Arquivo diário: 16 de junho de 2015

Aguero é o protagonista de Argentina 1 x 0 Uruguai

No gol de Aguero, sete uruguaios de olho em três argenitnos

No gol de Aguero, oito uruguaios de olho em três argenitnos

Valeu pela meia hora final.

Depois que Aguero, o destaque da partida, fez 1 a 0 para a Argentina aos 11 minutos do segundo tempo, o Uruguai descobriu que também precisava jogar, e o que até então era um exercício solo dos argentinos passou a ser um confronto entre as duas tradicionais escolas do futebol sul-americano.

Ficou claro desde o início que era pura balela de Óscar Tabárez aquele papo de que o Uruguai não ia se prender à defesa. O gol de Aguero, que se antecipou à marcação e cabeceou para as redes a bola cruzada por Zabaleta, é um bom retrato do que foi a partida até ali: além do ótimo goleiro Muslera, sete uruguaios guardavam a área contra apenas três argentinos.

Os argentino tinham, então, 70% da posse de bola. Parecia jogo de time grande contra pequeno.

Depois do 1 a 0, o Uruguai foi à luta e teve de jogar de igual para igual, pois o time não tem velocidade suficiente para optar pelos contra-ataques, a arma predileta dos times que enfrentam a Argentina. E, atacando, os uruguaios criaram boas chances de gol e poderiam ter saído com um empate.

Foi justa, no entanto, a vitória argentina na noite de Aguero como protagonista e Lionel Messi como coadjuvante.

Agora, empatada em primeiro lugar no Grupo B da Copa América com o Paraguai, a Argentina vai descontar na Jamaica as dificuldades que sofreu os dois primeiros jogos, deixando para uruguaios e paraguaios decidirem entre si quem fechará a primeira fase em segundo lugar.

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Goleiro da Jamaica decide o jogo

Duwayne Kerr: erro bobo

Duwayne Kerr: erro bobo derrota Jamaica

Essa história de goleiro sair da grande área jogando é para quem sabe. Não é o barato do jamaicano Duwayne Kerr, como se viu aos 35 minutos do primeiro tempo de Paraguai 1 x 0 Jamaica.

O camisa 1 jamaicano saiu para cortar de cabeça um lançamento longo de Victor Cáceres que fatalmente lhe chegaria às mãos dentro da área. Ao cabecear para a frente, acertou a bola no joelho do paraguaio Benítez que vinha em disparada para lhe dar combate. Resultado: a bola voltou pelo alto e caiu no gol.

Estava definido o placar do jogo.

Pelo menos ate que se encerre Argentina x Uruguai, daqui a pouco, o Paraguai lidera o Grupo B da Copa América, com quatro pontos.  A Jamaica permanece a zero.

A dois passos do hexa

Programar o despertador para tocar um pouco antes da uma da madrugada ou enganar o sono até lá talvez seja esforço demasiado, mas os madrugadores têm um programa interessante para o horário: os meninos do Brasil estarão enfrentando os senegaleses num jogo em Christchurch que classifica o vencedor para a decisão do Mundial Sub-20 disputado na Nova Zelândia.

O Brasil dos palmeirenses João Pedro e Gabriel Jesus, dos são-paulinos Lucão e Boschilia, dos rubro-negros Jorge e Jajá e companhia variada está a dois jogos do sexto título mundial.

A seleção de garotos brasileiros foi campeã em 1983, com Dunga, Geovani e Bebeto; em 1985, com Taffarel, Silas e Muller; em 1993, com o bugrino Adriano, Marcelinho Paulista, Yan e Gian, uma geração que não chegou a brilhar nos profissionais; em 2003, com o goleiro Jefferson, o lateral Daniel Alves e o volante Fernandinho, que à noite vão enfrentar a Colômbia pela Copa América; e em 2011, com Oscar, que não pode vir para a Copa América, Danilo, que foi cortado na véspera do embarque, e Philippe Coutinho, que também se contundiu no Chile, mas está voltando ao time.

Você poderá estar vendo na madrugada desta quarta o melhor futebol brasileiro dos próximos anos. Vale a pena conferir.

Argentina x Uruguai: os professores escondem o jogo

Martino x Tabarez: jogo de disfarces

Martino x Tabárez: jogo de disfarces antes da partida decisiva em La Serena

Se a História ganhasse jogo, o Uruguai já teria uma noite de tranquilidade assegurada em La Serena.

Campeã em 15 das 43 edições da Copa América, líder do Grupo B nesta 44ª edição após vencer a Jamaica por 1 a 0, a Celeste vai encarar a Argentina, que ganhou o título 14 vezes e agora, após o 2 a 2 na estreia, está empatada com o Paraguai na vice-liderança do grupo.

Como nem sempre a qualidade do futebol se reflete no placar, é bom lembrar que a Argentina jogou bem melhor do que o Uruguai na primeira rodada. O empate com os paraguaios deveu-se mais a um certo fastio de suas estrelas após as facilidades encontradas na primeira metade do jogo e aos renitentes problemas de sua defesa do que à falta de organização e criatividade nas manobras de ataque. Os uruguaios, ao contrário, ficaram em dívida com o futebol no 1 a 0 sobre os jamaicanos.

Óscar Tabárez jura que não, mas dificilmente o Uruguai abdicará de jogar fechadinho hoje à noite, defendendo o 0 a 0 que o deixará em ótimas condições para seguir em frente na Copa América, principalmente se na partida anterior o Paraguai não conseguir vencer a Jamaica.

Da Argentina, espera-se volúpia igual à mostrada no primeiro tempo contra o Paraguai, com mais cuidados defensivos, é claro. Se Tabárez diz que não buscará o empate e “se isso acontecer, será por conta do desenrolar do jogo”, Gerardo Martino faz, curiosamente, discurso quase inverso:

– Não vivemos esse jogo contra o Uruguai como se estivéssemos jogando as quartas de final ou a semifinal. As partidas decisivas começam mais para frente.

Os professores estão escondendo o jogo. Espera-se que os jogadores mostrem tudo em campo.

Encantado com Corinthians, Casagrande detona Seleção

Casagrande: só Neymar se salva na Seleção

Casagrande: “Brasil é parecido com Portugal”

Aquele mesmo Walter Casagrande que em março trombeteava o Corinthians de Cassio, Fagner, Felipe, Gil, Fábio Santos, Ralf, Elias, Jadson, Renato Augusto, Emerson Sheik e Guerrero como um dos melhores times da história do futebol disse ontem, no programa Bem, Amigos!, do SporTV:

– Acredito que o Neymar vá bater todos os recordes, mas acho que não vai conseguir ser campeão do mundo pela Seleção. Acho que o Brasil é parecido com Portugal. Tem dez medianos e o Cristiano Ronaldo. É igual aqui: dez medianos e Neymar. Acho que, sem o Neymar, somos de médio para baixo.

Em campo, Casagrande disputou uma Copa do Mundo, a de 1986, tendo participado dos três jogos da primeira fase, sempre saindo do banco para substituir Muller, mudança que Telê Santana não quis fazer nas oitavas de final (4 a 0 sobre a Polônia) nem nas quartas (1 a 1 com a França, seguido da derrota nos pênaltis por 4 a 3).

O Brasil do mediano Casagrande foi ao México com estrelas como Zico, Sócrates, Falcão, Júnior e Careca e, eliminado pela França de Platini, de lá voltou com o quinto lugar.

O título ficou com a Argentina do genial Maradona e dez companheiros medianos, que o ajudaram a vencer por 3 a 2 a final com a Alemanha e se chamavam Pumpido, Ruggeri, Brown, Cuciuffo, Olarticoechea, Giusti, Enrique, Sergio Batista, Burruchaga   e Valdano.

Marcelo Oliveira vai dar jeito no Palmeiras?

Paulo Nobre recebe Marcelo Oliveira na Academia - Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Paulo Nobre recebe Marcelo Oliveira – Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras acertou ao trazer Marcelo Oliveira, refazendo com o diretor Alexandre Mattos a dobradinha do Cruzeiro bicampeão brasileiro, mas será que Marcelo Oliveira acertou ao vir para o Palmeiras?

Logo depois de assinar o contrato em reunião com o presidente Paulo Nobre na Academia de Futebol da Barra Funda, antes mesmo de conhecer o Allianz Parque e de ser apresentado oficialmente à torcida nesta terça-feira, o novo treinador palmeirense anunciou suas pretensões em entrevista ao site do clube:

– Ser tricampeão nacional é um objetivo. Estou em um clube com tradição, com estrutura, com um bom elenco e camisa e isso é possível. Claro que é difícil, como foi no Cruzeiro, mas fica possível à medida que o trabalho se concretize e evolua.

É o que a torcida queria ouvir e é o que vai cobrar. Marcelo acredita que vai trabalhar com jogadores capazes de cumprir o ambicioso objetivo:

– O Palmeiras tem um elenco muito bem montado pelo Alexandre Mattos. São jogadores de qualidade semelhante e de características diferentes, o que facilita bastante. O meu antecessor deixou um trabalho bom, pois eu o conheço bem, e vamos dar sequência e criar novos objetivos. Temos de ser ambiciosos, construir uma equipe vibrante e proporcional à tradição do clube.

Marcelo Oliveira, mineiro competente e tranquilo que nos últimos cinco anos fez bom trabalho no Coritiba e escapou rapidinha de uma encrenca chamada Vasco antes de levar o Cruzeiro ao bi nacional, pode estar se metendo em mais uma fria, pois as coisas no Parque nem sempre são menos complicadas do que em São Januário, mas tem todas as condições de liderar um trabalho vitorioso no Palmeiras e se consolidar definitivamente como um dos melhores treinadores do futebol brasileiro.

É o que esperam não apenas os palmeirenses, mas todos aqueles que amam o futebol bem jogado, marca das equipes por ele comandadas.