Arquivo diário: 16 de novembro de 2015

Vasco x Corinthians: paz entre cartolas

O presidente Roberto de Andrade tem procurado tranquilizar o time e os jogadores do Corinthians, mas o jogo contra o Vasco em São Januário, na quinta-feira, continua preocupando um e outros, como deixou claro Vágner Love após o treino desta manhã:

– Morei uns dois anos em São Januário quando eu era mais novo. Conheço bem o estádio. Vai ter pressão, com certeza. É difícil o acesso. A torcida do Vasco vai querer nos intimidar, principalmente na nossa chegada,  mas futebol é dentro das quatro linhas.

Nota oficial, divulgada no site do Corinthians, ameniza:

O clube carioca vai liberar carga máxima permitida para os torcedores do Corinthians. O acordo sobre os ingressos, prova de cordialidade entre as equipes, ajuda a quebrar o clima de rivalidade entre as torcidas.

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, agradece ao presidente do Vasco, Eurico Miranda, pela forma cordial como foi tratado o assunto e dessa forma as duas equipes dão demonstração de bom senso e ajudam na questão de segurança do jogo.

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Imagem do dia: Daniel Alves em família

Daniel Alves em família @1611@

Baiano de Juazeiro, o lateral Daniel Alves da Silva tem sido acompanhado nos treinos da Seleção Brasileira em Salvador por três torcedores muito queridos: Maria Lúcia, sua mãe, Domingos, seu pai, e Lucivânia, sua irmã, que amanhã estarão na Fonte Nova torcendo por ele no jogo contra o Peru. Especialmente emocionado com a presença do pai, que o levou a se interessar pelo futebol e acompanhar a Seleção desde criancinha, Daniel fez até uma promessa um tanto exagerada para um jogador que completou 32 anos no dia 6 de maio:

– Eu pretendo que ele ainda me veja jogar por muitos e muitos anos mais.

Foto: RAFAEL RIBEIRO/CBF

Ricardo Oliveira não é o problema

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ficou mais ou menos claro no 1 a 1 com a Argentina que Ricardo Oliveira não é a solução dos problemas ofensivos da Seleção Brasileira. Também não é o problema.

O problema não era o Fred?

Pois, depois das pífias atuações na Copa do Mundo de 2014, ele tem sido sempre solução no ataque do Fluminense. O problema da Seleção só mudou de nome.

Será a Seleção o grande problema?

Em parte, sim.

O Brasil se acostumou mal – melhor dizendo, se acostumou bem – com uma linhagem incomparável de grandes centroavantes que se encerrou com o fenômeno Ronaldo, teve antes Romário e Careca e poderia ter começado, se tão frágeis não fossem suas condições físicas, com o atleticano Reinaldo.

Sem um craque indiscutível para vestir a camisa 9, é melhor procurar novos e variados caminhos – como Dunga procurou no Monumental de Núñez ao se convencer de que, com um especialista fincado na área, o Brasil não escaparia da derrota nitidamente desenhada do primeiro até o 58º minuto do jogo com a Argentina.

Procurou e achou.

Ao trocar o estilo pouco participativo de um grande finalizador, como é o santista Ricardo Oliveira e continua sendo o tricolor Fred, pela movimentação de um meia/atacante, como é o alemão Douglas Costa e pode ser o francês Lucas ou até o russo Hulk, Dunga dá à Seleção a chance de jogar bola e não apenas disparar chutões da defesa em busca de alguém que lá na frente resolva a parada.

No futebol dos nossos dias, o jogo é jogado em todo o campo. Especialista, só o goleiro, que, mesmo assim, tem de saber sair jogando e deve reinar soberano em sua grande área, virtude que o jovem Alisson ainda não mostrou, mas essa é outra conversa. Estamos aqui falando do centroavante – talvez, mais apropriadamente, do fim do centroavante.

O centroavante é uma espécie em extinção, prenunciavam a Hungria de Hidegkuti em 1954, o Brasil de Tostão em 1970 e as várias Holandas que antecederam o fenômeno Van Basten. Em vários jogos da Copa de 2014, a campeã Alemanha  e a Holanda, terceira colocada, confirmaram: mais vale a versatilidade do que a especialização no arremate a gol.

O futebol é criação. A finalização não pode ser uma especialidade. É um fundamento técnico que se deve cobrar de todos que se aproximam do gol adversário. Foi bom que Lucas Lima, um tanto avesso à finalização, tenha feito o gol do empate com a Argentina. A Seleção precisa multiplicar os seus goleadores.

E tem de se preparar para tal realidade, escalando como parceiro de Neymar um atacante que também se movimente muito, participe do jogo em todo o campo e lhe faça companhia nas cercanias da área.

É mais ou menos o que Gabigol tem feito no Santos e no time olímpico que se prepara para a Rio 2016. Talvez, mais tarde, possa ser uma opção para Dunga fazer este time do Brasil jogar.

Não podemos, porém, esperar o futuro chegar. Amanhã, tem Peru.