Arquivo diário: 22 de novembro de 2015

Coritiba 1 x 0 Santos redefine o G-4 e o Z-4

Com o time quase todo reserva, o Santos foi derrotado pelo Coritiba por 1 a 0 no Couto Pereira e deixou de tirar proveito da ajuda que mais cedo lhe deu o Corinthians, ao golear o São Paulo por 6 a 1.

Se tivesse vencido, estaria no G-4, com 58 pontos, dois à frente do São Paulo e do Internacional, que venceu o Grêmio por 1 a 0 e voltou à briga pela vaga na Libertadores de 2016.

Estacionado nos 55 pontos, o Santos está agora praticamente obrigado a conquistar a Copa do Brasil nas finais contra o Palmeiras, que começam nesta quarta-feira na Vila Belmiro, para chegar à Libertadores.

Pelo Brasileirão, já estão garantidos o Corinthians, o Atlético Mineiro e o Grêmio. A briga pela quarta vaga, segundo as previsões do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais, ficou assim:

♦ São Paulo – 52.2% de chances

♦ Internacional – 34.1% de chances

♦ Santos – 12.1% de chances

A vitória do Coritiba tirou-o do Z-4, de onde não sai mais o Joinville, derrotado pelo Vasco por 2 a 1.

Depois desta 36ª rodada, em que o Figueirense empatou com a Chapecoense por 0 a 0, o Goiás empatou com o Atlético Mineiro por 2 a 2 e o Avaí perdeu para o Fluminense por 3 a 1, cinco times lutam para fugir do rebaixamento, mas só três escaparão.

A taxa de risco de cada um, segundo os matemáticos mineiros :

♦ Goiás – 96.7%

♦ Vasco – 87.4%

♦ Avaí – 80.3%

♦ Coritiba – 20.4%

♦ Figueirense   15.2

O Infobola dá números ligeiramente diferentes:

♦ Goiás – 95%

♦ Vasco – 87%

♦ Avaí – 70%

♦ Coritiba – 24%

♦ Figueirense – 24%

Uma mancha na campanha do Atlético Mineiro

A incapacidade de reagir minimamente às vicissitudes nas rodadas recentes e decisivas manchou a campanha do Atlético Mineiro neste Brasileirão, poderia lhe custar o vice-campeonato se o Internacional não tivesse vencido o Gre-Nal há pouquinho por 1 a 0 e ainda pode determinar a saída de Levir Culpi, que pressentiu a mancha, por motivos outros e equivocados, bem antes dos últimos vexames, como este de hoje, o empate por 2 a 2 com o Goiás no Independência.

Nas últimas dez rodadas, a campanha do vice-líder se compara à do Vasco, que demorou a sair da lanterna e ainda corre sério risco de cair para a Segundona. Foram apenas 17 pontos ganhos. O Corinthians ganhou 26.

Se forem mesmo vice-campeões brasileiros, os atleticanos deveriam dividir com os colorados o prêmio de R$ 6,3 milhões que a CBF lhes pagará – ou, pelo menos, os R$ 2 milhões a mais do que receberá o terceiro colocado.

Como se fosse uma decisão

No Itaquerão, após Corinthians 6 x 1 São Paulo, Ralf recebe a taça de campeão brasileiro

Após Corinthians 6 x 1 São Paulo, Ralf recebe a taça de campeão brasileiro

Enganou-se quem acreditou, como este blogueiro, que a ausência do trio Gil-Elias-Renato Augusto e o clima de festa no Itaquerão favoreceriam o São Paulo em sua luta para continuar no G-4.

O Corinthians, ainda mais reserva do que se prenunciava, não perdoa. Joga sempre como se fosse decisão. Tite não permite poupança de energia em campo. E, sem perder a vibração, o Corinthians decide as paradas com a frieza de campeão.

Não tem Elias, Jadson nem Renato Augusto?

Bruno Henrique vai lá e faz Corinthians 1 x 0 São Paulo.

Malcom e Vagner Love não estão em campo?

Romero faz 2 a 0.

O primeiro tempo está acabando, Gil também não veio?

Pouco importa: Edu Dracena faz 3 a 0.

Vamos ao segundo tempo.

Danilo, o polivalente camisa 12, no exercício mais uma vez da titularidade, como diria Tite nos velhos tempos, se dá ao luxo de fazer uma assistência, de letra, para o talismã Lucca marcar o seu: 4 a 0.

E como o talismã estava esperando a bola cruzada por Romero, o tricolor Hudson achou melhor cortar o caminho e tocá-la logo para as redes de Denis: 5 a 0.

Será que o São Paulo não vai esboçar nenhuma reação? Não diziam por aí que Paulo Henrique Ganso e até Alexandre Pato eram os responsáveis pela apatia que tantas vezes o São Paulo de Milton Cruz, Juan Carlos Osorio e Doriva mostrou em campo? Nenhum deles está em Itaquera.

E o São Paulo reagiu muito de leve, com um gol de Carlinhos um pouco depois da metade do segundo tempo. Diminuiu o vexame: 5 a 1.

Teremos mais?

Sim, claro. O Corinthians não sossega. Pênalti de Reinaldo em Romero. Cristian bate e faz 6 a 1.

Acabou? Não. O São Paulo também tem um pênalti a seu favor. Alan Kardec cobra, Cássio defende.

Algum titular do Corinthians tinha de mostrar serviço.

Acabou a festa. É hora de o capitão Ralf receber a taça.

Um Gre-Nal como não se vê há mais de um século

Argel Fucks ainda trabalhava no Figueirense, mas sete dos 11 colorados que ele deve mandar a campo para enfrentar o Grêmio às 17 horas no Beira-Rio estão entre as vítimas do massacre de 9 de agosto: Alisson; William, Ernando, Rodrigo Dourado, Anderson, Vitinho e Lisandro López.

Foi pela 17ª rodada deste Brasileirão, diante de 46.010 torcedores, na Arena Grêmio. O Inter ainda procurava um substituto para Diego Aguirre, o Grêmio tinha trocado Luiz Felipe Scolari por Roger Machado 13 rodadas antes.

Mal o jogo começou, o gremista Douglas perdeu um pênalti. Mal sinal? Não para os gremistas.

Dali em diante, o Grêmio massacrou o Inter, enfiando-lhe 5 a 0, sua mais escancarada vitória num Gre-Nal desde 1912, quando tinha vencido por 6 a 0. Foi um dos três maiores vexames colorados na história do Campeonato Brasileiro, igual às derrotas 5 a 0 para a Chapecoense em 2014 e para o São Caetano em 2003.

Além do comandante Roger Machado, oito dos algozes gremistas daquele 9 de agosto vão se reencontrar com as vítimas daqui a pouco. São Marcelo Grohe, Rafael Galhardo, Pedro Geromel, Erazo, Marcelo Oliveira, Giuliano, Douglas e Luan.

O jogo vale para os colorados a última chance de continuar sonhando com uma vaga na Libertadores em 2016. Para o Grêmio, a permanência no terceiro lugar do Brasileirão,  a três pontos, no máximo, do Atlético Mineiro, uma semana antes de recepciona-lo em Porto Alegre em confronto direto pela vice-liderança.

Na verdade, o Gre-Nal deste domingo se basta como revanche daquele 9 de agosto.

Festa no Itaquerão: do Corinthians ou do São Paulo?

Corinthians recebe São Paulo para  equilibrar as contas domésticas

Corinthians recebe São Paulo para zerar as contas domésticas

O dia é de festa corintiana, com certeza de recorde de público no Itaquerão, mas a maior alegria pode ser dos são-paulinos, que estão na luta com os santistas, ponto a ponto, pela última vaga disponível no G-4.

O jogo das 17 horas em nada altera a posição do campeão, mas é a chance de eliminar um raro déficit em sua quase irretocável campanha – os pífios 42,8% de aproveitamento no confronto direto com os outros times paulistas, com apenas duas vitórias em sete jogos, mais três empates e duas derrotas.

O Corinthians perdeu em casa para o Palmeiras e empatou no Allianz Parque; perdeu para o Santos na Vila Belmiro e venceu em Itaquera; venceu em casa a Ponte Preta e empatou no Moisés Lucarelli; empatou com o São Paulo no Morumbi.

Se derrotar o São Paulo na festa em que receberá o caneco e as faixas de campeão, o Corinthians terá feito 12 pontos em oito jogos contra os rivais paulistas. Serão 50% dos pontos disputados.

Não é muito para um time que tem 73,3% de aproveitamento no campeonato, mas pelo menos conseguiria zerar a conta doméstica e calar a boca dos vizinhos.

O problema é que os corintianos só querem saber de festa a esta altura do Brasileirão e não contarão com Gil, Elias e Renato Augusto, um favorecimento enorme às pretensões do São Paulo de se manter em quarto lugar, pelo menos um ponto à frente do Santos, que vai ao Paraná enfrentar o desesperado Coritiba.

Palmeiras não pode reclamar da torcida

Não são poucos os palmeirenses decepcionados com a campanha do time no Brasileirão. Depois do empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, o Palmeiras dormiu em nono lugar, mas hoje vai para a cama em décimo, ultrapassado pela Ponte ou pelo Flamengo, dependendo do resultado do jogo das 18 horas entre os dois no Mané Garrincha.

A torcida esperava muito mais, boa parte até sonhava com o título brasileiro, mas nem os resultados frustrantes do returno a afastaram do time.

O Palmeiras não pode reclamar de seus torcedores, como se viu ontem à noite, mais uma vez, no Allianz Parque.

Foi o menor público do Palmeiras como mandante em todo o campeonato, apenas 19.395 pagantes. Apenas? Em jogo que não valia nada, bate em mais de 2 mil a média de pagantes do Brasileirão.