Arquivo diário: 27 de junho de 2015

Love faz a alegria dos corintianos

Depois de sofrer com o Brasil nos telões da Arena Corinthians, a torcida corintiana espichou o sofrimento por mais 45 minutos com o que viu em campo: um time apagado e incapaz de se impor ao Figueirense.

No segundo tempo, finalmente alegria em dose dupla para os 24.786 pagantes: Vagner Love voltou a mostrar que conhece o ofício de atacante, fez 1 a 0 aos 9 minutos e, aos 18, sofreu o pênalti cobrado por Jadson para fazer 2 a 0.

O Figueirense ainda diminuiu, com um gol de Thiago Santana dez minutos depois, mas já era tarde para pretender reagir.

Os 2 a 1 deixam o o Corinthians coladinho no G-4, pelo menos até amanhã.

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As anfitriãs estão fora da luta pelo título mundial

Um gol da reserva Mana Ywabuchi a três minutos do final do jogo, apenas 15 depois de entrar em campo, deu a vitória ao Japão sobre a Austrália no primeiro jogo deste sábado pelas quartas de final do Mundial de Futebol Feminino.

No jogo que se encerrou há pouco, as inglesas levaram as anfitriãs canadenses ao choro. Por 2 a 1, placar construído no primeiro tempo, a Inglaterra venceu o Canadá. Jodie Tayler fez 1 a 0 logo aos 11 minutos, Lucy Bronze ampliou aos 14, e a canadense Christine Sinclair diminuiu aos 42.

Assim, Japão e Inglaterra se classificaram para as semifinais e vão se enfrentar na quarta-feira, 1º de julho, em Edmonton.

Não foi tão fácil quanto se imaginava, mas, na sexta-feira, alemãs e norte-americanas já se tinham garantido nas semifinais.

Louisa Necib fez 1 a 0 para a França aos 19 do segundo tempo, a Alemanha chegou ao 1 a 1 a seis minutos do final, com um gol de pênalti cobrado por Celia Sasic. Depois da prorrogação sem gols, as alemãs ganharam a vaga, nos pênaltis, por 5 a 4.

Os EUA sofreram menos diante da China. Carli Lloyd garantiu a vitória por 1 a 0 aos 6 minutos do segundo tempo.

Na terça, dia 30, alemãs e norte-americanas farão em Montréal o primeiro jogo das semifinais.

Brasil quis pouco e ficou sem nada na Copa América

González: decisivo para o Paraguai

González: decisivo para a classificação do Paraguai

Não chegava a ser um domínio claro, até porque a bola ficava mais tempo em pés brasileiros, mas o Paraguai parecia mais disposto a ganhar o jogo até que, aos 14 minutos, Robinho fez 1 a 0 para o Brasil e ficou a impressão de que a maré ia mudar.

Foi um gol desenhado com as tintas que os brasileiros esperam quando a Seleção entra em campo. Robinho recebeu na intermediária paraguaia a bola passada por Felipe Luís, limpou o lance com um belo toque em torno do marcador, fez o passe para Elias, que encontrou Daniel Alves aberto na direita, de onde partiu o cruzamento na medida para Robinho fazer o gol.

É assim que se joga, mas não foi assim que o Brasil continuou jogando.

É verdade que, até o fim do primeiro tempo, o time manteve a superioridade que o 1 a 0 lhe assegurara, mas sem levar muito perigo ao gol de Villar. Mesmo assim, se tinha a impressão de que a qualquer momento o Brasil reencontraria o caminho do gol e decidiria de vez a classificação para a semifinal.

O Paraguai, porém, não se entrega facilmente. Já se tinha visto tal filme nesta Copa América. Contra a Argentina e contra o Uruguai, os paraguaios saíram perdendo e foram buscar o empate.

Foi o que fizeram novamente neste sábado em Concepción.

O Brasil de Dunga voltou para o segundo tempo menos disposto a atacar. Cedeu a iniciativa do jogo, esqueceu o toque de bola e a troca de passes, apelou insistentemente para os chutões e foi abrindo espaço para as manobras ofensivos dos paraguaios.

Este Brasil se satisfaz com pouco.

Um pênalti bobo de Thiago Silva, erguendo demasiadamente o braço numa disputa de bola pelo alto, deu a González a chance de empatar o jogo e transformar em pó o pouco que já satisfazia os brasileiros.

Ainda restavam 25 minutos e até que o Brasil se reanimou um pouco, mas Robinho já não tinha o dinamismo do primeiro tempo e nem o meio de campo nem o ataque, com exceção de Philippe Coutinho, se acertavam no trato com a bola.

O jogo chegou ao fim com os paraguaios festejando o 1 a 1 que levou a decisão da vaga na semifinal para os pênaltis. Eles tinham razão. Resultado: Brasil 3 x 4 Paraguai.

Na terça, Concepción vai ver a reprise do jogo que La Serena viu na primeira rodada do Grupo B desta Copa América. Agora, Argentina x Paraguai valerá vaga na final. González fechou a série.

E por querer pouco, a Seleção perdeu muito: além de cair fora da Copa América,  não disputará a próxima Copa das Confederações nem contará com Neymar nos dois primeiros jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Parece que o problema era Felipão

Dois dias antes de pedir demissão do Grêmio, tendo empatado em casa com a Ponte na estreia e perdido para o Coritiba fora, Luiz Felipe Scolari tinha analisado com  pessimismo as chances do time no Brasileirão:

– Todos nós sabemos que vai ser difícil. Os atletas sabem disso. A torcida sempre foi notificada de que nós iríamos passar dificuldades.

Ou seja: o responsáveis pela má campanha eram e seriam os jogadores.

Depois que Felipão abandonou o barco, o Grêmio fez sete jogos, venceu cinco, perdeu um e empatou outro. O interino James Freitas levou o time à primeira vitória no campeonato, 1 a 0 sobre o Figueirense, e passou o comando técnico ao jovem Roger Machado, que acaba de vencer o Avaí na Ressacada por 2 a 1 e, até agora, conquistou 13 dos 18 pontos que disputou.

Roger tem, pois, 72% de aproveitamento – índice inferior apenas aos 77.8% de Eduardo Baptista com o líder Sport, que empatou há pouco por 1 a 1 com a Chapecoense.

Assim é difícil ganhar o público no Brasileirão

Com exceção do Figueirense, instalado na fronteira com o Z-4, cinco times do Brasileirão jogam hoje, um pouco antes ou um pouco depois de Brasil x Paraguai, pelo direito de permanecer ou entrar no G-4.

Evidentemente, não é a data mais propícia para animar os torcedores envolvidos com os seguintes jogos da nona rodada:

Avaí x Grêmio, às 16 horas, na Ressacada

Chapecoense x Sport, também às 16 horas, na Arena Condá

Corinthians x Figueirense, às 21 horas, o Itaquerão

Vale lembrar que o Brasileirão de 2015 tem em média 14.373 pagantes por jogo.

Dos anfitriões dos jogos deste sábado, somente o Corinthians tem em casa um público bem maior do que a média do Brasileirão: 22.297 pagantes por jogo.

A média do Avaí é de 8.646 pagantes por jogo; a da Chapecoense, de 6.738.

O Corinthians pelo menos teve a sabedoria de abrir os portões de sua Arena às 18 horas e mostrar Brasil x Paraguai nos telões dos setores norte e sul, o que permitirá ao torcedor acompanhar a partida da Copa América.

Não é um com um calendário tão pouco inteligente que as bilheterias do Brasileirão vão melhorar.

Timão queima estoque

Tomei um susto quando encontrei em minha caixa postal um e-mail enviado pelo S.C. Corinthians Paulista, tendo como assunto: “Queima de Estoque do Timão”.

Logo fui pensando que talvez estivessem me oferecendo o Cássio e o Elias para reforçar o time da rua por um precinho módico. Afinal, em fase de liquidação, o Corinthians já se desfez de Emerson Sheik, Guerrero, Fábio Santos, Petros…

Refeito do susto, conferi o e-mail e me toquei que era apenas mais um spam enviado de um desses endereços dúbios que infestam a internet, desta vez oferecendo DVDs em promoção.

Melhor assim. O time da rua até precisa de um bom goleiro e um bom volante, mas também está mal de caixa.

Hoje tem espetáculo em Concepción. Será?

Willian: Paraguai na mira, Argentina no horizonte – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Willian: Paraguai na mira, Argentina no horizonte – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Está pronto o palco para o espetáculo desta noite.

Espetáculo?

É o que se espera de artistas acostumados a brilhar nos melhores palcos da Europa.

O daqui demorou um pouco para ficar pronto.

A reforma acabou sendo mais longa e mais cara do que o previsto, mas, a dois dias do espetáculo deste sábado, o palco foi reinaugurado com discurso festivo da presidenta e muitas manifestações iradas do lado de fora contra os U$ 50 milhões gastos nas obras.

Diferentemente do que você pode estar imaginando, falamos do Chile, especificamente do Estádio Ester Roa Rebolledo, em Concepción, onde se definirá, a partir das 18h30, o último semifinalista da Copa América – Brasil ou Paraguai.

O vencedor do jogo desta noite vai enfrentar na terça-feira, de novo na casa reinaugurada por Michelle Bachelet, a Argentina que ontem venceu a Colômbia nos pênaltis depois do 0 a 0 nos 90 minutos.

A gente quer espetáculo, mas a Seleção não quer falar em show. Na entrevista coletiva de ontem, o lateral Filipe Luís já tratou de avisar sobre os paraguaios:

– Eles se fecham bem na defesa e buscam o contra-ataque para ganhar os jogos. Precisamos estar atentos em todos os momentos para não sermos pegos em desvantagem na defesa.

Esperemos, então, um Brasil mais cuidadoso do que disposto a mostrar enfim um futebol minimamente empolgante nesta Copa América. O time está em formação e precisa se cuidar, parece querer dizer o técnico Dunga ao reclamar:

– Acho injustas a cobrança e a pressão que estão colocando sobre a atual Seleção Brasileira. Nossos jogadores merecem respeito, estão empenhados, treinando, trabalhando, em busca de um objetivo que é ganhar uma competição das mais difíceis, que é a Copa América.

O técnico brasileiro recorreu até à história para defender o time atual:

– O Brasil ficou 40 anos sem ser campeão e tinha seleções tidas como espetaculares, com grandes jogadores, craques indiscutíveis. E não ganhou. Então, não entendo por que esta Seleção, que tem muitos jogadores que nunca disputaram uma Copa América, tem de sofrer tanta cobrança.

Dunga tem alguma razão, mas o Brasil não pode se acanhar diante do Paraguai de Roque Santa Cruz e Lucas Barrios, uma seleção muito batalhadora e pouco criativa que joga a salvação na Copa América depois de ter ficado de fora da última Copa do Mundo.

O Brasil joga no Estádio Ester Roa para resgatar o prestígio do futebol cinco vezes campeão do mundo antes de sofrer em casa o vexame histórico de 2014.

O Brasil de Robinho, Willian, Philippe Coutinho e Firmino tem de entrar em campo com o Paraguai na mira, e a Argentina no horizonte. Não é hora ainda de voltar para casa.