O Grêmio é o único time do Brasileirão que ainda não foi derrotado em casa. Venceu nove jogos e empatou três.
O Sport é o único que ainda não venceu fora de casa. Empatou oito jogos e perdeu três.
O Grêmio é o único time do Brasileirão que ainda não foi derrotado em casa. Venceu nove jogos e empatou três.
O Sport é o único que ainda não venceu fora de casa. Empatou oito jogos e perdeu três.
É o segundo jogo consecutivo em que o Fluminense é prejudicado pela arbitragem.
Na derrota para o Corinthians da quarta-feira, o tricolor Cícero fez um gol legal que Sandro Meira Ricci anulou. Na derrota de hoje para o Flamengo, o rubro-negro Wallace deu um passe mão para Sheik abrir o placar com as bênçãos do árbitro Ricardo Marques.
Alguma coisa está mudando no futebol brasileiro.
“Essas coisas a oposição não vê”, né, Tutty Vasques?
Três vezes o Palmeiras esteve na frente, três vezes o Corinthians foi buscar o empate.
Foi um jogaço no primeiro tempo, que o Palmeiras venceu por 3 a 2 graças aos 45 impecáveis do lateral Lucas. Foi um bom jogo, mais pegado e menos emocionante, no segundo tempo em que Vagner Love, sem querer, garantiu o empate.
Muitas gente jogou bem nos dois times, principalmente os palmeirenses Fernando Prass, Lucas e Dudu e os corintianos Cassio e Renato Augusto. Imagine-se de quanto seria o placar se os goleiros não tivessem se destacado!
Muito justo, então, que o 3 a 3 no Allianz Parque tenha sido mais festejado por corintianos do que por palmeirenses, até porque é o time de Tite que lidera o Brasileirão, enquanto o de Marcelo Oliveira, oscilante no jogo tanto quanto no campeonato, tem de batalhar por uma vaga na Libertadores de 2016.
E não será uma batalha fácil, pois o Palmeiras está fechando a 23ª rodada em sétimo lugar, com 35 os mesmos 35 pontos do Flamengo, que chegou à quarta vitória seguida sob o comando de Oswaldo de Oliveira ao bater o Fluminense no Maracanã por 3 a 1. O Palmeiras venceu 10 jogos, o Fla venceu 11 e, por isso, é o sexto colocado, mas pode cair uma posição se daqui a pouco o Santos bater o Sport no Recife.
O Fluminense, derrotado pela quarta vez consecutiva no returno, vai se afastando do G-4, já instalado em nono lugar, com 33 pontos, qualquer que seja o resultado de Sport x Santos.
Lá no topo, a briga pelo caneco ficou ligeiramente menos favorável ao Corinthians, pois o vice-líder Atlético Mineiro chegou a cinco pontos de distância e o Grêmio, terceiro colocado e adversário da próxima rodada, a seis pontos. Em casa, o time de Roger Machado chegou a levar um susto, mas, de virada bateu o Goiás por 2 a 1.
Invicto há 15 jogos, tendo vencido os últimos nove no Itaquerão, o Corinthians receberá na noite da quarta-feira, podendo até se satisfazer com mais um empate, este Grêmio que não perde há sete rodadas. Não é o que está nos planos de Tite.
O Palmeiras vai receber o Corinthians às 16 horas com o óbvio apoio de seus torcedores, que lotarão o Allianz Parque, e de todas as outras 18 torcidas envolvidas com o Brasileirão.
O país do futebol torcerá contra o Corinthians e não será por este papo furado de que o time deve à ajuda da arbitragem a liderança folgada do Campeonato Brasileiro.
Ninguém quer que o campeonato se encerre antes da hora e, vencendo hoje, o Corinthians ficará sete pontos à frente do vice-líder Atlético Mineiro e cada vez mais perto do caneco.
Os números recentes, no entanto, são bem mais favoráveis ao Corinthians, que venceu seus últimos cinco jogos e está invicto há 14 rodadas. O Palmeiras perdeu três de seus cinco jogos mais recentes, retrato fiel de uma campanha muito inconstante, ponteada por altos e baixos.
Nem por isso os corintianos devem se animar muito.
Fora de casa, porém, o Corinthians não mete muito medo: em 11 jogos, venceu o Cruzeiro, logo na rodada de abertura do Brasileirão, o Flamengo e, com direito a requisitar o título catarinense, o Joinville, o Avaí e a Chapecoense.
E o Palmeiras é difícil de ser batido no Allianz Parque. Perdeu para Atlético Paranaense (2 de agosto) e Goiás (24 de maio), e empatou com Internacional (4 de junho) e Atlético Mineiro (9 de maio). Venceu os outros sete jogos. Portanto, sob o comando de Marcelo Oliveira, só perdeu ponto em casa para o Atlético Paranaense.
Vagner Love e Gabriel Jesus que tratem de resolver o impasse estatístico.
Desta vez foi uma vitória cristalina, sem ajuda da arbitragem, bem diferente daqueles 2 a 1 sobre a Ponte Preta na quarta-feira, vistos de uma cabine do Moisés Lucarelli por Mano Menezes.
Com Mano no comando e quatro gols de Willian, o Cruzeiro acaba de golear o Figueirense por 5 a 1 no Mineirão. Willian tinha marcado seu último gol em 21 de abril, contra o Sucre, na fase de grupos da Libertadores. Marcelo Oliveira ainda era o treinador.
Ao derrotar o Figueirense, o Cruzeiro ultrapassou a Ponte na ordem de classificação do Campeonato Brasileiro.
A Ponte largou bem na competição, mas desandou desde que perdeu o camisa 10 Renato Cajá, não vence há cinco rodadas e empatou agora, na matinê da Arena Condá, com a Chapecoense por 0 a 0.
Cruzeiro, em 13º lugar, e Ponte, em 14º, têm 28 pontos, mas os mineiros levam vantagem no número de vitórias – 10 a 8.
Parece que a torcida do Cruzeiro volta a acreditar no time. Os 5 a 1 foram vistos por 39.040 pagantes.
Sabe qual foi o dia mais feliz dos 22 anos de vida do paulistano Rafael Alcântara, filho do tetracampeão Mazinho e jogador do Barcelona?
Foi este sábado, 5 de setembro de 2015, em que ele vestiu em campo, pela primeira vez, a camisa da Seleção, durante apenas 11 minutos do 1 a 0 sobre a Costa Rica. Com a palavra, Rafinha:
– É o dia mais feliz da minha vida. Realizei hoje um sonho de infância. Imaginei este dia inúmeras vezes, mas a realidade foi ainda melhor.
Em curta entrevista ao site da CBF, Rafinha conta que se apaixonou pela Seleção em 2002, o ano da conquista do penta mundial:
– Quando era garoto e jogava pelada com meu irmão no condomínio onde a gente morava, gostava de brincar que era um dos jogadores daquele time. Sempre quis usar essa camisa justamente por causa deles.
Pode acreditar: o Vasco fez um gol.
Parece pouco? Pois não se esqueça de que isso tinha acontecido pela última vez neste Brasileirão em 26 de julho, na derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, quando o Vasco ainda mandava seus jogos em São Januário.
Oito jogos se seguiram, o Vasco empatou um e perdeu sete, e foi neste sétimo, ao perder por 2 a 1 para o Atlético Mineiro no Maracanã, que o time marcou seu nono gol no Brasileirão. O jogo abriu a 23ª rodada.
O gol foi de pênalti, no mínimo discutível, cobrado por Nenê aos 28 do segundo tempo, quando o Atlético já vencia por 2 a 0, gols de Lucas Pratto, também em cobrança de pênalti, e de Dátolo, ambos no primeiro tempo.
Agora, o Atlético vai torcer para que o Palmeiras vença o Corinthians amanhã no Allianz Parque. Assim, ficará a apenas quatro pontos do líder.
No Morumbi, com gols do estreante Rogério e do experiente Michel Bastos, o São Paulo quase todo reserva venceu por 2 a 0 o Internacional, que havia goleado o Vasco por seis na rodada anterior.
Com 38 pontos, o São Paulo está de novo no G-4, não só pelo que fez em casa, mas também pelo que o Atlético Paranaense deixou de fazer em Curitiba, não saindo do 0 a 0 com o Joinville, que jogou com dez desde a expulsão do lateral Diego aos 28 minutos do primeiro tempo.
O Atlético Paranaense vai dormir em quinto lugar, com 37 pontos, mas cairá para o sexto se o Palmeiras vencer o Corinthians. O Joinville continuará na vice-lanterna, oito pontos à frente do Vasco.
Nada se compara ao Vasco.
O Brasil foi o senhor das ações, e não poderia ser diferente diante de um adversário insignificante como a Costa Rica, manteve a bola sob seu domínio por quase todo o tempo de jogo, movimentou-se com certa desenvoltura de uma área à outra, mas ficou devendo em vibração e em criatividade ofensiva.
Para encarar a Costa Rica, foi o bastante, mas ficou a impressão de que o tempo é curto para que a Seleção se mostre realmente capaz de encarar o Chile de igual para igual, o que já é um heresia histórica, no jogo de 5 de outubro que abrirá em Santiago a caminhada rumo à Copa do Mundo da Rússia.
O Chile é um time organizado, mas atrevido, que adora jogar com a bola e procura incessantemente roubá-la quando ela circula entre os pés adversários. O Chile de Jorge Sampaoli não dá esta folga que a Costa Rica do estreante Oscar Ramírez deu em Nova Jersey a Lucas Lima, Willian, Douglas Costa e Hulk.
E, sobretudo, o Chile não perdoa as defesas que lhe dão os espaços generosos que o Brasil muitas vezes cedeu aos costarriquenhos entre os volantes e os zagueiros.
O Brasil talvez tivesse forçado um pouquinho mais o ritmo se Hulk, com muito mais força do que habilidade, não fizesse 1 a 0 logo aos 9 minutos de jogo. É o que se espera que faça na terça-feira, dia 8, contra os Estados Unidos, em Foxborough, para que a gente se anime para as Eliminatórias.
O Brasil de hoje ficou devendo. Lucas Lima merecia um estreia mais vibrante, embora se deva dar o devido desconto ao enorme contingente europeu da Seleção que está saindo da pré-temporada e, portanto, ainda não entrou verdadeiramente em ritmo de jogo. O Brasil treinou em Nova Jersey.
Rogério Ceni, Breno, Lucão, Luiz Eduardo, Carlinhos, Rodrigo Caio, Thiago Mendes, Wesley, Alan Kardec, Luis Fabiano e Pato.
Não, não é o São Paulo que entrará em campo às 19h30, no Morumbi, para enfrentar o Internacional.
É a lista de desfalques que atormenta o técnico Juan Carlos Osorio.
Lucas Lima e Neymar: treino da Seleção em Nova Jersey – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Antes da Copa América, Muricy Ramalho já dizia:
– O melhor camisa 10 é o Lucas Lima. Respeito o Dunga, mas ele tinha de estar na Seleção. É um jogador moderno, joga em direção ao gol toda hora. Vai na diagonal, entra na área, pensa o jogo, faz gol, vem no meio-campo. A quilometragem dele é altíssima. É o melhor número 10 do Brasil hoje.
Dunga é um técnico cauteloso, até mesmo conservador em muitos aspectos, mas não é burro nem sequer teimoso. Na primeira convocação após a pífia atuação brasileira em campos no Chile, incluiu o nome do meia que não se deixou tentar pelas ofertas do futebol europeu no meio do ano e preferiu continuar regendo em campo o bom time do Santos.
Dunga fez mais nestes dias de treinamento da Seleção nos Estados Unidos: escalou Lucas Lima no time titular e procurou lhe transmitir confiança, prometendo respeito às suas características. É o que vamos ver no amistoso com a Costa Rica, em Nova Jersey:
– Ele vai jogar como joga no Santos. Ele vai ter liberdade para fazer o que faz no seu clube, tem que estar mais perto possível do que ele faz lá, com a responsabilidade que todos têm na Seleção.
O jogo das 17 horas deste sábado, 5 de setembro, pode ser um novo marco na história da Seleção. Lucas Lima tem tudo para acrescentar clarividência ao nosso meio de campo, até agora marcado por muita movimentação e combatividade e pouca inspiração criativa entre as duas intermediárias.
Se jogar como joga no Santos, Lucas Lima ajudará a reinventar o futebol da Seleção. A novidade foi percebida nos treinos pelo volante Luiz Gustavo?
– Ele tem a característica do último passe para deixar os atacantes em condições fazer o gol. Eu e o Fernandinho, com um jogador de tanta qualidade na nossa frente, temos simplesmente dar respaldo a ele.
É uma pena que, à frente dele, Lucas Lima não possa também contar com o incomparável Neymar. Por enquanto.