.

Terça-feira, 2 de junho:

  • A sede do Cruzeiro é pichada com ameaças – “acabou a paz” – e ofensas a dirigentes e ao técnico Marcelo Oliveira, tratado como ‘parasita’. O Cruzeiro tem resultados ruins na temporada: não chegou à final do Campeonato Mineiro, foi eliminado nas quartas de final da Libertadores e está em 19º lugar no Brasileirão. Que culpa tem o treinador? Nenhuma. Marcelo montou o time que é o atual bicampeão brasileiro e, desfeito pela diretoria, está sendo remontado em 2015.

Marcelo Oliveira deveria receber em Belo Horizonte as homenagens que Juan Carlos Osorio recebeu em Medellin.

Não é apenas dentro de campo e nos gabinetes da cartolagem que vai mal o futebol brasileiro.

Atualização

O Cruzeiro demitiu Marcelo Oliveira na tarde desta terça.

E assim se manifestou o clube no comunicado oficial da demissão: “Os números do ex-treinador Marcelo Oliveira são espetaculares.”

Sem comentários!

Leia mais sobre Marcelo Oliveira no Cruzeiro:

Cruzeiro x São Paulo: entre a dança e o balanço

Libertadores: o bestial Marcelo pode virar uma besta

 

Um goleiro quase eterno luta por título inédito

Buffon: mais uma final em Berlim

Buffon: de novo, em Berlim

Na última vez que Juventus e Barcelona se enfrentaram numa Liga dos Campeões da Europa, em 2003, o técnico Luis Enrique ainda era jogador. Foi o capitão do Barça na derrota em casa por 2 a 1 que deu à Juve a classificação para as semifinais.

E quem era o goleiro daquela Juventus? Gianluigi Buffon, que completou 37 anos em janeiro e jamais conquistou o título europeu de clubes.

É o título que falta ao multicampeão goleiraço italiano, que vai tentar conquistá-lo no sábado ao revisitar o Estádio Olímpico de Berlim em que se sagrou campeão mundial pela Azurra em 2006.