Arquivo diário: 14 de maio de 2015

Torcida do Boca agride time do River e jogo não termina

Delegado da Conmebol confabula com árbitro

Delegado da Conmebol confabula com árbitro

De volta ao batente, Tostão contou em sua coluna do domingo na Folha que tentou ver alguns jogos da Libertadores em seus dias de férias em Roma, mas não encontrou nenhum canal europeu que os mostrasse.

Você tentou ver o Boca x River desta quinta-feira que deveria ter definido o rival do Cruzeiro nas quartas de final da Libertadores?

Então, entendeu por que a mais importante competição de clubes do futebol das Américas não interessa às televisões da Europa. Por razões parecidas, a tevê brasileira também não mostra os jogos do futebol de várzea.

Lá na Bambonera, o River ia segurando o 0 a 0 que lhe bastava para a classificação após ter vencido em casa por 1 a 0, mas seus jogadores foram bombardeados com gás pimenta por torcedores do Boca no caminho de volta ao campo após o intervalo e, é claro, o jogo não foi reiniciado.

Durante infindáveis minutos, árbitro, delegado da Conmebol, dirigentes e técnicos das duas equipes e os aspones das mais variadas procedências ficaram discutindo o que fazer.

Boa parte da torcida foi embora, sabendo que não havia condições para que a bola voltasse a rolar. Bastava ver a imagem de alguns jogadores do River atingidos e queimados pelo spray.

Demorou quase duas horas até que o senhor Darío Herrera decidisse não prosseguir o jogo, quando o regulamento da competição limita em 45 minutos o prazo para que o árbitro tome uma decisão.

É a nova escola sul-americana de arbitragem, como deixou claro o ex-árbitro Leonardo Gaciba, que comenta a atuação de seus coleguinhas no SporTV, ao dizer que mais importante do que a regra é o bom senso para evitar a irritação dos anfitriões e dos torcedores.

Gaciba repete na telinha o comportamento comum a quase todos os árbitros brasileiros com o apito: mais do que a regra, vale a acomodação. O negócio é fazer média.

Os europeus sabem o que estão perdendo.

O Corinthians é caso de polícia?

Cinco viaturas da PM paulista estão guardando a entrada Centro de Treinamento Joaquim Grava enquanto Tite e jogadores trabalham lá dentro.

Será o Corinthians um caso de policia?

E tem a policia paulista gente e equipamentos de sobra para cuidar da segurança de entidades privadas sem deixar em risco os cidadãos de Sampa?

Acabou-se a frustração de Verónica Boquete

Veronica Boquete 145aE se fez realidade, há pouquinho, o desejo da espanhola Verónica Boquete, registrado aqui em 19 de abril na nota Como é mesmo o nome dela?, de apagar em Berlim a frustração que vivera um ano antes com a camisa do sueco Tyresö ao ser derrotada,  em companhia da brasileira Marta,  na final da Liga das Campeãs da Europa de 2014 pelas alemãs do Wolfsburg:

 – Aquela final ainda dói por tudo que o Tyresö significava para mim. Sempre carregarei esta frustração, mas agora ela vai me servir de motivação e me dará um gás extra.

Defendendo o Frankfurt, Verónica Boquete acaba de conquistar  o título europeu com uma vitória por 2 a 1 sobre as meninas do Paris Saint-Germain.

Acabou-se a frustração.

Seleção da Uefa tem Marcelo e Neymar

Neymar, novamente, e Marcelo estão na seleção da semana publicada pelo site da Uefa  com a pretensão, bem contestável, de indicar os melhores dos dois jogos que definiram Barcelona e Juventus como finalistas da Liga dos Campeões da Europa.

Sem Messi e sem Suárez, a seleção dos ‘especialistas’ da Uefa: Gianluigi Buffon (Juventus), Patrice Evra (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Marcelo (Real Madrid), Thiago Alcántara (Bayern), Paul Pogba (Juventus), Bastian Schweinsteiger (Bayern), Álvaro Morata (Juventus), Robert Lewandowski (Bayern) e Neymar (FC Barcelona).

Governo esquece convite a Ana Moser

Elegante como sempre, sem um sinal sequer de desencanto, Ana Moser deixa claro, em texto publicado hoje no Blog do Juca Kfouri, que o propalado convite para que ela assumisse a presidência da Autoridade Pública Olímpica, uma espécie de consórcio administrativo formado pelos governos federal e estadual e pela prefeitura do Rio,  era mais marketing político do que efetiva ação  governamental.

Dois trechos mostram a verdade. O primeiro, logo na abertura:

  • “Há algumas semanas fui convidada pelo governo, através do Ministro da SECOM (Secretaria de Comunicação Social), para assumir a direção da APO com o foco no desenvolvimento de uma proposta de Legado Social e Esportivo para a Olimpíada.”

O segundo trecho pede uma explicação, pois se refere a um antigo e-mail enviado por ela aos delegados do COI que escolheram o Rio como sede das competições olímpicas em 2016. Ana Moser “entendia que, ao assumir a responsabilidade de organizar uma Olimpíada sem que tivéssemos uma ampla base de praticantes, o esporte para as pessoas comuns seria colocado num segundo plano e a concentração de recursos e poder em torno do esporte de elite seria muito maior.”

O e-mail foi usado como arma contra ela por muita gente incomodada com a escolha de uma das mais respeitadas figuras do esporte brasileiro para comandar a APO da Rio-16. Resultado, segundo o texto de Ana Moser:

  • “Esta polêmica criou um clima político adverso que fez com que o meu convite inicial para a APO não se concretizasse.”

É curioso: o governo que quer mudar o futebol por meio de uma Medida Provisória não tem autoridade para impor suas escolhas a um organismo público.

Ou será que a propalada escolha de Ana Moser era mero exercício de comunicação social?

Uma noite que os corintianos jamais esquecerão

Corinthians 135 GuaraníNo Itaquerão, depois de um primeiro tempo com claro e infrutífero domínio corintiano, Fábio Santos fez bobagem logo no comecinho do segundo, foi expulso e levou embora as chances do Corinthians chegar pelo menos aos 2 a 0 e, assim, decidir nos pênaltis a sorte na Libertadores.

No meio do segundo tempo, Jadson também foi expulso por mais uma boba agressão a um adversário.

Não há fé que supere tanta imaturidade num time considerado por muita gente, após dois ou três bons jogos no começo da temporada, a mais atual expressão do melhor futebol brasileiro e agora obrigado a reconhecer: ludopédio é um esporte que se pratica também com a cabeça.

O 0 a 0 já era uma desgraça, mas Fernando Fernández entrou no jogo aos 42 minutos e marcou para o Guaraní aos 47.

O 1 a 0 foi a segunda derrota do Corinthians em seu estádio. Esta quarta-feira, 13 de maio, jamais será esquecida pelos corintianos.

Agora, a fiel torcida vai exercitar sua fé no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

Inter mata o Galo no Beira-Rio

No Beira-Rio, o visitante Atlético costurou, costurou, costurou, o anfitrião Internacional pintou e bordou.

Dois golaços, ainda no primeiro tempo, definiram o jogo e a vaga nas quartas de final da Libertadores para o Inter. Merecidamente.

Não que o Galo tenha desistido ou mesmo desacreditado na possibilidade de reagir aos gols de Valdívia e D’Alessandro. Aos 13 minutos do segundo tempo, Lucas Pratto, sempre ele, diminuiu para 2 a 1.

E o Atlético Mineiro continuou tentando, tentando até que, aos 34, Lisandro López fechou a conta em 3 a 1.

Foi a noite dos gringos no Beira-Rio. Apesar do nome, Valdívia é exceção.

Nada mais justo do que o Internacional do uruguaio Diego Aguirre continuar representando o futebol brasileiro na Libertadores.

Difícil serão os próximos dias do Atlético Mineiro. Além da tristeza pela derrota, a torcida do Galo ainda vai ter de suportar a alegria dos cruzeirenses, também eles classificados para a próxima fase da Libertadores.