Arquivo diário: 14 de junho de 2015

O Brasil tem Neymar

Neymar 164 xNeymar criou chances, acertou o travessão, marcou  um gol e fez a assistência para outro

Ele tem crédito acumulado em amistosos e em variadas edições do quase amistoso Superclássico das Américas, mas fez bobagem com o pé esquerdo ao estrear numa competição com a camisa 1 da Seleção.

O goleiraço Jefferson falhou clamorosamente logo aos 2 minutos de Brasil x Peru ao presentear  Cueva com a bola que, mal agradecido, o meia devolveu para o gol.

Não é fácil levar um gol logo de cara no primeiro jogo de uma Copa América, mas o Brasil tem Neymar.

Nem deu tempo para sofrer com o susto inicial. Dois minutos depois, como se estivessem no Barça, Daniel Alves cruzou com absoluta precisão uma bola no meio da área para Neymar, de cabeça, decretar o 1 a 1.

O Brasil passou a comandar o jogo, fez um primeiro tempo vibrante, mas voltou meio acomodado no segundo como se fosse senhor do tempo e pudesse resolver a parada quando e como quisesse.

Aos 22, Dunga tirou Tardelli, inofensivo, para a entrada de Douglas Costa. Aos 29, trocou Fred por Firmino.

A Seleção se reanimou um pouco, mas só conseguiu os 2 a 1 aos 46 minutos, com Douglas Costa mandando para as redes de Gallese mais uma boa bola rolada por Neymar.

Para sorte de Jefferson, o Brasil tem Neymar.

Neymar costurou, arrematou, criou inúmeras chances de gol para os companheiros, acertou o travessão num chute de fora da área, fez um gol e uma assistência. O 2 a 1 foi Neymar.

E, por isso, o Brasil já lidera o Grupo C da Copa América.

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Um domingo como corintianos e são-paulinos sonhavam

Ufa! Foi aos 45 minutos do segundo tempo, mas o Palmeiras venceu pela primeira vez em casa, batendo o Fluminense de virada por 2 a 1 e pulou do fundão para a 12ª posição no Campeonato Brasileiro.

O resultado no Allianz Parque, que recebeu 26.181 pagantes, ajuda a fazer deste domingo um dia de festa para o Corinthians, que permanece no G-4, ajudado também pelo empate por 1 a 1 entre Avaí e Figueirense.

Já o São Paulo tem de agradecer a outro tricolor. Em Porto Alegre, o Grêmio venceu o Atlético Paranaense por 2 a 1, encostou no G-4 e garantiu a permanência do tricolor paulista na liderança isolada do Brasileirão, com 16 pontos.

Mais um pouco e o colombiano Juan Carlos Osorio ganhará estátua no Morumbi, tanta tem sido a babação dos jogadores são-paulinos entusiasmados com “seus métodos de trabalho” e “seu conhecimento do futebol”, tudo isso em menos de duas semanas de convivência.

Colômbia costura, Venezuela arremata e vence

Algo está mudando muito recentemente no futebol, sem que se tenha dado até agora a devida atenção ao fenômeno: a posse de bola nem sempre significa o domínio real do jogo e, principalmente, a vantagem no placar.

Nesta Copa América, já se viu o fenômeno no 2 a 2 entre Argentina e Paraguai e se reviu, há pouco, no surpreendente 1 a 0 da Venezuela sobre a Colômbia, a primeira zebra inquestionável da competição.

A Colômbia teve 64% de posse de bola, mas a Venezuela fez o goleiro Ospina trabalhar muito mais do que Baroja e, pela primeira vez na história da Copa América, sai da estreia com uma vitória.

Como já se tinha visto em alguns jogos da Liga dos Campeões da Europa, mais do que ficar muito tempo com a bola nos pés está valendo fazê-la chegar à zona de conclusão. Vence o time que chuta a gol, não o que costura, costura, mas não arremata.

Todos queremos o Vasco de volta

Muro de São Januário 146Pichação nos muros de  São Januário na madrugada após Vasco 1 x 3 Cruzeiro

Foi há 58 anos. Eu tinha nove, mas me lembro bem do 14 de junho de 1957 e, em homenagem à imensa maioria vascaína que trabalha neste Benebol.com, vamos reviver sucintamente aquele dia de glória do campeão carioca em campos da França:

Dois dias depois de vencer por 3 a 1 o anfitrião Racing, o Vasco decidiu com o Real Madrid, que havia se sagrado campeão europeu duas semanas antes, o título do Torneio de Paris.

Resultado: depois de sair perdendo por 1 a 0, com um gol de Di Stefano no comecinho do jogo, o Vasco reagiu e venceu por 4 a 3, com dois gols de Válter Marciano, um de Vavá e um de Livinho, ficando com o caneco disputado no Parc des Princes.

Assim L’Équipe descreveu a reação vascaína ao gol relâmpago do Real:

E então, de maneira brusca, o Real desapareceu literalmente. Seriam as camisas de um vermelho pálido ou os calções de um azul triste que enfraqueciam a soberba equipe espanhola? Não; é que, antes, apareceram subitamente do outro lado os corpos maravilhosos, apertados nas camisas brancas com a faixa preta, de onze atletas de futebol, de onze diabos negros que tomaram conta da bola e não a largaram mais.

Durante a meia hora seguinte, a impressão incrível, prodigiosa que se teve foi de que o grande Real Madrid campeão da Europa, o intocável Real vencedor de todas as constelações europeias estava aprendendo a jogar futebol.

O quadro é bem diferente do que se viu ontem em São Januário no Vasco 1 x 3 Cruzeiro, né?

E aquele Vasco de Orlando, Válter, Sabará, Vavá e Pinga não pode contar com Paulinho e Bellini, que estavam a serviço da Seleção nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958.

Por todas estas lembranças não tenho como discordar de quem pichou durante a madrugada os muros de São Januário com um pedido: “QRO MEU VASCO DE VOLTA”.

Eu também.

Uma vez Ponte, Ponte até o fim do Brasileirão

Renato Cajá fica na Ponte

Renato Cajá fica

Os interessados eram muitos, principalmente o Cruzeiro e o São Paulo, mas ninguém tira mais Renato Cajá da Ponte Preta neste Brasileirão.

O meia fez seu sétimo jogo no campeonato e, assim, está proibido de se transferir para outra equipe brasileira.

Se sair de Campinas nesta temporada, o que ficou difícil, será para jogar fora do Brasil.

Corintianos torcem pelo Palmeiras

A matinê no Moisés Lucarelli acabou do jeito que os corintianos queriam: Ponte Preta 0 x 0 Goiás.

Assim, o Corinthians continua no G-4, em quarto lugar, com 13 pontos, como a Ponte, e uma vitória a mais.

Agora é torcer para que, nos jogos da tarde deste domingo, o Fluminense, sétimo colocado, com 11, não vença o Palmeiras e o Avaí, nono, com dez, não vença o Figueirense.

O Brasil deve se mirar no exemplo de Dunga

Dunga: tricampeão da Copa América

Dunga: tricampeão da Copa América

Depois de vencer os dez amistosos disputados desde que ele reassumiu o comando técnico da equipe, Dunga começa hoje uma nova e decisiva fase do trabalho que se destina à recuperação do prestígio do futebol brasileiro na Copa do Mundo de 2014.

Vencer a Copa América no Chile não é imprescindível, mas lhe seria de grande valia para continuar trabalhando com tranquilidade a Seleção que ele vem renovando aos poucos. Fazer uma boa campanha, no entanto, é quase uma obrigação.

Para o começo dos trabalhos, o  adversário de hoje em Temuco, às 18h30 daqui, é bastante amigável, embora Guerrero e companhia menos ilustre venham prometendo atazanar a vida dos brasileiros.

O Peru é um velho e frequente freguês da Seleção. Em 39 jogos entre as duas seleções, o Brasil venceu 27, empatou nove e perdeu apenas três, marcou 83 gols e sofreu 27.

Na última vez que enfrentou a seleção peruana como jogador, pela Copa América de 1997, o capitão Dunga saiu de campo com uma vitória por 7 a 0.

É claro que ninguém espera hoje um placar tão elástico, mas a expectativa de toda a torcida brasileira é de um bom começo, com a Seleção mostrando em campo muito mais do que mostrou nos amistosos contra o México e Honduras.

Começar bem é fundamental para que este time que tem um único campeão da Copa América – o recém-chegado Daniel Alves, autor de um dos gols nos 3 a 0 sobre a Argentina na final de 2007 – possa fazer uma boa campanha no Chile.

Se faltam campeões em campo, basta aos jogadores olhar para o banco e lá verão um tri da Copa América – o próprio Dunga, campeão como jogador em 1989 e em 1997 e como técnico em 2007.